Paixão, Talvez?
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Quem me conhece, sabe que meu casal preferido é GaaIno.
Dai vc pergunta 'ué, pq ShikaIno então?'
Essa é minha one pro desafio do grupo SasuHina, o desafio é escrever uma fic romântica de um casal que vc n goste =)
Então, cá estou. O link do grupo SasuHina vai estar nas notas finais, eu sou adm de lá, por isso sintam-se á vontade para entrar caso vc goste do casal ♥ espero que gostem, pq eu passei a simpatizar com o casal dps q escrevi isso xD
Aiiiinda não leria uma fic deles, mas as fanarts são lindas ♥
É isso, um bj.
~betado pela Dan, obg amr~
Boa Leitura!
Capítulo Único
Paixão, Talvez?
Ele ia passando pelos corredores como fazia todo dia, as mãos enfiadas nos bolsos da calça, a camiseta branca amassada e a cara de sono. Infelizmente, naquela manhã ensolarada no meio do ano, verão em Konoha, Shikamaru podia ouvir alguns múrmuros por onde passava. Aquilo parecia coisa de filme adolescente, e por um momento podia jurar que não era nada a ver com ele.
Mas foi só parar no bebedouro para deliciar–se com água, que ele pôde ouvir claramente a voz de uma garota de pernas brancas e finas como qualquer outra."Ah, então é ele!".Certo, com certeza só podia ser para ele, afinal não havia mais nenhum garoto próximo delas e dele.
Suspirou longamente, nunca havia estado numa situação como aquela antes. Até por que Shikamaru parecia meio invisível entre os outros estudantes – isso realmente não o importava, já que o que menos queria era atenção. Ainda sim, era uma situação chata e incômoda. Ele terminou de beber água, secou a boca com as costas da mão e virou–se para as duas meninas, próximas dos armários azuis.
– Isso é problemático... – Murmurou, cansado, passando a mão na nuca. Faltava menos de quinze minutos para bater o sinal da primeira aula. – ... O que estão falando de mim?
As duas garotas se encararam, se perguntando quem falaria para ele. Uma parecia pedir á outra pelos olhos. Passou um longo minuto naquele silêncio irritante, e o Nara as olhava com impaciência. Ele não era um cara impaciente, na verdade tinha calma e paciência de sobra, mas naquele momento realmente queria entender o que se passava.
– N–Nos desculpe! – A de pernas mais finas gaguejou, pegando na mão da outra e correndo desajeitadamente segurando suas bolsas. Ele nem mesmo teve tempo de pedir que elas esperassem, já que as mesmas haviam sumido no fim do corredor.
– Que problemático. – Repetiu de novo, mais confuso que antes.
– Veja só se não é o novo garanhão do colégio! – Aquela voz o pegou de surpresa. Shikamaru virou–se só para encontrar o amigo loiro de olhos azuis, com o típico sorriso na cara e a mochila jogada de lado. – Você deveria ter pelo menos me contado, cara.
– Bom dia para você também, Naruto. – Respondeu no seu típico timbre apático. Enfiou as mãos nos bolsos novamente. – O que eu deveria ter te contado? – Arqueou a sobrancelha, percebendo que teria a resposta de todos os sussurros.
Ele mal havia percebido a palavra 'garanhão' citada por Naruto, o mesmo sem entender, o olhou com aquela típica cara burra que tinha.
– Como assim, Shikamaru?! – A cara confusa deu lugar á um sorriso maior ainda. Então ele deu um pequeno empurrão no ombro do amigo, com uma face realmente sugestiva. – Que você tá saindo com a Temari ué, aquela garota do Colégio Suna.
Shikamaru foi obrigado á juntar as sobrancelhas. Agora que não estava entendendo nada mesmo. Sabia quem era Temari: a presidente do grêmio estudantil do colégio Suna, que ficava á algumas quadras dali. Havia tido uma competição recentemente entre os times de basquete das duas escolas.
– Quê? Eu não saí com a Temari. – Foi rápido, pensando no que aquela loira brava faria se ouvisse aqueles boatos. – Quem te contou isso?
Naruto pareceu surpreso por um momento. Mas logo o sorriso voltou no seu rosto.
– Qual é Nara, você não precisa ficar tímido. Dava para ver o clima entre vocês quando você 'tava mostrando o colégio' pra ela. – Naruto deu–lhe um tapinha em suas costas. Então botou as mãos atrás da nuca e saiu andando. – E não é segredo nenhum para mais ninguém,gostosão. – Falou já de costas, imitando uma voz feminina na última palavra, e, gargalhando alto.
Shikamaru ficou parado no mesmo lugar. Ótimo,se Temari sabia disso, iria batê–lo até ele não conseguir andar, ou algo do tipo.
– Eu preciso ir dormir.
—
Já era quase oito horas da noite quando ele finalmente estava em sua cama quentinha e desarrumada. Havia roupas suas jogadas em todo canto do quarto, o ventilador girava lentamente lá no teto e o jornalista falava na TV que estava ligada. O Nara foi fechando seus olhos lentamente, praticamente já estava dormindo, quando ouviu barulhos no andar de baixo – já que seu quarto ficava em cima.
Primeiro a campainha tocou, provavelmente sua mãe foi atender e a partir daí ele só conseguia ouvir aquela voz estridente e aguda que conhecia desde pequeno.
– Boa noite, Dona Yoshino! Mamãe mandou te trazer isso...
– É, ela aprendeu esse prato numa das viagens dela, parece que é algo envolvendo ervas e macarrão...
– Shikaku–san, papai te chamou para assistir o próximo jogo lá em casa. Nós compramos uma TV nova, mas ele disse que só vai estrear ela no jogo...
– Pode deixar que eu mesma levo tudo isso, vim andando até aqui, subir as escadas não é nada! –Shikamaru ouviu risadas nesse ponto.
– Certo, pode deixar que eu aviso ele. Até depois.
Todas essas falas da mesma pessoa, claro. Logo após isso, Shikamaru ouviu passos na escada. Virou apenas a cabeça para o lado, olhando a porta. Ela foi aberta rápida e fechada logo depois.
Era Ino. Os cabelos presos no típico rabo de cavalo denunciavam que era a loira. Ela carregava uma caixa nos braços, e após coloca–la no chão, olhou para o amigo que estava deitado em sua cama.
– Você não achou que eu tinha cancelado a sessão de hoje, achou? – Comentou risonha, com um sorriso nos lábios rosados por gloss.
– Qual é, Ino, eu tô com sono. – Shikamaru se virou para a janela, puxando a coberta e cobrindo a cabeça. Seu cabelo estava solto e isso fazia cócegas em seu pescoço.
De repente ele sentiu um peso em cima de si, Ino puxou seu cobertor para o lado, e seu rosto exibia numa expressão animada. Ela estava sentada sobre a barriga dele, e suas pernas de pés descalços permaneceram uma de cada lado do tronco do moreno.
– Você seeempre tá com sono, Shika. – Reclamou ela, revirando os olhos. – Vai, eu trouxe um filme bem legal dessa vez. – Levou os dedos até a boca, fazendo um 'x', como se jurasse que era verdade.
Shikamaru apenas levantou as mãos até os olhos, coçando e se espreguiçando logo depois. Toda a semana era a mesma coisa: Ino vinha trazendo alguma comida nova para sua mãe, falando que Inoichi havia convidado Shikaku para ver o jogo da semana, subia as escadas, e por último pulava em Shikamaru, já que esse era o único jeito de acordá–lo de verdade.
– O Chouji não está aqui hoje, a gente não deveria excluir ele. – O moreno tentou, finalmente reparando na amiga. Ino estava com os olhos azuis contornados por um lápis preto, a boca rosada e grudenta por causa do gloss. Ela vestia uma jaqueta rosada de bolinhas amarelas, por baixo uma regata azul com detalhes também amarelos, um short curto e negro, e, para finalizar, uma meia transparente até o começo de suas coxas, com detalhes em vermelho. A roupa não parecia nada com as que ela costumava usar no dia a dia, e mais parecia que havia aberto o guarda–roupa e vestido as primeiras coisas que viu. Aquilo não parecia moda nem em mil anos.
– A culpa não é nossa se ele está mal do estômago. – Ela mostrou a língua, Shikamaru riu baixo. Sabia que ela estava falando aquilo de brincadeira, afinal havia passado uma longa semana preocupada com o amigo, que estava mal já fazia umas duas semanas. – Agora vem, você tem que ver o filme.
Dito isso, Ino saiu de cima dele, que se sentou na cama, amarrando o cabelo como fazia sempre. Ele foi até o banheiro, escovou os dentes e lavou o rosto, voltando para o quarto, encontrando ela sentada confortavelmente na sua cama.
Ino vivia ali na casa do moreno, só que sempre estava com Chouji. Ela vinha praticamente todos os dias visitá–lo, eles falavam sobre assuntos triviais e normalmente ela dormia lá, na cama dele e Chouji voltava para a casa – que era logo ao lado –, contudo, o moreno era obrigado a dormir no tapete que havia no chão. Só que todas as quintas–feiras, como era aquele dia quente, eles haviam combinado de ver um filme e comer algo que combinasse. A ideia era bem simples: os filmes tinham que ser de acordo com a ordem alfabética, e a comida também. Então ambos precisavam começar com a mesma letra.
Normalmente Ino cuidava do filme, Chouji da comida e Shikamaru do lugar – o quarto dele. Só que como Chouji estava mau, sobrou para Ino trazer a comida. E era isso o que se encontrava dentro da caixa.
– Antes de eu te mostrar o filme e a comida, – Começou a loira, indo para o tapete amarelo que havia no chão, de frente para a TV. Shikamaru percebeu que as roupas já não estavam no chão, provavelmente a Yamanaka havia jogado tudo dentro do seu guarda–roupa, que devia estar um verdadeiro inferno. – eu fiquei sabendo, viu? E não achei nada legal ser a última á saber.
Shikamaru arqueou a sobrancelha para ela, sentando–se no tapete também.
– Do que você tá falando?
– Da Temari, é claro! – Falou num tom acusativo. Havia descoberto isso praticamente no fim do dia, quando Sakura comentara sem querer com ela. Como Ino era a melhor amiga de Shikamaru, a rosada achou que ela já sabia, por isso não disse nada.
– Até você com isso? – Shikamaru ralhou, deitando–se no chão, sentido o ventilador. – Eu não tive nada com a Temari, nada. – Repetiu. – Eu apenas mostrei a escola pra ela, quando ela foi lá. E isso porque a Diretora Tsunade mandou, porque eu acho essa coisa de mostrar o lugar muito problemático. Foi só isso, nós mal conversamos sobre outras coisas, eu não sei de onde esse povo tirou isso. – Terminou de falar, fechando os olhos e suspirando.
Certo, ele havia achado a tal Temari uma garota legal e bonita, ela tinha olhos verdes encantadores, assim como a pele levemente queimada de sol e o corpo cheio. Porém realmente não havia passado disso.
– Ah, eu devia ter desconfiado que era só isso. – Ino se deitou também, com um sorriso. Estava do lado dele. – Você me contaria se tivesse ficado com ela.
– Exatamente. – Ele concordou de olhos fechados, ficando de lado. Ino fez o mesmo, ficando ambos de lado e um de frente para o outro. Shikamaru abriu os olhos, encontrando as íris azuis redondas da Yamanaka. Ela ficava muito melhor com a boca seca, e não grudenta com o gloss. – O pior é que eu tentei convencer aqueles idiotas, os nossos amigos, disso. Mas eles não acreditam em mim. – Reclamou. Havia passado a tarde inteira tentando convencer Tenten, Hinata, Naruto, Neji e Sasuke que não houve nada entre ele e a Sabaku, mas não surtiu efeito. Ino soltou uma gargalhada gostosa, e o seu hálito de maçã dela bateu no rosto do moreno.
– Do jeito que a coisa é, logo isso vai chegar até os ouvidos dela. E também dos irmãos dela, que não parecem as pessoas mais simpáticas do mundo. Isso é problemático. – Terminou a reclamação, com certo medo de um ruivo de olhar psicopata que havia visto, assim como o irmão mais velho da loira, um moreno enorme que mais parecia um guarda–roupa.
– Ah, existe uma solução bem prática pra isso. – Ino falou como se fosse muito óbvio. Shikamaru escutou atentamente ela, pensando que solução era essa que a loira havia encontrado tão fácil, enquanto ele ficara pensando por umas oito horas. – Você só precisa de uma namorada. Daí as pessoas vão esquecer rapidinho essa coisa da Temari e pronto. – Concluiu, com um tom de voz inteligente.
– Seria uma ótima ideia Ino, mas... Como eu vou arranjar uma namorada antes que ela acabe sabendo? Sabe, lá na nossa escola tem muitas pessoas que conhecem outras do Suna. – Shikamaru percebeu que estava realmente falando muito para uma noite só. Aquilo era um recorde.
Ino ficou quieta por um momento, como se pensasse. Então ela estalou os dedos, se sentando. Shikamaru se sentou também, observando–a.
– Já sei! Ela não precisa ser uma namorada de verdade. – Começou, movimentando as mãos. – Você chama alguém só pra fingir por um tempo, depois de umas três semanas vocês terminam e fica tudo bem.
Ino bateu palmas para si mesma, como se dissesse um "eu sei que sou maravilhosa".
– Você é boa nisso. – Shikamaru teve que admitir vendo Ino lhe mandar vários beijos pelo ar. – Só mais uma coisa que você não pensou, problemática. Com quem eu deveria falar?
– Ah, ai você tá pedindo demais, né, Shika! – Ino fez um biquinho. – Esse detalhe é com você. Você deve conhecer alguma garota que faça esse favor, não é possível. – Terminou ela, também tentando pensar em alguém, para ajudar o Nara.
Os dois ficaram quietos por um momento, pensando sem se olharem. Ino pensou em Sakura, mas ela era ridiculamente apaixonada pelo Uchiha mais novo, sem contar que ela mal falava com Shikamaru, então não era uma alternativa. Hinata estava tentando algo com Naruto fazia um bom tempo, então nem pensar em ser ela. Tenten era namorada do Neji, com certeza não. Tayuya era a ex do mesmo, sem chance. Shion também tentava algo com Naruto, Karin havia começado a sair com Suigetsu, Shiho havia viajado e só voltava no outro mês. Uma por uma, as garotas que eles conheciam e que poderiam fazer um pedido desses eram excluídas da lista.
– Meu Deus, não tem nem uma amiga nossa solteira ou que não esteja afim de alguém?! – Ino falou nervosa, puxando alguns fios de seu cabelo claro. Shikamaru suspirou pesadamente, havia pensando em todas as garotas que ela pensara também. De repente ele levantou a cabeça, enquanto Ino continuava xingando o vento.
– Você está afim de alguém?
– Hã? Não, mas o que isso tem a ve–
Ela ficou quieta de repente, olhando para o moreno. Eles trocaram olhares por dois longos minutos.
– Espera, você quer dizer o que eu penso que quer dizer?
– Sim, Ino, é isso. Que problemático.
– Está me pedindo em namoro? – A garganta de Ino trancou, ela não conseguia desviar o olhar do rosto de Shikamaru, que segurava a cabeça com uma das mãos e apoiava o cotovelo no joelho.
– De mentirinha, mas sim, estou. – Ele terminou, bocejando logo depois. Eles tinham que assistir aquele filme logo.
Ino ficou quieta por alguns segundos, como se considerasse aquilo.
– B–Bem... – Ela pensou por mais um momento. – Nós somos amigos há tanto tempo, ninguém desconfiaria... Tirando Chouji, é claro. Só que ele tá doente... – Ela engoliu em seco. – E vai ser só por umas duas semanas, certo?
– Sim. Nós ficaremos juntos o tempo todo, só vamos precisar nos mostrar mais próximos ainda na frente das pessoas. – Shikamaru concluiu. Não seria tão anormal assim, e logo acabaria.
– Huh, você tem razão. – Concordou Ino, balançando a cabeça. Fora que ela que tinha dado a ideia, e aquilo não seria tão ruim assim. Eles ficaram mais um tempo em silêncio, de repente o clima estava um tanto constrangedor. – Bem, você quer ver o filme e a comida? – Ino voltou a sorrir como sempre fazia, indo até a caixa e a abrindo.
– Letra...
– M. – Completou para ele, que agradeceu. – O filme dessa vez éMatrix. – Pegou o mesmo de dentro da caixa.
– Considerando que você já me fez verConstantine, dessa vez foi uma boa escolha. – Deu de ombros e Ino mostrou a língua para ele.
– Agora a comida. – Ela meteu a mão na caixa e tirou dois pratos embrulhados em papel laminado. – Macarrão. Foi o melhor que eu pensei. – Completou entregando um prato para ele, assim como um garfo e uma faca. Pegou para si também, indo até a TV e colocando o filme no aparelho de DVD. Pegou o controle e voltou a sentar do lado de Shikamaru. – E para a 'sobremesa', temos maçã. Tem suco de maracujá se você quiser, também. – Tirou uma garrafa com o suco, para eles dividirem.
– Esse macarrão não tem um dos temperos exóticos da sua mãe, tem? – Perguntou ele, tomando um gole do suco, com o prato já sem o papel laminado. Ino riu, apagando a luz.
– Fica quieto, o filme vai começar.
–
Já havia passado da uma da manhã, disso ela tinha certeza, pois a última vez que havia visto a hora no celular cor–de–rosa, já era meia noite, e, bem, parecia que tinha sido uma eternidade atrás. Virou–se na cama do amigo, mexendo para lá e para cá, enquanto seu rabo de cavalo incomodava no travesseiro.
Ino nunca havia tido problema para dormir na casa de Shikamaru, desde pequena. Era praticamente sua segunda casa. Além do que, ela dormia na cama confortável dele, enquanto o mesmo dormia com um travesseiro e cobertor, no chão. Mas justamente naquela noite ela não havia nem pregado os olhos, enquanto ouvia a respiração calma do moreno lá em baixo. Bufou, jogando o cobertor para trás, respirando fundo – o cheiro dele estava na cama toda, ela costumava gostar e até dormia melhor com isso, porém naquele dia isso só estava a irritando –, e sentando–se.
Arrumou a roupa com a mão, coçando os olhos logo depois. Estava tudo escuro e ela xingava–se mentalmente por isso. De repente o pedido dele de algumas horas atrás veio até a sua mente. Ela havia praticamente esquecido isso durante o filme, que havia achado muito interessante, mas do nada sua cabeça realmente quis pensar sobre aquilo.
Então ela teria que fingir namorar o moreno durante duas semanas inteiras. Perguntou–se como as pessoas os olhariam e se alguém notaria a mentira. Ela não estava mesmo gostando de ninguém então não seria um incômodo ajudar o amigo, porém, enquanto ainda estava tranquila sobre isso, pensou em uma coisa.
O que é que namorados faziam, mesmo? Ah, sim, eles se beijavam!
Ino levou as duas mãos até a boca, em pânico. Ela teria que beijar Shikamaru. Não que ele fosse feio ou algo assim, não era isso. Mas ele era praticamente seu irmão.
De repente a luz do abajur se acendeu e Ino pode ver Shikamaru sentado, os olhos meio fechados por causa do sono. Ele bocejou e a loira foi abaixando as mãos.
– Você não tá conseguindo dormir, não é, problemática? – Ele reclamou, procurando a blusa amarela que havia tirado antes de deitar. Não estava exatamente frio naquele dia, então ele preferiu dormir sem. Achou–a e vestindo, continuou. – E eu não sou seu irmão.
Ino o olhou com a pouca iluminação, se perguntando como ele sabia que ela havia pensado isso.
– Você falou alto. – Foi o que ele disse quando percebeu a cara confusa dela.
Ino se xingou mais uma vez, mentalmente. Colocou a franja para trás da orelha, deixando exposto o olho que sempre cobria com os fios loiros. Não era uma garota tímida o bastante para ficar com vergonha na frente dele.
– Certo, você sabe que eu não me importo de fingir ser sua namorada, mas você ao menos não estranha isso? – Ela tentou, nem se desculpando por ter o acordado. Ino também não era uma garota educada. – Pensa bem, – ela se aproximou da beirada da cama, ficando mais perto de Shikamaru. – somos amigos de infância, qual é.
– Justamente por isso que você não deveria se importar. – O moreno soltou, suspirando cansado. Parecia não estar com o menor ânimo para aquela conversa. – Somos íntimos o suficiente para isso, Ino.
– Eu sei, é que... – Ela se calou, sem ter o que falar. –... Argh, você sabe. Eu sou a Ino, você é o Shikamaru.
Nessa parte Shikamaru bocejou, sem se importar com o rosto confuso que a Yamanaka fazia. Os olhos azuis dela pareciam muito pensativos e confusos.
– O seu problema, por acaso, é que tem nojo de me beijar? – O Nara perguntou, sem nenhum tom realmente acusador na voz. Na verdade ele estava muito tranquilo. O cotovelo apoiado na perna, a mão segurando a cabeça de lado. Estava sentado no tapete, muito próximo da loira que estava sentada na beirada da cama.
– O que?! Não, claro que não... – Nessa hora Ino foi interrompida por Shikamaru, que havia revirado os olhos assim que ela começara a falar.
De repente ela sentiu uma mão no seu braço, outra na sua cintura. Foi um puxão tão forte e rápido, que ela havia caído de costas no chão, porém nem mesmo sentira a dor. Shikamaru a beijara, do jeito típico de filmes. Havia puxado–a para o tapete, deixando–a no chão coberto pelo tapete amarelo, subido por cima dela e grudado seus lábios.
Ele estava de olhos fechados, Ino podia perceber isso porque os seus estavam abertos e arregalados. Já havia beijado muitos garotos na sua vida de adolescente de 17 anos, porém nunca havia beijado Shikamaru especificamente. Ainda mais assim, de surpresa. Quantos beijos de surpresa ela já havia recebido? Normalmente ela que atacava o garoto.
O corpo do Nara estava por cima do seu confortavelmente, uma mão segurava a mão dela e os lábios continuavam grudados nos seus. Não havia movimento, não havia língua e nenhum deles estava bêbado – Ino normalmente atacava os garotos quando estava bêbada em alguma festa que Karin dava.
Com a loira ainda de olhos arregalados, Shikamaru separou o rosto do dela apenas por alguns segundos, vendo–a com aqueles olhos azuis abertos. Percebendo que a mesma não resistiria e provavelmente não faria nada, ele soltou a mão dela e segurou com uma mão o rosto dela e a outra ele apoiou no chão, roçando mesmo sem querer seu peitoral contra o peito dela.
Por fim, beijou–a mais uma vez, só que daquela vez Ino fechou os olhos, deixando que ele invadisse sua boca e fazendo tão poucos movimentos que se impressionou consigo mesma. Depois de dois ou três minutos, ela não soube, o Nara se distanciou dela, saindo de cima da mesma e ficando do seu lado. Sem falar nada, ele deitou e fechou os olhos, a respiração calma novamente voltou. Ino continuava do mesmo jeito, deitada e olhando para o teto onde o ventilador girava rapidamente.
Passou alguns minutos se recuperando do choque, até levantar o corpo e ver que ele estava deitado de costas para si, parecia tranquilo, como sempre. Não soube dizer se Shikamaru estava acordado, tampouco o que eles eram agora e o que havia acontecido, as coisas não entravam na sua mente.
Engolindo em seco, ela se deitou no chão mesmo e virou para o outro lado, ficando de lado assim como Nara, só que de costas para ele. Fechou os olhos e tentou pensar. Tentou, tentou, imaginou, lembrou do beijo, pensou na amizade deles, na cara que os outros fariam, pensou em Chouji, em como eles ficariam depois de tudo isso, pensou em como poderia dormir lá se eles fossem namorados, pensou em outros garotos, virou para o lado, virou de novo, ficou de bruços, olhou para o teto e voltou para a posição do começo. Tudo isso para concluir o óbvio: não conseguiria achar uma solução para tudo naquela noite.
Piscou algumas vezes, então se virou para as costas de Shikamaru. Como era uma loira egoísta e mal educada, Ino passou as unhas na camiseta dele, como se fosse um brinquedo. Estava pensativa e odiava isso. Queria saber se ele estava acordado, mas ao mesmo tempo não importava.
Depois de alguns minutos quieta, Ino murmurou tão baixo no quarto, que havia voltado a ser escuro – já que Shikamaru desligara o abajur –, que ela se perguntaria para sempre se ele havia lhe escutado.
– Você deveria pelo menos me pedir em namoro adequadamente.
Talvez fosse paixão.
Talvez.
Fim
Notas finais
Espero q vcs tenham gostado, pq eu amei huahauahua eu ia fazer as duas semanas, porém iria ficar mt longo -w-
Link do grupo: https://www.facebook.com/groups/CurtidoresSHBR/?fref=ts
Um bj pra todos ♥ ♥
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