Paixão Além Da Coroa 2 - O Amor Supera Barreiras
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Amo vocês!
>>o Ponto de vista: Ana
- Lucas, você acha que agimos certo? – perguntei pela quinta vez. Eu e Lucas estávamos no meu quarto, eu na cama e Lucas no sofá na minha frente.
- Aninha, nós conversamos sobre isso. O que nós queríamos? – falou ele revirando os olhos.
- Ajudá-los de alguma forma.
- E o que nós fizemos?
- Ajudamos da forma que pudemos.
- E o que nós ganhamos com isso?
- O prazer de ajudar?
- Não, ganhamos apreensão, curiosidade, nervosismo e o instinto assassino.
- Ah Lucas você tem certeza?
- Agora não tem como voltar atrás!
- O que você acha que eles estão fazendo agora? – Lucas não respondeu, mas eu sabia o que ele estava pensando, lá deveria ser quase de madrugada. – Será que tem algum vídeo deles na internet?
- Deve ter Ana. Mas você quer mesmo ver? – eu pensei um pouco, no fundo eu não queria ver, mas a ideia de não fazer nada era insuportável.
- Sim, eu quero. – falei pegando o computador. Lucas sentou do meu lado curioso.
- E aí? Achou alguma coisa? – perguntou.
- Tem algumas fotos! Hoje eles foram fazer compras, depois tomaram um café. – falei.
- Até aí tudo bem, nada demais!
- A Angie deve ter adorado fazer compras em Paris.
- Sem dúvida! – falou encarando o computador. – Mas alguma coisa?
- Sim, tem um vídeo. – falei clicando em cima.
Enquanto o vídeo passava não fizemos comentários, eles só estavam dançando (em Paris, na Torre Eiffel com a lua cheia de fundo, só!), até que no final, um beijo. Eu e Lucas já tínhamos visto eles se beijarem várias vezes para as câmeras, na rua, mas não daquele jeito. Ali parecia espontâneo e impulsivo. Lucas levantou irritado, pelo jeito ele percebeu a mesma coisa.
- E você me pergunta se agimos certo! – eu não respondi de imediato.
- Lucas, eles são casados!
- Sim, eu sei. E eu não estou com raiva por eles terem se beijado.
- Então está com raiva de mim? – perguntei e ele me encarou.
- Não, estou com raiva de mim por ter me apaixonado por ela. – falou ele batendo a porta do meu quarto e eu fiquei sozinha encarando o nada.
>>o Ponto de vista: Angie
Acordei primeiro, levantei e fui tomar banho, debaixo do chuveiro eu sorria incontrolavelmente lembrando a noite anterior. Saí do banheiro cantarolando My Girl e Ed já estava acordado, mas ainda estava deitado.
- Bom dia! – falou e eu me virei para encará-lo.
- Bom dia! – falei entrando no closet.
- O que quer fazer hoje? – perguntou entrando no banheiro.
- E se fossemos a Versalhes? – perguntei, ele ficou um tempo sem responder.
- Por mim tudo bem!
- Ótimo! O que vestir para conhecer um palácio? – falei e ouvi a risada dele.
- Não sei! Mas você não tem que se preocupar com isso porque eu vou escolher sua roupa! – falou abrindo a porta do closet. Edward ficou um tempo encarando as minhas roupas e finalmente as escolheu. – Blusa cinza de manga comprida com sobretudo verde escuro, meia calça preta e salto amarelo.
Ed me entregou as roupas e eu as encarei por um momento, depois olhei pra ele.
- Tem certeza?
- Claro que sim. E você escolheu as minhas roupas?
- Escolhi. Hoje pensei em algo mais básico. – falei e ele riu.
- Não sabia que você conhecia essa palavra.
- Muito engraçadinho! Toma! – falei e entreguei uma blusa preta, casaco de couro bege, calça preta e tênis branco.
- Até que está bem básico pra você! – falou e eu sorri.
- Sim está! – falei e ele sorriu. – Agora você pode me dá licença para eu colocar minha roupa?
- Mas Angie eu...
- Só sai daqui, por favor!
- Tudo bem! – falou pegando alguma coisa na gaveta e fechando a porta.
Eu sei o quanto ridículo isso era, mas eu não gosto de ter a sensação de ter alguém me olhando enquanto troco de roupa.
- Já posso entrar Angie? – perguntou batendo na porta.
- Pode. – falei colocando o sapato.
- Você está linda!
- Mas eu nem ajeitei o cabelo ainda.
- E está linda assim mesmo!
- Ah, obrigada! – falei sem graça. – Você também ficou muito bem!
- Ah, obrigado! – falou mexendo na prateleira.
Eu saí dali e fui para o banheiro ajeitar o cabelo, Ed e eu estávamos diferentes um com o outro, de um jeito estranho, talvez mais íntimo.
- Angie? – chamou
- O que?
- Está falando sozinha?
- Acho que sim, eu falei em que língua? – Edward riu da pergunta, eu realmente achava que tinha pensado. Ai que vergonha! Tomara que eu tenha falado em português!
- Você falou em inglês e depois em português.
- E o que eu disse em inglês?
- Que estava em dúvida em como agir comigo. – Por que eu não podia ter falado nada importante em inglês? Eu tinha que ter falado isso em inglês!
- Eu disse isso mesmo?
- Sim, você disse.
- Ai que vergonha!
- Não fique! Eu estava pensando a mesma coisa.
- E chegou a alguma conclusão?
- Você é minha esposa não é? – falou encostado na porta do banheiro.
- Sim eu sou. – falei e o encarei.
- Então tá na hora de agirmos como tal. – eu não respondi só virei para o espelho novamente e passei rímel. Eu tinha somente mais três dias em Paris, e tinha esse tempo antes de voltar com o Lucas.
Ed ainda estava encostado na porta me encarando, eu andei até ele e o beijei.
- Você tem toda razão! – falei passando por ele e indo em direção ao closet, mas ele me puxou pela cintura e me virou para encará-lo.
- Você me beija, concorda comigo e sai assim?
- Precisamente! – Ed riu e me beijou.
- Acho que não! – falou.
- Tudo bem Romeu, eu tenho que terminar a maquiagem.
- Fique à vontade Julieta, estarei lendo olhando para aquela vista maravilhosa da sacada. – falou pegando o livro em cima da mesinha de cabeceira.
Terminei a maquiagem mais rápido do que o normal, eu estava animada e apreensiva ao mesmo tempo. Algo me dizia que o dia seria diferente e agradável.
- Estou pronta! – falei de dentro do quarto e Ed entrou fechando a porta da sacada.
- Você foi até bem rápida!
- Não é? Também estranhei!
- Não estou reclamando, se quiser continuar assim fica a vontade.
- Obrigada, anotarei a sua sugestão! – falei pegando a bolsa. – Pausa para a foto.
- Ah é, eu tinha me esquecido!
- Mas eu não! – falei parando em frente ao espelho e ele parou ao meu lado.
- Eu ainda acho isso ridículo! – falou, mas tirou a foto.
- Que pena, porque eu vou fazer isso todo dia!
- Você sempre foi assim irônica, debochada, ignorante e insensível ou você aprendeu com o tempo?
- Nossa você foi tão maldoso. E sim, eu sempre fui assim.
- Imaginei! – falou entrando ao meu lado no elevador.
- E você casou comigo assim mesmo!
- Sim, eu sei. – falou sorrindo e eu não respondi, em vez disso mudei de assunto.
- Vamos de carro?
- Sim, por quê?
- Você sabe dirigir até Versalhes?
- Claro que sim!
- Tem certeza?
- Não confia em mim?
- Mais ou menos. – falei saindo do elevador.
- Assim eu fico ofendido. – eu não respondi, só sorri.
Fomos de carro até Versalhes e levamos apenas trinta minutos, mas dentro do carro não sei como surgiu um assunto engraçado.
- Angie? – chamou ele olhando pra frente.
- O que? – perguntei olhando para o lado.
- Você consegue ser delicada? – eu o encarei e demorei a responder.
- O que você quer dizer com isso?
- Assim você consegue não ser tão decidida, sabe? Mas romântica, delicada e não tão dane-se o mundo? – eu pensei por um momento, eu nunca fui assim, então nem sei como ser assim.
- E você consegue não ser perfeitinho em tudo?
- Como assim? – perguntou olhando pra mim rapidamente.
- Fazer o que quer fazer sem medir as consequências, ser impulsivo. – ele pareceu pensar por um momento e sorriu.
- Ser como o Lucas?
- Exatamente, você não perguntou se eu consigo ser mais como a Ana? Então.
- Isso é um desafio?
- Você que começou. – Ed pareceu considerar a minha proposta.
- Aceito o desafio e você?
- Já aceitei. Até quando?
- Até sairmos de Paris.
- Fechado! – falei olhando pro espelho retrovisor.
- Isso vai ser engraçado! – falou parando o carro no sinal.
- Digo o mesmo para você! – eu estava de óculos escuros e Ed também, mas eu sabia que seu olhar estava em mim, mesmo não olhando pra ele.
Chegamos a Versalhes ás dez horas da manhã e fomos passear pelos jardins e parque. Nossa é tão lindo e grande que chega se perder, mas é uma sensação incrível estar em um lugar como aquele e saber que reis e rainhas de verdade passaram por ali, mas é claro que eu conheci um rei e rainha de verdade, mas é diferente porque naquela época tudo era diferente. Tiramos fotos, brincamos com outros dois casais de pique, eu sei infantil, mas brincamos assim mesmo (você deve estar pensando: “Por que pique?” Não sei, temos uma mania compulsiva, incontrolável de brincar de pique. Vai entender!).
Ás treze horas da tarde, nós conhecemos o Castelo Trianon, imagine um lugar rico em ouro e beleza, com arquitetura e pintura impecáveis, com exuberância e majestade de sobra, então você não chegou nem perto do Castelo Trianon. Depois fomos ao Domínio de Marie Antoinette, ela era a esposa de Luis XVI e obviamente deu o seu toque de requinte por todo o castelo como toda mulher, mas ela tinha um canto secreto e particular na época onde ela podia pensar pra frente que era seus domínios. É um lugar fantástico, pequeno comparado ao castelo, mas ainda sim bonito, rico em detalhes e escadas (eu não sei por que).
Logo após conhecermos esses lugares fomo comer algo, ás dezesseis horas finalmente fomos conhecer o interior do castelo que era inexplicavelmente encantador, tinha até um lustre de cristais e diamantes que eu me apaixonei.
- Ah vai Ed, por favor.
- Angie, não tem como a gente ter igual.
- E por que não? – ele pareceu considerar a pergunta, depois sorriu.
- É verdade, por que não? Tudo bem, eu prometo tentar conseguir igual.
- Obrigada! – falei o abraçando e ele riu.
Conhecemos todo o castelo e decidimos voltar ao centro de Paris.
- Vamos voltar para o hotel? – perguntou Ed dando partida no carro.
- Ah não. Por que não passeamos nas margens do rio Sena?
- Pode ser esse horário é ótimo porque ainda não escureceu, mas já quase não tem sol.
- Eu sei, eu sou cheia de boas ideias.
- Angie você prometeu que ia ser mais delicada. – eu revirei os olhos e engoli uma reposta.
- Ah perfeito! – falei fingindo animação e ele riu.
- Assim está ótimo!
Não conversamos mais até chegarmos ao Sena, não estava muito frio, mas eu não sentia calor com o meu sobretudo. Andamos de mãos dadas e conversamos sobre a vida, o futuro e rimos um pouco, até dançamos. Mas “tivemos” que parar para tirar fotos com algumas pessoas e outras sozinhas para fotógrafos, eu até conversei com um e perguntei por que ele estava sempre tirando fotos da gente, e ele disse que era esse o trabalho dele. Ele foi contratado para tirar fotos do príncipe e da princesa, acredita? Muita loucura!
Quando chegamos a uma parte do rio, paramos e encaramos a vista á nossa frente. Ed me encarou por um estante depois voltou a encarar o nada.
- Você não consegue ser muito impulsivo, né? – perguntei olhando pra frente e senti seu olhar em mim.
- Se eu quiser, acho que sim. – falou e eu sorri. Não disse nada porque eu tinha que ser delicada e recatada. Mas Ed entendeu a deixa e me puxou pra perto me deixando surpresa por um momento.
- Você vai me beijar? – perguntei e ele sorriu.
- Talvez!
- Tudo bem! – Ed riu e eu esperei. Ele me beijou e me levantou pela cintura me deixando surpresa, mas eu não parei de beijá-lo. Não tem como não dizer que Paris não é romântica porque o rio Sena por si só já é perfeito, eu nem precisava de um beijo desses pra comprovar isso, mas já que eu ganhei um não estou reclamando.
>>o
Chegamos ao hotel depois do jantar que fizemos em um restaurante perto do Louvre. A noite estava agradável e antes de tomar banho para dormir, fomos à sacada do quarto e Ed me abraçou por trás enquanto apreciávamos a vista magnífica que tínhamos.
- O que podemos fazer amanhã? – perguntei encarando a frente.
- E se fossemos a Eurodisney?
- Ah seria perfeito! Eu vou conhecer a Minnie. – falei e Edward riu.
- Se quiser eu compro até uma orelhinha pra você.
- Seria a realização de um sonho.
- E eu adoro realizar seus sonhos.
- Exatamente e te agradeço por isso.
- É um prazer! – falou e ficamos em silêncio novamente. Até que eu bocejei, meu corpo estava cansado e eu estava com sono.
- Quer entrar? – perguntou
- Sim. – falei e entramos. Eu entrei primeiro no banheiro, enquanto ele arrancava as almofadas da cama.
Assim que eu saí, ele entrou, eu decidi colocar um pijama qualquer e o esperei para deitar na cama.
- Está me esperando? – perguntou ele curioso me vendo sentada na cama.
- Sim estou.
- Então espera só mais um minutinho. – falou e eu assenti. Peguei meu celular para ver se tinha algum sinal da Ana, mas nada.
- Vamos dormir? – perguntou Ed saindo do closet.
- Sim. – falei puxando o cobertor e me enfiando embaixo. Ed deitou ao meu lado e ficamos um pouco afastados um do outro, o que era pateticamente estranho.
- Edward?
- Oi.
- Eu não mordo! – ele riu e chegou perto de mim. Edward me puxou pra perto pela cintura e eu me alinhei nele.
- Boa noite! – falei
- Boa noite! – respondeu e eu fechei os olhos.
Notas finais
Sim, eu não sei como isso foi acontecer, mas eu estou!
Então se eu demorar pra postar os próximos capítulos, já sabem...
Mas, e aí? Reviews? *-*
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