Notas iniciais
Capítulo novooooooooooooo. Espero que gostem muito.

— Prazer em conhecê-los — Ela olhou para o sempre inconveniente Rich e com o olhar falou com ele. Precisavam estar a sós para saber o que estava acontecendo.

— Que alegria conhecê-la, querida Emily. — Rich beijou sua mão. — Estou encantado.

— Obrigada, senhor… — Deixou em aberto para que ele dissesse.

— Levoy. — Disse de forma pomposa. Patterson revirou os olhos discretamente.

— Senhor Levoy é o artista por trás dessa casa. — Disse Marisa.

— Ora, creio que precise falar com o senhor sobre a minha então, o que acha? — Disse Patterson.

— Bom, toda casa é um desafio para minha arte. — Ele ofereceu seu braço. — Estou entusiasmado.

Andaram por algum tempo até encontrarem um canto tranquilo para que pudessem falar minimamente.

— O que está fazendo aqui? — Disse ela entre dentes.

— Reade me pediu para avaliar outras bases do cartel, e ainda estou analisando o que me mandou. Eles tem um sistema de criptografia complexo, mas creio que possa invadir para ter acesso às finanças. — Viu o olhar sério de Patterson. — O quê?

— Há quanto tempo está envolvido com eles? — Perguntou com uma cara de descrença.

— Mais ou menos um ano. A casa é recente. O FBI me deu um caso, acharam que era algo comum, e acabei descobrindo uma teia de coisas. Me deram o crédito e me infiltraram na “família”. — Fez aspas com as mãos dizendo em espanhol.

— O que faremos agora? — Disse ela com certa apreensão. As coisas começavam a ser grandiosas demais e precisavam ter cuidado.

— No momento, fechem o negócio. Com o tempo que ficarmos aqui, pegarei a espinha dorsal do sistema e facilitamos o acesso de vocês.

— Estamos com problemas para avançar. — Ela disse a contra gosto. Sabia que poderia fazer um excelente trabalho, mas estava complicado penetrar a cabeça do casal de criminosos. Precisava pensar em algo, rápido.

— Bom, estou aqui pra ajudar com o problema. E eu sei que existe outro. — Pegou um canapé na bandeja e colocou tudo na boca. Achou uma delícia. — Roman. — Depois que engoliu.

— Fale baixo. — Ralhou Patterson.

— Eu não disse nada, só disse o nome do demônio. — Ele olhou com uma cara desconfiada quando ela desviou o olhar. — Meu Deus, você não transou com ele, não foi? — Ela criticou-o com o olhar. — Não acredito que você fez isso. — Tentando conter a euforia, Rich tapou a boca. — Me conte, como é?

— Pare com isso. — Disse ela, irritada.

— Uh, ele te fez muitas coisas com aquela linguinha respondona, não foi? — Rich mexia os dedos de maneira irritante e eu quase o matei na frente dos convidados.

— Eu juro que vou te matar, Rich. — Disse ficando vermelha de raiva.

— Não. — Fez sinal de pausa com as mãos. — Marco Levoy.

— Que nome ridículo. — Saiu andando para voltar para perto de Roman e Rich a seguiu. — Vamos, meu marido precisa conhecer você.

— Então ele usou a língua, não é?

Eu fui até Roman, contando meus passos para não cometer um homicídio ali mesmo. Gostaria muito de saber a dinâmica com Rich agora com eles e que de preferência, que isso não atrapalhasse. Quando Roman a olhou, sorriu, por apenas um segundo. Ele percebeu Rich andando com ela e ficou sem entender o que estava acontecendo. Comunicaram-se por olhares e ele ficou mais calmo. Quando chegamos perto, era possível ver a cara sedutora que Rich fazia para Roman. Revirou os olhos outra vez.

Ele era louco pelo homem, tinha sempre um comentário sobre o maldito bíceps maravilhoso que ele via nos treinamentos, sobre como o jogaria na parede, era de pedir socorro.

Sempre se falavam, e desde sempre confidenciou ao amigo que a presença máscula e loira em sua sala, lhe tirava a paz, e sempre deixava escapar o quão apaixonada estava, provavelmente isso aconteceu.

— Max, querido! — Interrompeu a conversa dele com delicadeza. — Conheça o senhor Marco Levoy, responsável pelo design desta casa. — Ela sorriu dissimuladamente.

— Bom, o que deveria dizer ao senhor Levoy? A casa é um primor da arte.

— Então o senhor gosta de arte? — Rich estava babando, como sempre. — Emily comentou comigo que gostariam de mudar algo na casa de vocês. Perdão, posso chamá-la de Emily, certo?

— Claro, Marco. — Ela sorriu rapidamente.

Conversaram animosidades e sobre jogos de grupo, nada muito relevante. Apenas tentando cativar todos aqueles associados. Seria muito importante conhecer alguém tão profundamente para que pudessem ter proximidade para concluir o objetivo alcançado. Isso era o mais essencial para a missão.

Eu tentei me controlar para que pudesse pensar em uma forma de convencê-los a fechar o acordo. Ela esperava que pudesse trabalhar isso.

Roman estava mandando mensagem para alguém, e ela estranhou que ele tivesse ido tão longe para tal. Assim que ele voltou, deu passos rápidos em sua direção.

— Pedi para Reade para que me ajudasse a espalhar algo no qual pudéssemos tratar de um plano mais eficaz.

— Como assim? — Sussurrou no mesmo tom que ele.

— Estamos prestes a fazer um golpe genial de mestre. Muito em breve eles estarão ao nossos pés. — Apenas disse.

— Se puder partilhar comigo sua ideia brilhante, eu agradeço.

— O casal tem rivais. — Ela arregalou os olhos. — Antes que diga que é uma péssima ideia, posso dizer que é a única que temos no momento. Auxiliarmos numa guerra de territórios, seria perfeito. Eles se verão obrigados a entender que quanto mais territórios conquistados, mais poder.

— Isso pode dar muito errado para nós. — Ela segurou ele pelo braço, por instinto, não que tenha percebido o que fez.

— Eu estarei lá, lutarei do lado deles, isso deve significar algo.

— Não está pensando em entrar no meio de um possível tiroteio entre cartéis, não é? — Ele sussurrou com raiva e indignação. Não poderia acreditar que essa era a ideia incrível dele. — É a ideia mais imbecil que poderia ter tido.

— Ah, querida. — Suspirou exageradamente. — Trocas de tiros, cartéis inimigos, isso é terça-feira na minha vida.

— Droga! — Ela emburrou-se. — Acha que pode passar um dia sem correr o risco de morrer?

Em certa altura da festa, Roman pediu um cavalo para andar um pouco fora da propriedade com os cavalheiros e falou para Patterson inventar algo que tirasse ela, Marisa e as outras eventuais esposas do passeio.

— O que está tentando fazer? — Perguntou ela sem entender.

— Acho que devemos dar um passeio até o encontro com o inimigo. — Disse ele com um sorriso triunfante.

Notas finais
COMENTEEEEEEEEEEEEM, POR FA! ♥ Beijos e até a próxima.