Notas iniciais
Olá pessoas Chegamos ao Ryan. Nosso pequeno cresceu. Estou tão emocionada de chegarmos aqui. Espero que gostem. Começamos com ele. Conto toda a historia dele e só depois começo a da Gigi que vai encerrar nossa série. Obrigada por estarem aqui. Muito mesmo. Sem palavras.

CAPA COMO SEMPRE LINDA! OBRIGADA THATY! Suas capas sempre perfeitas.

Pov – Ryan

Fecho meu armário e coloco a mochila nas costas. Foi uma longa noite de plantão. Passo a mão no rosto tentando despertar um pouco. É minha última semana no Mount Sinai Hospital. Meus amigos mais próximos não acreditam que vou abrir mão da vaga num dos melhores hospitais do país apenas algumas semanas depois de conseguir.

Nada pode me impedir de realizar meu sonho de servir a humanidade como médico sem fronteiras. Esse foi meu grande sonho desde a infância quando minha irmã ficava me pedindo emprestado o dinheiro da minha mesada para fazer doações ao grupo.

Foi dentro de casa que aprendi sobre olhar além da vida fácil e rica de ter nascido um Stefanos. Minha família tem mais dinheiro do que podemos gastar pelas próximas dez gerações.

Começo com pequenos investimentos feitos por meus tios há mais de trinta anos. Apenas uns garotos perdidos que cresceram sozinhos vindos da Grécia. Foram dando certo e como um raio enriqueceram antes mesmo que pudessem se dar conta.

Felizmente nunca se afastaram da simplicidade, nunca esqueceram da vida difícil e nunca nos deixaram ignorar o mundo. Meu pai mais do que todos.

Cresci brincando com garotos do Herlem, na associação que meus pais mantêm, que minha mãe cuidou e que hoje minha irmã July dirige com todo seu amor.

Sou o terceiro dos quatro filhos. O único biológico e isso nunca foi problema. Amo meus irmãos. Josh é executivo das empresas. Logo será o presidente seguindo os passos do meu tio Leon. Tenho um sobrinho lindo do seu feliz casamento com Lizzie. July também casou tem uns anos. Tyler era só um garoto perdido e solitário que não sabia o que fazer com a irmã ainda bebê. Os Stefanos não ignoram pessoas e claro que quando ele entrou para família casando com July meu pai adotou bárbara. Minha irmãzinha linda que agora está com doze anos e é a alegria da casa.

Aceno para alguns colegas quando vou cruzando os corredores do hospital em direção a saída. O sol me ofusca a visão depois de uma longa noite sob as luzes de led.

Nova York está a todo vapor. As sete e meia da manhã a cidade está no auge de seu movimento. Pessoas andam apressadas, distraídas e pensativas. Crianças em seus uniformes e mochilas, o dia começando para muitos e eu só desejando minha cama confortável.

Um ano longe deles, no meio da África, ainda não achei meios de contar. Minha mãe vai ficar assustada, mas eles conhecem as mazelas do mundo. Foi com eles que aprendi a me importar e eles vão ter que entender.

Começo a caminhar para meu luxuoso apartamento no melhor ponto de Manhattan. O edifício Stefanos é conhecido na cidade assim como nosso sobrenome.

Atravesso a rua e passo diante do apartamento da prima Giovanna. Sorrio pensando que deve estar dormindo profundamente. Somos como irmãos. Apenas um mês de diferença de idade. Criados juntos. Estudamos na mesma escola, passamos férias na ilha grega que pertence à família e onde parte dela ainda vive. A terra encantada onde meu pai nasceu e passei grandes momentos na infância.

Preciso arranjar um jeito de contar de uma vez aos meus pais ou eles vão acabar magoados se descobrirem de outro modo. Já avisei a direção do hospital e Chad pode muito bem deixar escapar.

Chad é pediatra e me indicou o trabalho, conhece minha família desde criança, estudou com meu irmão Josh e desde que se formou atende as crianças da associação uma vez por semana. Quando voltar da África vou fazer o mesmo.

Olho para o celular quando chego em frente ao edifício. Josh me espera para o café da manhã. Será o primeiro a saber. Muito mais por que preciso de ajuda para acalmar meus pais que qualquer outra coisa.

Aceno para o porteiro. Ele é novo e não somos muito próximos. Passei bons anos em Harvard e ficava muito pouco em casa para criar laços como os que tinha com o anterior.

Aperto o botão do elevador. Quando a porta se abre Lizzie surge elegante em suas roupas de executiva com Thiago arrastando uma mochila com cara de sono.

―Bom dia Ryan. – Ela beija meu rosto. – O Josh te espera.

―Bom dia. – Bagunço os cabelos do meu sobrinho.

―Oi Ryan.

―Cadê minha irmã? – Bárbara e Thiago sempre vão juntos a escola.

―Me atrasei Ryan. Tio Nick já levou ela. Temos que ir agora. Tchau.

―Tchau.

A porta do elevador se fecha e fico pensando na melhor maneira de contar a ele. A porta abre e passo para o hall, dou de cara com um par de carrinhos de controle remoto e sorrio. Josh adora isso, leva o filho no Central Park todo fim de semana como meu pai fazia conosco.

Josh fecha sua pasta quando entro na sala, ergue os olhos e me sorri orgulhoso. Temos uma boa diferença de idade. Quando nasci ele já tinha doze anos e isso nos fez ter uma relação diferente. Confio nele, Josh já cuidou muito de mim.

Ele caminha até mim e me abraça. Da tapinhas nas minhas costas. Depois se afasta.

―Está acabado.

―Obrigado. – Digo rindo enquanto caminhamos para a cozinha. A mesa está posta e só de sentir o cheiro do café grego já me animo. Não conheço nenhum médico que não se emocione só com o cheiro de café.

―Noite difícil?

―Muito. Teve um acidente na setenta e dois. Meia dúzia de feridos no meio da madrugada.

―Puxa! Eu fico orgulhoso de você. Vinte e quatro anos e sei lá. Já com tanta responsabilidade. Quando penso nisso... sobre ter vidas que dependem de você acertar ou errar. Fico orgulhoso. Assustado também.

―Aprendemos a lidar com esse estresse. Ou tentamos. – Penso em Sandra Owen e sua saída repentina no meio da residência por não suportar a pressão.

―Come alguma coisa Ryan. – Ele me oferece o cesto com todo tipo de pães. Josh continua o mesmo. Está sempre cuidando de mim como se eu fosse um menino. Pego o pão e passo creme de queijo. – Parece o papai. Coloca creme de queijo em tudo.

―Sanduiche de tudo que tem na geladeira. – Digo rindo. Esse é o prato preferido da minha mãe. O único que sabe fazer. Sempre que era sua vez de cozinhar acabávamos pedindo ou comendo um sanduiche desses.

Josh beberica uma xicara de café enquanto me assiste comer, sabe que não foi à toa que marquei esse café da manhã com ele e me espera paciente estar pronto para falar.

―A Gigi está bem? – Ele me pergunta e sorrio.

―Maluca como sempre. Está arrumando as malas para ir para Nova Zelândia. Vai logo depois do casamento do Harry. Direto de Kirus.

―Gigi nunca para. Nossa irmãzinha está querendo seguir os passos dela.

―Ela está é querendo que eu arranque a orelha dela se continuar aprontando. – Josh ri. Quando ela chegou, toda linda e apenas um bebê eu queria de todos os modos que meus pais a adotassem. Depois que tudo se acertou e ela se tornou uma Stefanos passei a me sentir responsável por ela. Bárbara me obedece mais que qualquer outra pessoa. Quando me mudei para Harvard precisava ligar todas as noites ou ela não dormia. Somos muito próximos.

―A mamãe está em casa. Não vai para associação hoje.

―O que significa que da porta até minha cama tem um mundo de abraços e beijos. – Rimos. – Ela não se aguenta de orgulho de ter um filho médico. Fico pensando se um dia vai se acostumar. Dia de plantão noturno são especialmente emocionantes para ela.

―Está feliz Ryan? Quem sabe se arrependeu da escolha?

―Estou feliz Josh, muito feliz. Não é isso que me trouxe aqui.

―Está apaixonado? Stefanos costumam perder um pouco o chão quando acontece.

―Não é isso também. Sabe que não tenho nada contra o amor. Até gostaria muito de dar de cara com a garota certa.

―Com tantas que passam por sua vida não sei se vai ter olhos para enxergar a certa.

―Não são tantas assim. Não dê ouvidos as bobagens que a Giovanna diz. – Josh sorri. – Não é sobre a minha vida amorosa Josh. É sobre meus sonhos, sobre quem eu sou e o que quero para minha vida.

―Uma conversa mais existencial. Ok. Vá em frente. – Ele se recosta na cadeira relaxado. Não vai durar muito. Encaro meu irmão mais velho.

―Sabe que muitas vezes eu disse que seria médico, que seria um médico sem fronteiras. Se lembra?

―Claro. É isso. Quer se inscrever para uma vaga? – Ele pergunta ainda despreocupado.

―Meu currículo é muito bom Josh.

―Eu sei disso. – Ele se arruma mais ereto na cadeira começando a entender.

―Já me inscrevi, mais do que isso. Fui contratado e já sei para onde vou, já sei quando vou.

―Ryan eu sinto que não vou gostar de saber.

―Depois do casamento do Harry eu vou partir para o Sudão do sul. Um ano.

Josh demora um longo segundo para se localizar no mapa. Posso ver seu cérebro trabalhando, ele compreendendo o que estou dizendo, talvez seu cérebro em alerta esteja agora mesmo enviando mensagens sobre tudo que ele pode ter visto na televisão. Morte, bombas, guerra civil, fome.

―Nem pensar. – Ele anda de um lado para outro. – Está maluco Ryan? Eles estão no meio de uma guerra civil.

―Eu sei Josh.

―E quer se enfiar nisso mesmo assim?

―Não Josh. Eu não quero. Eu quero atender no Mount Senai, com luz de led e equipamentos apropriados. Quero ficar salvando as vidas de motoristas imprudentes que chegam no hospital no meio da noite e uso todo tipo de recursos de última geração para mantê-los vivos. Quero voltar a pé para casa dos meus pais pela manhã. Sem me preocupar com nada além de olhar para os dois lados ao atravessar a rua e me atirar na minha cama macia em meu quarto com ar condicionado e vista panorâmica. É isso que eu quero. É isso que todo mundo quer.

―Ryan...

―Não é sobre o que eu quero, é sobre o que eu preciso fazer. Tem muitos e bons médicos para Nova York e nada para aquela gente. Isso é algo que tenho que fazer Josh. Tem qualquer coisa que me puxa para isso.

―Eu não posso apoiar isso. – Josh diz angustiado. – O papai e a mamãe... Ryan a Bárbara. Ela está feliz que finalmente voltou para casa e agora isso?

―Seria bom contar com você Josh. Para acalma-los, mas eu vou e isso é fato. Não foi em nenhum outro lugar que aprendi a olhar além de nosso mundo. Foi em casa. Na associação, no abrigo. Com o papai e a mamãe. Com a nossa irmã salvando animais, doando nosso dinheiro para suas causas. Ela me apresentou os médicos sem fronteiras.

―Não pode consertar o mundo.

―Não posso irmão, mas também não posso ignorar.

―Aquele povo está em guerra. Bombas todo dia. Governos caindo um atrás do outro. O poder mudando de lado, as pessoas fugindo, li sobre isso essa semana. Milhares fugindo para Etiópia.

―Por isso preciso estar lá.

―Pode morrer.

―Josh eu lido com o imponderável todos os dias. Sinto em te dizer, mas você também pode.

―Ryan...

―Chelsey Taytor. Dezenove anos, estreou na Broadway ontem seu primeiro papel. Saiu para comemora. Tomou champanhe demais, dirigiu com suas amigas e sofreu um acidente. Vinte minutos tentando ressuscita-la. Em vão. Morreu ontem no meio do meu plantão.

―Sinto muito Ryan. É difícil para mim entender. Eu amo você.

―Também te amo Josh. – Ficamos frente a frente, ele toca meu ombro e sinto por sua angustia preocupada.

―Escolhi seu nome, foi no dia que disse papai e mamãe pela primeira vez. No dia que me senti finalmente filho deles, estávamos no carro vindo do Central Park. Me senti tão importante, tão responsável por você. Participando de tudo. Era o nome do meu ídolo dos Jets na época.

―Eu sei. Cuidou de mim muito bem Josh como irmão mais velho sempre foi um exemplo.

―Por que sempre quis que continuasse imaculado. Todos nós viemos de histórias de dor. O papai cresceu num abrigo com a mamãe. Demorou para reencontrar os tios e dar se livrar daquele inferno, a mamãe só se recuperou do que passou lá quando encontrou o papai. Eu e a July viemos do mesmo lugar. Mesmo a Bárbara passou por maus bocados até encontrar nossa família e ter uma chance. Você não. Você só conheceu o amor e a proteção e sempre quis que continuasse assim. Tenho medo do que aquele lugar pode fazer com você. Toda aquela dor e sofrimento.

―Não posso me esconder Josh. Sinto muito. Eu não sou assim.

―Eu sei. – Josh me abraça apertado. Retribuo. – Vou contar os dias para sua volta. Rezar para que tudo dê certo.

―Obrigado irmão. Mesmo que não entenda. Só preciso que aceite. É minha escolha.

―Aceito. – Ele sorri emocionado. – Tenho orgulho de você. Mas se não aguentar, se quando chegar lá for demais...

―Eu volto. Não se preocupe. Só posso ficar lá se estiver pronto para servir aquelas pessoas.

―Certo. Fico mais tranquilo. Vai contar para eles hoje?

―Vou. O Chad já sabe e tenho medo que seu amigo dê com a língua nos dentes. Ele está sempre com a mamãe e a July na associação.

―Quer dizer que ele sabe? Belo amigo esse meu. – Josh caminha ao meu lado até a sala.

―Contei para ele primeiro por que me desliguei do hospital e como foi ele que me conseguiu a entrevista achei que era minha obrigação.

―Está certo. Agora vai dormir um pouco.

―Eu vou. – Sigo para o hall.

―Pega o elevador Ryan.

―Dois lances Josh. Vamos salvar o planeta. – Escuto seu riso quando sumo pela escada.

Minha mãe está recolhendo coisas na sala quando entro. Me sorri.

―Oi bebê. Chegou. Não ouvi o elevador. – Ela me beija a testa. Me curvo para receber seu beijo. Fiquei alto como meu pai. Muito parecido com ele como todos dizem.

―Estava no Josh mãe. Vim de escada.

―Foi tomar café no Josh? Temos um problema então.

―Não. – Digo subindo as escadas com ela em meu encalço.

―Claro que temos. É tradição. Quando toma café da manhã com seu irmão é por que temos um problema. – Ela diz entrando em meu quarto junto comigo.

―Inventou isso agora mãe. – Rio dela enquanto vou tirando os sapatos e ela vai desfazendo minha cama.

―Nada disso, não tem problema. Vai me contar que eu sei.

―Tenho que dormir mãe. Estou morto.

―Vou descer as persianas. Jantamos todos juntos. Vou chamar a July e conta para todo mundo. – Melhor assim. No fim tenho mesmo que contar. – Viu como estou certa? Nem retrucou. – Ela me beija a testa.

―Boa noite mãe. Te amo.

―Também te amo filho. Está lembrando que precisa comprar um terno?

―Terno? – Tiro a camisa e me deito. Não tenho forças para me trocar.

―É o padrinho do Harry Josh, você e a Emma. Seu primo casa em duas semanas.

―Eu sei mamãe. Só não sabia que precisava de um terno novo. Tenho o da formatura.

―Ryan. Aquilo tem mil anos. Nem pensar.

―Eu compro mamãe. Boa noite. – Antes que as persianas terminem de descer eu já estou dormindo. Acordo com Bárbara me cutucando.

―Oi. – Ela sorri sentada na beira da cama. – Tenho um monte de lição para fazer, vou lá no Josh depois do jantar. Não demora para descer.

―Que horas são?

―Seis e dez. Todo mundo chegou. July está cozinhando. Melhor né?

―Muito melhor. Já vou pequena. Só preciso de um banho para despertar. – Me sento e encaro minha irmãzinha. – É tão linda. Como foi seu dia?

―Bom. O de sempre. Com saudade de você. Vai ficar em casa amanhã?

―Não. Quer dizer, entro cedo. Saio as cinco do hospital. Que acha de eu te pegar aqui e ir comigo comprar um terno.

―Eu quero. – Ela me beija e depois deixa o quarto. – Vai logo Ryan.

Quando me reúno a família Lizzie me abraça apertado. Acho que Josh já contou a ela. Eles são muito honestos e ela sabe tudo sobre meu irmão.

Depois do jantar que felizmente foi preparado por minha irmã, decido que é hora de contar a todos de uma vez.

―Vou para o Sudão do Sul como médico sem fronteiras. – Digo de uma vez. Um silencio mortal recai sobre todos. Ganho os olhares mais diferentes do mundo. Barbara meio confusa com o silencio e sem saber do que se trata.

―Ryan... estou orgulhosa. – July me abraça. – É um médico sem fronteiras?

―Sim. Oficialmente. – Tyler olha para July e depois para meu pai. Vem até mim e me estende a mão.

―Não sei se fico feliz, mas... boa sorte Ryan. – Depois de todo esse tempo na família Tyler é como um irmão também.

―Obrigado Tyler.

―Isso é bom ou ruim. Está todo mundo esquisito. – Bárbara diz sem saber o que pensar.

―Bom pequena. Dá um abraço no seu irmão e vamos lá com o Thiago jogar. – Tyler percebe que com ela aqui o assunto não vai ser discutido como se deve. Ela me abraça. Depois antes de partir explico direito.

―Odeio conversa de adulto. Só para registrar. – Ela diz seguindo Tyler.

Minha mãe me olha chorando, me abraça apertado. Meu pai faz o mesmo, nenhum dos dois diz nada.

―Sei que é difícil entender, mas eu...

―Não é difícil entender Ryan. Eu sabia que conseguiria. – Minha mãe diz com um sorriso cheio de lágrimas. – Estou orgulhosa de você. Conseguiu. Como disse que faria desde que se despediu de nós nessa mesma sala no dia que se mudou para Harvard.

―Mãe... pai... não estão...

―Apavorados? Saudosos e orgulhosos? Completamente. – Papai diz me abraçando. Depois me faz olhar para ele. – Criamos você para decidir seu caminho.

―Um ano pai. Só um ano.

―As coisas estão feias por lá. Sabem disso? – Josh os avisa e eu sei que sabem. July não deixa ninguém esquecer a dor do mundo. Está sempre envolvida em algo.

―Sabemos Josh. – Papai diz. – Vai se cuidar Ryan?

―Vou.

―Está pronto para perder todas as facilidades. Luz, agua potável...

―Estou pronto pai. Realmente é o que eu quero, tenho tanto, preciso retribuir um pouco. Foi isso que me ensinaram.

―Foi. – Ele se emociona. – Todos vocês aprenderam e sinto muito orgulho de cada um.

―Mãe?

―É meu bebê. Todos vocês são. Vou morrer de medo todos os dias. E sentir orgulho e me encher de amor e te esperar. Amo você meu filho.

Os dois me abraçam. Aos poucos eles vão registrando o que está acontecendo e até minha partida as coisas se acertam. São duas semanas. Tudo vai ficar bem. Por mais que seja difícil para eles. Sei que sempre vão estar do meu lado.

Notas finais
Obrigada. Estou ansiosa pela opinião de todas.