Notas iniciais
Oi gente linda, espero que vocês gostem de verdade, viu? *-*
Amo vocês!

>>o Ponto de vista: Ana

- Lucas, você acha que agimos certo? – perguntei pela quinta vez. Eu e Lucas estávamos no meu quarto, eu na cama e Lucas no sofá na minha frente.

- Aninha, nós conversamos sobre isso. O que nós queríamos? – falou ele revirando os olhos.

- Ajudá-los de alguma forma.

- E o que nós fizemos?

- Ajudamos da forma que pudemos.

- E o que nós ganhamos com isso?

- O prazer de ajudar?

- Não, ganhamos apreensão, curiosidade, nervosismo e o instinto assassino.

- Ah Lucas você tem certeza?

- Agora não tem como voltar atrás!

- O que você acha que eles estão fazendo agora? – Lucas não respondeu, mas eu sabia o que ele estava pensando, lá deveria ser quase de madrugada. – Será que tem algum vídeo deles na internet?

- Deve ter Ana. Mas você quer mesmo ver? – eu pensei um pouco, no fundo eu não queria ver, mas a ideia de não fazer nada era insuportável.

- Sim, eu quero. – falei pegando o computador. Lucas sentou do meu lado curioso.

- E aí? Achou alguma coisa? – perguntou.

- Tem algumas fotos! Hoje eles foram fazer compras, depois tomaram um café. – falei.

- Até aí tudo bem, nada demais!

- A Angie deve ter adorado fazer compras em Paris.

- Sem dúvida! – falou encarando o computador. – Mas alguma coisa?

- Sim, tem um vídeo. – falei clicando em cima.

Enquanto o vídeo passava não fizemos comentários, eles só estavam dançando (em Paris, na Torre Eiffel com a lua cheia de fundo, só!), até que no final, um beijo. Eu e Lucas já tínhamos visto eles se beijarem várias vezes para as câmeras, na rua, mas não daquele jeito. Ali parecia espontâneo e impulsivo. Lucas levantou irritado, pelo jeito ele percebeu a mesma coisa.

- E você me pergunta se agimos certo! – eu não respondi de imediato.

- Lucas, eles são casados!

- Sim, eu sei. E eu não estou com raiva por eles terem se beijado.

- Então está com raiva de mim? – perguntei e ele me encarou.

- Não, estou com raiva de mim por ter me apaixonado por ela. – falou ele batendo a porta do meu quarto e eu fiquei sozinha encarando o nada.

>>o Ponto de vista: Angie

Acordei primeiro, levantei e fui tomar banho, debaixo do chuveiro eu sorria incontrolavelmente lembrando a noite anterior. Saí do banheiro cantarolando My Girl e Ed já estava acordado, mas ainda estava deitado.

- Bom dia! – falou e eu me virei para encará-lo.

- Bom dia! – falei entrando no closet.

- O que quer fazer hoje? – perguntou entrando no banheiro.

- E se fossemos a Versalhes? – perguntei, ele ficou um tempo sem responder.

- Por mim tudo bem!

- Ótimo! O que vestir para conhecer um palácio? – falei e ouvi a risada dele.

- Não sei! Mas você não tem que se preocupar com isso porque eu vou escolher sua roupa! – falou abrindo a porta do closet. Edward ficou um tempo encarando as minhas roupas e finalmente as escolheu. – Blusa cinza de manga comprida com sobretudo verde escuro, meia calça preta e salto amarelo.

Ed me entregou as roupas e eu as encarei por um momento, depois olhei pra ele.

- Tem certeza?

- Claro que sim. E você escolheu as minhas roupas?

- Escolhi. Hoje pensei em algo mais básico. – falei e ele riu.

- Não sabia que você conhecia essa palavra.

- Muito engraçadinho! Toma! – falei e entreguei uma blusa preta, casaco de couro bege, calça preta e tênis branco.

- Até que está bem básico pra você! – falou e eu sorri.

- Sim está! – falei e ele sorriu. – Agora você pode me dá licença para eu colocar minha roupa?

- Mas Angie eu...

- Só sai daqui, por favor!

- Tudo bem! – falou pegando alguma coisa na gaveta e fechando a porta.

Eu sei o quanto ridículo isso era, mas eu não gosto de ter a sensação de ter alguém me olhando enquanto troco de roupa.

- Já posso entrar Angie? – perguntou batendo na porta.

- Pode. – falei colocando o sapato.

- Você está linda!

- Mas eu nem ajeitei o cabelo ainda.

- E está linda assim mesmo!

- Ah, obrigada! – falei sem graça. – Você também ficou muito bem!

- Ah, obrigado! – falou mexendo na prateleira.

Eu saí dali e fui para o banheiro ajeitar o cabelo, Ed e eu estávamos diferentes um com o outro, de um jeito estranho, talvez mais íntimo.

- Angie? – chamou

- O que?

- Está falando sozinha?

- Acho que sim, eu falei em que língua? – Edward riu da pergunta, eu realmente achava que tinha pensado. Ai que vergonha! Tomara que eu tenha falado em português!

- Você falou em inglês e depois em português.

- E o que eu disse em inglês?

- Que estava em dúvida em como agir comigo. – Por que eu não podia ter falado nada importante em inglês? Eu tinha que ter falado isso em inglês!

- Eu disse isso mesmo?

- Sim, você disse.

- Ai que vergonha!

- Não fique! Eu estava pensando a mesma coisa.

- E chegou a alguma conclusão?

- Você é minha esposa não é? – falou encostado na porta do banheiro.

- Sim eu sou. – falei e o encarei.

- Então tá na hora de agirmos como tal. – eu não respondi só virei para o espelho novamente e passei rímel. Eu tinha somente mais três dias em Paris, e tinha esse tempo antes de voltar com o Lucas.

Ed ainda estava encostado na porta me encarando, eu andei até ele e o beijei.

- Você tem toda razão! – falei passando por ele e indo em direção ao closet, mas ele me puxou pela cintura e me virou para encará-lo.

- Você me beija, concorda comigo e sai assim?

- Precisamente! – Ed riu e me beijou.

- Acho que não! – falou.

- Tudo bem Romeu, eu tenho que terminar a maquiagem.

- Fique à vontade Julieta, estarei lendo olhando para aquela vista maravilhosa da sacada. – falou pegando o livro em cima da mesinha de cabeceira.

Terminei a maquiagem mais rápido do que o normal, eu estava animada e apreensiva ao mesmo tempo. Algo me dizia que o dia seria diferente e agradável.

- Estou pronta! – falei de dentro do quarto e Ed entrou fechando a porta da sacada.

- Você foi até bem rápida!

- Não é? Também estranhei!

- Não estou reclamando, se quiser continuar assim fica a vontade.

- Obrigada, anotarei a sua sugestão! – falei pegando a bolsa. – Pausa para a foto.

- Ah é, eu tinha me esquecido!

- Mas eu não! – falei parando em frente ao espelho e ele parou ao meu lado.

- Eu ainda acho isso ridículo! – falou, mas tirou a foto.

- Que pena, porque eu vou fazer isso todo dia!

- Você sempre foi assim irônica, debochada, ignorante e insensível ou você aprendeu com o tempo?

- Nossa você foi tão maldoso. E sim, eu sempre fui assim.

- Imaginei! – falou entrando ao meu lado no elevador.

- E você casou comigo assim mesmo!

- Sim, eu sei. – falou sorrindo e eu não respondi, em vez disso mudei de assunto.

- Vamos de carro?

- Sim, por quê?

- Você sabe dirigir até Versalhes?

- Claro que sim!

- Tem certeza?

- Não confia em mim?

- Mais ou menos. – falei saindo do elevador.

- Assim eu fico ofendido. – eu não respondi, só sorri.

Fomos de carro até Versalhes e levamos apenas trinta minutos, mas dentro do carro não sei como surgiu um assunto engraçado.

- Angie? – chamou ele olhando pra frente.

- O que? – perguntei olhando para o lado.

- Você consegue ser delicada? – eu o encarei e demorei a responder.

- O que você quer dizer com isso?

- Assim você consegue não ser tão decidida, sabe? Mas romântica, delicada e não tão dane-se o mundo? – eu pensei por um momento, eu nunca fui assim, então nem sei como ser assim.

- E você consegue não ser perfeitinho em tudo?

- Como assim? – perguntou olhando pra mim rapidamente.

- Fazer o que quer fazer sem medir as consequências, ser impulsivo. – ele pareceu pensar por um momento e sorriu.

- Ser como o Lucas?

- Exatamente, você não perguntou se eu consigo ser mais como a Ana? Então.

- Isso é um desafio?

- Você que começou. – Ed pareceu considerar a minha proposta.

- Aceito o desafio e você?

- Já aceitei. Até quando?

- Até sairmos de Paris.

- Fechado! – falei olhando pro espelho retrovisor.

- Isso vai ser engraçado! – falou parando o carro no sinal.

- Digo o mesmo para você! – eu estava de óculos escuros e Ed também, mas eu sabia que seu olhar estava em mim, mesmo não olhando pra ele.

Chegamos a Versalhes ás dez horas da manhã e fomos passear pelos jardins e parque. Nossa é tão lindo e grande que chega se perder, mas é uma sensação incrível estar em um lugar como aquele e saber que reis e rainhas de verdade passaram por ali, mas é claro que eu conheci um rei e rainha de verdade, mas é diferente porque naquela época tudo era diferente. Tiramos fotos, brincamos com outros dois casais de pique, eu sei infantil, mas brincamos assim mesmo (você deve estar pensando: “Por que pique?” Não sei, temos uma mania compulsiva, incontrolável de brincar de pique. Vai entender!).

Ás treze horas da tarde, nós conhecemos o Castelo Trianon, imagine um lugar rico em ouro e beleza, com arquitetura e pintura impecáveis, com exuberância e majestade de sobra, então você não chegou nem perto do Castelo Trianon. Depois fomos ao Domínio de Marie Antoinette, ela era a esposa de Luis XVI e obviamente deu o seu toque de requinte por todo o castelo como toda mulher, mas ela tinha um canto secreto e particular na época onde ela podia pensar pra frente que era seus domínios. É um lugar fantástico, pequeno comparado ao castelo, mas ainda sim bonito, rico em detalhes e escadas (eu não sei por que).

Logo após conhecermos esses lugares fomo comer algo, ás dezesseis horas finalmente fomos conhecer o interior do castelo que era inexplicavelmente encantador, tinha até um lustre de cristais e diamantes que eu me apaixonei.

- Ah vai Ed, por favor.

- Angie, não tem como a gente ter igual.

- E por que não? – ele pareceu considerar a pergunta, depois sorriu.

- É verdade, por que não? Tudo bem, eu prometo tentar conseguir igual.

- Obrigada! – falei o abraçando e ele riu.

Conhecemos todo o castelo e decidimos voltar ao centro de Paris.

- Vamos voltar para o hotel? – perguntou Ed dando partida no carro.

- Ah não. Por que não passeamos nas margens do rio Sena?

- Pode ser esse horário é ótimo porque ainda não escureceu, mas já quase não tem sol.

- Eu sei, eu sou cheia de boas ideias.

- Angie você prometeu que ia ser mais delicada. – eu revirei os olhos e engoli uma reposta.

- Ah perfeito! – falei fingindo animação e ele riu.

- Assim está ótimo!

Não conversamos mais até chegarmos ao Sena, não estava muito frio, mas eu não sentia calor com o meu sobretudo. Andamos de mãos dadas e conversamos sobre a vida, o futuro e rimos um pouco, até dançamos. Mas “tivemos” que parar para tirar fotos com algumas pessoas e outras sozinhas para fotógrafos, eu até conversei com um e perguntei por que ele estava sempre tirando fotos da gente, e ele disse que era esse o trabalho dele. Ele foi contratado para tirar fotos do príncipe e da princesa, acredita? Muita loucura!

Quando chegamos a uma parte do rio, paramos e encaramos a vista á nossa frente. Ed me encarou por um estante depois voltou a encarar o nada.

- Você não consegue ser muito impulsivo, né? – perguntei olhando pra frente e senti seu olhar em mim.

- Se eu quiser, acho que sim. – falou e eu sorri. Não disse nada porque eu tinha que ser delicada e recatada. Mas Ed entendeu a deixa e me puxou pra perto me deixando surpresa por um momento.

- Você vai me beijar? – perguntei e ele sorriu.

- Talvez!

- Tudo bem! – Ed riu e eu esperei. Ele me beijou e me levantou pela cintura me deixando surpresa, mas eu não parei de beijá-lo. Não tem como não dizer que Paris não é romântica porque o rio Sena por si só já é perfeito, eu nem precisava de um beijo desses pra comprovar isso, mas já que eu ganhei um não estou reclamando.

>>o

Chegamos ao hotel depois do jantar que fizemos em um restaurante perto do Louvre. A noite estava agradável e antes de tomar banho para dormir, fomos à sacada do quarto e Ed me abraçou por trás enquanto apreciávamos a vista magnífica que tínhamos.

- O que podemos fazer amanhã? – perguntei encarando a frente.

- E se fossemos a Eurodisney?

- Ah seria perfeito! Eu vou conhecer a Minnie. – falei e Edward riu.

- Se quiser eu compro até uma orelhinha pra você.

- Seria a realização de um sonho.

- E eu adoro realizar seus sonhos.

- Exatamente e te agradeço por isso.

- É um prazer! – falou e ficamos em silêncio novamente. Até que eu bocejei, meu corpo estava cansado e eu estava com sono.

- Quer entrar? – perguntou

- Sim. – falei e entramos. Eu entrei primeiro no banheiro, enquanto ele arrancava as almofadas da cama.

Assim que eu saí, ele entrou, eu decidi colocar um pijama qualquer e o esperei para deitar na cama.

- Está me esperando? – perguntou ele curioso me vendo sentada na cama.

- Sim estou.

- Então espera só mais um minutinho. – falou e eu assenti. Peguei meu celular para ver se tinha algum sinal da Ana, mas nada.

- Vamos dormir? – perguntou Ed saindo do closet.

- Sim. – falei puxando o cobertor e me enfiando embaixo. Ed deitou ao meu lado e ficamos um pouco afastados um do outro, o que era pateticamente estranho.

- Edward?

- Oi.

- Eu não mordo! – ele riu e chegou perto de mim. Edward me puxou pra perto pela cintura e eu me alinhei nele.

- Boa noite! – falei

- Boa noite! – respondeu e eu fechei os olhos.

Notas finais
Gente, eu to carente de ideias! :o
Sim, eu não sei como isso foi acontecer, mas eu estou!
Então se eu demorar pra postar os próximos capítulos, já sabem...
Mas, e aí? Reviews? *-*