Ele tinha braços, pernas, olhos, mas era tão diferente dos demais. Acabara de nascer e seus pais o abandonam, uma nova vida estava desprotegida em meio da chuva comum de Bristol.

Uma boa alma andava pelas ruas molhadas e escorregadias, até que o som de um bebê o chama atenção em uma parte escura no qual se encontravam alguns arbustos. Ele se depara com uma criança prematura envolta de um pano bem usado e sujo pelo barro. Sem pensar duas vezes o homem o tira daqueles arbustos e o envolve em seus braços.

Anthony tenta chegar à igreja com cautela, esperando que ninguém o visse entrar com um bebê nos braços.

"Por que alguém abandonaria uma criança nessa chuva?" ele pensava, enquanto o bebê ia se acalmando e o choro ia cessando. O padre iria guardar esse segredo e cuidaria daquela criança a partir daquele dia, por achar que Deus havia o enviado para aquele local naquele momento para ajudá-lo.

— Jonathan, esse será seu nome! — exclamava o padre, segurando-o por debaixo dos braços.