Paladin
8 CAPÍTULO 8: O Dia da Revelação - Parte II
Notas iniciais
O coração dos calouros acelerou enquanto ouviam as palavras de Alya. Este era o momento que aguardaram com tanta expectativa e apreensão. Olhando ao seu redor, Raziel viu expressões semelhantes de ansiedade e esperança nos rostos dos outros alunos. Muitos olhavam para a esfera com reverência, como se fosse um oráculo prestes a pronunciar seu destino.
Assim que a diretora desceu do palco, o primeiro nome foi chamado. Um jovem da turma de Raziel caminhou hesitante em direção à esfera. Colocou a mão sobre ela, e por um momento, tudo pareceu parar. Então, a esfera brilhou em um branco suave – D. O jovem ficou triste pelo baixo rank, mas ao mesmo tempo determinado, consciente das dificuldades que encontraria. Ele saiu do palco, e o próximo nome foi chamado.
Assim, um por um, os estudantes se aproximavam da esfera, cada um enfrentando o julgamento silencioso do objeto mágico. As cores variavam, do branco ao azul, ao roxo, cada uma evocando diferentes emoções na multidão. Quando o nome de Alexa foi chamado, um murmúrio de antecipação percorreu a multidão. Ela caminhou até a esfera com uma confiança silenciosa, seus cabelos loiros quase prateados refletindo a luz das lâmpadas tecnológicas que pairavam sobre o campo.
A jovem respirou fundo e colocou a mão na esfera. Por um momento, o tempo pareceu suspenso, até que a esfera começou a brilhar com uma luz intensa e dourada. O brilho dourado, que sinalizava o rank S, encheu o anfiteatro, provocando uma explosão de aplausos e exclamações de surpresa e admiração. Alexa havia alcançado um dos ranks mais altos logo no início, uma façanha rara e impressionante.
Raziel observava tudo com crescente nervosismo. Seu nome ainda não havia sido chamado, e cada momento de espera parecia uma eternidade. Olhou para a amiga com um grande sorriso, e ela lhe ofereceu um sorriso encorajador em troca. Era possível ver que ela também estava ansiosa pelo resultado.
Enquanto os aplausos para Alexa ainda reverberavam pelas arquibancadas, o nome de Raziel ecoou pelo anfiteatro. O jovem sentiu um calafrio percorrer sua espinha, o peso das expectativas se tornando quase tangível. Em algum lugar ali no anfiteatro, sua irmã o observava. Com passos firmes, mas com o coração martelando no peito, ele se aproximou da esfera no centro da arena. A superfície brilhante refletia suas inseguranças, mas também sua determinação de provar seu valor.
Ao tocar a esfera, o mundo pareceu parar. Um silêncio absoluto tomou conta do ambiente, como se o próprio ar estivesse prendendo a respiração. Então, a esfera começou a brilhar. Primeiro, um dourado intenso, que por si só já era motivo de admiração. Mas então, lampejos de azul celestial surgiram, misturando-se com o dourado em uma dança hipnotizante de luzes.
As cores vacilavam, como se disputassem o domínio, e isso chamou a atenção imediata de Alya, cuja expressão se tornou séria, e de Darkke, seu discípulo direto.
Darkke, que observava atentamente, inclinou-se para o lado do professor Fronyx e murmurou:
— Este ano vai ser divertido!
Fronyx, conhecido por sua exigência e por ter poucos discípulos, concordou com um sinal de cabeça. Assim que a esfera finalmente exibiu o resultado final, um dourado brilhante que simbolizava o rank S, uma garota levantou-se de forma abrupta, seus olhos brilhando com entusiasmo.
Era Sophie, a única discípula de Darkke. Não conseguiu conter a euforia ao ver o resultado de seu irmão. A vibração que emanava dela chamou a atenção de seu Mestre, que observava a cena com curiosidade.
— Você conhece o garoto? — Ele se aproximou dela com tranquilidade, sua voz baixa, mas cheia de interesse.
— Sim, ele é meu irmão mais novo! — A discípula respondeu com um sorriso largo no rosto.
— E sabe qual classe ele pretende seguir?
— Ele quer ser um paladin, mas focado em defesa. Um verdadeiro Crusader.
Darkke permitiu-se um sorriso mínimo, uma rara exibição de humor, mas cheio de reconhecimento.
Fale com o autor