Notas iniciais
Oiiieee Gente é sério, eu tinha que estar respondendo comentários. Agradecendo todo mundo em OPOSTOS, mas estou aqui. Postando capítulo e por que? Por que são linda e porque preciso agradecer a primeira recomendação que recebi. MYU94 sua querida. linda. Sabe que amei sua recomendação. É mesmo muita confiança recomendar assim logo no começo. só posso ficar grata e Mega emocionada. MUITO OBRIGADA!!! Capítulo especial para você. BEIJOSSS

Pov – Luka

Alana está sentada no sofá quando chegamos do show. Não parece nada animada, Tyler e July acenam e vão direto para o quarto. Me deito no colo da minha compenetrada irmã.

−Tudo bem? Como foi com o futuro chefe? – Ela dá de ombros. – Faz cafuné ai enquanto fala.

Alana bufa, depois mergulha os dedos nos meus cabelos, adoro isso, não é como o da mamãe, mas já é alguma coisa.

−Novidade vir para casa sozinho. Perdeu alguma ruiva?

−Fiquei preocupado com você. Dessa vez fui longe demais. Perder ruivas ok, mas perder a própria irmão? Mandou mensagem que estava com o cientista maluco, nem conhece ele direito.

−Ele me deu uma carona de taxi, é um cara sério Luka, não tinha perigo.

−Os maníacos não tem cara de maníacos, sabia disso?

−Deu quinhentos mil dólares para um maníaco Luka? – Meus argumentos nunca são os melhores.

−Sou irresponsável. O que você tem? Está triste. Se esforça ai no cafuné. Que custa?

−Folgado. Não estou triste, só preocupada. Eu me enrolei meia dúzia de vezes numa simples conversa. Sou péssima mentirosa.

−Nossa muito! É péssima mesmo, a pior mentirosa de todas do mundo. Sempre entregando a gente.

−Além disso, Luka acha certo eu acha-lo atraente?

−Acho questão de gosto, não achei ele muito atraente não, falta peitos e... – Ela puxa meu cabelo. – Aí! Brincadeira. Acho que... Eu tenho mesmo que achar alguma coisa? Isso é tão pessoal. Do que tem medo?

−De ele me contratar e eu misturar as coisas.

−Josh e Lizzie misturam as coisas e são felizes. Tio Heitor e tia Liv também.

−Você vai longe nas coisas. Quem está falando de amor? Casamento? Estou falando de atração.

−Seu sonho é esse trabalho. Acho que está é com medo e fica criando coisas na cabeça. Sabotagem. Entende?

−Sei. E pode ter razão, se ele me contratar eu aceito o emprego e vamos ver no que dá. Ele me perguntou do currículo. Quase conto que estivemos horas falsificando coisas. Que vergonha.

−Só mentiu seu nome Alana, nada além disso, copiou suas notas iguaizinhas, sua monografia, tudo que estava ali era você. Até endereço e telefone. Para de drama.

−Tio Nick vai chamar de falsidade ideológica.

−Vai, mas ele está do seu lado nos tribunais.

−Obrigada. – Ela resmunga e ganho mais um puxão de cabelo. Mamãe nunca faria isso. – Meio que nos beijamos.

−Meio? – Rio da minha irmã. – Como é isso? Meio beijo?

−Aquela coisa de se despedir e ir beijar o rosto e se atrapalhar e beijar a boca. Sabe como é.

−Não sei. Miro sempre na boca.

−Luka você não conhece sutileza. – Não mesmo, nem faço questão. – Não vai perguntar se gostei? Se foi bom? O que aconteceu depois?

−Se tem um batom para me emprestar! – Brinco com ela. – Isso é conversa de garotas Alana. Se nem beijou o cara mesmo como pode ter sido bom? E depois devem ter ficado os dois com cara de idiotas, por isso sempre miro a boca, assim não tem constrangimento.

−Foi bom e estranho, rolou essa cara de idiotas que disse e ele nem se desculpou.

−Mulheres! Vocês são difíceis, se ele tivesse se desculpado estaria aqui pensando que ele ódio te beijar, que não queria e foi logo se desculpando para você não criar expectativas. Por isso minha teoria de mirar sempre a boca resolve metade disso.

−Ok. Tem razão, talvez eu estivesse mesmo pensando essas coisas. Que chatice, me conhece tão bem.

−Sou sua metade. É estranho. – Sempre penso nisso. – Nunca vivemos separados. Nunca em toda nossa existência, desde antes de nascermos. Tenho medo de morar sem você.

−Também tenho Luka. Você vai colocar fogo em casa. –Ela ri. – Mas vai voltar para mansão. Vai ficar com o papai e a mamãe.

−Vou. Não sei. Às vezes penso em construir qualquer coisa para mim, uma casa de vidro.

−Nem vem Luka. Essa ideia é minha. Você precisa herdar a mansão. Viver lá com sua esposa e filhos.

−Muito engraçado. – Fico de pé. – Vai dormir Alana. O papai disse que pega a gente no aeroporto as duas.

−Mathew viaja amanhã também. Perguntou a hora do meu voo e me senti tão mal, se não fosse tudo uma grande mentira poderia ter oferecido uma carona a ele no jato, apresenta-lo a todos, conversar sobre coisas que gostamos no caminho, mas apenas menti.

−Falsária. – Eu a provoco. Alana me atira uma almofada. – Agora vai bagunçar o apartamento dos outros? Que tipo de pessoa está se tornando Alana? Eu não te reconheço mais.

Alana me olha cheia de seu desdém natural por meus dramas calculados. Adoro que na maior parte das vezes ela apenas me ignora.

É estranho dormir na casa de Tyler e July, mesmo eu estando acostumado a estar sempre em lugares diferentes, mas não é meu quarto em Krus, ou Atenas, mesmo o quarto em Nova York, todos eles me fazem sentir em casa, mas aqui é diferente.

Tomo café com os três. July sai logo depois para aula. Alana vai dar uma volta e aproveito para trabalhar o resto da manhã com Tyler.

−Vocês não iriam ficar até terça?

−Problemas no escritório. O papai vai ter que voltar. Por mim ficava.

−Luka. Acha que vamos ter problemas quando a família descobrir sobre essa mentira da Alana? Por que sabe que vão descobrir né? Isso não tem como dar certo.

−Digo que fiz tudo sozinho e você não sabia. Vai ser no máximo um discurso sobre mentira e essas coisas.

−Não precisa. Não quero que faça isso. Somos sócios e decidimos juntos investir em nome da empresa. Queria usar seu dinheiro e eu não deixei. É boa publicidade nosso nome estar ligado à ecologia.

−Frio como gelo. Homem de negócios. – Ele resmunga fazendo caretas. – Tudo bem. A gente assume junto e ouvimos juntos o discurso. Só quero mesmo que a minha irmã realize o sonho dela.

−Ela merece. Vamos voltar ao trabalho.

−Vamos futuro pai de família. Ainda não acredito que pediu a July em casamento.

−Amo sua prima. Não sei viver sem ela.

−É curioso. Não sei muito o que é isso. Acho que nunca vou entender direito. Dói?

−Fala como se fosse uma doença. É a melhor coisa da minha vida.

−A melhor coisa da minha vida é... é... Sei lá. A vida em geral. Não saber o que me espera. A surpresa. Você já sabe. Casamento, filhos, July todos os dias, todas as noites.

−Quando ela chegar nem vai perceber. Quando se der conta é tarde e está nas mãos dela. Só quer ela e as outras ficam desinteressantes.

−Vivo de olhos abertos. Pronto para correr se ela, essa tal garota que dizem vai virar minha cabeça chegar.

−Boa sorte.

−Obrigado. Eu torço por vocês dois, quero que sejam felizes e que seus filhos me chamem de tio Luka, mas não quero isso para a minha vida.

−Sabemos disso. Vai ser o padrinho. Só que vai ter que usar terno.

−Posso fazer isso por vocês. – Fico de pé. São quase meio dia. – Vamos comer e me leva no aeroporto.

−Vamos. Cadê sua irmã?

−Chegando. – Aviso olhando para a porta que se abre. – Ela mandou mensagem.

−Sei lá. Vocês ás vezes parecem meio sobrenaturais.

−E somos. Sempre sei quando meu irmão faz bobagem. Tipo agora. Se não fez está prestes a fazer.

−Isso até eu posso adivinhar Alana.

−Homens de pouca fé! Ainda vou surpreender vocês.

O avião já nos esperava quando chegamos. Alana e July ficam cinco minutos se abraçando e se despedindo como se fossem levar anos para se reencontrarem. Finalmente entramos no avião. Papai e mamãe estão como sempre namorando enquanto nos esperam.

−Chegamos. – Aviso e eles se afastam. Partimos uns minutos depois.

−Como está todo mundo? – Alana questiona.

−Bem. Nossa o Thiago é simplesmente um amorzinho. Falando tudo. – Minha mãe sorri. – Vocês dois nem para colaborarem. Sinto falta de crianças em casa.

−Olha o papai aí! Ainda da tempo.

−De jeito nenhum, não temos mais idade para filhos. Queremos netos. Não é meu amor?

−Mais ou menos. – Meu pai meneia a cabeça. – Podemos esperar vocês acertarem a vida.

−Acertamos a vida com gêmeos amor. – Mamãe o lembra enquanto toca o pingente em forma de coração, sempre que pensa em meu pai ou relembra o passado ela toca o pingente.

Não consigo vê-los como duas pessoas. Por mais que me esforce, sempre penso neles como uma só coisa. Mesmo que tivesse planos de construir uma família nunca acharia alguém assim para mim.

Isso é raro. Talvez nem tanto quando penso nos meus tios e primos, mas pode ser apenas porque essa família supervaloriza o amor. Sou feliz e não preciso disso.

−No que está pensando filho? – Papai me pergunta me trazendo de volta a realidade. Balanço a cabeça.

−Nada demais. Só... Trabalho, apenas isso.

−Seu tio me contou sobre o investimento numa pesquisa. Achei bom, ideia da Alana?

Ela me olha alarmada. Menina transparente, começo a achar minha ideia horrível, ela não é nada boa nisso.

−Eu assisti uma palestra com ela e achei o assunto interessante resolvi investir.

−Fez bem. Dei uma pesquisada rápida, achei o tal de Connor bem competente. Já falou dele não foi filha?

−Já papai. Talvez eu consiga uma vaga em seu grupo de pesquisa. – Ela diz um tanto tímida e olhando para mim.

−Tomara que consiga. Sabem que podem contar comigo para o que precisarem. A ilha está a disposição.

−Claro papai. Se tudo der certo eu conto a ele e quem sabe. Vamos ver. Serei só uma simples assistente.

−Andei pensando num laboratório para você na ilha. Quem sabe esse tal Connor não faz uma consultoria sobre o que seria necessário?

−Papai a Alana é capaz de fazer isso. Está diminuindo seus esforços. – Meu pai me olha sorrindo.

−Você tem razão. Desculpe filha. É estranho pensar em vocês adultos e capazes.

−Sei disso papai.

−Quem vai para casa com a gente? – Mamãe pergunta se encostando no ombro do meu pai que aproveita para beijar seus cabelos.

−Eu vou. – Alana avisa. – Só tenho que estar na faculdade na sexta-feira então vou ficar um pouco em casa.

−E você Luka?

−Fico em Atenas. Vou no fim de semana. Mas levo vocês de helicóptero e janto em casa.

−Então dorme em casa e vai amanhã cedo. Ordem de mãe. Nunca ficam tempo o bastante comigo.

−Só se fizer cafuné até eu dormir lá na cama de vocês.

−Luka você é ridículo. Essas garotas sabem que fica se enfiando no meio deles feito um bebê? Por que se souberem adeus perder ruivas em festas.

−Quando penso nas coisas que aprontam sozinhos em Atenas. – Minha mãe reclama. Eles sabem de tudo, vovó é a única que escondemos essas coisas, mas eles e vovô Cristus sempre sabem e normalmente aceitam a juventude e nossas aventuras de boa vontade.

−Outro dia mamãe, acordei e tinha uma garota seminua no balcão da cozinha tomando leite na garrafa. Pergunta o nome dela para ele? – Alana me entrega a grande fofoqueira. Minha mãe me olha.

−Eu sei, o nome dela é Tess.

−Jess. O nome dela é Jess. E a vovó estava chegando e eu feito idiota caçando roupas da Jess.

−Que exemplo para sua irmã Luka.- Meu pai reclama sem conseguir conter o riso, mamãe olha para ele. – Morei com o Ulisses Afrodite. Me acostumei com isso.

−Com garotas nuas em casa? – Ela diz um tanto brava.

−Olha as confusões que me metem. – Papai resmunga. – Não. Nada de garotas nuas, mesmo que isso tenha sido há mais de vinte anos.

−Nada na minha vida tem mais de vinte anos. Ser velho dói? – Pergunto.

−Não, mas uns puxões de orelha sim meu rapaz. – Papai ameaça. Está aí algo que jamais aconteceu, nada, nem mesmo um puxão de orelhas de nenhum deles nunca. Nem mesmo eu que sempre os coloquei malucos. Mesmo assim ainda hoje temo as ameaças.

−Vovó pegou a garota seminua? – Meu pai pergunta.

−Está muito interessado. – Minha mãe reclama e ele a beija. Ela logo se derrete. – Pegou ou não? Acho que não, eu não ouvi nenhuma reclamação.

−Salvei ele mamãe e a Jess foi embora a tempo.

−Ótimo. É bem difícil manter sua avó em Kirus para terem um pouquinho de liberdade, se ela souber que leva garotas para casa com sua irmã lá, vai se mudar de vez e levar o resto das coisas dela.

−Pior é ela saber que Alana leva garotos. – Ganho um beliscão, gemo me esquivando. – O que? Todo mundo sabe.

−Cuida da sua vida Luka.

−Você que começou a contar. Começa e depois não aguenta. Acaba sempre choramingando. – Ela tenta me beliscar de novo, odeio essas unhas compridas dela e mais ainda que é menina e nunca posso devolver a violência. – Para! Isso dói!

−Você provoca e nunca aguenta. – Ela responde.

−Eu? Quem partiu para violência física? Desequilibrada!

−Idiota.

−Chata.

−Lissa faz alguma coisa. – Meu pai pede.

−Parem os dois agora mesmo. – Por dentro ela está rindo das nossas brigas e do meu pai que sempre apela para ela desde que somos pequenos.

Começo a rir com as lembranças. Nossas brigas não são de verdade e nunca duram mais que minutos.

−Alana lembra uma vez que éramos bem pequenos e ficamos nos estapeando e o papai pegou nós dois no colo e levou para a mamãe? – Ela começa a rir esquecida da briga de momentos atrás.

−E fomos nos batendo no colo dele até o ateliê e ele disse, Lissa faz eles pararem, quase chorando.

−A mamãe disse chega meninos e paramos na hora. – Lembro rindo ainda, agora todos riem conosco.

−Eu me lembro, seu pai me olhou tão desanimado. Era só isso? Ele perguntou. – Mamãe se estica para beija-lo. – Te amo.

−Não sabia o que fazer. Achei que tinha que algema-los. Ainda brigam como bebês.

−Vocês não sabem do que ela é capaz se abre a geladeira e tomei o iogurte dela.

−Lógico. Parece um dragão. Come tudo que encontra.

−Alguém tem que comer. Ela parece que planta o iogurte na geladeira, quer cultivar iogurte e não tomar, mas se eu tomo acha ruim. Abro a geladeira e eles gritam por mim.

−Vou terminar meu livro. Você é muito chato.

Alana se recosta, meus pais se abraçam e se aconchegam e sem escolha coloco os fones de ouvido e fecho meus olhos. Acordo quando estamos descendo.

Lavo o rosto e seguimos para o helicóptero. Aprendi com tio Ulisses a pilotar, depois fiz curso e piloto desde os dezoito anos oficialmente e não escondido com o tio Ulisses.

Pilotar o helicóptero é uma das coisas que mais gosto de fazer. Tem dias que apenas levanto voo e sobrevoo a ilha, o mar Egeu, sigo para as ilhas menores, todo o arquipélago é lindo e cheio de vida. Até as pequenas formações rochosas que parecem existir apenas para embelezar o oceano.

Amo minha terra, toda vez que volto para casa me dou conta do quanto amo tudo isso. Não poderia viver em nenhum outro lugar. Nesse ponto sou como meus pais. A Grécia é meu lugar.

Meus avós estão a nossa espera. Depois dos abraços e beijos, enquanto Alana fica contando sobre a viagem eu me esgueiro na cozinha em busca de qualquer coisa para comer.

Mira está distraída remexendo panelas. Eu procuro pisar leve ao caminhar para o fogão.

−Nem vem Luka. Precisa de um helicóptero mais silencioso se quer me enganar.

Envolvo a cintura de Mira, ela é toda fofinha, os cabelos agora são tão brancos quanto da minha avó, beijo a testa enrugada.

−Estou sem comer desde Boston, vim só para comer sua comida. O que tem nessas panelas? – Levanto a tampa e ela me dá um tapa na mão. – Mira! Minha mãe abre suas panelas quando quer. Nunca briga com ela.

−Sua mãe é um anjo que chegou nessa casa só para trazer amor e alegria.

−Então. Eu e Alana, amor e alegria. Vai me deixa pegar um pouquinho.

−Eu sirvo um pouquinho para você. Sabe que desanda a comida se mexer antes de ficar pronta?

−Com bastante molho Mira. Vou pegar pão. – Beijo seu rosto e me sento a espera de ser servido, ela me coloca um prato com carne de cordeiro cozida e molho o pão. O cheiro é maravilhoso. – Nunca manda desse molho lá para casa Mira.

−Não dá Luka. Esse molho só fica bom assim fresquinho. Por isso só faço quando estão aqui.

−Já está comendo Luka? – Meu pai entra na cozinha. – Boa noite Mira.

−Boa noite senhor Stefanos. Lissa cadê?

−Já vem. Posso tomar um café? – Meu pai arrasta uma cadeira enquanto ela o serve. – Obrigado. Fez o que pedi Mira?

−Sim. A torta está pronta. Lissa está triste?

−Não. É que eu havia prometido leva-la ao Pierre, mas tivemos que retornar. Então quero agrada-la um pouco.

−Torta de chocolate? – Ele balança a cabeça depois toma um gole de café. – Quando o Josh vem?

−Semana que vem. Vou colocar uns brinquedos no jardim. O Thiago vai gostar. Um escorregador novo.

−Acho bom. Um maior. Não caibo mais naquele. – Meu pai quase cospe o café. Num ataque de riso.

−Não estava pensando em você Luka.

−Eu sei, mas deve ter um que me sirva. O que custa?

−Vou pensar no seu caso. Bom. Se organiza para ver a família. Vem todo mundo.

−Eu venho. Prometo. Combinei com o tio Ulisses de saltar de paraquedas em Creta.

−Tympaki?

−É. A tia e a Gigi vão também. Já combinamos tudo. Não fala para mamãe.

−Posso tentar. Toma cuidado. – Minha mãe surge.

−Toma cuidado com o que? – Pergunta beijando Mira.

−Nada mamãe. Conselhos de pai. – Ela se senta no colo dele me ignorando.

−Toma cuidado com o que meu amor?

−Ele vai fazer uns saltos de paraquedas. – Meu pai não consegue guardar um segredo dela, reviro os olhos quando ela me encara assombrada.

−Mãe é seguro. O tio vai, a tia, até a Gigi.

−Só os normais. – Ela reclama. – Se te acontecer alguma coisa eu nem sei. Para que isso? Não é um desses rapazes que ficam horas na frente de um computador de óculos e sem vida social? Por que não pode seguir os padrões? Tem que ser tudo?

−Tenho fome mamãe. – Eu me levanto. Beijo seu rosto. – Linda. Te amo. Mira estava uma delicia. Me chamem para jantar.

−Fugindo? Luka seu espertinho. – Sumo para meu quarto. Ela morre de medo e posso entender, mas ainda amo a adrenalina e não consigo evitar. Ainda não nasceu quem vai me impedir.

Notas finais
Obrigada. No próximo vamos conhecer Bia, depois com todos os personagens principais devidamente apresentados seguimos com a história. BEIJOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS