Paladin

2 CAPÍTULO 2: Os Primeiros 10 Anos


Notas iniciais
Espero que gostem. :D

Nos primeiros dez anos após o Grande Impacto, o mundo não foi apenas devastado pelos monstros que emergiram dos portais. Ele abriu novas portas, e delas vieram criaturas diferentes de outros mundos. Seres benevolentes. Elfos de longas vidas e visão aguda, anões de mãos firmes e corações de ferro, e os demi-humanos – aqueles com orelhas de gato, cachorro e raposa, uma curiosa mistura de homem e fera. Chegaram não como invasores, mas como aliados, trazendo consigo uma sabedoria antiga que seria a salvação para o que restava da humanidade.

Esses novos companheiros nos ensinaram sobre a mana, essa força invisível que flui no ar e vem do universo, e que podia ser sentida por aqueles que despertavam. Falaram das janelas de status, como se fossem páginas de um livro antigo aberto dentro de nossas mentes, revelando nossos poderes, nossas fraquezas, habilidades únicas de cada classe e como usá-las. Explicaram o sistema de rank, desde o modesto D, C, B, A, A+, S até o mítico SS+, reservado para os que ultrapassavam os limites da compreensão humana. O conhecimento compartilhado trouxe um pouco de ordem ao caos, um pouco de esperança ao desespero. E foi nesse cenário que surgiram os Sentinelas da Esperança.

Não eram muitos, mas eram o suficiente. Alya, a Lâmina Gélida, uma paladin de presença tão forte que os monstros tremiam antes mesmo de vê-la. Sua armadura brilhava como uma estrela caída do céu, e sua espada, carregada de energia sagrada, cortava o ar com a promessa de justiça fria como o inverno. Ao seu lado, Elelindalle, a Stormcaller. Uma mage cujo poder sobre os elementos parecia um eco das tempestades que varriam o mundo antes da calamidade. Um gesto dela e o fogo caía como chuva, o gelo se erguia como muralhas. Ela era o equilíbrio entre o céu e a terra, o controle à beira do caos.

Lyra Lightbringer era outra que se destacava, não com o brilho da lâmina ou com o poder destrutivo dos elementos, mas com a luz suave de suas bênçãos. A Santa Sacerdotisa, diziam. E quando ela rezava, as feridas se fechavam, as dores cessavam, e um novo alento se espalhava entre os combatentes, como o primeiro raio de sol depois de uma noite sem fim. Onde sua luz tocava, o desespero recuava.

Mas não eram todos luz e glória. Havia aqueles que preferiam as sombras. Draven, o Silencioso, um rogue cujos passos eram tão leves quanto a respiração de uma criança dormindo. Suas adagas, rápidas e mortais, terminavam as lutas antes que elas realmente começassem. Ele era o último som que os inimigos ouviam. E então havia Orion, o Lobo Solitário. Caçador e protetor, sua flecha era a sentença final para qualquer criatura que ousasse sair das trevas. Ele conhecia a floresta como a palma da mão e, mesmo quando estava sozinho, todos sabiam que ele vigiava.

No meio desses heróis, o guerreiro Bjorn, o Colosso de Ferro, era uma força da natureza. Uma muralha de carne e aço que não recuava. Sua espada longa de duas mãos, uma gigantesca lâmina que qualquer outro homem mal conseguiria levantar, cortava os inimigos como trigo no campo. E ao seu lado, Malach, o Senhor das Sombras, um Dark Knight que trazia a morte em cada golpe. Sua espada, negra e maldita, drenava a vida de qualquer coisa que cruzasse seu caminho. Ele era a escuridão encarnada, um guerreiro que não conhecia misericórdia, mas que lutava com uma ferocidade que fazia até os monstros hesitarem.

Entre eles, Kael, o Guardião das Florestas, reinava como o mestre da natureza. Não precisava de armas, pois a própria terra se erguia ao seu comando. Se quisesse, podia se transformar em fera, mas sua verdadeira força vinha de seu vínculo com tudo que vivia. Ao seu lado, Morgana, a Invocadora das Trevas, cujas alianças com seres de outros planos concederam poderes que desafiavam a própria realidade. Com um simples gesto, demônios e seres sobrenaturais atendiam ao seu chamado, trazendo destruição e caos onde quer que ela desejasse.

Juntos, esses heróis eram a linha de frente, a última defesa contra um mundo que, de outra forma, teria sido consumido pelas trevas.