Notas iniciais
Gente, esse é definitivamente a última vez que eu vou escrever aqui, então por favor, tente não chorar, até porque eu já estou em lágrimas! T.T Obrigada por tudo! ;)

>>o Ponto de vista: Lucas

– Lucas, me leva pro hospital agora! — falou Ana com olhar assassino me deixando assustado.

– O que está acontecendo? — perguntei assustado.

– O que você acha? Minha bolsa estorou! Vamos pro hospital agora! — falou tentando levantar.

Na hora entrei em pânico, e não sabia o que fazer. Entrei em desespero e sentei na cama, Ana revirou os olhos e pegou a bolsa dela.

– Vamos Lucas, hospital agora! Vamos! — falou e sua voz me fez acordar!

– Tá, eu vou pegar o carro! — falei saindo correndo do quarto, mas Ana me gritou e eu voltei. — O que aconteceu, amor?

– Você está de cueca, vai botar uma calça? Sua filha espera se não for pra ela passar vergonha! — falou e eu sorri. Botei a primeira calça que eu vi, peguei a bolsa da mão de Ana e a acompanhei até o carro.

>>o

– Amor, você tem certeza que está bem? — perguntei desesperado, faltava trinta minutos para eu chegar no hospital.

– Eu tinha três minutos atrás, mas agora eu não tenho mais. — falou e eu sorri.

– Você está diferente assim, nervosa! — falei e ela me encarou.

– Claro que estou diferente, estou tendo contrações e uma dor insuportável enquanto você me faz perguntas idiotas a cada minuto.

– Eu também te amo, amor!

>>o

– Lucas, eu não aguento mais! Nós estamos chegando? — perguntou com os olhos fechados, segurando a barriga.

– Estou estacionando, amor! — falei assim que parei o carro. Ajudei Ana a sair e levava a bolsa com dificuldade, esse foi uns dos momentos mais estressantes e loucos da minha vida.

Assim que chegamos pedimos uma cadeira, e ela foi levada para o quarto com os médicos. Ana queria muito parto normal, mas não estava dando certo, então tivemos que ir para sala de cirurgia, ia ser cesariana.

– Lucas, eu acho que estou um pouco doida! — falou Ana sob o efeito da anestesia

­- Talvez um pouco! — falei e ela sorriu.

– Estou vendo as estrelas!

– Fico feliz, amor! — respondi e de repente, ouvi um choro de uma criança. A minha filha estava lá, ela era linda mesmo toda coberta de sangue, deram na minha mão e eu a segurei perto da Ana.

– Essa é a nossa filha! — falou ela chorando.

– Sim, a nossa pequena! — falei e ela sorriu.

– A nossa Clarisse. — eu sorri como um pai bobo que era.

Mas algo mudou de repente, o olhar de Ana ficou desfocado e o visor começou a apitar. Olhei para os médicos que tiraram Clarisse de mim e me tiraram da sala, eu estava desesperado.

– Eu quero saber o que está acontecendo, Lílian! — falei desesperado, eu conhecia a enfermeira porque trabalhava com ela, mas Lílian olhou pra mim com ar piedoso. E eu conhecia esse olhar, até porque eu já tinha visto ela fazê-lo para vários parentes dos pacientes.

– Dr. Lucas, você terá notícias assim que possível! — falou ela calmamente.

– Mas eu sou médico, oras. Eu sei exatamente o que pode acontecer, e eu quero que me responda o que houve! — ela respirou fundo.

– Sua esposa perdeu muito sangue e algo se rompeu, ainda não sabemos ao certo o que aconteceu. — eu coloquei as mãos na cabeça em sinal de desespero.

– E a minha filha? Como lá está?

– Sua filha está ótima!

– Ótimo! Eu estou esperando aqui. — falei e ela assentiu.

De uma hora pra outra, minha vida estava uma loucura, a minha filha estava bem, mas a minha esposa estava tendo algo que ninguém sabia o que era. Eu não sabia o que pensar, eu não queria ganhar um presente e perder outro, eu queria os dois.

Eu sentei no chão do corredor do hospital, com as mãos na cabeça, ainda estava vestido com a roupa da cirurgia, e comecei a chorar, desesperado com a ideia de perder a minha esposa, isso não podia acontecer e não ia acontecer. Pensei em ligar para alguém, mas não sabia se ia conseguir falar, então resolvi ficar no chão, chorando, e pensando no que fazer se tivesse que viver sem a Ana, ter que criar a Clarisse sem ela, isso era algo que eu não ia suportar.

– Dr. Lucas? — chamou alguém tocando no meu ombro, era Lílian. Levantei do chão em um pulo.

– O que aconteceu? Como está Ana? — perguntei desesperado.

– Ela já está fora de perigo, não foi nada muito sério! Quando ela acordar, poderá falar com ela.

– Obrigado, Lílian. — falei e ela sorriu.

– De nada, agora quer ver a sua filha? — perguntou.

– Com certeza! — falei a seguindo por um corredor.

>>o

Clarisse era linda, enorme e dormia tranquilamente como se nada no mundo pudesse acordá-la, eu estava tão aliviado por vê-la bem e saber que a minha esposa estava em segurança também. Meus olhos ainda ardiam por causa do choro, mas as coisas estavam bem melhores agora. Tudo estava voltando ao seu lugar.

– Dr. Lucas, gostaria de falar com sua esposa agora? — perguntou Lílian.

– Claro! — falei e saí em direção ao quarto em que ela estava.

>>o

– Meu amor? — chamei abrindo a porta, e lá estava a Ana sorrindo, com o rosto inchado e ainda frágil.

– Oi, Lucas! — respondeu.

– Como você está?

– Estou ótima! E a nossa filha? Como ela está?

– Ela está perfeitamente bem, ela é linda como a mãe!

– Que bom! Estava tão preocupada! — falou ela e eu apertei sua mão.

– Você estava preocupada? Eu estava desesperado! De repente eu estava sendo arrastado da sala de cirurgia porque tinha acontecido alguma coisa com você. Eu estava pânico! Nunca mais me dê um susto tão grande, ok? — Ana sorriu.

– Eu pretendia ter mais filhos!

– Então vamos mudar os planos, passei pelo pior momento da minha vida e você está bem, não quero arriscar.

– Falaremos sobre isso depois, tudo bem? — perguntou fechando os olhos.

– Tudo bem! — falei e sentei ao seu lado, ainda segurando sua mão.

– Agora estamos completos! — falou ela ainda estava de olho fechado.

– Estamos! — falei e relaxei.

Agora depois de tudo que passei nessa noite, eu precisava de uma boa noite de sono. Até porque foi o dia mais feliz e desesperador que eu já passei, mas só de ver o rostinho da minha filha, percebi que de verdade tudo estava bem.

Notas finais
E aí gente? Reviews? *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!