Paixão, Dor E Aventura.

6 Rompimento, Dor, Ausência e Realidade.


Notas iniciais
Agora que a tal festa passou, Ane está tentando seguir em frente, mas seus pressentimentos não a deixam em paz, principalmente porque Edward vem tendo atitudes que está deixando ela, extremamente preocupada.

Não se culpe, vocês humanos são tolos demais, acreditam muito fácil nas mentiras que pessoas como eu colocam na sua frente é por isso que vocês são presas tão fáceis.

Os dias seguiram sem muitos problemas apesar da fisionomia estranha de Edward que nunca me deixava sozinha quando ia caçar, mas ultimamente ele tem deixado, Alice sempre ficava comigo, mas depois dos acontecidos eu entendo a ausência dela.

Sinto tanto a falta dela, é tão estranho ficar aqui sozinha nesse quarto sem a presença de um deles, não conseguia dormir deitei e levantei varias vezes, chequei alguns emails mandei recado pra casa, e por fim o sono apesar de tardio veio e eu fui deitar.

Acordei com Charles batendo a porta dizendo que apesar de ser sábado eu tinha que trabalhar, espreguicei-me e por habito acariciei o meu lado direito para ter certeza que estava sozinha, nos sábados Edward sempre esperava eu acordar para me desejar um ótimo dia e sair para buscar o carro.

Ele faz questão de me levar ao trabalho, almoçar juntos, ou melhor, eu almoçava, e depois me buscava no fim do experiente, me arrumei, tomei o café com Charles e depois nos despedimos, ele saiu mais cedo como de costume, eu arrumei a cozinha, dei uma ajeitada no meu quarto, guardei algumas coisas importantes e por precaução levei minha maquina fotográfica comigo.

O dia estava estranho, mas não chovia antes de entrar no carro tive uma sensação estranha, olhei por todos os lados e não vi nada era como se alguém me observava até pensei que fosse Edward, atravessei a rua entrei um pouco na floresta chamei por ele fiquei esperando um pouco, não vi nada voltei e entrei no carro e fui trabalhar.

Achei que almoçaria sozinha, mas para minha alegria o celular tocou era a voz mais linda do mundo a do meu amado Edward, ele perguntou se dava pra gente almoçar juntos ele precisava falar comigo, achei estranho o tom de voz dele perguntei do que se tratava, ele ficou em silencio por alguns segundos e depois disse que preferia falar pessoalmente.

Concordei e um gosto amargo surgiu em minha boca acho que isso não era um bom sinal, tentei ligar para Alice, mas seu telefone estava fora de área ou desligado, Gilda se aproximou e perguntou se estava tudo bem, sorri e respondi que sim e perguntei se eu podia almoçar, ela concordou então fui para casa onde Edward me aguardava.

Chegando lá não vi o carro dele, acho que não havia chegado ainda entrei e quando ia subindo Edward me cumprimentou me assustando estava atrás de mim, ele pediu desculpas por ter feito isso, eu disse que estava tudo bem, sua fisionomia era estranha e seus olhos estavam tão escuros para quem acaba de chegar de uma caçada, olhando pra ele perguntei:

___A caçada não foi boa.

___Por que está me perguntando isso.

___Seus olhos estão mais escuros de quando você saiu.

Ele deu um leve sorriso e respondeu:

___Esqueço o quanto você é especial.

___Especial como.

___Uma observadora.

___É talvez eu seja.

Tentei me aproximar pra beijá-lo, mas ele não deixou e delicadamente se afastou e virando foi sentar no sofá e pediu pra eu sentar ao lado dele, respondi que estava bem em pé, ele respirou fundo e pediu novamente para eu chegar mais perto e se sentar, porque precisávamos ter uma conversa muito seria eu não estava gostando nada daquela situação.

Então em um rompante de raiva e angustia disse para ele falar logo o que tinha que falar, meu rosto parecia estar em chamas e meu corpo todo tremia então com uma voz branda ele pediu:

___Ane, por favor, sente-se não torne as coisas mais difíceis do que estão.

___Tornar as coisas mais difíceis isso é possível Edward.

Ele me encarou com aquele olhar escuro e misterioso, meus olhos já estavam cheios de lagrimas prontos para encher um leito seco de um rio qualquer, mas ele tinha razão sentar é o melhor a fazer, pois minhas pernas estavam estranhas, dei a volta e sentei enfrente dele então com uma voz sufocada disse que eu já estava sentada ele podia começar.

Rompimento:

Olhando-me estranhamente agradeceu e disse:

___Ane você sabe o quanto é especial pra mim e pra toda a minha família, em consideração a tudo que passamos juntos eu voltei para me despedir.

___Você voltou para se despedir quer dizer que você foi embora.

Meu nervosismo e indignação do que acabara de ouvir foi nítido, Edward se levantou e num piscar de olhos já estava a minha frente e me entregou um copo de água, minhas mãos estavam tremulas eu peguei e tomei um gole, ele sentou na mesa de centro e continuou a falar:

___Eu sinto muito que tenha que passar por isso, mas você sempre soube que um dia isso teria um fim.

___Edward isso não teria um fim se não você pela maldita festa de aniversario, isso que você está fazendo é um absurdo.

___Um absurdo foi eu deixar chegar aonde chegou.

___Edward para com isso, por favor, eu vou tomar mais cuidado, você não precisa ir embora e quanto a sua família eles vão me odiar por você ter deixados eles, por favor, por favor, não faça isso eu amo você demais.

___Não se preocupe todos já partiram, só eu voltei para por fim nisso.

___Todos.

___Todos, entenda uma coisa não foi só pelo o que aconteceu na festa, mas não podemos ficar muito tempo em um mesmo lugar já estamos aqui mais de 3 anos e depois dessas divulgações de Forks ficar aqui vai chamar mais atenção do que já chamamos, eu realmente sinto muito Ane por ter deixado chegar a onde chegou nunca foi minha intenção.

___Eu posso ir com você, meu intercambio está quase no fim ninguém lá em casa vai se opor, eu tenho certeza Edward.

___Ane você não pode vir, você não pertence ao meu mundo e eu nunca vou poder pertencer ao seu será que é tão difícil entender isso.

___É claro que é difícil porque eu sei que você não pode ser como eu, mas eu posso ser como você é só você me transformar.

___Isso não é possível Ane.

___Não é porque você não quer.

___É eu não quero.

Ele me respondeu bruscamente, levantou e ficou de costa pra mim, eu perguntei por que ele não queria e sem demora me respondeu que eu não servia para ele, isso foi como um punhal atravessando em meu peito uma dor terrível então levantei e fui até ele e perguntei por que antes ele não pensava assim e me olhando friamente disse:

___Eu estava cansado de ficar sozinho, me diverti muito com os pensamentos de cada um dos alunos da escola com a nossa amizade, também tem o fato intrigante deu não conseguir ler seus pensamentos e talvez o fato primordial o seu sangue tenha um cheiro muito bom, é isso.

Ele disse isso com tanto deboche que o punhal dentro do meu peito revirou uma ou duas vezes, minhas lagrimas desciam uma após a outra então entendi tudo, e com muita dificuldade em respirar eu disse:

___Então eu nunca fui especial pra você, Melissa tinha razão.

___Você foi especial, só não enxergou a realidade certa.

___Acho que não enxerguei, ou não quis enxergar.

___Não se culpe, vocês humanos são tolos demais, acreditam muito fácil nas mentiras que pessoas como eu colocam na sua frente é por isso que vocês são presas tão fáceis.

___Edward, por favor, pare com isso, o que aconteceu aquele dia na festa não foi nada, não precisa ir embora por causa disso.

___Ane eu não estou indo embora por causa disso, ou por causa de você eu nem ia me dar ao trabalho de me despedir, mas você sabe como a Esme é toda mãesona ela se apegou a você e me convenceu a me despedir.

___Você fez isso a pedido da Esme.

___Fiz.

___Quanta consideração agradeça a ela por mim.

___Pode deixar, mas agora eu tenho que ir.

___Claro que tem.

___Ane eu sinto muito de verdade ter deixado chegar aonde chegou, você é realmente uma pessoal especial vai encontrar alguém que lhe mereça de verdade, mas mentir faz parte de ser quem eu sou.

___Você mentiu pra mim o tempo todo.

___O tempo todo.

___Você está mentindo não acredito em nada que você disse até agora.

___Ane olha pra você já se olhou no espelho hoje, como alguém como eu pode se interessar por alguém tão insignificante como você, eu sinto muito, mas eu precisava passar meu tempo de alguma forma, e agora eu estou perdendo tempo com essa conversa idiota que não vai nos levar a lugar algum, preciso ir desejo que seja muito feliz.

Eu estava paralisada em estado de choque com tudo que ele tinha me dito, ele deu alguns passos até a porta, parou e disse:

___Será mais fácil você seguir em frente se você pensar nisso tudo como um sonho ruim, esquecer que um dia me conheceu.

___É tão fácil pra você dizer isso nunca se apaixonou não é mesmo.

___Acho que não faz parte de mim sentir coisas tão insignificante, Ane eu realmente tenho que ir, se não for pedir de mais, por favor, se cuida não se meta em confusão não coloque sua vida em risco.

___Se nunca sentiu coisas tão insignificante por mim porque está preocupado comigo.

___Ane não seja estúpida em se colocar em perigo, pois eu e Alice não estaremos por perto para te ajudar.

___Já passei por problemas antes de você e Alice estarem por perto.

___Conhecendo você como eu conheço imagino que não foram pequenos só que agora você não está na sua casa, no seu país e se meter em problemas aqui envolvera outros como o seu pai americano o Charles, então antes de se meter em encrencas para testar se estou ou não por perto pense bem, porque não vou voltar essa é a ultima vez que nos veremos siga a sua vida como se eu nunca tive feito parte dela.

Respiração, silencio torturante e lagrimas agonizantes:

___Adeus seja feliz você é uma pessoa especial.

Partiu:

Nem um abraço ou aperto de mão, ele partiu em silencio absoluto, fiquei ali sozinha naquela pequena sala tentando assimilar o que tinha acabado de acontecer comigo, a cada segundo que passava a dificuldade de respirar aumentava, a minha garganta estava seca, um gosto amargo na boca então peguei o copo de água ainda dava para sentir o cheiro dele impregnado no pequeno recipiente de vidro cheirei profundamente e tomei num gole toda a água e desabei a chorar.

A dor era tanta que eu não conseguia respirar, me arrastei até onde estava minha bolsa peguei o remédio tomei até um pouco a mais do recomendado, sentei no sofá e tentei assimilar tudo o que ele me falou e ficar ali sentada não resolveria nada, levantei peguei a chave do carro e um casaco e fui até a casa dele precisava ter certeza que isso não era real eu só estava sonhando e logo eu acordaria desse pesadelo.

Buscando:

Dirigi o mais rápido que eu pude, chorava tanto que eu mal conseguia enxergar o caminho a minha frente, mas até que enfim eu cheguei em frente da linda e deslumbrante mansão dos Cullens, tudo parecia igual a ultima vez que estive aqui.

Desci gritando pelo nome da Alice e depois pelo nome do Edward, batia tão forte na porta que minha mão já estava ficando ferida e ninguém veio me atender, eu não estava acreditando no que minha vida estava se tornando um pesadelo sem fim, sem forças desabei ali mesmo no chão e chorei por alguns minutos.

Até lembrar que Edward não estava de carro então ele só pode ter ido para a floresta onde hoje de manha eu senti que alguém me observava, corri para a picape e dirigi de volta pra casa tão rápido quanto vim pra cá, mal estacionei e sai correndo floresta adentro gritando por ele.

Sem nenhuma resposta andei, andei, corri algumas vezes, tropecei e cai varias vezes, mas desistir agora seria o mesmo que aceitar que ele nunca existiu, que tudo não passou de uma fabula.

Quanto mais eu caminhava mais a dor aqui dentro aumentava eu estava a beira da exaustão, meu corpo parecia estar se entregando ao caos total, minha garganta estava tão seca que eu mesma mal consegui me ouvir, meus olhos não identificava mais nada a frente, não sei se era dia ou noite, meu corpo simplesmente seguia sem rumo, não sei a quanto tempo eu estava caminhando, mas eu não podia desistir.

Tenho certeza que ele vai voltar, ele precisa voltar, estava rouca mais gritei o nome de Alice o mais forte que pude, mas sem sucesso eu ainda me arrastava sozinha naquela densa floresta com seus mistérios oculto, a dor em minha cabeça era muito forte a dificuldade em respirar fica mais intensa a cada passo que eu dava.

Não sei se chovia ou era a umidade do lugar, eu sentia muito frio, meus pés estava congelando, um sono pesado queria tomar conta de mim, eu lutava tentando andar, mas fui vencida pelo cansaço e pelo frio, não sei se estava com hipotermia, mas seria muita sorte tudo acabar agora porque eu não sei se vou agüentar viver a realidade sem Edward comigo.

Encostei-me em uma grande arvore com longas e grossas raízes, fui me apoiando nelas até encontrar o chão, eu tentei manter os olhos abertos, mas era algo quase impossível, aos poucos fui deitando naquele chão molhado me encolhi o máximo que eu pude, será que eu demoraria morrer ali sozinha, será que algum dia alguém encontrara meus restos mortais ou serei devorada por algum animal selvagem.

Qualquer coisa que acontecer a partir de agora estarei no lucro, minha cabeça e meu corpo doíam tanto tive a sensação de ouvir vozes, mas estavam tão distantes que jamais me ouviram aqui, tentei soltar algum som, mas eu não tinha voz, mal conseguia encher meus pulmões quanto mais conseguir gritar um pedido de socorro com certeza aqui seria o meu fim.

Com um resto de forças que surgiu não sei de onde consegui sentar, minha garganta seca e com muita rouquidão eu gritei estou aqui, estou aqui, mas a única coisa que eu consegui foi chamar a atenção de algum animal que pelo jeito devia ser grande, acho que agora sim seria o meu fim, nada mais me importa voltei a deitar e me encolhi para esperar o fim, não conseguia mais me manter alerta apenas me entreguei ao que viesse.

Não sei que tipo de animal era, mas era mais que um, pois eu senti que um cheirou do meu lado direito o outro soltou um bafo quente do meu lado esquerdo acho que ambos vão me rasgar ao meio, espero não sentir nada peço a Deus que seja bem rápido, não sei se estou sonhando ou consciente, mas as baforadas quentes se tornaram vozes humanas uma delas perguntou se eu ainda estava viva eram vozes masculinas, mas não eram familiares para mim.

Um deles tocou em meu rosto e disse que apesar deu estar muito fraca ainda estava viva, mas precisava de oxigênio, ele ordenou a outra voz masculina ir a frente e contar aos outros a localização certa enquanto ele prestaria alguns primeiros socorros a outra voz saiu e o que ficou comigo me perguntou se alguém havia feito isso comigo, se alguém havia me machucado.

Era estranho eu conseguia ouvi-lo, mas não conseguia responde-lo, eram como se eu estivesse em um coma profundo ou morrendo, ele fez respiração boca a boca e me colocando sentada eu consegui tossi, era difícil respirar uma dor forte no meu peito, então o homem que me ajudara disse seu nome e o que parece ele me conhece muito bem, ele se apresentou dizendo muitas coisas ao mesmo tempo:

Achada:

___Ane você não me conhece meu nome e Sam, não se preocupe somos amigos do Charles, meu amigo foi na frente buscar ajuda medica e avisar a todos que você ainda estava viva, alguém fez alguma coisa com você, acho que conseguimos chegar a tempo, você não parece estar nada bem me desculpa, mas preciso carregá-la até onde o medico está eles não vão conseguir chegar até aqui a tempo, vamos agüente firme.

Ele me pegou no colo, seu corpo era tão quente, e me carregou tive a sensação que ele subia o caminho todo, ele devia ser um homem muito forte para carregar alguém pesada como eu, devia ter muita disposição física a escuridão e o silencio onde eu me encontrava se transformou em claridade e muitas vozes familiares.

Uma delas eu reconheci de primeira era a do Charles que veio rápido até nós e perguntou como eu estava, o rapaz respondeu que eu estava com muita dificuldade em respirar, muitas pessoas se aproximou, mas Charles pediu para darem espaço para o medico me examinar, tentei abrir os olhos para ver quem era o medico, mas não era quem eu queria ver alguém colocou uma mascara de oxigênio em mim e disse que me levariam para o hospital.

Comecei a me debater muito e a chorar e a pedi que não queria ir, o medico com uma voz jovem e calma pediu para eu me acalmar e me garantiu que só me levaria pro hospital se fosse necessário, ao abrir meus olhos novamente já estava deitada na sala do Charles, sendo examinada pelo Dr. Godfrey.

Cuidada:

Havia tantas pessoas dentro da casa quanto fora, o Dr. Godfrey fez todos os procedimentos e ia me perguntando o que eu estava sentindo onde doía, a onde realmente doía ele não podia curar, sem nenhum animo fui respondendo que estava cansada e com um pouco de falta de ar e minha garganta doía um pouco.

Charles estava muito nervoso e disse ao Dr. Godfrey para me levar para o hospital, eu tentei levantar e disse que não precisava eu ia melhorar, Martha estava trazendo um cobertor e chamou a atenção do Charles dizendo que era pra ele deixar o medico fazer o trabalho dele, o Dr. Godfrey riu e disse:

___Se acalme Ane, por favor, não sei por que esse medo de hospital, mas já fui avisado o Dr. Carlisle passou todo o seu prontuário medico pra mim a partir de agora eu serei o seu medico e por enquanto não vejo necessidade em levá-la para lá, vou tratá-la aqui em sua casa mesmo tudo bem.

Martha colocou o cobertor em cima de mim me abraçou e disse:

___Não se preocupe querida tudo vai ficar bem agora, você está sã e salva aqui com a gente e vamos cuidar de você.

Eu olhei pra ela e com vontade de chorar, mas me segurei eu disse que queria tomar um banho e estava com muita sede, ela olhou para o medico então o Dr. Godfrey pediu só uns minutos que já estava acabando ele iria me dar uma injeção para cortar a falta de ar e me receitaria alguns medicamentos.

Eu estava tão exausta que nem senti a picada da agulha então ele me liberou para eu subir para o quarto que mais tarde viria me ver, eu agradeci, Charles perguntou se eu queria que ele me carregasse, respondi que não precisava, Martha disse que me ajudaria enquanto ele conversava com o medico ele concordou.

Confesso que eu não agüentava mais nada, ao chegar próximo a escada tive que ser amparada pela Martha e pra minha surpresa Jacob estava vindo da cozinha com um copo de água e me ofereceu, peguei e tomei de uma vez e disse:

___Jacob você aqui, obrigado pela água.

___Estávamos todos procurando por você Ane, quer que eu a ajude.

Eu ia tentar sozinha com a ajuda da Martha, mas ao subir o primeiro degrau tive uma tontura forte então Jacob chegou perto de mim e me pegou no colo e disse para eu parar de ser chata pelo menos nessas horas, eu concordei e antes dele subir comigo seu pai se aproximou e me olhando seriamente disse o quanto estava feliz em me ver viva.

Com a voz baixa e rouca eu agradeci e disse que estava com frio, Jacob me levou até o banheiro, Martha já havia preparado a banheira com uma água bem quente e me ofereceu ajuda eu agradeci aos dois, mas queria tomar o banho sozinha, ela concordou e disse que estaria no meu quarto preparando minha cama.

Eu a agradeci novamente e perguntei sobre a Lucy, ela disse que mais tarde ela iria vir me ver, dei um leve sorriso, Jacob saiu e disse que estaria lá em baixo, Martha fechou a porta e me ajudou a tirar a roupa e entrar na banheira e assim que estivesse pronta era só chamá-la que viria me ajudar, eu agradeci já com lagrimas nos olhos, ela deu um beijo em minha testa e disse:

___Ane vocês fugiram juntos e ele resolveu não levá-la mais e a abandou na auto-estrada fazendo com que você se perdesse ao voltar pra casa.

___Não Martha, não foi nada disso ele veio até aqui conversamos e nos despedimos aqui mesmo, mas me deu um desespero eu precisava ficar sozinha então resolvi andar um pouco tomar um ar fresco e acabei me perdendo, não quero mais falar sobre isso.

Ela concordou e disse que era só chamá-la e ao me ver sozinha não precisava fingir mais desabei em lagrimas chorei, chorei até secar toda a água de dentro de mim, meu corpo doía muito, cada músculo, todas a juntas e ossos do meu corpo parecia ter passado por um triturador, o banho quente ajudou a aliviar um pouco essa sensação dolorosa, mas não ajudou a aliviar a imensa dor aqui dentro, o punhal ainda estava cravado profundamente em meu peito.

Tomei o banho, fiz o que tinha que fazer, me troquei e pedi ajuda da Martha para secar meu cabelo, ela me ajudou ir pro quarto secou meu cabelo a falta de ar já havia passado, me ajudou a deitar e antes do Dr. Godfrey ir embora veio dar uma ultima olhadinha em mim e me deu um comprimido parta tomar e disse que me ajudaria a relaxar e dormir um pouco, eu o agradeci, ele se despediu e deu sinal pro Charles ir com ele.

Charles disse que o acompanharia até a porta eu concordei, Martha me cobriu e disse que tudo iria ficar bem, eu concordei então fechei os olhos, ela toda preocupada fechou as cortinas e eu percebi que Charles entrou e perguntou se eu já havia, Martha o interrompeu dizendo que sim.

Os dois começaram a conversar bem baixinho, achando que eu já havia dormido, Charles todo preocupado disse que estava com medo deu não agüentar, Martha toda amigável respondeu que eu era muito forte, mas que precisaria de toda a ajuda possível e que era pra ele não ficar me dando lição de moral, eu realmente estava muito triste com esse rompimento e não me ajudaria em nada ficarem me dizendo o quanto me avisaram sobre esse relacionamento.

Charles respirou fundo e respondeu que isso ele não iria fazer por enquanto, mas iria ter uma conversa seria comigo, ela concordou e pediu que ele me desse um tempo, todas as feridas um dia cicatrizam eu era jovem e isso faz parte do crescimento.

Charles resmungou algo, ela pediu calma ao xerife e disse que era para ele dar tempo ao tempo que tudo se resolveria, disse que precisava voltar ao Café dar as boas noticias a todos principalmente a Lucy e logo voltaria, ele a agradeceu muito e os dois saíram, ele foi acompanhá-la até a porta e se despedir dos outros amigos.

Esperei eles saírem até poder abrir olhos a dor que eu estava sentindo não era exaustão era algo pior e imaginário não tinha cura eu estava sozinha naquele quarto eu podia desmoronar, não consegui conter o choro por mais que eu tentasse me controlar era mais forte que eu.

Naquele ambiente foi onde vivi os melhores momentos da minha vida ao lado do único a quem eu senti um sentimento verdadeiro e profundo não sei se dormi, mas eu ainda conseguia ouvir vozes ao fundo era como se eu estivesse em uma espécie de coma.

Tormenta:

Era angustiante não saber se está dormindo ou se está vivendo aquilo realmente, eu via pessoas entrarem e saírem do quarto, elas tocavam em mim, elas diziam coisas que eu não compreendia, onde eu estava, eu me via deitada como se eu estivesse morta e minha alma vagava por aquele quarto.

Eu sentia muito frio e chorava o tempo todo, eu estava descalço andando e andando, meus pés estavam machucados, mas eu não ia a lugar nenhum alem de um longo caminho cheio de pedras por todos os lados, uma densa floresta eu tropecei e cai e a minha frente estava Melissa rindo e me dizendo que eu não era boa o bastante para ninguém quanto mais para o Edward Cullen.

Melissa e suas discípulas ficaram me rodeando e me dizendo o quanto eu era tola, fraca e o quão minha aparência era medíocre, eu não era boa o bastante para ninguém quanto mais para o Edward Cullen, eu tapei meus ouvidos e pedi, por favor, para elas pararem, levantei daquele chão e gritei para elas pararem e sai correndo quanto mais eu corria mais aqueles monstros me cercavam e diziam palavras assustadoras e horrendas.

Senti uma pressão em meu peito, uma dor insuportável, uma secura na garganta, muitas lagrimas saiam dos meus olhos, era como se eu estivesse tendo um pesadelo atrás do outro, porque ninguém me acorda, porque ninguém me ajuda, vi que alguém entrou no quarto, eu pedi ajuda estava com sede, muita sede, alguém veio e molhou minha boca, alguém secou o suor da minha testa e algumas lagrimas que teimavam em sair.

Através da janela entravam luzes e alguns raios solares, mas eu sentia frio e muito medo, a escuridão era longa e sem nenhuma estrela para dar um sinal, eu não tinha forças para uma oração ou por um pedido de ajuda a Deus, pois eu estava culpando Deus por me deixar aprisionada em um universo inerte com tanta raiva, desespero e dor, uma dor profunda.

Despertar:

Uma luz forte obrigou me abrir os olhos a claridade me incomodou e aos poucos minha visão foi se adaptando ao ambiente, respirei fundo e perguntei onde eu estava, o que havia acontecido, Gilda se aproximou sorrindo e disse:

___Bom dia Ane até que enfim como está se sentindo hoje.

___Oi Gilda você aqui.

___Sim estou aqui, eu e a Martha nos revezamos para ajudar seu pai a cuidar de você, pelo menos durante o dia já que a noite devido a medicação você dorme o tempo todo e não acorda tão cedo mesmo.

___Me desculpa por estar dando trabalho a vocês eu sinto muito.

___Tudo bem querida os amigos são para isso, é meu dever como cristã ajudar um irmão quando esse estiver precisando, nós somos irmã em Cristo não somos, alem disso estava precisando mesmo sair um pouco do salão.

___Ha quanto tempo eu estou assim, me sinto estranha parecia que eu estava dormindo e acordada ao mesmo tempo.

Ela sorriu, sentou ao meu lado na cama e perguntou se eu não me lembrava de nada, pedi ajuda para me sentar e um pouco zonza respondi lembrar me do que, ela tocou na minha testa averiguando se minha temperatura estava normal e segurando minha mão disse:

___Querida confesso que te achei estranha esses dias todos, mas o Dr. Godfrey nos aconselhou a não te forçar a nada deixar as coisas seguirem ao seu tempo e eu acho que ele tinha razão.

___Desculpa Gilda, mas eu não estou entendendo nada o que exatamente aconteceu, quanto tempo eu fiquei dormindo.

___Como assim dormindo querida.

___Eu não dormi.

___Ane o que exatamente você se lembra.

Eu fechei os olhos e uma dificuldade em respirar e uma pressão em meu peito Gilda ficou preocupada e perguntou o que eu estava sentindo se eu queria que ela fizesse algo, pedi um pouco de água e meu remédio de sempre, ela prontamente me deu a água e o remédio eu tomei e pedi um minuto a ela e deitei novamente, ficando de lado de costas pra ela, uma lagrima teimosa desceu sem minha permissão, Gilda percebeu o que eu tinha então deu a volta e tocando em meu rosto disse:

___Ane vamos pular uma parte do que você consegue se lembrar tudo bem.

E mexendo a cabeça concordei e antes dela continuar eu a agradeci, ela sorriu se desculpou e tocando em meu rosto disse:

___Ane você não passou o tempo todo dormindo, quer dizer você se fechou dentro de si própria, eu ou a Martha te ajudamos a ir ao banheiro, a tomar banho, tentávamos fazer com que você se alimentasse e chegou um ponto que eu e o Thomas ficamos muito preocupados com seu estado físico.

Oramos muito por você querida, mas o Dr. Godfrey disse que você havia sofrido um trauma psicológico muito grande e devíamos ter paciência e cuidar muito de você que aos poucos tudo de alguma forma ia voltar no seu devido lugar por você mesma.

___Quer dizer que eu estava em um coma acordada.

___Acho que é uma boa maneira de descrever seu estado, você não se lembra de nada mesmo da nossa presença em sua volta te ajudando a se vestir, falando com você te dando os remédios, nada disso.

Aquela sensação dolorosa havia passado um pouco levantei, respirei fundo, fechei meus olhos e a única coisa que eu me lembrava alem de estar perdida na floresta era os pesadelos horríveis.

Olhei pra ela e não queria causar mais problemas do que já havia causado então disse que não me lembrava de ter passado por nada disso, ela me abraçou forte e disse que tudo a partir de agora iria melhorar era só eu ter um pouco de fé que Deus iria curar as feridas e que todos estavam aqui para me apoiarem no que fosse preciso.

Eu a abracei tão forte quanto ela me abraçou eu sabia que suas palavras eram sinceras e a única coisa que eu podia fazer agora era sair daquele quarto e enfrentar a vida lá fora, como fazer isso era o que me preocupava.

Voltar a viver a minha vida real e cruel, não será fácil encarar a Melissa e sua turma, ficar nesse quarto ou ter que olhar todas as noites pela janela e ver refletido na floresta a escuridão que há dentro de mim.

Dei um leve sorriso e disse que precisava tomar um banho, ela prontamente se dispôs em me ajudar, mas eu disse que estava bem e queria fazer isso sozinha, ela concordou e disse se eu precisasse de ajuda era só chamar, tomei um banho quente e demorado, fiz o que tinha fazer, me troquei e ao voltar pro quarto Martha e Gilda conversavam algo e pelo silencio que eu causei ao entrar deveria ser sobre meu estado físico e principalmente o mental.

Martha sorriu me cumprimentou e me abraçou forte perguntando como eu estava, respondi que estava bem, então Gilda aproveitou que Martha havia chegado para ir um pouco pro salão e prometeu voltar mais tarde eu a agradeci e disse que já estava bem ela não precisava mais se preocupar comigo.

Abraçando-me disse que ela e o Pastor Thomas voltariam mais tarde, agradeci então ela saiu e Martha me perguntou se eu queria que ela secasse meus cabelos, concordei e sentei e antes dela começar o telefone tocou era o Charles, eles conversaram, ela passou o telefone pra mim nós conversamos e ele todo gentil me garantiu que chegaria cedo e ficou combinado jantarmos todos juntos hoje.

Martha toda carinhosa secou meu cabelo e continuamos a conversa o que eu parei com a Gilda sobre não me lembrar de nada, ela me contou o que aconteceu nesses quase dez dias que eu fiquei meio ausente, me assustei e como se alguém tivesse me dado um beliscão virei pra ela e repeti dez dias.

Ela sorriu e gesticulando com a cabeça confirmou, eu fiquei de boca aberta com a informação, eu dormira acordada por dez dias como eu não consigo lembrar-me de nada o que passou a não ser os pesadelos horríveis que tinha certeza que estava vivendo era tão real.

Ela terminou e disse que apesar de tudo o que tinha acontecido comigo eu estava com uma carinha ótima, sorri e agradeci pelo elogio e perguntei pela Lucy, ela disse que estava bem e não via a hora de vir para cá conversar comigo, ri e voltei a deitar e olhando pra ela disse:

___Martha eu posso te pedir algo muito importante.

___Claro Ane o que você quiser.

___Eu estou com saudades da Lucy também, mas eu não quero conversar sobre mais nada do que aconteceu comigo e com, não é só com a Lucy eu não quero conversar com ninguém sobre esse assunto, você pode me ajudar falando com todos que estiveram torcendo por mim.

E com os olhos cheios de lagrimas eu não me contive e comecei a chorar, ela sentou ao meu lado e me abraçou e disse que iria fazer de tudo para me ajudar, eu agradeci e disse que não sabia se iria agüentar ter que ficar dando explicações.

Ela disse que estava tudo bem eu não tinha que fazer nada que eu não quisesse a não ser uma coisa que eu não poderia evitar e nem tão pouco ela, olhei pra ela e perguntei qual, ela sorriu secou as lagrimas que haviam escorrido e dando um beijo em minha testa disse:

___Ane seu pai quer saber o que ele fez, porque ele te deixou sozinha na floresta você poderia ter morrido.

___Martha ele não me deixou sozinha na floresta, eu que fiquei desesperada e sai andando sem rumo pra pensar um pouco, sobre o que eu iria fazer da minha vida, buscar uma explicação para tudo isso entende.

___Querida eu entendo, mas Charles se sente responsável por você e ele quer uma explicação, eu vou tentar conversar com ele antes, mas ele quer ouvir de você o que realmente aconteceu pra deixar você nesse estado.

E chorando desesperada eu disse:

___Peça a ele pra não me perguntar nada, se ele realmente se preocupa comigo peça a ele pra não machucar mais do que já estou.

Ela me abraçou e prometeu tentar, eu a agradeci e pedi se eu podia ficar um pouco sozinha, ela concordou e disse que iria me preparar algo pra comer, disse que não estava com fome, mas com sede,.

Ela disse que iria preparar meu suco preferido, agradeci novamente, ela disse que sabia realmente o que eu estava sentindo e se dispôs a conversar comigo sempre que fosse necessário não importava a hora ela estaria disposta e me ouvir.

Com certeza ela era a única que realmente sabia o que eu estava sentindo, eu concordei, ela saiu, eu levantei e fui olhar meu email tinha muitas mensagens de casa eu respondi algumas, meus colegas de escola havia me mandando algumas mensagens de carinho e apoio principalmente Ângela eu a respondi e disse que não sabia quando iria voltar à escola.

Verifiquei minhas pastas de fotos pra ver se algumas haviam desaparecidos, tudo estava lá até as fotos do meu fatídico aniversario, uma dor imensa apertou meu peito que eu achei que iria desmaiar, desliguei o computador e voltei pra cama, chorei tentei o máximo chorar baixo pra não preocupar mais ninguém.

Martha trouxe um imenso copo de suco com um pedaço de bolo, bebi e belisquei um pouquinho o bolo, ela quis saber se eu ficaria um pouco sozinha pra ela poder ir buscar a Lucy, disse que sim, ficar sozinha pra mim no momento era a melhor coisa que podia acontecer assim eu não precisava fingir como realmente me sentia.

Antes de sair ligou pro Charles que garantiu que logo chegaria, ela saiu e eu aproveitei para descer um pouco, havia começado a chover de leve, sai na varanda e fiquei olhando a trilha do outro lado da rua, até onde será que eu consegui ir nessa imensidão de floresta.

Que loucura eu poderia ter sido atacada por um puma ou por um lobo, ter terminado minha vida sendo devorada por um animal selvagem, talvez teria sido melhor do que terminar a vida sendo consumida por uma dor imaginaria que não mata rápido, ela vai consumindo aos poucos.

Ficar ali olhando esse imenso vazio não vai trazer de volta uma parte de mim que foi arrancado em um ato brutal de estrema violência, sem uso de anestésico arrancaram de mim uma parte do coração, a parte onde se concentra toda a sua vitalidade, matando sua força de viver e de produzir sentimentos e alimento para a alma.

Minha pobre alma como deve estar sofrendo tanto quanto eu, aprisionada em um vale de dor e choro constante, porque por mais que eu tente afundar minhas lagrimas em um abismo sem volta por dentro, ela jorra como um oceano.

Não queria que Charles me encontrasse assim, voltei para dentro lavei meu rosto e passei uma leve maquiagem, desci e acendi todas as luzes e fui fazer um café, não demorou muito para ele chegar e tomar o maior susto ao me ver ali e perguntou:

___Ane querida está tudo bem o que aconteceu.

___Como assim o que aconteceu.

___Quero dizer você está passando bem quer que eu a leve ao medico.

___Não estou doente Charles, só estou fazendo um café quer um pouco.

Explicação:

Ele todo sem graça sorriu e aceitou, sentamos a mesa e o silencio permaneceu por pouco tempo, então Charles pigarreou uma ou duas vezes e depois elogiando meu café disse que Martha passara na delegacia e os dois tiveram uma conversa seria.

Ficou rodeando pra falar até eu dizer que estava bem agora e me desculpei por ter dado trabalho a ele e a Martha e a Gilda e antes deu terminar de falar, ele tocou na minha mão e disse que estava tudo bem, eu não tinha dado trabalho a ninguém, ele prometeu nunca mais tocar nesse assunto se eu fosse sincera com ele.

Olhei pra ele e disse que eu não tinha o porquê para não ser, ele balançou a cabeça e com uma voz seria e baixa perguntou se alguém havia me deixado sozinha em algum lugar naquela floresta, remexer esse assunto era como reviver o punhal fincado em meu peito e falta de ar era inevitável, fui ficando estranha e ele percebendo isso disse:

___Tudo bem Ane se acalme, por favor, quer que eu chame o Dr. Godfrey.

___Não precisa Charles, eu já vou melhorar.

___Tudo bem, me desculpa, Martha me avisou eu não quero mais que você sofra por algo ou por alguém que não mereça, você é muito especial e importante e eu fiquei muito irado por fazerem isso com você.

___Obrigado Charles, você é o melhor pai do mundo nunca se esqueça disso, mas ninguém é obrigado a permanecer ao lado de alguém que não se gosta só porque essa pessoa é especial ou importante.

___Eu sei disso querida, mas tem muitas maneiras de se por um fim em um relacionamento sem causar tantos danos assim, eu sei que algum tipo de dor sempre vai acontecer principalmente na parte daquele que se entregou por inteiro, mas o que esse rapaz fez não foi certo, o que eu quero saber e se ele te deixou sozinha naquela situação, e não minta pra mim, por favor, a Martha já me disse, mas eu quero ouvir de você, quero que você olhe direto nos meus olhos e não me esconda nada, em troca eu prometo nunca mais tocar nesse assunto novamente, só quero te ajudar a superar isso, já passei por isso sei que não será fácil, mas por experiência própria não é impossível, principalmente quando estamos rodeados de pessoas que realmente se importam com a gente.

Eu não consegui controlar minhas lagrimas, e limpando meus olhos disse que havíamos conversados aqui mesmo e então ele foi embora, mas eu não me conformei com esse rompimento e precisava pensar então sai para andar um pouco e me perdi na floresta.

Charles apesar de toda a sua postura forte e inabalável chorou comigo e prometeu que iria fazer de tudo para eu superar tudo isso, eu o agradeci e nos abraçamos, pedi desculpas não queria ter lhe causado tantos problemas.

Ele sorrindo limpou as lagrimas dele e me passou um lenço e disse que eu não havia causado problema nenhum e sim uma enorme dor de não conseguir me encontrar com vida, como assim eu perguntei, como ele sabia que eu tinha ido caminhar na floresta.

Ele sorriu e respondeu, graças ao bilhete que eu havia escrito, bilhete eu disse, Charles balançou a cabeça, levantou puxou a gaveta e me mostrou o bilhete era a minha letra, mas não era eu quem tinha escrito, sorri e disse que eu nem me lembrava, ele puxou a cadeira e sentou se bem ao meu lado e segurando minhas mãos disse:

___A partir de agora você terá mais experiência ao se envolver com alguém Ane, você lembra quantas vezes eu chamei sua atenção que não concordava com essa dependência sua em relação a esse rapaz.

Eu concordei, ele percebendo que esse assunto me machucava demais beijou a minha mão e disse que tudo ficaria bem era só eu dar tempo ao tempo, concordei e nos abraçamos pedi licença para lavar meu rosto, ele concordou afinal daqui a pouco Martha, Lucy, Gilda e o pastor Thomas chegariam.

Subi, lavei meu rosto e fui para o meu quarto, estava deitada ouvindo musica quando alguém bateu na porta era a Lucy eu fiquei muito feliz ao vê-la, ela foi super fofa e não tocou em nenhum assunto que não foi sobre ela e o Paul, depois foi a vez de Gilda subir para nos chamar para o jantar.

Descemos e fui recepcionada por belas palavras do pastor Thomas que fez uma linda oração e agradeceu pelo alimento e por Deus ter cuidado de mim naquela e em todas as situações, tivemos uma jantar em família, ninguém tocou em um assunto doloroso, eu tentei dar o máximo de mim, era a minha dor e ninguém mais precisava sofrer.

Notas finais
É isso gente agora um novo caminho sera traçado no destino e na vida da Ane, quem quiser e puder comentar estou amando, BEIJOS vocês são demais.