Notas iniciais
Genteeeee, desculpe a demora pra postar. É que eu perdi o pen drive que estava o capítulo e tive que escrever tudo de novo, então do fundo do coração espero que vocês gostem! ;)

>>o Ponto de vista: Harry

Eu estava em um avião a caminho do Rio de Janeiro e simplesmente não conseguia pensar em outra coisa que não seja a Clary. O medo tomava conta de mim, mas eu tinha que tentar, era a minha última chance de conquistá-la.

– Harry, você está enjoado? — perguntou meu pai ao meu lado.

– Um pouco, mas não tem nada a ver com o avião. — confessei e ele sorriu de um modo encorajador.

– Vai dar tudo certo, eu tenho certeza que você vai voltar com ela para a Inglaterra.

– Assim, eu espero mesmo!

Nada me fez sossegar até eu ouvir a frase que eu estava esperando desde que entrei no avião:

– Welcome to Rio de Janeiro!

>>o Ponto de vista: Clary

– Você sabe que dia é hoje? — perguntou Júlia.

– Não sei, terça?

– Deixa de ser ridícula, você sabe exatamente o que vai acontecer hoje.

– Harry vai chegar ao Rio! — falei sem emoção.

– Clarisse Rodrigues, eu te conheço e sei que você está explodindo de ansiedade.

– Talvez um pouco! — confessei.

– E então? Vai se encontrar com ele?

– Ainda não sei, mas eu não quero vê-lo. Tenho medo de chorar de novo na frente dele parecendo fraca e frágil.

– Ah Clarisse, por favor, chega de ser medrosa. Você quer a minha opinião? — perguntou me encarando.

– Não!

– Mas eu falar assim mesmo. Já está na hora de você seguir sua vida, e isso só vai acontecer quando você resolver de uma vez por todas a sua situação com Harry.

Eu não respondi, na verdade, eu estava até bem confusa. Uma parte de mim estava louca para encontrá-lo, mas a outra parte estava totalmente arrasada e com raiva e eu sinceramente não sabia qual era a maior.

– Eu tenho que encontrar com o Harry. — eu me ouvi dizendo e isso fez a Júlia sorrir.

– É assim que eu gosto, decisão!

>>o

Nada fez com que eu desligasse a minha mente do Harry, eu queria encontrá-lo só que não sabia como. Júlia já tinha me dado milhões de ideias, uma pior que outra, nada que valesse a pena. Mas quando eu menos esperava, o meu celular toca:

– Clary? — perguntou alguém assim que eu falei alô. Alguém não, Harry.

– Harry! — falei surpresa e Júlia quase cuspiu o refrigerante.

– Eu sei que foram dois anos complicados, sei que eu fui um completo idiota, mas o que eu mais quero é te ver de novo. E eu gostaria muito que você me desse uma segunda chance.

Eu fiquei quieta por um momento, sem saber me expressar, embora eu soubesse exatamente o que eu queria falar.

– Tudo bem. — me peguei falando. E a voz dele soou aliviada.

– Ah que ótimo! Pode ser hoje ao pôr do sol? — perguntou e eu fiquei na dúvida.

– Aonde?

– Em frente a Embaixada Britânica. — falou e eu respirei fundo.

– Te vejo lá. — falei e o senti sorrir.

– Até lá. — mas antes que ele desligasse, resolvi perguntar.

– Como você conseguiu meu número? — Harry deu uma risada irônica.

– I'm the prince of England.– e desligou o telefone.

>>o

– Recapitulando: Você vai encontrá-lo ao pôr do sol em frente a Embaixada Britânica. Correto? — falou Júlia andando de um lado para o outro no meu quarto.

– Certíssimo.

– O que eu não consigo entender, é o porquê de você estar vestida assim. — eu ri e me encarei no espelho.

– O que tem a minha roupa?

– Você não está vestida para matar e isso eu não aceito.

– Tudo bem, Júlia. O que você me sugere? — o sorriso que surgiu em sua boca me deu arrepios.

– Era tudo o que eu queria ouvir.

>>o Ponto de vista: Harry

– Eu estou nervoso. — confessei e meu pai sorriu.

– Não fique, imagine que é um encontro.

– Pai, é mais complicado que isso porque eu já sei que a amo e que quero me casar com ela. E o pior de tudo é que ela já sentiu o mesmo por mim, mas não sei se ainda sente. — eu estava deprimido e estava começando a me arrepender de ter vindo.

– Harry, se o que diz é verdade ela ainda te ama. Porque o amor não é passageiro como a paixão. Ele suporta coisas incríveis e passa por provações inimagináveis. Se o que ela sentia por você era amor, então você não tem com o que se preocupar.

Eu não respondi apenas fechei os olhos e visualizei a última vez que a vi na minha mente, com o rosto manchado por lágrimas e um olhar de decepção que atormentou os meus sonhos.

>>o Ponto de vista: Clary

Eu estava dirigindo em direção á Embaixada Britânica e o meu coração estava batendo no ritmo de uma escola de samba, a minha mente toda hora dizia que eu deveria voltar. Mas eu estava tão cansada de sentir medo, pelo menos uma vez eu tinha que ser corajosa.

Eu o encontrei parado na porta da Embaixada e meu coração deu um salto, ele estava diferente. Seu cabelo estava cortado mais rente, seus olhos transbordavam seriedade mas ainda eram de azul penetrante e sem querer meus lábios deixaram transparecer o que eu estava sentido.

– Lindo! — soltei totalmente sem querer.

Assim que eu parei o carro Harry me viu e abriu um sorriso enorme fazendo as minhas pernas bambearem. Embora seu olhar estivesse mais sério, seu sorriso ainda tinha um sorriso zombeteiro que eu adorava — mas eu não adoro mais (lembrei a mim mesma!).

>>o Ponto de vista: Harry

Assim que a Ana saiu do carro meu coração bateu de encontro ao meu peito numa velocidade assustadora. Ela era mais linda do que eu me lembrava. Seu cabelo loiro caia em camadas em seu ombro, seus olhos castanhos brilhavam com a luz do sol e a blusa que ela vestia marcava a sua cintura fina, como estava de short pude ver suas pernas torneadas. Com total certeza, Clary não era mais uma garotinha.

– Olá. — falou sem graça e eu sorri.

– Você está linda! — falei sem querer e ela deu um sorriso tímido.

– Obrigada. — um silêncio constrangedor se abateu sobre nós, então eu resolvi falar assim que lembrei de como respirar.

– Clary, vamos á praia? — perguntei e ela olhou nos meus olhos pela primeira vez.

– Mas eu não trouxe biquiní. — falou e eu sorri.

– Não, não vamos entrar na água. Quero só ver o pôr do sol. — ela respirou fundo e sorriu.

– Tudo bem. — entramos em seu carro e de alguma forma foi até estranho vê-la dirigindo.

Passamos uma parte do tempo em silêncio, e enquanto eu analisava cada parte do seu rosto e do seu corpo, embora o seu rosto não tivesse mudado de uma forma geral, eu não conseguia ver mais o ar infantil que tinha quando nos conhecemos.

– Então, Clary, o que tem feito? — perguntei e ela olhou rapidamente pra mim se mexendo desconfortável no banco.

– Eu finalmente fui a Nova York com Júlia e se der certo vamos á Roma, faço faculdade de Medicina e acho que é isso.

– Então decidiu por Medicina? — perguntei e ela sorriu como nos velhos tempos.

– Sim, depois de tanto pensar achei que Medicina era minha melhor opção.

– Vai escolher qual especialidade?

– Pediatria. — eu ri e ela sorriu também.

– Realmente combina com você.

– Eu sei, acho que agora não me vejo fazendo outra coisa. E você? Como estão as coisas em Londres? — Clary estacionava o carro.

– Cada vez mais complicadas. Eu sei lá, parece que quanto mais perto chega da coroação mais difícil fica. — confessei e ela me olhou de um jeito compreensivo, mas depois voltou a encarar o chão.

Embora dentro do carro quase parecesse como nos velhos tempos, as coisas não estavam nada fáceis para mim.

>>o Ponto de vista: Clary

Caminhamos em direção a areia e ficamos o mais perto possível do mar sem que a água encostasse na gente. Sentamos na areia quente e eu respirei fundo.

– Pois bem, acho que já está na hora de conversar sobre o que você realmente queria dizer. — falei e o encarei por um momento. Harry olhou dentro dos meus olhos e controlou a respiração que parecia acelerar.

– Eu não sei como dizer isso pra você... — começou.

– Quem sabe se você for totalmente sincero comigo, talvez ajude. — falei.

– Clarisse, eu sinto tanto pelo o que aconteceu no último dia que nos vimos. Sinto muito por fazer você sofrer, e ser o motivo do seu choro. Mas queria que entedesse os meus motivos.

– Eu sei exatamente os seus motivos. Você não era apaixonado por mim como eu era apaixonada por você, tudo bem eu entendo. Não tem que explicar nada. — Harry virou pra mim e os seus olhos me deixaram desconcertada.

– Não, não foi isso. Clary, eu era apaixonado por você sim e exatamente por isso que eu falei aquilo. Porque eu tinha um peso tão grande nas minhas costas que eu achava que você não merecia suportar, eu odiava a responsabilidade que eu tinha e por gostar tanto de você achava que não merecia passar por isso. Você tinha que fazer faculdade, realizar seus sonhos e eu não podia ser egoísta a ponto de te proibir de fazer isso tudo.

Por um momento eu fiquei sem ação, não sabia como respirar, como pensar, como fazer meu coração bater. O mundo parou a minha volta. Eu passei dois anos achando que ele me rejeitou porque não me amava, mas agora dentro dos seus olhos eu percebi a verdade do que ele dizia e fiquei confusa.

– E por que você não me disse? — perguntei quase em um sussurro.

– Porque você estava tão convicta no que queria, que se eu falasse alguma coisa você não ouviria e ficaria. E se eu fizesse parecer que não gostava de você, você iria embora de qualquer jeito.

Nada mais fazia sentido, eu perdi dois anos da minha vida imaginando como seria minha vida se eu tivesse ficado na Inglaterra, como seria a minha vida se Harry me amasse, se ele me aceitasse. E agora ele está na minha frente falando que era tão apaixonado por mim a ponto de me deixar ir para seguir os meus próprios sonhos. E de repente uma raiva se abateu sobre mim e eu levantei, quando falei estava quase gritando.

– Não passou nem um minuto pela sua cabeça que eu deveria ter essa opção? Ora, Harry a escolha era minha. Única e exclusivamente minha. Eu passei dois anos... Dois anos! Achando que você não gostava de mim. — Harry levantou também e segurou os meus dois braços, antes que eu acertasse ele.

– Mas eu pensei nisso depois, tanto que fui ao aeroporto. Eu fui atrás de você, mas seu avião já tinha ido embora. Parte de mim foi junto com você naquele dia, só que eu não tinha coragem de acabar com a sua vida também.

– E o que fez você mudar de ideia? — perguntei olhando dentro dos seus olhos.

– Eu tenho 21 anos, Clary. Estava na hora de eu escolher uma esposa, mas eu não conseguia. Ninguém era igual a você, e a parte de mim que sobrou não conseguia aceitar mais ninguém. Então eu tinha que tentar fazer você entender que eu te amo, e que nada no mundo interessa mais.

Eu o encarei por um momento e tentei entender o que ele tinha acabado de dizer.

– O que você disse? — perguntei surpresa.

– Que eu tenho 21 anos... — começou, mas eu o interrompi.

– Não o que você disse por último? — perguntei e ele sorriu chegando mais perto do meu rosto.

– Eu disse que te amo e que nada mais no mundo interessa.

Eu simplesmente o beijei e tudo em mim se acendeu. Não tinha percebido antes como eu sentia falta do gosto do seu beijo, do seu cheiro, do seu cabelo macio... Nós nos beijávamos como loucos, Harry apertava minha cintura e eu entrelacei as minhas mãos no seu cabelo como nos velhos tempos.

– Você pode dizer de novo?

– Em quantas línguas você quiser... — eu sorri.

– Somente nas que eu posso entender.

– Yo te quiero! I love you! Eu te amo! — meu coração explodiu de alegria e eu o beijei de novo. Nós caímos na areia, mas não nos importamos, na verdade mal sentimos a areia.

– Clary, acho que você ainda não disse... — falou Harry e eu ri.

– Yo te quiero! I love you! Je t'aime! Ti amo! Eu te amo! — falei e ele riu.

– Não sabia que falava francês e italiano.

– Você não sabe muitas coisas sobre mim, ainda. Mas temos todo o tempo do mundo. — ele riu. E nos beijamos de novo, e de novo, e de novo...

Notas finais
Precisoooo de reviews, sério! *---*