Notas iniciais
Gente lindaaaa, preparem-se para um acontecimento... ~risada maligna~ Estava com saudades! Amo vocês!

>>o Ponto de vista: Clary

O tempo na Inglaterra passou muito rápido. Eu e Harry saíamos todos os dias, e saimos com o Tiago mais algumas vezes também. Eu conheci praticamente cada cantinho de Londres, até entrei nos salões do Parlamento (mas isso era segredo!), enfim eu esquecia cada vez mais que o meu lar era no Brasil.

Mas quando eu acordei e olhei a data no meu celular meu coração deu um salto, eu ia embora no dia seguinte. Eu tinha lutado tanto pra esquecer disso e deu certo, mas a verdade chegou me deixando enjoada.

Levantei sem nenhuma animação e tomei banho, coloquei uma roupa quentinha e desci para o café da manhã. Eu tentava pensar em algo pra fazer, até porque seria o meu último dia em Londres, mas não era isso que me desanimava e sim saber que era o meu último dia com Harry.

– Bom dia! — falou Harry e meu deu um selinho como toda manhã, assim que cheguei pro café. Nossa família já tinha até acostumado.

– Bom dia! — falei desanimada.

– O que aconteceu? — perguntou curioso.

– Sabe que dia é hoje, Harry?

– Terça?

– Sim, mas sabe o que vai acontecer amanhã?

– O que?

– Eu vou embora! — falei e ele arregalou os olhos, mas não disse nada. Minha mãe encarou a Angie com um olhar de pena, e eu não entendi muito bem o que isso significava.

– Vem, vamos sentar! — falou Harry e eu sentei ao seu lado como sempre. Edward anunciou que podiam servir o café e assim foi feito.

Eu não conseguia comer muito, estava definitivamente pra baixo, totalmente desanimada. Eu queria muito voltar no tempo, e fazer tudo de novo.

– O que vocês pretendem fazer hoje? — perguntou Angelina e eu dei de ombros.

– Ainda não sei. Tem alguma ideia, Harry? — perguntei.

– Acho que... — ele mesmo se interrompeu e sorriu, com certeza ele teve uma ideia.

– O que foi? — perguntei e ele me encarou sorrindo.

– Surpresa! — falou apenas e voltou a comer mais rápido.

– Ah droga, Lewis. Quantas vezes eu já disse que eu odeio quando me deixa curiosa?

– E quantas vezes, Rodrigues eu tenho que dizer que não me importo?

– Espero que seja muito bom. — falei e a fome voltou.

– Vai ser, eu prometo! — Harry levantou da mesa e saiu correndo.

– O que deu nele? — perguntou Tiago e Angelina sorriu.

– Amor, foi isso que aconteceu. — respondeu ela. Depois volta Harry correndo.

– Clary, encontra comigo na entrada daqui à uma hora. Esteja pronta pra sair. — falou e assenti. E ele saiu do mesmo jeito que entrou.

Eu comecei a comer mais rápido, afinal se ele falou para me arrumar é porque era uma coisa bem importante. Então eu tinha que estar bem arrumada.

– Calma Clarisse, come devagar. — falou minha mãe.

– Eu estou curiosa, mãe. E tenho que escolher a minha roupa! — já falei levantando.

– Mas Clary... — começou ela, mas eu a interrompi.

– Encontro com vocês depois, beijos. — falei já saindo, mas ainda deu tempo de ouvir Angelina.

– E a história volta a repetir! — confesso que não entendi.

>>o

Desde que eu cheguei a Londres, meu armário teve que aumentar de tamanho (só não sei como levar tudo isso de volta pro Brasil), o que só tornava a minha escolha mais difícil. Decidi finalmente por uma calça rosa, blusa cinza, blazer preto com prata, e salto alto preto.

Depois de pronta, encontrei o Harry na entrada. Ele estava do lado de fora do carro porque pelo jeito aonde quer que fossemos, íamos de motorista. Ele vestia uma calça bege escuro, camisa de botão preta com gravata azul escuro, cardigã da mesma cor da gravata e sapato preto. Eu tinha razão em me vestir decentemente, afinal ele estava muito bonito.

– Você está linda! — falou Harry sorrindo.

– Você também, para onde vamos?

– Surpresa, Clary. Vem, vamos entrar!

– Por que estamos indo de motorista? — perguntei assim que entrei no carro real oficial, no qual eu nunca tinha entrado.

– Porque vamos para o aeroporto! — falou tranquilamente e eu o encarei surpresa.

– Aeroporto? O que vai fazer? Fugir comigo?

– Infelizmente não. Mas vamos ficar fora durante o dia e a noite também. — Harry olhava pela janela e quanto mais ele respondia as minhas perguntas, mas curiosa eu ficava.

– Harry, eu não trouxe outras roupas. Nem roupa pra dormir, nem escova de dente. Eu não trouxe nada! — falei e ele riu.

– Uma bolsa já foi feita pra você. E espera por nós no nosso destino. — respondeu.

– Ah meu Deus, Lewis. O que está aprontando?

– Acalme-se, Rodrigues. Você vai adorar a surpresa!

Harry toda hora falava com alguém no celular, mas baixo demais para que eu ouvisse. E eu já estava ficando irritada! Eu não gosto de ficar curiosa, e toda vez que eu fazia uma pergunta direta, Harry mudava de assunto.

Depois de muito esperar, finalmente chegamos ao aeroporto e fomos direto ao avião particular da família real. Ele era incrível, e para distrair a mente eu comi a viagem inteira.

– Acho que alguém está ansiosa! — falou Harry me encarando.

– Sim, eu estou. E estou irritada também! Quando eu vou poder saber para onde estamos indo?

– Logo, eu prometo! Eu só queria que esse último dia comigo fosse especial, sabe? Inesquecível!

– Espero que seja mesmo, Lewis. Se não eu vou ser obrigada a cortar sua cabeça.

– Você não pode fazer isso, a não ser que queira ser perseguida pela morte do futuro rei da Inglaterra.

– É um risco que eu aceito correr.

Nada disse depois dessa conversa amigável, eu já tinha comido todo o chocolate que me trouxeram e estava prestes a pular em cima do Harry (e não de um jeito agradável), quando ele olhou pela janela e sorriu.

– Clary, bem vinda ao seu destino. — falou e eu levantei para olhar pela janela. Assim que encarei a paisagem, não pude acreditar e abri o maior sorriso da minha vida.

– Aquilo é...

– Sim, é sim!

– Ah meu Deus, quando vamos descer?

– Calma, Rodrigues. Só mais alguns minutinhos!

Eu não queria esperar, eu queria descer e ver cada canto daquela cidade perfeita e tão sonhada pra mim. Assim que saímos do avião, eu segurei a mão do Harry e praticamente corri pra fora do aeroporto.

– Bem vinda à Paris, a Cidade-Luz.

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– Eu não acredito que você me trouxe para Paris. — falei.

– Eu tive essa ideia na mesa do café da manhã. Achei que fosse marcar esse último dia comigo.

– Como você conseguiu resolver tudo em uma hora? — estávamos andando as margens do rio Sena, o tempo estava frio por isso andava bem colocada nele.

– Eu liguei apenas para uma pessoa!

– Quem? — perguntei curiosa e ele riu.

– O Cônsul inglês aqui de Paris. Eu falei que precisava vir aqui e passar a noite, e disse também que levaria uma pessoa para conhecer Paris. E agora estamos aqui.

– Fantástico! — falei. Encostei-me à grade e encarei a paisagem na frente.

– O que foi? — Harry me abraçou e encostou o rosto no meu cabelo, não tinha jeito de eu me sentir melhor.

– Harry, e quando eu for embora? — a gente não tocava nunca no assunto despedida.

– Por que isso agora?

– Porque eu vou embora amanhã, Harry. Eu vou embora e a gente nunca mais vai se ver. — ele me virou e me fez encará-lo.

– Clarisse Rodrigues, eu não te tirei de Londres para você ficar lembrando que tem que ir embora. Me promete uma coisa?

– O que é Lewis?

– Que enquanto você estiver comigo, nada mais importa! — eu sorri diante dessa frase. Cada minuto que passava, mais eu tinha vontade de ficar ali com o Harry e esquecer tudo o que eu tinha planejado. Tudo!

– Prometo! — eu o beijei assim no impulso. Porque aquele momento não tinha como ser mais lindo!

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– Ah para, Clary, é só um quadro. E bem pequeno pra falar a verdade, nada demais. — estávamos no quarto do hotel. Eu estava louca para conhecer a Mona Lisa, não importava o que ele dissesse.

– Harry, eu não posso ir a Paris sem ir ao Louvre. É como ir a Londres e não ir a London Eye ou conhecer o Big Ben, como ir a Veneza sem andar de gôndola, ir à Nova York e não conhecer o Central Park ou...

– Já entendi, Rodrigues. É extremamente necessário!

– Muito bem, Lewis. Agora, vamos!

Eu troquei de roupa o mais rápido possível porque cada minuto na Cidade Luz era precioso. Ao longo do caminho vimos alguns fotógrafos, mas eles não me irritavam mais. Harry tinha razão, depois de um tempo você se acostuma! O engraçado seria chegar ao Rio depois de tudo isso, todos que me conheciam, com certeza ficaram sabendo que eu namorava o príncipe da Inglaterra! Eu gostaria muito de ver a reação de cada um deles.

– Clary, promete pra mim que a gente vai ver só a Mona Lisa? — estávamos de frente para o mais belo museu do mundo, o Louvre.

– Só um quadro?

– Você quer perder a manhã inteira aqui? — eu sorri.

– Quer brincar disso até em Paris?

– Tem lugar específico pra brincar disso?

– Quer perder de novo?

– O que quer dizer com isso, Rodrigues?

– Tudo bem, sem criatividade no momento! Você venceu, mas está 25x23 pra mim. — falei e ele me abraçou.

– Não por muito tempo! Agora vamos conhecer a Mona Lisa.

– E A Última Ceia!

– Só esses dois, está bem?

– Não tenho escolha!

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– Ela é tão pequeninha! — falei e ele riu.

– Eu falei pra você! É totalmente frustrante!

– Se eu pudesse chegar mais perto...

– Não atravesse o vidro, Rodrigues. Agora, podemos ir?

– Tudo bem, ser irritante!

Caminhamos pelo Jardim das Tulherias devagar de mãos dadas, sentindo o vento gelado no rosto, mas nem isso me incomodava. Passei tanto tempo no frio, que o calor do Rio de Janeiro iria ser um enorme choque.

– Aonde quer ir agora? — perguntei e ele sorriu.

– Vamos à Catedral de Notre Dame. É linda! A vista da cidade é de perder o fôlego!

– Você quem manda!

Eu não prestei atenção no Harry, porque os meus olhos cortavam a cidade numa velocidade impressionante. Eu queria registrar a maior quantidade de coisas na minha mente!

– Eu estou amando Paris, Harry. Obrigada por isso!

– Não me agradeça ainda. Tem tantas coisas pra acontecer! — falou sorrindo.

O vento quase congelava o meu rosto, estava muito alto e estava no meio do inverno. Mas eu ignorava esse fato porque a vista era simplesmente incrível!

– Eu nunca vou me esquecer de você! Nunca! — falei assim do nada. Harry ficou surpreso, mas sorriu.

– Que bom! Achei que eu seria o único! — respondeu. Ele me beijou devagar e o frio foi sumindo aos poucos, cada cantinho do meu corpo foi sendo aquecido! Pedimos para uma moça tirar uma foto nossa naquele lugar maravilhoso, ela pareceu muito animada com a ideia e depois pediu pra tirar uma foto com a gente, estranho!

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Depois do almoço fomos ao Arco do Triunfo e andamos pela Avenue des Champs-Elysees, a segunda avenida com as lojas mais caras do mundo, perdendo só pra Quinta Avenida em Nova York.

– Você adora isso aqui, não é? — perguntei pra Harry e ele riu.

– Provavelmente bem mais que você.

– Vamos gastar dinheiro? — perguntei e ele riu.

– Com o maior prazer!

Nós compramos milhões de coisas! Era bonita? Ficou bem em mim? Eu comprava e ele a mesma coisa! Nem vimos os preços! E algumas coisas a gente simplesmente ganhava, o Harry então... As lojas tinham o prazer de ver o príncipe da Inglaterra vestindo as suas marcas, ele não precisava pagar pra isso.

– Agora nós vamos voltar porque está anoitecendo! — falou ele e eu ri.

– Por quê? Você tem hora pra voltar pra casa?

– Como você é engraçada! Eu tenho uma surpresa pra você.

– Mais surpresas?

– I know, I'm gentleman.– eu apenas rolei os olhos e caminhei com ele (e milhões de sacolas) em direção ao hotel. Mas assim que chegamos à porta, ele parou.

– O que foi? — perguntei.

– Eu não vou entrar com você! No quarto tem as instruções, sua roupa está em cima da cama. Estou te esperando! — Harry me beijou apenas, entregou as sacolas a um funcionário do hotel e saiu sem falar mais nada.

O funcionário deixou as sacolas dentro do closet e eu sorri. A animação tomou conta de mim, tinha um bilhete pra mim ao lado de um vestido que eu nem olhei direito, fui direto tomar um banho bem quente. Assim que entrei no banheiro, vi um bilhete colocado no espelho.

"Rodrigues,

Eu sabia que você não ia ler o bilhete em cima da cama antes de tomar um banho, então achei melhor colar um aqui. Não demore muito porque um carro estará te esperando ás 18 hrs na porta do hotel. Não se atrase!

Um beijo,

Seu Príncipe"

Isso significa que eu teria apenas uma hora para me arrumar e isso não era justo! Por causa disso, fiquei apenas vinte minutos debaixo d'água. Me enrolei no roupão felpudo e fui encarar o vestido pela primeira vez. Ele era preto na barra e a cor ia sumindo de baixo pra cima em um degradê, um sobretudo preto básico ia por cima. Em cima da cama também estava uma meia calça da cor da minha pele (bem quente), e um sapato de salto alto também preto. Eu sorri ao encarar tudo aquilo, meu coração sambava no meu peito!

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Depois de pronta eu me encarei no espelho, eu estava magnífica! A roupa tinha ficado linda, meu cabelo estava solto e eu deixei que ele enrolasse naturalmente, marquei o olho com maquiagem e deixei a boca sem batom, afinal eu ia beijá-lo.

Ás 18 hrs em ponto eu fui para a entrada do hotel e lá estava uma limusine, eu não acreditava no que os meus olhos viam. Não parecia ser verdade! Eu simplesmente não queria acreditar!

Durante todo o trajeto, eu encarava uma Paris diferente. Afinal, ela não era conhecida como a Cidade Luz á toa! Eu me perguntava pra onde estava indo e o que ia acontecer, nada fazia sentido, mas de um jeito bom.

– Senhorita Rodrigues? — chamou o motorista e eu o encarei sorrindo, ele estava estacionando o carro.

– Pois não?

– Eu tenho ordens para acompanhá-la ao seu destino.

– Tudo bem! Vamos lá! — falei.

Assim que saí do carro eu já sabia onde estava indo e fiquei apreensiva. A Torre Eiffel brilhava triunfante á minha frente, e era para lá que eu estava indo. Eu não sabia o que Harry estava aprontando, mas eu tinha certeza que ia adorar!

– Daqui pra frente, a senhorita segue sozinha! — falou ele e eu assenti sem olhá-lo. Eu estava na Torre Eiffel, eu estava na Torre Eiffel. Nada mais se passava na minha mente.

Cheguei ao topo e encarei a vista mais linda do mundo, não tinha como não se apaixonar por Paris. Algumas pessoas também estavam lá e falavam discretamente.

– Clarisse? — chamou Harry atrás de mim, eu me virei devagar. Ele estava simplesmente lindo! Harry vestia smoking, fazendo seus olhos chamarem muito atenção, eles pareciam brilhar mais do que Paris.

– Está lindo! — falei baixinho e ele sorriu. Meu corpo se derreteu e minha respiração ficou ofegante!

– E você está deslumbrante! Eu queria tanto que a nossa última noite... Juntos fosse especial! — ele engasgou na última noite, acho que nenhum dos dois estava pronto pra dizer adeus.

– E vai ser, sabe por quê? Porque temos um ao outro e não precisa de mais nada! — falei sorrindo. Harry quase correu na minha direção e me beijou. Ao fundo, o aplauso das pessoas! Nos beijamos como se fosse o último (e era quase!), não me importei com as pessoas em volta, com as fotos que estavam sendo tiradas! Com nada, até porque era só eu e ele, e nada mais importava!

Notas finais
Genteeeeee, espero que tenham gostado! Quero reviews, hem... Beijooos de caramelo!