Notas iniciais
Olá, pessoal historia nova e espero que gostem. Não vou me alongar aqui, deixou mais algumas coisas nas notas finais. Boa leitura!

(A dois passos do paraíso — Blitz ♪)

O carro alugado mudou de direção em meio à estrada esburacada e cheia de poeira, a frente estava à placa que dizia residência dos Mills, e ao olhar para frente tudo que Emma Swan conseguiu fazer, foi soltar um palavrão. A falta de atenção na estrada, não tinha sido devido à péssima condição da estrada, e nem pelas lembranças que invadiam a sua mente. A causa de todo aquela desconforto, devia-se totalmente a mulher de top e calça jeans debruçada sobre uma maquina de debulhar. No fundo Swan achava que a mulher a frente estava seminua, mas o olhar de Emma havia se fixado nas costas e braços definidos e bronzeados que brilhavam no sol intenso do Maine.

Os músculos de Regina se moveram e ela se endireitou enfiando as mãos nos bolsos traseiros do jeans desbotado e rasgado. E quando Emma olhou com olhos nada inocentes para o traseiro de Regina, logo ela desejou não ter ficado tanto tempo longe. Dez anos fora de Storybrooke em uma vida confortável em Londres havia sido uma escolha segura, considerando o motivo que a levara a fugir da pequena cidade, mas a visão da bela mulher que Regina Mills havia se tornado era a confirmação de que em lugar nenhum no mundo existia mulheres como as de Storybrooke. E essa era uma lição que ela já deveria ter aprendido. Afinal, ela tinha se envolvido com todo tipo de pessoas daquela cidade e fora dela, mas por nenhuma delas, ela dera sua virgindade, sua lealdade e seu coração.

No fundo ela se achava uma tola. Mulheres românticas demais, não chegam a lugar nenhuma Emma, era o que sua mãe sempre lhe dizia, e fora o que movera a loira a deixar a cidade, para buscar coisas maiores. E agora lá estava ela de volta a cidade, onde tinha jurado nunca mais voltar e enquanto se lamentava em seus pensamentos, mal percebeu quando a morena se virou em sua direção. E dessa vez quando se deu conta, o carro de Emma resvalou para fora da estrada e ela quase parou em uma vala. O motor parou, estalou e morreu, enquanto Emma levava as mãos ao volante. Choque, alegria e uma patética ansiedade invadiram a loira, e ela era incapaz de agir, ficou apenas olhando e esperando a mulher que um amou se aproximar. Em seu intimo uma voz gritava, a mulher que ainda você ama, mas Swan tratou de ignorar. As coisas não foram muito bem como Emma sonhara, das tantas vezes que se imaginou reencontrando Regina, a morena não expressou nenhuma emoção quando chegou próximo ao carro. Ela apenas se inclinou e apoiou o antebraço sobre a janela aberta. Mills apenas cumprimentou Emma com rápido aceno de cabeça.

— Olá, Emma. Há quanto tempo. — Parecia uma saudação casual, não havia rancor ou amargura. Emma sentiu que mais uma vez a culpa pelo fim do relacionamento delas, caia sobre ela.

No fundo a loira achava que aquela saudação e a falta de emoção não fazia jus a tudo que elas tinham vivido. Para o inferno, e que um raio lhe partisse ao meio se ela demonstrasse a Regina qualquer sentimento que não fosse indiferença afetada com que ela havia demonstrado agora, muito embora seu coração estivesse quase saltando do peito, e apesar das mãos transpirem sem parar.

— Acho que faz uns dez anos, eu acho. Como vai Regina? —Emma queria que a morena reconhecesse que havia passado tempo demais, e as coisas não eram mais as mesmas. Ou talvez fazer com que Regina Mills se perguntasse, se estava tudo e lhe explicasse de uma vez por todas porque tinha terminado com ela. Só que as coisas nem sempre saiam como Emma Swan desejava, principalmente se tratando de Regina Mills, a morena simplesmente deu os ombros, e acompanhou Swan com olhos. A loira pode analisar bem, e descobrir como Regina tinha passado os últimos dez anos, pois seu belo corpo era uma evidencia obvia. Na adolescência, Regina era linda, metida e rebelde. E agora adulta, a morena estava espetacular, mas com rosto um tanto rude. Continuava metida, e Emma podia apostar que ela continuava emprenhada em mostra ao mundo que não ligava a mínima para as opiniões alheias. E sem contar o sorriso presunçoso que ela demonstrava no canto da boca, mesmo sendo adorável no fundo Emma sabia que ganharia a aposta facilmente.

— Mais o que lhe trás de volta a Storybrooke Swan? — Mills perguntou.

— Apenas negócios Mills. — Emma respondeu sem demonstrar interesse.

Era algo real, solido e garantido, para que a loira mantivesse as emoções errantes, ainda que desejasse perguntar a Regina: O que diabos, aconteceu com a gente Regina? Afinal Swan não esperava encontrar Mills durante aquela visita a cidade. Ela esperava apenas encontrar Henry Mills, e fazer negócios diretamente com ele. Mas no fundo sabia que estava apenas se enganando, Emma sabia bem que aquele lugar era o mundo de Regina e fazia parte de tudo que a morena mais amava. E é claro que a encontraria ali, ás voltas com um dia de trabalho duro, trabalhando mais arduamente que os próprios empregados e cumprindo uma jornada de trabalho mais que a deles.

— Apenas negócios? Huum sei.

Os olhos castanhos de Regina se estreitaram, e Emma desejou que Mills parasse de encara-la tão profundamente, aquilo a incomodava. E ela se sentia como se tivesse com alguma sujeira sobre o rosto, ou algo parecido. O que na verdade Emma tinha medo, era que aquele olhar via além de tudo, Regina Mills conseguia enxergar sua alma, e essa era a ultima coisa que ela queria naquele momento. Emma tinha apenas uma coisa em mente, se concentrar em seu trabalho e no objetivo que a tinha levado de volta a Storybrooke. Porque sua promoção dependia daquele negocio.

— Eu tenho uma proposta a lhe fazer, Regina.

A morena endireitou o pequeno corpo de 1,67m, e sorriu um daqueles sorrisos astutos que Emma se lembrava de bem, o sorriso que a havia feito perder muitas noites de sono em Londres. Ela se lembrava de inúmeras vezes como Regina, a pessoa que amava seu primeiro amor a dispensara sem ao menos lhe dar a chance de contar sobre os planos. Emma havia ganhando uma bolsa de estudos, que seria para as duas. A vida perfeita elas construiriam em Londres, mas as coisas jamais foram como Swan sonhara.

—Aposto que tem Cisne. — Regina abriu a porta do carro e Emma saiu, mas lutava para esconder o rubor em seu rosto.

Sabia bem que não podia esconder muito, afinal era branca demais e no fim sempre transparecia quando estava com vergonha. E ela odiava isso.

— Há anos ninguém me chama dessa forma. — A loira murmurou meio aliviada porque seus cabelos agora tinham um tom de loiro mais escuro, o que evitava as piadinhas e apelidos. — Puxa, isso é uma vergonha. — Regina estendeu a mão e enrolou um fio do cabelo de Swan em seu dedo. — Obviamente, que ninguém lhe conhece tão bem quanto eu Swan.

Emma tratou de se afastar o mais rápido possível, antes que fizesse algo que se arrependesse depois, algo como ficar ali parada e deixar que Regina usasse os dedos para toca-la em outros lugares que não seus cabelos.

— Você não me conhece de maneira alguma Regina. —Emma ignorou o brilho nos olhos da morena, e olhou disfarçadamente para o relógio, esperando que Regina entendesse a atitude. — O Sr. Henry está em casa? Eu preciso conversar com ele, sobre o assunto que me trouxe até aqui.

Logo os olhos de Regina se entristeceram.

— Me parece que as noticias não chegaram a Londres a tempo. Meu morreu Swan.

— Meu Deus! Eu sinto muito Regina. — Emma disse, e de súbito ficou envergonhada por não ter sido informada dos acontecimentos em sua cidade natal.

Não que tal pensamento não passasse por sua cabeça às vezes, mas não estava preparada para algo assim tão repentino.

— Será que sente mesmo?

Emma percebeu a amargura e a raiva que se desenharam no canto boca e na testa de Regina, envelhecendo-a. Mills nunca tinha a olhado assim antes. Regina Mills podia ser rebelde no passado, mas nunca havia demonstrado resentimento, nem irá, longe disso. Houve um tempo atrás, em que ela olhava Emma com tanto amor e desejo. E por um breve momento, Emma desejou ter o poder de voltar no tempo.

— É claro que sinto Regina. Eu não sou insensível como você julga. Todas as pessoas de Storybrooke amavam o Sr. Henry, e eu sou uma delas.

— Você está certa, Cisne. — Mills passou a mão pelo rosto a fim de dissipar a tensão. — Mais de qualquer forma, é uma surpresa para mim que seu pai não tenha lhe contado. — Mills comentou.

Os olhos de Regina a olharam de cima a baixo, e Emma cerrou as passando sobre o terninho Dolce & Gabbana. Os olhos de Regina demonstravam satisfação, mas Swan percebeu uma leve compreensão nos lábios dela, como se Regina quisesse mostrar que não ligava a mínima para o seu designer favorito.

— Estou certa que mesmo com suas roupas de grife, você ainda se lembra de como são as coisas por aqui Cisne.

A intenção de Mills era deixar Emma sem graça, mas ela não daria a satisfação a Regina. E claro que ela se lembrava de muito bem de todas as lembranças estavam ligadas ao passado que tiveram.

—Se você quer saber Regina Mills, eu estivesse ocupada nos últimos dez anos... Não tinha tempo para dar um passeio pela rua das memórias, minhas prioridades eram outras.

— Ocupada? Sei.

Emma esperava que viesse alguma pergunta sobre sua carreira. Ela queria mostra a morena que tinha chegado longe, e quão longe poderia ter ido se Mills a tivesse acompanhado também. Mais ao invés disso, Regina ficou ali parada seminua e totalmente a vontade em seu ambiente natural. E nem mesmo o brilho do suor e poeira em seu rosto a faziam perder seu encanto. Emma tratou de reprimir a vontade de tocar, aquele belo corpo morena, e tossiu querendo disfarçar a sua excitação.

— Eu trabalho vinte quatro horas por dia, sete dias por semana. Tornei-me uma executiva de alto escalão de uma das maiores agencias de propagandas em Londres, e esse cargo toma quase todo o meu tempo.

— Como assim? E não sobre nenhum momento para diversão? — O sorriso quase irritante, de Regina quase desarmou Emma, e a familiaridade da situação a arquear as sobrancelhas.

Emma não se divertia, não mais. Seus dias de diversão tinham acabado quando ela tinha deixado Storybrooke e nunca mais olhou para trás. O trabalho a tinha ajudado a esquecer... tudo.

O trabalho tinha lhe provado que ela podia chegar longe. O trabalho dera a ela a tão sonhada independência, conquistada com garra em seu caminho rumo ao topo, e era uma independência que não lhe dava espaço para se arrepender ou olhar para trás. Emma reprimiu uma resposta e enfiou a cabeça dentro do carro e agarrou uma pasta de documentos que estava no banco de trás.

— O que eu faço em tempo livre não é da sua conta Mills. Eu estou aqui a negócios.

— Seja qual for a sua proposta de negócios Cisne, terá que lhe dar comigo agora. — Regina olhou Emma bem nos olhos, era como se a sondasse e a prendesse no mesmo lugar. — E eu não sou meu pai, não cedo facilmente quando se trata de negócios.

Emma bateu a cabeça na ombreira da porta quando a voz rouca de Regina lhe chegou aos seus ouvidos. Ela tinha preparado uma pequena exposição bem clara, para Henry Mills. Agora tratar de negócios com Regina Mills, sem mencionar que ficaria nas mãos dela. E ela não ficava incomodada assim há muito tempo. No tratado ela era conhecida como a Princesa do gelo, a pessoa a chamavam assim pelas costas e ela gostava disso. Emma sabia que emoções não a levavam a lugar nenhum.

Ela tinha aprendido a controlar seu temperamento ardentemente junto ao resto das suas emoções caprichosas durante a longa e dura batalha na grande. E quando Emma entregou a pasta a Regina, e por um breve segundo seus dedos se tocaram, todas as convicções da loira caíram. Apesar de estarem separadas durante tanto tempo, seu coração parecia se dobrar ao meio se tratando de Regina Mills.

“Órgão infame”. — Emma pensava consigo mesmo, afinal ela não deveria sentir coisa alguma por aquela mulher a sua frente, principalmente aquela estranha sensação de déja-vú, em que passava a palma da mão sobre o corpo de Regina para saber se a sensação era tão boa quanto se lembrava.

Com tudo, Emma tratou de ignorar tudo que sentia e respirou fundo, estava determinada a enterrar todos os sentimentos indesejáveis que aquela mulher lhe despertava. Ela tinha apenas que fechar o negocio e ir embora, mas o que não tinha ideia que Regina Mills não ia facilitar as coisas para ela.

Notas finais
Então o que será que a Mills aprontou com Swan no passado? Curiosos para saber? E devo prosseguir? Essa é a maior pergunta me contem ai nos comentários as impressoes, oque acharam e se querem saber mais. Volto logo se tiver um bom feedback, até mais!