Paixões Opostas

9 Capítulo 8 – Namoro, Conversa e Retorno


Notas iniciais
Hello (it’s me) õ/ Como vocês estão, minhas estrelas? Desculpem a demora de 2 meses, em novembro tive provas e trabalhos finais e nesse início de dezembro foi atacada por uma indisposição que veio não sei de onde. Mas cá estou eu novamente :3 Quero dar as boas-vindas à Matheus Rosa (que comentou todos os capítulos, vale ressaltar *-*), Celaena Sardothein (que me deu ótimos conselhos õ/), White Cloud (sem palavras para descrever sua recomendação ♥ Obrigada novamente, minha linda) e Leitora Melosa (que comentou quase todos os capítulos, digna de lembrança também ♥ ), que ganharam um lugar no meu coração :3 120 beijos pra vocês (porque apenas 1 não é suficiente) :* Depois dos agradecimentos, o aviso: Pessoal, ano que vem eu cursarei o 3º ano do EM e, por isso, estou buscando organizar o meu tempo da melhor forma possível, o que inclui as horas dedicadas às minhas fic’s. Sendo assim, para que PO não entre em outro hiatus (não quero que isso ocorra nunca mais), eu vou tentar escrever no mínimo 6 capítulos durante esses dois meses de férias e deixá-los prontos para serem postados. Desse modo, vocês terão 1 capítulo por mês até a chegada das minhas férias, quando poderei escrever mais; contudo, eu não prometo nada, pois como qualquer autor, estou sujeita a diversos obstáculos (leia-se bloqueio criativo, problemas pessoais, imprevistos em geral), o que pode comprometer o meu cronograma. Entretanto, acima de tudo, tenham a certeza de que eu nunca, em hipótese alguma, abandonarei esta história: posso demorar semanas, meses ou até 1 ano para postar, mas sempre voltarei, porque amo vocês ♥ Fiquem com o capítulo 8, nos vemos nas notas finais õ/

"Minha mente nem sempre tão lúcida é fértil e me deu a voz

Minha mente nem sempre tão lúcida fez ela se afastar

Mas ela vai voltar" (Charlie Brown Jr — Ela Vai Voltar)

Após nos separarmos, sorri para Leo, que tinha uma expressão atônita no rosto, embora estivesse visivelmente radiante com a minha atitude.

— Então... se me lembro bem, você tinha uma proposta para me fazer (N/A: para aqueles que não têm a memória boa como a da Nanda, releiam o cap. 3) – afirmei, ainda sorrindo. – E não, eu não estou mais chateada com você. Peço desculpas, fui injusta e não te dei a chance de falar nada.

Eu esperava que ele me perdoasse, pois não suportaria se Leo me rejeitasse. Felizmente, ele sorriu de volta e assentiu.

— Fico feliz que tenha reconhecido a verdade. Quanto a ter ficado chateado com você, não se preocupe, eu sei que foram apenas ciúmes – disse, sorrindo maliciosamente, e antes que eu pudesse retrucar, ele continuou. – E sobre o pedido...

Leo fez uma pausa, ajoelhou-se, pegou minha mão e fez a pergunta mais linda que eu já havia ouvido:

— Nanda, você aceita namorar comigo?

Sorri para ele e, ao invés de responder com palavras, decidi que um gesto seria ainda melhor. Ajoelhei-me para que ficássemos com a mesma altura e beijei-o.

— Sim, eu aceito – sussurrei em meio ao beijo, apenas para que não restassem dúvidas.

Após alguns instantes, Leo afastou-se e se levantou, puxando-me junto com ele.

— Eu estou amando tudo isso, mas acho melhor entramos, não? – ele disse, em resposta a minha expressão confusa.

— Realmente – concordei, seguindo-o para o interior da casa.

Após entrarmos, nos sentamos no sofá e começamos a conversar.

— E então, o que você achou do CD? – Leo perguntou.

— Eu amei, de verdade. O garoto mais criativo que já conheci é meu namorado, como sou sortuda.

Seus olhos brilharam ao me ouvir tratá-lo por “namorado”, e ele pediu, fazendo-me rir:

— Você pode repetir? Acho que não ouvi direito.

— ESTAMOS, CAPITÃO! — gritei, caindo na gargalhada depois – Desculpe, não resisti.

Leo apenas assentiu, enquanto também ria.

— Uma namorada que faz referências, como sou sortudo – ele respondeu, repetindo o que eu havia dito.

— Eu já disse como é bom ouvir você me chamando assim? – questionei, sorrindo bobamente.

— Então é melhor você se acostumar, porque eu não pretendo parar – Leo retrucou, inclinando-se para me beijar.

— Não sei se foi intencional, mas enquanto eu estava ouvindo aquele CD, lembrei-me de vários momentos nossos – continuei, após nos afastarmos.

— Sim, foi totalmente intencional, fico feliz em saber que deu certo – ele respondeu. – Um dos principais momentos que eu quis lembrar foi o nosso primeiro encontro.

— Isso vai ser muito constrangedor, mas quando criei coragem para abrir os olhos e te vi, fiquei encantada com você – admiti, corando furiosamente.

— E você acha que eu não? Nanda, no momento em que te vi, eu comecei a sentir uma forte empatia por você, mesmo sem te conhecer – Leo declarou, enquanto erguia meu rosto para que eu o encarasse – Esse foi um dos motivos para que eu corresse tão rápido ao seu encontro e impedisse sua queda: eu simplesmente não podia te deixar cair.

Não consegui responder, tamanha era a minha emoção com o que ele havia acabado de dizer. Sendo assim, apenas o abracei.

— O nosso segundo encontro também foi muito marcante – Leo continuou, depois de um tempo – Confesso que eu só não te encarei por mais tempo porque deduzi que você ficaria com vergonha caso alguém percebesse.

— Eu reparei nisso no dia, sem brincadeira. É incrível como você já me conhecia mesmo a gente tendo se encontrado apenas uma vez – afirmei, sorrindo para ele.

— Que tal assistirmos a um filme? Agora que você veio até aqui, não vou te deixar ir embora tão cedo – propôs, enquanto retribuía meu sorriso.

— Leonardo, você está me sequestrando? – questionei, de pé e com as mãos na cintura, mas sorrindo divertidamente, o que estragou toda a minha pose de durona.

— Exatamente – retrucou, enquanto me agarrava pela cintura e me jogava no sofá – Sabe, acho que não vou pedir resgate... ficar com você é mais interessante.

— Oh, e agora, quem poderá me defender? – brinquei, enquanto colocava a mão na testa dramaticamente, simulando um desmaio.

— 2 referências em menos de 10 minutos, hoje você tá afiada.

— Eu me esforço. E sobre o filme, já sei qual nós vamos assistir: Zootopia.

— Okay, vamos nessa – ele concordou, colocando o DVD e voltando para o sofá ao meu lado.

Leo me abraçou e eu apoiei minha cabeça em seu ombro, feliz como não ficava a bastante tempo.

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— Tem certeza de que quer fazer isso? – Leo questionou-me.

Estávamos parados na porta da escola, de mãos dadas, discutindo se deveríamos ou não entrar dessa forma no colégio, abrindo uma brecha para que as pessoas fizessem perguntas sobre nós e assumíssemos de uma vez que estamos juntos.

— Tenho, uma hora isso vai ter que acontecer – respondi, convicta. – Estamos namorando, não vamos e nem precisamos nos esconder dos outros.

— Essa é minha garota – ele afirmou, com orgulho.

Quando entramos no local, era como se fôssemos um par de imãs, e as demais pessoas, objetos de metal: todos, absolutamente todos os olhares foram atraídos para nós. Fizemos o possível para ignorá-los e caminhamos em direção às meninas, que nos observavam com expressões satisfeitas no rosto.

— Resolveram assumir de vez? – perguntou Mari.

— Eu sempre soube – Mila afirmou.

— Sim, se é para o bem do ship e felicidade geral de vocês duas... diga ao povo que namoramos – confirmei, fazendo com que elas abrissem sorrisos ainda maiores e nos abraçassem, gritando:

— Lenanda é real!

— Meninas, se vocês puderem falar um pouco mais baixo... a gente agradece – Leo pediu, tão constrangido quanto eu com toda aquela cena.

— É, se contenham, por favor – completei, já arrependida de ter contado a verdade para elas na escola.

Ao nos escutarem, as mesmas pararam de gritar e nos largaram, mas mantiveram os sorrisos no rosto. Apesar das reações exageradas, me emocionei ao saber que elas ficavam tão felizes com o nosso namoro. Sensitivas como são, Mariana e Camila provavelmente já haviam percebido há tempos o que aparentemente estava óbvio para todos, menos para mim: que eu e Leo fomos feitos um para o outro.

— É melhor irmos pra sala, já chamamos muita atenção – afirmei, puxando-o pela mão. Felizmente, as meninas nos seguiram sem alarde.

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Passei a aula inteira com um pensamento fixo em mente: já estava mais que na hora de eu voltar para a academia de ballet, pois só eu sabia o quanto estava sentindo falta de rodopiar e dançar, sem qualquer preocupação, ainda que apenas por algumas horas. Meu tornozelo já estava completamente curado, e eu até mesmo já havia praticado algumas vezes, sozinha em meu quarto. Sendo assim, eu pretendia retornar naquela mesma tarde.

Para isso, no entanto, eu precisava da autorização de minha mãe, mas sabia que ela não me impediria, pois sabe o quanto a dança me faz bem. Ou, pelo menos, esperava que ela não me impedisse. Como uma boa shipper que era, a mesma estava de bom humor desde que eu contei do meu namoro com Leo, e eu esperava que isso contribuísse a meu favor.

Entrei em casa e a encontrei assistindo televisão. Dona Vanessa estava extremamente concentrada, então supus que a mesma estivesse vendo o jornal. Sei que ela detesta ser interrompida nesses momentos, então achei melhor discutir o assunto em outro momento. As aulas só começavam às 15h, então eu tinha bastante tempo para conversar com ela e, caso fosse necessário, convencê-la.

Após trocar de roupa e almoçar, notei que a TV havia sido desligada, e me dirigi ao quarto de minha mãe. Ela estava descansando um pouco, mas não dormia. Decidi entrar no local pois, afinal de contas, a conversa não duraria pouco mais que alguns minutos.

— Mãe? Preciso de te fazer uma pergunta.

— Diga – ela respondeu, com a voz baixa e calma.

— Como a senhora sabe, já faz alguns dias que meu tornozelo voltou ao normal, e eu queria retomar as aulas de ballet. Posso? – perguntei, um pouco hesitante.

— Mas é claro que pode, filha! Você mal saiu de casa enquanto estava com a tala, voltar a dançar vai te fazer muito bem. Só não demore, quero a senhorita em casa antes que escureça, ouviu?

— Pode deixar. Obrigada, a senhora é a melhor mãe do mundo! – agradeci, enquanto beijava-a na bochecha, feliz com a facilidade em conseguir seu consentimento para o meu retorno.

Segui para meu quarto ainda sorridente, sorriso esse que logo diminuiu quando eu vi a pilha de deveres que tinha para fazer. Eu teria que adiantar aquilo antes de sair, ou tudo viraria uma grande bola de neve que me soterraria (N/A: toda metafórica ela). Olhei para o relógio: 13:30h. Eu tinha cerca de 1h para reduzir as tarefas pela metade. Suspirei, peguei meus materiais e comecei a trabalhar.

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Após um tempo que me pareceu infinitamente longo, verifiquei novamente as horas: 14:30h. Eu tinha 30 minutos para pegar minhas coisas e chegar na academia, pois havia decidido que me trocaria lá, tanto pela comodidade quanto por prever que chegaria atrasada caso fosse me vestir em casa. Juntei minha roupa de ballet, meu celular, um lanche e minha garrafa d’água na mochila, peguei minhas chaves, me despedi de minha mãe e saí, rumo ao reduto de uma das minhas paixões.

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Apesar dos meus esforços, quando finalmente cheguei ao meu destino, a aula já havia começando. Contudo, estava tão contente por finalmente voltar a dançar que nem me incomodei. Apenas entrei disfarçadamente na sala e me aproximei de Leila, cuidando para não distrair meus colegas e, consequentemente, arruinar sua dança.

— Ainda cabe mais uma nessa aula? – perguntei em seu ouvido, sorrindo com a expressão de alegria que ela fez ao reconhecer minha voz e se virar, abraçando-me.

— Nanda! Claro que cabe, fico feliz que você voltou para dançar – ela respondeu, ainda envolvendo-me em seus braços – Vá se trocar, aproveite que estamos no meio de uma música.

Corri para o vestiário e voltei exatamente no fim da canção. Enquanto eu me aproximava, Leila chamou a atenção de todos, que sorriram ao perceber quem havia retornado. Diante dessa atitude, eu sorri de volta, feliz em saber o quanto era querida por meus colegas.

— Vejam só quem voltou! – minha professora exclamou, tendo como retribuição assobios e palmas.

— Estou muito feliz em retornar. Senti tanta falta da dança, de vocês... aquela visita que fiz a alguns dias só aumentou a saudade, em vez de aplacá-la. Mas agora estou aqui, e pra ficar! Meu tornozelo está completamente restaurado, o que quer dizer que vocês podem completar o abraço interrompido na semana passada – afirmei, enquanto abria meus braços e recebia o carinho de todos. Era bom estar de volta.

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— Muito bem pessoal, agora que todos já treinaram as canções principais, vou dedicar os 30 minutos finais para o treinamento de passos. Cada um de vocês está livre para realizar o passo que mais gostar, ou que tenha mais dificuldade. Caso precisem, estou aqui para auxiliá-los.

Após o anúncio de Leila, todos se adiantaram: enquanto alguns começaram a rodopiar e fazer movimentos mais espaçosos, outros se dirigiram às barras. Eu pretendia fazer um pouco de tudo, mas decidi seguir o segundo grupo e começar pelo plié, pois considerando que eu havia me acidentado e ficado de molho por 14 dias, precisava flexibilizar meus músculos e tendões.

Depois do alongamento, apoiei-me na barra e flexionei delicadamente os joelhos. Repeti o ato algumas vezes, alternando entre o demi e o grand plié (flexão menos e mais acentuada, respectivamente). Em seguida, ainda no mesmo local, passei para o rond de jambe: de frente para o aparelho, firmei a perna esquerda no chão e rodei a direita, formando um semicírculo no chão. Concluindo os exercícios na barra, fiz o grand battement, erguendo rapida e vigorosamente a perna direita, enquanto a esquerda sustentava o peso do corpo.

Após isso, juntei-me ao primeiro grupo e iniciei a coreografia com passos do tipo adagio, alternando-os com rodopios e tornando a sustentar minha perna no ar. Logo depois, fiz 3 pequenos jétes, atirando a perna esquerda no ar e mantendo-a esticada. Concluí a sequência com um gracioso tendu, apoiando uma das pernas no assoalho e esticando a outra para trás, tocando apenas a ponta do pé no chão, ao mesmo tempo em que levantava um dos braços e esticava o outro paralelamente ao corpo.

Me sentindo extremamente cansada, mas também completamente realizada, perguntei à Leila se podia me trocar e ir embora. Ela autorizou, então eu apenas despedi-me dela e dos meus colegas, seguindo para o vestiário. Enquanto fazia o caminho de volta para casa, pensei no quanto a minha vida mudara em apenas 3 dias: eu voltei para a escola após um acidente, briguei com meu melhor amigo, me aproximei do aluno novo, recebi um presente, reatei com o Leo, que passou a ser meu namorado, e retornei para a academia de ballet. Com tudo isso, eu ficava até ansiosa (ou deveria dizer com medo?) com o que o destino me reservava para os próximos dias. No entanto, decidi parar de pensar nisso e deixar a vida seguir seu curso. Afinal de contas, de nada adiantava sofrer por antecipação: o que tivesse que ser, seria.

No próximo capítulo...

“De início o filme estava bom, com uma história envolvente e interessante, mas logo começou a ficar chato. Leo, sentado ao meu lado, parece que adivinhou meus pensamentos. Senti o seu braço circundando meu ombro e me puxando para perto. Virei o rosto em direção ao dele, que já estava próximo ao meu. O beijo começou calmo, mas logo o desejo se manifestou e nos aproximamos ainda mais.”

Notas finais
Antes de mais nada, se você não leu as notas iniciais, por favor volte e leia, é importante. Se você já leu, ignore essa parte. E então, o que acharam? Comentem, eu senti saudades de vocês *-* Não sei se repararam, mas nesse capítulo eu foquei um pouco mais na parte técnica do ballet, citando alguns dos principais movimentos. Aos amantes do skate, não se preocupem, em breve eu farei o mesmo com esse esporte ;) Curiosidade bônus: eu escolhi o nome do Leo em homenagem a um personagem do (divo, maravilhoso, querido) Rick Riordan, pelo qual sou apaixonada: Leo Valdez. Como não amar esse filho de Hefesto? ♥ Semideuses, digam de quem são filhos nos comentários õ/ Eu sou filha de Poseidon (manos e manas, apareçam) Vou deixar um link com imagens dos movimentos de ballet que cito nesse capítulo, caso queiram visualizá-los melhor: http://artes.umcomo.com.br/artigo/nomes-de-passos-de-ballet-7034.html That’s all, folks! Até a próxima õ/