Paixão, Dor E Aventura.

2 Continuando o 1° capítulo.


Notas iniciais
Edward Cullen sempre presente ao meu lado não há nada que eu queria ou precise.Ane.

Corri pro banheiro tomei um banho rápido, escovei os dentes, penteei o cabelo, vesti minha roupa de dormi que eu sempre deixo separada no banheiro para não perder tempo e corri para o meu quarto onde meu lindo e cheiroso namorado me aguardava na cama preparado para me embrulhar num cobertor quente e me deliciar com seus beijos até eu passar dos limites que ele impôs e cair em um sono profundo.

Ao deitar senti Edward estranho tenho certeza que ele ouviu minha conversa com Charles, respirei fundo seu cheiro maravilhoso e perguntei por que ele estava daquele jeito, ele deu um leve sorriso e responde-me que não queria que eu e Charles brigássemos por causa dele.

Sorri e respondi que não estávamos brigando só estávamos tendo um momento de pai neuroticamente passando dos limites com seus cuidados e filha irritada dando uma de rebelde adolescente tardia, ele riu e respondeu que Charles estava com toda a razão olhei abismada e disse:

___Edward não acredito no que você está dizendo, eu estava te defendendo, Charles em parte e contra nosso namoro por causa da minha situação, sou uma estrangeira sem berço e você e o cara rico filho de um dos médicos mais renomados que só vai me usar e depois descartar.

___Ele pode estar com a razão.

Olhei pra ele com um olhar de indignação, ele estava olhando pro lado e virou para me encarar, acariciando meu queixo e contornando meus lábios, fechei meus olhos e curti cada toque dele então foi minha vez de libertar uma das minhas mãos e acariciar seu rosto e dizer:

___Então porque não usa logo o que está esperando.

Ele fechou os olhos e cheiro meu pulso e me puxou pra ele, me virando para baixo nossa posição era perfeita, ele me beijou diferente com mais intensidade, me deixou livre do pacote de cobertor que eu estava e nossos toques e caricias eram intensos e diferentes do que ele sempre permitiu beijá-lo, tocar seu rosto acariciar seu peito, parecia um sonho que eu não queria acordar nunca mais.

Senti sua respiração tão intensa quanto a minha, sua mão no meu pescoço acariciando meus cabelos, meu corpo todo se arrepiou com seus lábios em meu pescoço, nos olhamos intensamente seus olhos dourados e brilhantes pareciam brilhar mais e me hipnotizando.

Exercendo um grande domínio em mim algo inexplicável, aterrorizante minha adrenalina subiu, meu coração disparou, fiquei totalmente paralisada, ele chegou bem perto do meu ouvido e disse:

___Tome cuidado com o que diz principalmente para alguém como eu.

Beijou meu pescoço, meus lábios e depois não me lembro de mais nada a não ser ouvir Charles batendo a porta desesperado, eu meio zonza levantei acendi a luz, olhei para cama não vi Edward e abri a porta, Charles estava aflito e disse que Martha ligou para ele avisando que o Café estava pegando fogo ele estava indo pra lá, me assustei e disse que ligaria para o Edward e depois iria para lá ele concordou e saiu.

Coloquei as mãos na cabeça e antes de me virar Edward já estava bem atrás de mim me assustou, disse para eu me trocar rápido enquanto buscava o carro e avisar os outros eu concordei fui para o banheiro me arrumei rápido e desci para esperá-lo.

Olhei no relógio eram quatros horas da manha, o que será que aconteceu principalmente na véspera das comemorações, não demorou muito Edward chegou e fomos para lá, Alice e Jasper estavam no carro os outros estavam vindo logo atrás no super e equipado jipe do Emmenet.

Ao chegarmos lá o incêndio já estava controlado, Lucy e Martha estavam desesperadas sendo apoiada por Charles foi, uma cena dramática e desesperadora ver Martha sentada na calçada só de roupão chorando.

Chegamos perto dela, me abaixei e coloquei a mão no seu ombro, ela segurou minha mão e disse que era o fim tudo estava acabado, Carlisle e Esme se aproximaram e disseram o que ela e Lucy precisassem eram para contar com eles estavam ali para ajudar também.

Ela olhou para eles e agradeceu, foi quando eu vi Alice ficar estranha e ser amparada por Jasper, Edward direcionou o olhar para eles e escutou os pensamentos dela, eu levantei e discretamente perguntei o que ele havia ouvido, estavam todos focados no incidente nem perceberam o que eu e Edward estávamos falando, ele pegou minha mão e fomos até onde Alice e Jasper estavam.

Alice tocou em algo que estava caído próximo a um dos balcões, parecia um isqueiro derretido, ela viu dois homens encapuzados colocarem o fogo e sair correndo e entraram em um carro vermelho e foram para norte respondeu Jasper, eu curiosamente virei para Alice e perguntei:

___Como você viu o que aconteceu se isso é passado seu dom não é prevê o futuro sobre o que alguém decide fazer.

___É foi estranho não consegui ver direito foi meio embaçado.

Os três se olharam e não falaram mais nada, tenho certeza que tinha algo mais, acho que Alice viu quem tomou a decisão ou quem está por trás de tudo, mas isso eu deixo pra conversar depois, pela cena que vejo também sei quem fez isso é tão obvio que não precisa possuir dom nenhum.

Voltamos até Martha e os outros ela estava tão perplexa com que via, abaixou pegou um dos saquinhos que apesar de todo destruído ainda continha alguns dos seus biscoitos caseiros, foi uma cena de corta o coração, ninguém ali exceto os Cullens conterão as lagrimas ver Martha olhar para a filha e dizer que sentia muito por não poder dar a ela o que sempre sonhou.

Lucy que estava sendo amparada por Esme correu e a abraçou e disse que a amava e isso era o que importava fechei meus olhos, respirei fundo e disse:

____Temos menos de 24hs, para arrumar essa bagunça e muito trabalho na cozinha os fãs de Stephenie Meyer precisaram comer e aqui é o único e melhor lugar de Forks para tal coisa.

___Obrigado Ane por seu elogio, mas está tudo acabado, tudo o que eu tinha já foi feito e preparado antes, não só pela organização, mas pelo tempo eu não tenho mais dinheiro e nem mais mantimentos para fazer nada e não tem nada tão rápido assim que possa ser feito em até 24 horas.

Charles se aproximou dela e disse que tudo que ela precisasse era para contar com ele o mesmo fizeram Carlisle e Esme, eu não podia acreditar, tinha que haver algo que eu pudesse fazer ou pensar sem dizer o que Alice tinha visto.

Alice percebendo minha inquietude chegou bem perto de mim e num sussurro disse que nós não tínhamos como provar o que eu estava pensando, olhei para ela e perguntei se agora ela lia pensamentos, ela me encarou com aquele olhar ameaçador, fechei meus olhos e concordei.

Então me ocorreu a idéia de fazermos receitas típica brasileira o pão de queijo, pastel e alguns salgadinhos de festas que só se encontram no Brasil e o delicioso brigadeiro a Esme, Edward e o Carlisle cozinham muito bem.

Toda vez que eu estava com vontade comer essas coisas eles conseguiram fazer muito bem até Martha conseguiria, ela é uma ótima cozinheira para ela não vai haver problemas, contei a todos a minha idéia, Martha limpou as lagrimas e disse:

___É uma ótima idéia Ane obrigado novamente, mas eu não tenho mais dinheiro ou mantimentos para fazer mais nada vou fechar o Café, eu não tenho nem como servir um simples café todo o meu estoque foi atingido.

Um dos funcionários da Martha o Hernandes sempre tão gozador e piadista estava triste e com lagrimas nos olhos disse que acidentes acontecem, mas ela não podia desistir nem que eles ficassem sem pagamentos por alguns dias, eles não a deixariam na mão.

Ela sorriu e agradeceu o carinho de seus colaboradores e amigos como ela sempre se refere a quem trabalha com ela, mas ela colocou toda a sua reserva nesse projeto a única coisa que ela podia fazer era vender o Café para quitar tudo ou uma grande parte de suas despesas.

Eu não concordei e mesmo com os olhares ameaçador de Alice eu precisava fazer algo, falar que isso não foi um mero acidente foi sabotagem e Martha não é idiota vai desconfiar logo de quem possa ser então preciso ser boa atriz agora para convencê-los que eu ouvi alguém dizer que havia visto dois homens tirando o capuz e entrando em um carro vermelho.

Se Charles perguntar quem foi, eu não saberei dizer afinal tinha tanta gente na rua, eu não conheço quase ninguém mesmo e foi o que eu fiz abri minha boca e contei o que tinha ouvido.

Todos olharam para mim, Alice quase teve um troço, Martha sorriu e disse que todos agora iam falar muita coisa e eu não acreditei no que acabara de ouvir dela, essa não é a Martha que eu admiro, cheguei perto dela e disse com muita agressividade o que eu pensava dela:

___Muito bem é isso mesmo todos vão falar alguma coisa, não estou te reconhecendo Martha acabei de ti dizer algo importante que pode ser a resposta para o que pode ter acontecido aqui e você acha isso normal, compreensivo um mero acidente.

Charles me repreendeu duramente, Edward chegou perto e disse ao meu ouvido que não tínhamos prova só suposições, olhei pra ele e não concordei, ele tentou me impedir, mas dei a volta e fiquei em frente dela e antes deu falar alguma coisa, Charles pediu pra Edward me levar embora.

Ele chegou perto de mim pegou minha mão e disse pra irmos, me soltei dele e com muita raiva eu disse, não eu gritei que não ia embora e olhei pra ela e pro Charles que estava ficando furioso então respirei fundo, fechei meus olhos e com as mãos em punho eu disse:

___Martha olha ao seu redor e me diga o que foi que o fogo queimou.

Charles todo irritado pediu para eu ir embora ou ele mesmo me levaria eu já estava passando dos limites, Martha tocou em seu braço, balançou a cabeça em sinal de estar tudo bem, me olhou e respondeu:

___Queimou minha esperança, muito trabalho feito e todas as minhas economias investidas nesse projeto.

Cheguei bem perto dela e com os braços cruzados continuei:

___E que fogo bonzinho vocês não acham, só queimou todo o trabalho feito, esse trabalho que levaria você por sua hipoteca em dia e continuar o caro tratamento da Lucy, que generoso foi esse fogo poupando tudo em volta e queimou só o que venderíamos para a festividade quanta consideração.

Todos começaram a questionar o que eu tinha dito fazia sentido, Charles com cara de reprovação disse:

___Ane vá para casa o que tenha acontecido vamos investigar Martha e Lucy precisam descansar não temos mais nada a fazer.

Olhei pra ele e disse que tínhamos muito a fazer porque os turistas e visitantes chegariam em 24 horas e se não começássemos a trabalhar naquele instante não teríamos como servi-los, Charles respirou fundo e antes de falar algo mais, Martha disse:

___Tudo bem Charles, Ane você acha que eu não pensei nisso, mas acabou eu não tenho mais mercadoria e nem tempo para preparar nada, acabou vou fechar o Café quem tenha feito isso consegui, vou recomeçar minha vida longe daqui, longe dessa podridão.

___Muito bem Martha faça isso coloque o rabinho entre as pernas e fuja.

Ane, eu ouvi alguns falarem, Martha com muita raiva socou a mesa e perguntou o que eu queria que ela fizesse, eu fiz a mesma coisa socando a mesa e respondendo:

___Quero ver a mesma Martha que eu conheci forte, batalhadora que nunca desistiu de suas coisas mesmo que todos diziam que ela não era capaz, que invade a sala do prefeito da cidade e disse a ele tudo que pensa que põem pra correr de seu estabelecimento seja quem for, mesmo sendo pessoas três vezes mais fortes que ela, é dessa a Martha que precisávamos agora, não era hora de vermos a Martha que também tem fraqueza e chora como todo mundo.

Ela me olhou tão estranhamente que eu achei que ela me daria uma bofetada, mas ela me abraçou e caiu em pranto dizendo que não tinha mais nada o que fazer, ela não tinha mais dinheiro para comprar os ingredientes para fazer qualquer coisa, eu continuei abraçada com ela e perguntei se ela não podia comprar a prazo, ela me olhou e disse:

___Ane o que eu vou preparar em tão pouco tempo e não é só isso olha só o lugar precisara de uma limpeza pesada entre outros detalhes.

___Martha tem algumas receitas brasileiras que não precisam ser feitas com tanta antecedência e vai ser algo diferente do que todos vão servir em seus estabelecimentos, olha eu não sei cozinhar, mas você sabe e lembra que eu te disse que eu estava com vontade de comer pão de queijo e salgadinhos de festas Edward e Esme fizeram pra mim ficaram uma delicia e olha que eu sou enjoada em se tratando dessas duas comidas que eu mais gosto até a Lucy já provou é uma delicia não é Lucy.

Lucy respondeu que sim e deu mais uma idéia a receita o brigadeirão de panela que Martha conseguiu fazer muito bem, todos riram da maneira como ela falou, Martha me deu um beijo na testa agradeceu por tudo que eu pensava sobre ela, mas ela não tinha os ingredientes e nem pessoas suficientes para ajudá-la.

Um dos seus funcionários disse que ele e em nomes dos outros dois trabalhariam o quanto você preciso, ela olhou pra eles sorriu e agradeceu e antes de continuar a falar alguma coisa, Carlisle com aquele seu jeito de antes de falar alguma coisa deu uma tossida e olhando para os seus filhos se aproximou e disse:

___Martha eu sei que você não gosta muito de receber minha ajuda, mas eu quero lhe propor algo e desta vez eu não recebo um não como resposta.

Ela foi para dizer algo, mas Carlisle ergueu a mão e continuou:

___Eu tenho um bom estoque de mantimento do que você precisara, eu e Esme estávamos preparando algo diferente para as instituições que nós colaboramos e Esme pensou em fazer algo diferente como as receitas da Ane, eu tenho certeza que temos tudo que você precisara e não querendo ser pretensioso eu, Esme e Edward temos uma mão muito boa para a cozinha alem de ser um dos nossos hobby preferido e meus outro filhos aqui podem ajudar na limpeza e em tudo que você precisar.

Ela abaixou a cabeça, eu olhei para eles fiz uma careta, respirei fundo puxei o rosto dela e disse:

___Agora não é hora de fazer charme estamos perdendo tempo e ele acabou de dizer que é um empréstimo.

Ela olhou pra mim, eu bufei e olhei furiosa pra ela, então ela estendeu a mão para o Carlisle e agradecendo disse:

___Um empréstimo, eu acho que não tenho outra opção o que vocês estão esperando vamos trabalhar tem muita gente pra chegar e eu quero esse estabelecimento impecável para receber nossos convidados.

Abraçamo-nos e só se ouviu palmas e assovios de alegria em meio a tanta tristeza em ver aquele ambiente no estado em que se encontrava.

Eu estava com vontade de chorar de tanta raiva que eu estava das pessoas que fizeram isso, então me afastei e sai para respirar um pouco de ar puro lá dentro ainda tinha um cheiro forte, não demorou muito para Edward me pegar pela cintura e dizer que estava muito orgulhoso de mim.

Aconcheguei-me em seus fortes e frios braços, Alice veio logo em seguida com um olhar furioso, virei e abracei forte Edward e disse para ele me proteger que Alice estava vindo, ele sorriu e respondeu que ela jamais ousaria a pensar em fazer algum arranhão quanto mais me machucar.

Respondi que não era isso que o olhar dela estava dizendo, ele sorriu, ela chegou perto me olhou, me encolhi toda nos braços de Edward, ele a advertiu, ela estava indignada e disse que estava chocada comigo como eu pude pensar que ela me machucaria.

Perguntei se ela estava muito brava comigo por eu ter dito o que disse sobre a visão dela, ela sorriu e respondeu que estava só um pouquinho, mas ela só veio falar comigo que queria ser a decoradora do ambiente já que ela não sabia cozinhar, eu ri e respondi que ela deveria perguntar a Martha e não a mim.

Ela com todo o seu jeitinho Alice de ser disse já que eu organizei e convenci Martha que Esme, Carlisle e Edward são bons na cozinha eu podia indicá-la a decoradora oficial do Café, eu e Edward rimos juntos e respondi que iria pensar, ela fechou os olhos e antes de dizer alguma coisa, respondi que achava que Martha não iria se importar.

Ela respirou fundo então segurei um riso e respondi que Martha iria amar ter a colaboração de Alice Cullen em seu Café, ela abriu os olhos, sorriu apertou minha bochecha agradeceu e antes deu brigar com ela porque eu odeio que ela faça isso ela já estava dando tchau e entrando no Café, ainda bem que ninguém estava olhando em nossa direção, apertei minhas mãos e antes deu dizer um palavrão Edward já estava me beijando deliciosamente.

O dia já estava amanhecendo então Edward olhou-me e disse:

___Seu pai está vindo tomar seu depoimento.

___Você quer dizer que ele está vindo atrapalhar.

___Não ele realmente quer saber mais sobre o que você ouviu o que vai dizer a ele.

___Nem sei pode me dar uma ajuda.

___Diga que não faz idéia de quem seja as pessoas, você passou tão de pressa que nem notou quem eram você só ouviu que comentaram que viram dois homens encapuzados correndo e depois o fogo, talvez pudesse ter alguma ligação, mas não tinham certeza se estavam correndo por causa do fogo ou por ter causado isso então você chegou à conclusão o que aconteceu aqui foi proposital, sabotaram a Martha e é função do Charles investigar e provar se a sua suposição é verdadeira ou foi apenas mera coincidência e falta de sorte da Martha nesse acidente.

___Legal você acha que ele vai acreditar.

___Não sei estamos preste a descobrir ai vem ele.

Charles abriu a porta e me chamou queria falar um minuto comigo, pela cara que Edward fez Charles tinha pensando algo que o divertiu, entrei e falei o que Edward tinha sugerido Martha estava atrás de mim e disse que falta de sorte não tinha nada a ver com isso com certeza tinha sido sabotagem, Charles tentou acalmá-la dizendo por que alguém tentaria prejudicá-la todos em Forks se conhecem desde a fundação da cidade, todos gostam dela e da Lucy e sabem que a venda dos produtos era principalmente para o tratamento de Lucy.

Martha olhou seriamente para o Charles e respondeu:

___Talvez alguém não goste de nós tanto assim, então xerife eu estou oficialmente prestando queixa que alguém invadiu meu estabelecimento e colocou fogo no meu estoque me prejudicando seriamente eu exijo uma investigação rigorosa doa a quem doer, quero uma resposta.

___Martha você suspeita de alguém.

E antes dela abrir a boca e dizer algo que eu sei que ela concluiu junto comigo eu dei sinal, ela entendeu e respondeu a ele que infelizmente não tinha, mas confiava plenamente na competência dele e iria esperar a conclusão dos fatos, ele todo sem graça e satisfeito com a resposta dela prometeu fazer de tudo o que tivesse ao alcance dele como xerife de Forks para descobrir o que aconteceu de fato e como amigo dela não pouparia esforços para ajudá-la no que fosse preciso.

Martha sorriu e o abraçou e olhando pra mim deu uma piscada, eu agradeci e disse que depois conversaríamos, ela sorriu então convidou a todos para um café que Maria uma das ajudantes da cozinha dela havia preparado, todos foram para a cozinha e nós ficamos para trás, ela me olhou seriamente e perguntou:

___Você sabe mais coisa do que isso não é Ane, você acha que Melissa seria capaz de fazer isso.

___Martha eu não sei de nada alem do que eu disse para o Charles, mas confesso que o nome dela foi o primeiro que me ocorreu.

Ela me abraçou e agradeceu novamente por ajudá-la, respondi que não tinha feito nada ainda, mas estava cheia de idéias nisso Edward veio e perguntou se eu iria tomar café aqui, eu respondi que sim e perguntei por que, ele respondeu que iriam para casa se trocarem enquanto eu tomava café e depois passaria me pegar para levar em casa para eu me trocar e iríamos para a escola no carro dele eu concordei.

Charles ouviu e não concordou e respondeu que me levaria para casa, ainda tinha muito tempo antes de irmos para a escola era para Edward passar no horário de sempre, eu respirei fundo para dar uma resposta a altura que Charles merecia.

Mas Martha me puxou para a cozinha e Edward concordou se despedindo dizendo que já nos veríamos, com muita raiva eu tomei um delicioso café da manha, Lucy estava abalada e não iria na escola Martha concordou então todos voltaram para suas casas para se prepararem para muito trabalho que viria no decorrer das próximas 24 horas.

Cheguei em casa me arrumei rápido já estava quase na hora de Edward passar para me pegar, ele chegou, desci voando as escadas me despedi de Charles e antes de ouvi-lo dizer algo já estava lá fora Edward sorrindo disse que eu era uma garota muito má, concordei entrei no carro e fomos para a escola.

No caminho contei sobre a idéia que me ocorreu já que a cidade toda estava em festa não teríamos matérias novas, Edward concordou comigo então eu pediria ao diretor Garner a ajuda dos alunos e professores para nos ajudarem, Edward todo sorridente respondeu que eu era demais e que não custava nada a gente tentar.

E foi o que nós fizemos ao chegar no estacionamento da escola eu de longe reconheci o carro vermelho da Melissa ao passarmos por ele parei e fiquei olhando, Edward veio e perguntou o que estava havendo, porque eu tinha parado, olhei pra ele e mostrei o carro e disse:

___Este carro vermelho é da Melissa.

___Ane não temos como provar, esqueça isso vamos falar com o Sr. Garner ele acaba de entrar na sala dele e a Sra. Smith está com ele estão justamente comentando o acidente e será de grande ajuda para nós.

___Como assim de grande ajuda para nós.

___Vamos eu te explico no caminho.

Ao chegarmos à secretaria pedimos permissão para falar com os dois, não demorou muito e o diretor pediu para nós entrarmos, estranhou nossa presença e foi logo perguntando o que estávamos fazendo ali já que deveríamos estar em aula, Edward todo convincente como sempre respondeu que era um assunto muito importante e que só o diretor poderia nos ajudar.

Não sei o que o diretor Garner estava pensando, mas Edward sabia e pela sua fisionomia isso iria contar a nosso favor é o que eu esperava, ele pediu para sentarmos então comentei que eles provavelmente sabiam o que tinha acontecido com a Lucy e com a Martha.

A Sra. Smith toda carinhosa e gentil disse que estava muito triste com o que tinha acontecido o Sr. Garner também lamentava muito, mas o que tudo isso tinha haver com nossa presença ali na sala dele, eu olhei para Edward que me incentivou a continuar então respirei fundo estava nervosa e contei-lhe minha idéia.

Se os alunos ou quem quisesse e pudesse ajudar a Martha já que devido à festividade na cidade não teríamos matérias novas, houve um silencio o Sr. Garner colocou a mão no queixo olhando para e Sra. Smith e antes dele responder alguma coisa, Edward pediu a palavra contou que sua família principalmente o pai dele estava ajudando muito e contava com a colaboração dos amigos, olhei para Edward e pensei desde quando o diretor Garner e Carlisle são amigos a Sra. Smith entendeu o recado e disse:

___Eu concordo com Edward, os amigos estão ai para isso para ajudar se mutuamente alem disso será um bom começo.

Um bom começo para que, do que eles estão falando Edward poderia ter me contado o assunto pareço uma idiota, ele olhou para ela balançou a cabeça e fez uma cara estranha, Edward levantou e disse:

___Não vamos tomar mais o seu tempo senhor, mas, por favor, pense no que estamos pedindo, Ane precisamos ir nossa aula já começou.

Eles se cumprimentaram e o diretor prometeu pensar Edward sorrindo disse que era um homem assim que a prefeitura de Forks estava precisando, olhou para a Sra. Smith com aquele olhar fatal e perguntou se ela não concordava com ele, ela sem reação alguma concordou então Edward pegou na minha mão e olhou para eles e antes de sairmos disse: ___Quando se é um líder de verdade não importa qual é sua posição, ou se a atitude a tomar é grande ou pequena, um grande líder age até no anonimato e mesmo assim é visto por quem realmente precisar ser visto.

Olhei para eles que estavam atônitos com o que Edward acabara de dizer, eu realmente não estava entendendo nada, estava chateada, pois tinha certeza que eles concordariam com minha idéia, já estávamos saindo quando a Sra. Smith pediu para aguardamos um pouco lá fora que já teríamos nossa resposta.

Qual era a diferença de termos nossa resposta agora ou depois e antes deu abrir minha boca para expressar minha opinião, Edward me puxou e disse que aguardaríamos, saímos e sentamos olhei brava pra ele e perguntei:

___Edward Cullen o que foi aquilo, porque não me deixou falar qual é a diferença deles responderem àquela hora ou alguns minutos depois.

___Ane você é muito impulsiva e tem horas que isso pode atrapalhar, tenha um pouco de paciência e confie em mim eu sei o que estou fazendo eles vão sair dela com a resposta que você quer ouvir.

___Vamos ver Edward Cullen vamos ver.

Isso me irritou profundamente, impulsiva eu, cruzei meus braços ajeitei-me na cadeira cruzei as pernas, descruzei, levantei uma angustia e irritação percorria meu corpo e Edward todo tranqüilo disse:

___Vai dar tudo certo senta aqui sua humanazinha impertinente e impulsiva que eu amo mais que tudo.

Olhei pra ele com aquela carinha linda e seu sorriso perfeito é impossível resistir a um pedido dele, sorri e sentei bem coladinha a ele e perguntei o que o diretor estava pensando para a nossa conversa ter tomado outro rumo eu não tinha entendido nada, ele me beijou passou a mão pelo meu rosto e respondeu que depois me explicaria tudo agora teríamos outro assunto para resolvermos primeiro.

E antes deu dizer algo a Sra. Smith nos chamou para voltarmos para a sala que o Sr. Garner já tinha tomado sua decisão, ela piscou para Edward, então entramos.

Depois de ter feito um breve e chato discurso ele pediu a Sra. Smith para convocar todos os alunos e professores a se reunirem em 10 minutos no ginásio e esportes, ela prontamente e feliz saiu para fazer o que lhe foi pedido passando por mim e dando um apertão em minha bochecha e dizendo que eu era uma garota extraordinária.

Eu quase tive um ataque porque odeio que façam isso comigo, Edward me conteve e segurou uma risadinha para não me irritar mais ainda, o Sr. Garner nos parabenizou por nossa atitude e estava muito feliz pela escola de Forks ter alunos como nós.

Edward e eu agradecemos muito e antes de sairmos o Sr. Garner disse a Edward que a escola só poderia colaborar com a mão de obra não teria como seguir o exemplo do pai dele que com certeza colaborou financeiramente, Edward sorrindo disse:

___Meu pai também está colaborando com a mão de obra, ele será um dos cozinheiros da Martha.

O Sr. Garner fez um cara de desconfiado e ninguém melhor que eu para confirmar o quanto o Dr. Carlisle é um excelente medico e um maravilhoso cozinheiro, então o convidei para experimentar as minhas receitas brasileiras que o Dr. Carlisle iria fazer, o Sr. Garner sorriu e respondeu que seria um grande prazer, a Sra. Smith entrou e falou para irmos pro ginásio que estavam todos indo para lá.

Novamente agradeci o diretor e estávamos saindo quando ele disse pro Edward que da próxima vez que precisássemos de algo não precisaria fazer uma grande encenação e nem puxar o saco de ninguém nossa causa era importante e digna, Edward sorriu e respondeu que ele tinha certeza que nossa causa era importante, ele só via em seu diretor um grande líder e em seu entendimento a cidade estava precisando de um homem como ele.

O Sr. Garner ficou vermelho e só respondeu que era para nós irmos na frente que ele e a Sra. Smith já iriam, ao sairmos da sala eu olhei para Edward e disse:

___Ele quer se candidatar a prefeito.

___Viu como eu tinha razão às vezes não devemos ir direto ao ponto temos que preparar com muita sutileza para que nossas intenções saiam como desejamos se eu fosse impulsivo como você talvez estivesse sozinho ainda.

Olhei para ele que fazia aquela cara de eu sou o bom, olhei pro lado engoli a seco empurrei-o e sai andando ele veio atrás me provocando e rindo, não me contive e ri também ver Edward feliz é perfeito e beijá-lo é maravilhoso seus lábios têm um gosto simplesmente delicioso tudo de bom.

Reunimo-nos todos no ginásio de esportes, a escola não estava muito cheia nesse dia alguns alunos já não estavam indo principalmente os mais espertinhos que sabiam que não estavam perdendo nada, o diretor Garner fez seu discurso rápido explicando por que todos estavam ali e o que todos já sabiam sobre o acontecido e que dois colegas de Lucy tiveram uma grande idéia para apoiá-la nesse momento tão difícil.

Ele apontou em nossa direção, olhei para Edward que gesticulou para eu ir e dizer algo, dei sinal com a cabeça que era para ele ir, sutilmente ele disse ao meu ouvido que a chance de Lucy e Martha seria melhor se eu falasse, respirei fundo, balancei a cabeça, sorri, olhei para ele que piscou para mim, olhei para o diretor que gesticulou me chamando.

Olhei para todos a minha frente meu deu um frio na barriga, mas ao ver a cara de sarcasmo da Melissa e sua turminha miserável não sei se me enchi de coragem ou raiva, mas um sentimento diferente encheu meu peito fui pra frente, peguei o microfone e com muita vergonha comentei o acontecido com um pouco mais de detalhe.

E com uma novidade que fez minha colega a frente Melissa Truman ir do riso sarcástico a um covarde desespero, o que me deu um prazer e uma grande força em ajudar Martha e Lucy.

No meio dos comentários e burburinhos em frente à descoberta que Martha não sofreu um acidente e sim uma sabotagem, a maioria dos nossos amigos e alguns professores se dispuseram com muito prazer em colaborar com a minha idéia.

Alice e Edward chegaram perto de mim e disseram o quanto estavam orgulhosos e felizes comigo, sorri e antes de sairmos a minha turma, Mike e companhia se aproximaram e quiseram saber mais detalhes, pois não estavam acreditando quem poderia querer fazer tal coisa, estavam indignados, contei um pouco o que sabia e que Charles já estava investigando foi quando vi Melissa se levantar discutir com seu grupo e se preparar para sair.

Pedi licença um pouco, Alice veio tentou me impedir dizendo que não tínhamos como provar, sorri e respondi que não ia acusar ninguém só ia dar um recadinho, ela me olhou com aquele olhar, eu imediatamente fechei meus olhos e pedi, por favor, Edward chegou e disse que era para ela deixar eu fazer o que tinha que fazer, ela virou para falar com ele, foi minha chance de sair e interceptar Melissa, ficamos frente a frente uma para outra, sorri e cheguei bem perto dela e disse:

___Tudo bem Melissa você e seus amigos vão se juntar a nós.

Ela cruzou os braços e com sua fisionomia sarcástica respondeu:

___Você acha que eu vou perder meu tempo ajudando aquela cega fingida e sua mãe farsante e interesseira.

Eu ri me aproximei mais, ela recuou colocando a mão esquerda na mureta, eu coloquei minha mão em cima da dela e apertei com muita força, ela tentou tirar, mas eu segurei seu pulso e disse:

___Não precisamos de sua ajuda só quero te dar um aviso.

Ela tentou se soltar dizendo para eu tirar a minha mão nojenta de cima da dela, apertei mais forte e sussurrando disse:

___Cale a boca sua cretina e me escuta ou prefere que eu diga em alto e bom som que duas testemunhas viram dois caras saindo do local do incêndio e entrando em um carro vermelho que cor é mesmo o seu carro.

Ela me olhou espantada e perguntou se eu estava a acusando e que eu estava machucando seu pulso, isso me fez apertar mais ainda e dizer:

___Acusando você em hipótese alguma eu só quero dizer que se a Martha não conseguir cobrir todo o prejuízo que teve, pagar a hipoteca e ter o dinheiro para a cirurgia da Lucy às coisas vão ficar muito feia para a filhinha de um prefeito, pense bem Melissa estamos em ano de eleição por aqui e um escândalo envolvendo alguns dos pretendentes ao cargo seria um desastre total você não concorda comigo.

Ela estava vermelha de ódio e me disse o que eu estava pretendendo fazer, soltei seu pulso e com a mão ainda em cima da dela dei dois tapinhas e disse que não estava pretendendo fazer nada só queria que ela rezasse muito para que o que estávamos planejando suprisse tudo o que Martha e Lucy estavam precisando ou, sorri, virei e estava saindo.

Ela segurou meu braço e disse que não tinha medo de ameaça nenhuma, eu ri voltei e respondi que eu não estava ameaçando ninguém só estava dando um recado, me despedi dela e fui ao encontro de Edward e Alice que me esperavam, me despedi da minha turma e ficou combinado que nos encontraríamos às 13 horas no Café da Martha para ajudarmos no que fosse preciso.

Já no carro Edward me olhava com um olhar diferente e Alice ainda brava comigo não tagarelava como fazia sempre que íamos embora juntos, não queria magoar Alice então disse que se ela me perdoasse eu a deixaria me embelezar como ela quisesse, Alice olhando pela janela disse:

___Isso inclui fazermos compras como eu quiser e se eu achar necessário mudar seu guarda-roupa todo.

Fechei os olhos, respirei fundo, olhei pro Edward que apertou minha mão sorriu e fez aquela carinha de ou é isso ou ela ficara magoada com você pelo resto da vida, virei e respondi que tudo bem desde que eu não tivesse que usar cor-de-rosa.

Ela sorriu e esse sorriso eu conheço bem é perigoso, olhei para ela baguncei seu cabelo e disse que se ela exagerasse o trato estaria acabado, ela olhando convencidamente respondeu que eu não tinha escolha, olhei para ela e disse que estava falando serio, ela respondeu que também estava.

Sem mais alongar o assunto pedi pro Edward passar no salão da Gilda para eu pedir ela para me liberar por esses dias ou pelo menos por esses dois dias para eu ajudar Martha em tempo integral, passamos por lá Gilda prontamente me liberou pelo tempo que precisa fiquei muito grata.

Passamos em casa me troquei, o telefone tocou era o Jacob querendo saber mais informações, Charles contou pro Billy então ele ficou preocupado fui direto ao assunto e pedi a ajuda dele e de quem pudesse ajudar, Jacob todo sem jeito respondeu que tentaria fazer alguma coisa, mas como eu já sabia sobre o pai dele, eu disse que tudo bem e antecipadamente eu agradeci, desliguei o telefone.

Vi Edward sentado com uma cara irritada cheguei perto e perguntei o que tava acontecendo, Alice sorriu e me deu beijo e se despediu dizendo que Jasper estava lá fora esperando por ela, nos despedimos e ela saiu como o vento, sorri e fui sentar no colo dele e novamente perguntei o que estava acontecendo, beijei e acariciei seu rosto, ele me beijou melhor e respondeu que não precisaríamos da ajuda de mais ninguém.

Eu disse que quanto mais ajuda tivéssemos seria melhor para Martha ver o quanto ela e Lucy são queridas e importantes para essa cidade, ele respondeu que não precisaríamos de Jacob para que Martha visse o quanto ela é bem quista por muitos na cidade, eu ri e perguntei porque ele estava dizendo isso.

Ele me abraçou e disse que me amava muito, eu o beijei e respondei que o amava mais que tudo, ele sorrindo disse que me amava tanto que seria capaz de qualquer sacrifício para me deixar feliz e segura, eu beijei seu pescoço, seu queixo e depois seus deliciosos lábios e respondi que o mais importante era tê-lo sempre junto de mim, nos beijamos e ele me lembrou que tínhamos muito o que fazer e estávamos atrasados eu concordei, levantamos liguei pro Charles que estava já na delegacia e depois iria se juntar a nós.

Notas finais
É isso ai gente, beijar os lábios deliciosos de Edward é tudo que Ane não quer deixar de fazer, então por hoje é só, espero que gostem e amanha tem mais.