Paixão, Dor E Aventura.

7 Finalizando o 3° Capítulo.


Notas iniciais
Bem mais um longo capítulo da vida da Ane chegando ao fim, sua dor imaginaria a segue por todos os segundos de vida que ela espera que chega ao fim, por mais que seus amigos tente ajudá-la, ela não consegue ou não quer seguir em frente.

Durante o dia eu sempre tinha alguém comigo era a noite que o desespero da grande dor me torturava até o amanhecer, eu fiquei em casa por aquela semana inteira recusei atender os colegas da escola, os telefonemas e tudo que me fazia voltar à vida real e cruel.

Chorar fazia parte de cada segundo da minha vida, eu tentava esconder isso do Charles, mas às vezes era impossível a dor e o sufocamento fazia com que eu o acordasse aos gritos e aos prantos, eu não conseguia evitar, Charles foi o tempo todo compreensivo.

Mas chegou um momento que ele não estava mais agüentando então ouvi ele dizer a Martha que iria ligar para minha casa e me mandar de volta, eu desci as escadas desesperada dizendo que eu ia mudar, ia voltar a ser útil na casa, ia voltar pra escola, eu prometi voltar ao trabalho.

Martha vendo o meu desespero me abraçou e disse que estava tudo bem ninguém iria fazer nada que eu não quisesse, eu a agradeci e desmoronei no colo dela e chorei até dormir no sofá.

Acordei com a claridade do dia incomodando meus olhos, levantei e fui preparar o café, Charles desceu preocupado e me viu sentada quieta na mesa, perguntou como eu estava olhei pra ele e respondi:

___Charles eu estou bem, me desculpa por tudo, vou voltar a trabalhar hoje com a Gilda e amanha eu volto a escola tudo bem.

___Ane, me desculpa se eu disse que a mandaria de volta não é isso que eu quero, não estou tentando me livrar de você só estou preocupado com você.

___Eu sei Charles, mas não deve se preocupar mais tudo vai voltar ao normal eu prometo, a partir de agora você não vai mais me ver chorar.

___Tudo bem Ane quero vê-la seguir em frente.

Eu prometi seguir em frente, fizemos nosso café juntos, ele saiu e eu fui arrumar a casa, ele me ligou para ver como eu estava e dizer que almoçaria juntos, preparei um almoço a moda brasileira e depois liguei para Gilda perguntando se o emprego ainda era meu.

Ela riu e respondeu que de ninguém mais, agradeci e disse que depois do almoço assumiria meu emprego novamente, trabalhei no salão e depois liguei para Martha e perguntei se ela não estaria precisando de alguém para o turno da noite, ela não me questionou e pediu se eu pudesse começar hoje mesmo, eu a agradeci e fui direto pra lá.

Trabalhei até o final do expediente, Charles preocupado foi me buscar, voltamos na minha picape eu estava exausta e pedi se ele não se importasse eu iria subir e tomar um banho, pois amanha tinha escola, ele não se importou.

Subi tomei um banho quente e rápido e depois tomei o remédio que o Dr. Godfrey tinha receitado caso eu não conseguisse dormir, nem mesmo o remédio impedia o desespero da grande dor que me torturava todas as noites.

De manha eu levantei antes do Charles, fui pro banheiro e vomitei tudo que eu tinha e não tinha, tomei um banho e me senti melhor, me troquei e fui preparar o café, Charles desceu e tomamos o café juntos, ele saiu, eu arrumei a cozinha antes de sair para o meu suplicio total iria voltar às aulas, pela primeira vez depois do acontecido, me preparei o máximo que pude para me controlar e não perder a compostura diante das gracinhas da Melissa e sua turma.

Fui a primeira a chegar e fui direto para a secretaria perguntar se ainda podia freqüentar o curso, todos riram e a Sra. Smith me deu as boas vindas e perguntou como eu estava respondi que bem, ela sem mais perguntas disse que eu sabia o caminho, sorri e fui aguardar no pátio dar o sinal, aos poucos o pessoal foi chegando os que me conheciam me cumprimentaram estranhamente até os meus colegas estranharam minha presença, mas me receberam muito bem.

Acho que o Charles deve ter ligado para cada um e pedido ajuda, Ângela toda amável me cumprimentou com um forte abraço e disse o quanto estava feliz por eu ter voltado, Mike todo prestativo se colocou a minha disposição para me ajudar a repor tudo que eu perdi, agradeci mesmo sabendo que isso magoaria Jessica eu não recusei, tive minhas primeiras aulas bem até ser confrontada por Melissa que não poupou seu veneno, mas me mantive firme pelo menos na frente dela e dos outros.

Esforços:

No intervalo fui até o professor Neill e pedi ajuda para um treinamento mais forte, expliquei mais ou menos o porquê, ele entendeu e disse que o que fosse preciso para me ajudar ele estava a minha disposição, eu o agradeci e disse se não fosse pedir muito gostaria de começar o mais rápido possível ele sorriu e disse agora mesmo.

Fui até a Sra. Smith e pedi dispensa das aulas de biologia, ela não se opôs, eu a agradeci e voltei para o treino com o professor Neill, fiquei ali até dar o meu horário, sai da escola e fui direto pro salão da Gilda tomei um banho lá, pois não queria encontrar nenhuma engraçadinha no vestuário do colégio, Gilda não se opôs.

Apesar do cansaço trabalhei mais animada, saindo de lá fui direto pro Café da Martha e trabalhei até o fechamento e voltei pra casa muito cansada, tomei um banho quente e relaxante, mas nem todo o esforço fisco que eu fiz impediu o desespero da grande dor que me torturava todas as noites e assim foram todos os dias, semanas e o primeiro mês.

Um dia após o outro e o treino ficou mais e mais pesado, e a semana até quem fim passou.

Uma semana após a outra e eu trabalhei e estudei exaustivamente e o segundo mês até quem fim passou.

E o desespero da grande dor que me torturava todas as noites não me deixava em paz por mais que eu chorasse, por mais que eu caminhasse sozinha tentando me livrar disso o desespero da grande dor que me torturava todas as noites permanecia enraizada e forte no mesmo lugar.

Torturada:

Os dias seguiam amanhecia eu levantava preparava o café da manha na maioria das vezes, quando não estava chovendo ia pra escola andando, caminhar pra mim trás um certo alivio no desespero da grande dor que me tortura dia e noite, na escola raramente eu consigo ir ao refeitório não consigo agüentar as piadas das Melissa e sua turma.

Nas ultimas vezes que isso aconteceu eu descontei toda a minha fúria em mim mesmo aumentando o meu treino físico alem do que meu corpo suportava e vomitei muito, alias vomitar para mim estava trazendo um certo alivio, o problema era as pessoas a minha volta concordarem como o meu modo de ver as coisas.

Se alguém descobrir que eu estou usando isso como uma válvula de escape para ajudar conter meu desespero da grande dor que me tortura, vão achar que eu perdi o juízo totalmente e o Charles com certeza vai querer me mandar de volta pra casa, se isso acontecer será uma sentença de morte pra mim, preciso ficar aqui e provar para mim mesma que não foi sonho nem uma louca fantasia foi a mais verdadeira realidade.

Enfrentar:

Ao me aproximar da casa do Charles notei alem do carro dele é claro um outro, estacionado ao lado era a picape do pai do Jacob já não bastava o desespero da grande dor que me torturava noite e dia ter que agüentar os olhares de bem que eu te avisei de Billy Black é pra acabar de vez comigo.

Ficar aqui nesse carro esperando não vai adiantar nada, preciso entrar e enfrentar a dura realidade tenho visitas, ao entrar fui recebida com um lindo sorriso de Jacob Black me cumprimentando com um entusiasmo alem do normal, ele me abraçou e me rodopiou no ar como se eu fosse uma criança de 5 anos.

Infelizmente eu não estava na mesma sintonia dele então sem querer ofendê-lo abracei o e pedi para ele me por no chão, ele com aquela carinha de menino sapeca e um corpo tão desproporcional a sua face de bebê me colocou no chão e pediu desculpas.

Eu não tinha o porquê sorrir então respondi que estava tudo bem, Charles e Billy estavam sentados na sala, tentei passar sem olhar para o Billy, mas isso é algo impossível de se fazer, eu o cumprimentei e pedi licença precisava tomar um banho antes de encarar os olhos de Billy Black.

Subi rápido precisava ficar sozinha e xingar um pouco as coisas em silencio, tomei um banho e depois desci para preparar o jantar, perguntei se eles haviam comido algo, Charles sorrindo respondeu me que havia encomendado pizza que estava quase chegando.

Dei um leve sorriso e disse que iria preparar a mesa, Jacob sempre prestativo ofereceu ajuda eu aceitei e enquanto preparávamos tudo Jacob me olhava estranhamente então sorri e perguntei o que ele estava pensando, sorrindo respondeu:

___Ane você está tão diferente das ultimas vezes que nos vimos quero dizer a ultima vez nem conta, aquele dia você estava um caos quero dizer.

A dor no peito aumentou então fiquei com dificuldade em respirar, ele percebendo perguntou o que eu estava sentindo, fechei meus olhos então virei e apoiei no balcão da pia, ele pediu desculpas, surrei que estava tudo bem e se ele podia pegar um pouco de água pra mim.

Jacob imediatamente me trouxe a água, eu bebi um pouco e agradeci, ele me olhou seriamente e disse que sentia muito por ter tocado nisso, eu não queria que ele visse lagrimas em meus olhos então nada disse.

Coloquei o copo dentro da pia e comecei a pegar os pratos, os copos e os talheres e levei os até a mesa, senti as grandes mãos de Jacob sobre a minhas eram enormes, fortes, suaves e pesadas sem olhar pra ele, eu disse:

___Não só sou eu que estou diferente das ultimas vezes que nos vimos Jacob, não faz tanto tempo assim que ajudamos a Martha e a Lucy e você parece ter triplicado de tamanho ta tomando anabolizante ou algo parecido, ninguém se transforma em mister músculo da noite pro dia.

Ele soltou uma gargalhada contagiante, mas não pro meu estado de espírito dei um leve sorriso e perguntei qual o motivo, ele pegou as coisas das minhas mãos e foi arrumando sobre a mesa e respondeu que ele estava crescendo e se tornando um homem porque eu estava pensando que ele seria como Peter Pan.

Fiz uma careta e chamei-o de bobo, ele sorriu e me olhando seriamente me pediu desculpas novamente, eu respondi que tudo bem só não queria tocar em assuntos doloridos do passado, ele se aproximou e tocando uma das minhas mãos que apoiava na cadeira e com a outra meu rosto disse olhando nos meus olhos:

___Por favor, me perdoe eu não quis de causar nenhuma dor prometo te ajudar no que for preciso pra que isso fique morto e enterrado no passado.

___Obrigado Jacob, por favor, eu preciso subir um pouco pra usar o banheiro me faça um grande favor peça ao seu pai pra deixar isso morto e enterrado no passado também faça isso por mim, por favor.

Jacob sem dizer uma palavra sorriu me abraçou, seu abraço era quente e forte, ouvimos a chegada da pizza então pedi licença e subi com a desculpa de usar o banheiro, tranquei a porta e desabei em lagrimas abri um pouco o chuveiro para disfarçar um pouco o choro, mas não demorou muito pro Charles vir me chamar.

Pedi uns minutos ele concordou e disse que não comeriam sem minha presença era pra eu não demorar que todos estavam com fome, respondi que logo desceria, lavei meu rosto, fiz uma leve maquiagem, sem fome e animo algum desci, Charles e Billy já estavam sentados a mesa, Jacob me aguardava impaciente em frete a escada.

Sorri, ele percebendo que eu havia chorado me olhou com aquela carinha de bebê preocupado e novamente se desculpou e o quanto sentia por ter me feito se sentir daquela forma, eu sabia que ele não me devia desculpas por nada, era eu que não estava me sentindo bem.

Respondi que estava tudo bem e se não andássemos logo não haveria nem migalha de pizza para nós, ele sorriu e me oferecendo a mão disse que eu tinha toda razão então o que ainda estávamos fazendo ali parados, segurei a mão dele quente, pesada e tão confortadora quanto seu sorriso acolhedor.

Eu peguei um pedaço de pizza e um copo de coca-cola, fiquei ali com eles só em corpo minha alma e minha mente vagaram para bem longe, a única coisa que eu prestei atenção foi o lindo sorriso do Jacob, de repente fui trazida de volta ao meu corpo pela voz de Charles que perguntou se eu estava bem, dei um leve sorriso e mexi a cabeça em sinal de sim e continuei a beliscar meu pedaço de pizza.

Billy perguntou se eu não estava gostado da pizza ou da companhia, respondi que estava tudo bem, mas se eles não se importassem eu não estava me sentindo muito bem iria me deitar, olhei pro Charles e disse que estava com muita dor de cabeça, ele sorriu e respondeu que estava tudo bem Billy e Jacob eram da família marcaríamos outra rodada de pizza, agradeci e olhando pro Jacob eu disse:

___Jacob peço desculpas a você e ao seu pai, mas realmente não me sinto bem, prometo que na próxima vez eu faço comida brasileira.

___Tudo bem Ane a gente entende, não é pai.

Não consegui olhar para o Billy, então o ouvi dizer:

___Ane acredite está melhor assim que antes e nós é que somos realmente seus amigos estamos aqui para ajudá-la você é jovem tudo vai passar.

Eu sei que ele não tinha a intenção de me prejudicar com aquelas palavras, mas isso fez desencadear a dor no meu peito e dificuldade em respirar, Charles percebendo como eu fiquei chamou a atenção de Billy falando que se realmente ele era amigo e queria nos ajudar ele poderia começar ficando com a boca fechada.

Eu não queria causar problemas na amizade deles então pedi licença e sai correndo dali e antes de chegar na escada Jacob segurou meu braço e pediu um minuto, puxei meu braço com força e disse que não estava bem nos falaríamos outro dia, ele pediu, por favor, então virei e vi seu semblante triste ele deu um leve sorriso e pediu desculpas.

Mexi a cabeça em sinal que aceitava a desculpas então com a voz falhando disse que precisava tomar o remédio logo antes que meu mal estar piorasse, ele entendeu e me desejou melhoras e pediu assim que eu estivesse me sentindo bem era pra eu ir visitá-lo.

Respondi que iria ver então subi correndo, ele ficou me olhando eu me senti mal com aquela atitude, Jacob não tem nada a ver com o que aconteceu comigo, ele sempre me tratou com tanto carinho então parei e olhei pra trás e disse:

___Jacob obrigado por você ter vindo, assim que eu estiver me sentindo bem vou a La Push você está me devendo aqueles passeios lembra.

___É claro que lembro, vou aguardar ansiosamente pela sua visita.

Desejei boa noite a ele que me desejou o mesmo, subi tomei meu remédio e não demorou muito para Jacob e o Billy irem embora, Charles realmente ficou chateado nem os acompanhou lá fora como sempre fazia depois veio me ver, perguntou como eu estava respondi que havia melhorado depois de tomar o remédio.

Ele perguntou se eu queria conversar, respondi que não estava muito cansada, ele não questionou, me desejou boa noite eu desejei o mesmo ele saiu do quarto apagando a luz me deixando ali com o meu desespero da grande dor que me torturava todas as noites.

Permanência:

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

As vezes acordar, levantar, trabalhar, trabalhar, chorar, chorar, orar, implorar por um fim e acordar, levantar, estudar, trabalhar, deitar, chorar.

Assim seguiram os meus dias de casa para a escola, da escola para o salão da Gilda, do salão da Gilda para o Café da Martha, do Café da Martha para a casa onde o desespero da grande dor que me torturava me aguardava todas as noites.

Todas as noites ao me deitar eu acha que não agüentaria mais e seria a ultima de todas as que eu tive, mais um dia aparecia pela minha janela e o ciclo se reiniciava acordar, me levantar, usar o banheiro me trocar, descer preparar o café, sair pra ir a escola.

Depois ir trabalhar no salão da Gilda, depois voltar para casa arrumá-la e preparar o jantar do Charles, depois tomar um banho e ir direto para o meu quarto onde todo o desespero da grande dor invisível, mas palpável e profunda me torturava todos os dias ao deitar e ao levantar.

Dias após dias tudo era igual ou pior se ainda podia ficar pior minha vida aqui, parei de sair por ai com meu carro passei a andar a pé, andar e me exercitar aliviava um pouco a minha dor pelo menos durante o dia.

Para não ser consumida pelo desespero da grande dor invisível, mas palpável e profunda me afastei de todos e de tudo que fazia a dor aumentar, trabalhar e trabalhar era o meu destino.

Para não inventar mais desculpas para não sair com Lucy e meus amigos eu não atendia mais os telefonemas e nem fazia mais outras matérias a não ser o inglês e o treino com o professor Neill que ocupava quase todas as manhas depois ia trabalhar com Gilda e alguns dias na semana com a Martha.

Graças a Deus Charles estava muito ocupado com algumas ocorrências estranhas que haviam acontecidos nas redondezas de Forks e nas ultimas semanas ele estava saindo bem cedo e chegando bem tarde e devido ao trabalho exaustivo o cansaço de Charles encobria o meu choro noturno ou ele já havia se acostumado como eu.

Gilda também parou a cobrança com a minha presença nos cultos aos domingos, meus domingos eram bem ocupados eu fazia a faxina semanal nesse dia pois era um dos dias mais torturantes da semana era um dia ocioso sem aula, sem treino, sem trabalho, um nada a cada segundo a cada minuto e assim as horas aos poucos passa e a noite chega e com ela o desespero da grande dor que me tortura todas as noites.

Ausente:

Ficar em casa ultimamente e permanecer o tempo todo trancada no meu quarto ausente da vida de todos em Forks havia se tornado parte da minha vida, meus livros e meus CDs foram trancafiados em uma caixa no fundo do meu guarda-roupa, desde o dia que eu despertei após alguns dias em coma acordada.

Guardei todos os meus presentes em um armário longe dos meus olhos, e com muita dificuldade esvaziei a minha maquina, deletei todas as fotos que haviam nela.

Voltei a ficar junto as minhas arvores amigas elas eram o máximo sempre me ajudavam permanecendo em silencio absoluto, chovia levemente Mike ofereceu uma carona, mas dei sinal que não, agradeci e sai andando puxei meu capuz para proteger um pouco dos pingos frios que caiam.

Caminhar tendo como companhia florestas por todo o caminho é no mínimo deprimente para qualquer ser humano normal, mas para mim quanto mais ausência de vida e alegria me ajuda a suportar cada abrir e fechar dos olhos.

O movimento no salão não foi um dos melhores então Gilda nos dispensou um pouco mais cedo que o normal, tentei convencê-la a ficar até o fim, mas ela não aceitou e me mandou sair imediatamente.

Uma tanto chateada peguei minhas coisas e sai, como eu tinha tempo de sobra fui caminhando pra casa, como ultimamente eu vivo fora do ar não percebi um carro que se aproximou e me assustou parando ao meu lado, era o Charles dirigindo o meu carro olhando pra mim sem dizer nada deu sinal pra eu entrar.

Sem demora dei a volta pela frente e entrei com certeza ele iria querer explicações do porque eu estava andando a pé se minha picape estava funcionado perfeitamente bem, fomos para casa em silencio total, Charles não falou uma palavra até chegarmos em casa e como eu ultimamente prefiro o silencio total permaneci quieta o caminho todo.

Conversa:

Ele estacionou a picape e ficamos ali parados por alguns minutos, até Charles perceber que eu não ia dizer nada então ele pegou a chave e disse tudo bem vamos conversar lá dentro, eu abri a porta e sai, Charles me acompanhou e abriu a porta, eu entrei coloquei minha bolsa no sofá e fui parra cozinha pegar um copo de água ao voltar a sala Charles estava sentado aguardando pela minha explicação, sentei e disse:

___O que quer conversar comigo.

Charles respirou fundo e fez cara de poucos amigos então disse:

___Começando quero saber por que você está por ai andando a pé se sua picape está em perfeitas condições você pode me explicar isso.

___Charles eu só quis andar um pouco.

___Andar um pouco por que.

___Charles caminhar faz bem.

___Ane, por favor, eu não sei mais o que fazer para te ajudar o melhor é você voltar para o seu país e ficar com sua família.

___Charles você está me mandando embora da sua casa.

___Não Ane, só quero que você siga em frente e ficar aqui só vai piorar a sua situação e eu não estou te ajudando em nada com a minha ausência.

___Não estou te entendendo Charles, eu estou seguindo em frente eu voltei a estudar, a trabalhar só porque eu acho saudável caminhar estou errada.

___Ane você acha que eu não presto atenção nas coisas que acontecem debaixo do meu teto com os meus.

___Charles está tudo bem comigo eu só quis caminhar um pouco, mas se isso te incomoda muito não se preocupa amanha eu volto a usar o carro combinado assim.

___Ane não é só isso você sabe.

___Charles eu só quis caminhar o que tem de errado nisso.

___Ane você sabe que não é só isso, está tudo errado aqui.

___Charles eu estou bem.

___Não Ane você não está, você não voltou a ser a mesma pessoa de antes, você se isolou de tudo de todos e eu sinto muito em te dizer isso, mas você parece um ser sem vida vegetando por ai, você acha que ele vale tudo isso.

___Charles, por favor, pare com isso.

___Não eu não vou parar até te dizer tudo o que eu penso.

Ele veio e sentou ao meu lado e disse:

___Ane sua vinda aqui para essa casa foi à melhor coisa que aconteceu na minha vida, você trouxe alegria a um velho coração de um pai abandonado e eu jamais terei como agradecer isso, esse é o verdadeiro motivo que eu quero que você volte para a sua casa e recomece quero que volte a ser feliz, entenda uma coisa minha querida ele não vai voltar.

___Charles eu sei eu não quero falar sobre isso.

___Nem eu garota, mas você precisa enxergar a verdade eu sei como você se sente há alguns anos passei por isso, minha ex-mulher partiu levando um grande tesouro, sei como isso dói, mas eu não me entreguei segui enfrente e é isso que você precisa fazer, ele não merece tudo isso, nunca achei que ele merecesse o seu amor, o seu carinho a sua devoção a esse relacionamento que sempre me incomodou muito, mas você e os outros nunca me escutaram achavam que eu estava exagerando olha só no que deu.

___Charles eu sinto muito por você, mas estou bem preciso fazer o seu jantar e eu tenho alguns deveres escolares para resolver.

___Não precisa fazer jantar hoje, pedimos alguma coisa para comer quero resolver essa situação hoje.

___Quer que eu vá embora hoje mesmo.

___Eu não quero que vá embora não é isso que eu quero entenda.

___Entender o que, você acabou de me pedir para voltar para o meu país.

___Porque você precisa virar a pagina da sua vida e começar a escrever algo novo, traçar caminhos diferentes daqueles que você planejou aqui, tem muita vida a ser vivida, você é jovem e tem bastante tempo para encontrar a pessoa que realmente mereça todo esse sentimento que você tem ai dentro desse coraçãozinho machucado.

___Porque eu não posso virar a pagina aqui mesmo em Forks.

___Como, você se isolou de todos Ane não a vejo conversar com ninguém, seus amigos da escola pararam de te chamar pra sai, você nunca retornou as ligações do Jacob Black, nem mesmo com a Lucy você se relaciona mais.

___Não é verdade a Lucy não está legal está tendo problemas com o Paul.

___Não acredito nisso está acontecendo um tipo de epidemia nesta família.

___Não sei Charles, mas o pessoal da escola vai a um show em Port Angels e me convidaram se você não se importar que eu chegue tarde no próximo sábado eu fiquei de dar uma resposta pra Ângela.

___O filho dos Newtons vai.

___Eu acho que sim, não sei quem vai ainda, mas a turma estava bastante empolgada com o tal show.

___Que tipo de show.

___Charles eu ouvi por alto, mas acho que é um show de rock.

___Promete se cuidar.

___Porque ta me dizendo isso.

___Porque shows de rock normalmente envolve bebidas e muitas drogas.

___Tudo bem, eu sei me cuidar vou ligar para Ângela e confirmar minha presença ela está comprando os ingressos pela internet.

E assim terminamos nossa conversa Charles pediu pizza e subiu para tomar banho, eu esperei até ele realmente ligar o chuveiro para eu ligar para Ângela e pedir se eu podia ir com eles, afinal eu havia me afastado completamente deles e talvez minha atitude tenha os ofendidos demais para me deixarem acompanhá-los,

Para meu alivio total Ângela foi super amável comigo e disse que tinha ficado muito feliz por eu ir junto, só que era a Jessica que tinha ficado de comprar os convites, mas ela iria pedir para incluírem o meu nome, eu a agradeci muito e disse que amanha mesmo levaria a minha parte em dinheiro, ela toda meiga como sempre disse para eu não me preocupar.

Desliguei o telefone e fiquei muito preocupada em se tratando da Jessica, ela poderia não me incluir então liguei pro Mike e perguntei se ele sabia que banda iria tocar no tal show, então Mike todo curioso perguntou se eu queria ir, respondi se não haveria problemas eu ir junto, Mike todo animado respondeu que seria muito bom a turma estar reunida novamente.

Agradeci e disse que estava precisando muito da minha turma reunida comigo, Mike todo empolgado disse que não há nada melhor que uma saída com a turma, concordei e ouvi a pizza chegar então me despedi e fui atender a porta, Charles desceu fizemos nossa refeição em paz, deixei a cozinha limpa, liguei pra Lucy que me contou que estava muito triste com a atitude grosseira do Paul que começou a evita lá de uns tempos pra cá.

Eu a aconselhei do jeito que eu pude e prometi conversar com Jacob e descobrir alguma coisa, ela agradeceu nos despedimos eu desejei boa noite ao Charles que me desejou o mesmo, subi tomei um banho e fui deitar enfrentando mais uma vez o desespero da grande dor que me torturava todas as noites.

Cheguei na escola e vi a turma reunida me aproximei e cumprimentei a todos que foram bem receptíveis exceto Jessica que fez cara de o que ela faz aqui, mesmo percebendo que ela não estava gostando da minha presença entreguei lhe minha parte do convite do show de sábado, com uma fisionomia descontente pegou o dinheiro e disse:

___A é você vai também, Mike acabou de me contar.

___Se não houver problema eu gostaria, tem lugar pra mim no carro.

Mike e Tyler responderam que seria um prazer ter minha companhia, eu só precisaria escolher no carro de quem eu iria, meio sem graça respondi que era para eles tirarem na sorte e me avisar no carro de quem eu iria, todos riram o sinal tocou.

No caminho para a sala de aula Ângela toda carinhosa me fez um convite para irmos ao cinema, suas primas Jody e Tya estavam passando uns dias na casa dela então resolveram ir ao cinema amanha a noite e elas tinham ganhados ingressos para um lançamento semanal.

Eu não queria ser mal educada com ela, afinal todos estavam me tratando tão bem depois do surto de reclusão que eu havia me submetido, cocei a cabeça e com uma cara cheia de sinais duvidosos Ângela segurou o meu braço enquanto os outros entraram na sala e sorrindo disse que não era um filme de romance era de terror cientifico.

Sorri sem graça e respondi uma noite de garotas, ela me olhou com uma carinha animada e respondeu uma noite com as melhores amigas eu ri e a agradeci, Ângela era realmente uma grande amiga, entramos pra aula.

Chegando em casa encontrei Charles terminando o jantar achei super estranho, mas nada comentei, durante o jantar contei a ele sobre a noite de garotas que eu e minhas amigas faríamos no dia seguinte ele todo feliz me deu sua permissão para sair como se eu tivesse pedido.

Até me deu um dinheiro extra, eu disse que não precisava, mas ele foi irredutível e me fez prometer levar o celular dele já que o meu estava trancafiado em algum lugar, arrumei a cozinha, subi tomei um banho e fiz o que tinha de fazer.

Desci para dar boa noite ao xerife que me fez prometer ligar pra ele assim que eu chegasse em Port Angels avisando que estava tudo bem, ele iria chegar tarde e eu não precisava esperá-lo, eu prometi e desejei boa noite e subi para enfrentar o de sempre o desespero da grande dor que me torturava todas as noites.

O dia começou como sempre escola, trabalho e no final do expediente pedi para as meninas me darem uma mãozinha com o visual, pois ia sair pela primeira vez com minhas amigas, depois de dar um tempo.

Elas entenderam e não fizeram mais perguntas, prepararam meus cabelos, unhas e maquiagem eu agradeci e fui direto pra casa deixar o carro e esperar as meninas, ainda bem que íamos ao carro da Ângela, pois Jessica ainda esta ressentida comigo, me troquei e liguei pro Charles avisando que estava saindo.

Ele agradeceu pela consideração me desejou boa diversão, não demorou muito para Ângela passar me pegar, ela me apresentou suas primas que estavam bem animadas com o filme, Jessica me cumprimentou com mau humor, eu sorri então fomos para a nossa noite de garotas.

Comprei uma coca zero e fui para fila guardar nossos lugares na fila enquanto elas compravam pipocas, doces e bebidas uma das primas da Ângela perguntou se eu não ia comer nada, respondi que não estava com fome preferia comer depois, íamos ao Mcdonalds.

O filme realmente não tinha nada de romance, mas estava deprimindo mais ainda o meu estado deprimido então disse ao ouvido da Ângela que ia ao banheiro e ver quem tinha me ligado senti meu celular vibrar dentro da bolsa, ela sorriu em sinal de ter entendido.

Sai na hora certa, minha respiração já estava falhando peguei o remédio dentro da bolsa ainda bem que o Charles me lembrou de trazê-lo, fui ao banheiro tomei o remédio e fiquei um pouco ali sentada até melhorar, peguei o celular, mas não retornei porque não sabia de quem era e o celular não era meu.

Sai do banheiro e fiquei andando pelos corredores respirando um pouco de ar puro e o celular tocou novamente era o mesmo numero fique indecisa se atendia ou não, com certeza não era pra mim ninguém sabia que o celular do Charles estava comigo, mas e se fosse alguém precisando falar urgente com Charles então pensei bem e depois de tanta insistência atendi.

Para minha surpresa do outro lado da linha era o meu grande amigo Jacob Black feliz em me avisar que tinha comprado com seu próprio dinheiro um celular incrível, eu parabenizei-o, ele todo sorridente me agradeceu e disse que a primeira ligação foi para minha casa, eu perguntei desde quando ele havia aprendido português, rindo muito respondeu-me:

___Eu quis dizer que liguei para a sua casa aqui em Forks.

___Você ligou para a casa do Charles.

___Que é sua casa agora ou você se mudou e não avisou ninguém.

___Não eu ainda moro lá, mas como você sabia que o celular do Charles estava comigo.

___Simples quando ninguém atendeu eu fiquei meio frustrado, então meu pai como é super gente boa me disse que precisava falar mesmo com Charles ligou pra ele e perguntou sobre você e o Charles disse que você tinha ido ao cinema com suas amigas, quis saber o porquê então ele disse que eu precisava falar com você e o Charles que é tão gente boa quanto o meu pai disse que você estava com o celular dele e era pra eu ligar pra você então estou eu agora conversando com você estou atrapalhando.

___Nem um pouco o filme é horrível ainda bem que eu não paguei um centavo para assistir aquilo, eu estava até me sentindo mal então falei com uma das meninas que precisava ir ao banheiro e ver quem estava me ligando e agora estou eu aqui falando com você alem da novidade do celular tem algo mais que queira me contar.

___Tem muitas coisas que eu tenho que te falar, mas precisa ser pessoalmente afinal você me deve uma visita lembra.

___Me desculpa Jacob ultimamente eu não sou uma boa visita, mas eu não me esqueci que estou te devendo assim que eu puder irei prometo.

___Que tal nesse fim de semana, ta tendo corrida de motos aqui perto da reserva com muitas manobras radicais e trilhas inexploradas ta afim.

___Jacob sem querer ser estraga prazeres eu vou deixar para uma próxima vez tem um show nesse fim de semana aqui em Port Angels e eu não sei que horas vou chegar, quero tirar o domingo para descansar e organizar a casa, não fique com raiva de mim.

___Ane, eu com raiva de você de onde tirou essa idéia eu adoro você sua bobinha só queria compartilhar algumas novidades com você.

___Você já está compartilhando seu bobinho ou tem mais e quais são.

___Tem muito mais, mas você precisa vir aqui e ver com seus próprios olhos não da pra contar por telefone.

___Nossa Jacob agora eu fiquei curiosa adianta só um pouco, por favor.

___Tudo bem tem a haver com o evento que está acontecendo aqui.

___Você também comprou uma moto vai participar da corrida Jacob Black você sabe dirigir motos o que mais sabe fazer em.

Jacob todo feliz e convencido disse-me que sabia fazer muitas coisas e pilotar era uma delas e que se eu quisesse saber mais novidades teria que ir domingo lá, eu pensei um pouco e prometi dar uma resposta no domingo de manha.

Jacob é tão insistente quanto eu quando quer algo então antes de nos despedirmos ele disse que eu iria melhor mais rápido experimentando um pouco de adrenalina, eu disse que estava precisando de muitas coisas, mas um pouco de adrenalina para começar não seria nada mal.

Ele todo convencido disse que isso era um sim, ele me aguardaria no domingo e era pra eu me agasalhar bem, tentei dizer algo, mas ele foi se despedindo e me desejou boa noite e nos veríamos no domingo.

.Ao desligar o telefone percebi que havia rido espontaneamente achei interessante faz algum tempo que eu não faço isso, nem percebi que havia ficando tanto tempo com Jacob no telefone quando decidi voltar ao filme vi as meninas saindo.

Acenei para elas que vieram onde eu estava sentada, as primas da Ângela começaram a fazer piadinhas comigo devido o meu fraco por filme de terror, sorri então Jessica com um humor nada feliz perguntou se podíamos ir logo pra lanchonete que ela estava com fome e isso estava deixando ela mais irritada do que já estava.

Eu e Ângela nos olhamos então Jody disse que Jessica estava muito estressada precisando de uns beijos na boca todos riram exceto Jessica que levantou e disse o quanto Jody era estúpida, Tya complementou dizendo o que ela estava precisando mesmo era um pouco de adrenalina, Jody rindo disse:

___Você acha que um beijo na boca e de língua não é o suficiente para começar a encher alguém de adrenalina.

Jessica disse algumas coisas desagradáveis e saiu andando, Ângela chamou a atenção das primas que disseram o quanto Jessica estava sendo chata e estraga prazeres eu concordei com um sinal e Ângela respirou fundo gritou por Jessica e pediu para nós irmos,

Concordei e meio sem jeito pedi desculpas, Jody toda curiosa quis saber o porquê eu não tinha feito nada, respondi que Jessica estava sim por minha causa, Tya quis saber o que eu havia feito a Jessica, Ângela toda amiga como sempre respondeu que a culpa não era minha, Jessica estava assim porque Mike havia pedido um tempo no relacionamento deles então nos olhamos e saímos atrás dela.

Ângela logo alcançou Jessica as duas conversaram um pouco e depois nos aproximamos, Jessica ainda com a cara amarrada disse que se não fosse muito pedir ela estava morrendo de fome, então Tya disse:

___Vamos antes que Jessica morra e eu não quero ser culpada por assassinato.

Todas riram as primas da Ângela eram muito divertidas, foi quando Jody gritou que precisamos voltar seu anel havia caído no cinema, Jessica bem mal humorada disse que ninguém se importaria com uma bijuteria fajuta, Jody bem ofendida respondeu que não era uma bijuteria fajuta era uma jóia de família.

Jessica estava irredutível não iria voltar, Ângela disse para eu ir com Jessica para a lanchonete enquanto ela iria ajudar a Jody, concordei e chamei Jessica que me olhou com uma cara estranha e saiu na frente, olhei para a Tya que resolveu nos acompanhar.

Disse a Ângela que iríamos fazendo o pedido, ela e Jody pediram para a Tya pedir o mesmo que o dela, Jessica reclamava um monte foi quando eu resolvi me desligar um pouco e atravessei a rua num impulso deixando Jessica e Tya seguirem enfrente do outro lado da calçada Tya gritou porque eu havia atravessado e antes deu responder Jessica brava respondeu que eu estava procurando confusão com uma pitada de adrenalina.

Balancei a cabeça e como um flash tudo se clareou, Jessica havia me dado uma idéia ou uma solução fiquei em êxtase, se tudo o que aconteceu comigo até agora bate com a estória do livro eu também posso tentar me arriscar para ter certeza que não foi um sonho tudo o que vive com Edward e se adrenalina é a chave para isso eu vou descobrir agora.

Sem dar muito atenção pedi pra elas irem à frente precisa conferir uma coisa o que Tya perguntou surpresa, afinal eu estava indo por um caminho escuro onde pessoas esquisitas bebiam e fumavam, não dei atenção, muitos carros iam e vinham então segui enfrente.

Algo subiu pela minha espinha e quando eu achei que o veria ou simplesmente ouviria, Ângela e Jody seguraram meu braço e perguntou o que estava havendo, onde eu estava indo, meio abalada com o susto respondi que eu jurava que havia visto um amigo meu do Brasil, Ângela estranhou, pois o lugar não era nada agradável então surpresa perguntou:

___Ane tem certeza, o lugar aqui não é muito freqüentado por pessoas de bem, quero dizer você não conhece por aqui então pode se perder e se andar mais um pouco pode se meter em problemas será que está me entendendo.

Olhei para ela meio confusa e pedi desculpas, concordei que eu podia realmente ter confundido e Jody sorrindo disse que até ela se confundiria tendo Jessica falando o tempo todo na cabeça dela, eu ri e perguntei se haviam achado o anel.

Sorrindo me mostrou o dedo, que bom eu respondi e do outro lado da rua Jessica e Tya nos aguardavam querendo saber o que tinha havido, respondi que pensei ter visto um grande amigo meu do Brasil, Jessica surtou e na maior grosseria disse:

___Que tipo de amigos você tem no Brasil que freqüentam esses lugares.

___Desculpa não entendi.

Ângela toda carinhosa disse:

___Jessica a Ane não é daqui ela não conhece o lugar.

___Como não conhece da pra vê que se andar para aquele lado é problema na certa não precisa nem ser muito esperto para ver o óbvio.

___Me desculpa meninas eu não quis causar problemas só achei que podia ser o meu amigo, eu sinto muito de verdade.

___Tudo bem Ane.

___Tudo bem nada, se algo acontecer com você envolveria todas nós, se está com problemas para resolver suas desilusões amorosas vai fazer esportes radicais, não há nada melhor para uma descarga de adrenalina.

Ela tinha razão em estar brava eu pedi desculpas a ela e sem dizer nada saiu andando, Ângela me olhando disse:

___Ane não liga pra ela, Jessica está agindo assim há algum tempo.

___Tudo bem, não há pessoa melhor para entendê-la do que eu.

Nós rimos e fomos para a lanchonete na volta ninguém estava muito animada para dizer nada então o silencio reinou ao me deixarem em casa pedi desculpas novamente, Ângela disse que estava tudo bem, bem pra quem Jessica respondeu então me despedi e nos viemos amanha na escola.

Cheguei em casa Charles não havia chegado ainda subi tomei um banho bem relaxante e fiquei pesando porque não aconteceu comigo, porque eu não o vi, porque não ouvi a bela voz do meu único e verdadeiro amor o que havia feito de errado.

Um desespero e um apertou em meu peito me fez correr pro quarto tomei o remédio, deitei e chorei muito, pois não tinha ninguém em casa eu poderia ser eu mesmo junto com o desespero da grande dor que me torturava todas as noites sem dar uma trégua.

Ao chegar à escola fui recepcionada por Jessica que me esperava no estacionamento para me entregar o ingresso do show de sábado, eu a cumprimentei e ela nada falou, me entregou o bilhete e virou, segurei o braço dela e pedi para esperar um pouco.

Ela olhou de lado disse que estava com pressa para aula, respondi que e o sinal não tinha dado ainda, ela bufou e disse que estava com pressa, eu a agradeci e pedi desculpas por ontem a noite, ela puxou o braço rispidamente e disse que tem coisa que não tem desculpas e saiu correndo.

Achei a atitude dela exagerada de mais se eu pudesse ter evitado tudo o que aconteceu eu seria a primeira a fazer, se algo assim acontecesse com alguém que eu gostasse com certeza apoiaria essa pessoa o máximo que eu pudesse, mas cada um é cada um e eu não tenho condições de fazer nada no momento.

Fui direto pra minha aula de literatura inglesa e depois para a aula de educação física onde Melissa me recebeu com maior desdenho de todos os tempos e o que mais me surpreendeu foi Jessica estar apoiando ela, ouvi calada os insultos delas, então sorri, levantei e me preparei para sair eu não sou boa em jogar nada mesmo.

O professor Neill quis saber onde eu estava indo, respondi que não me sentia bem e amanha faria meu treino em dobro, elas como sempre ficaram dando risadinhas, pra não voltar e partir pra cima delas eu nem olhei pra trás sai correndo e fui direto pro banheiro me trocar e ir trabalhar.

Durante o trajeto até o salão da Gilda, a noite anterior não saia da minha cabeça o que eu havia feito de errado porque a voz ou a imagem dele não surgiu diante de mim, eu estava em perigo quer dizer eu me coloquei em perigo é diferente.

Acho que todos tem razão ele nunca se importou de verdade comigo e ele foi bem claro “não seja estúpida em se colocar em perigo pois eu e Alice não estaremos por perto para te ajudar”.

Trabalhei, voltei para casa preparei o jantar do Charles, tomei banho e deitei, chorei em silencio como eu faço todas as noites, levantei uma ou duas vezes para usar o banheiro, me senti tão culpada em me sentir como estou me sentindo, mas não consigo evitar essa tristeza que me consome que faz sentir uma dor cortante aqui dentro do meu peito não é uma dor física, mas uma dor profunda como se minha alma estivesse tão ferida quanto meu corpo físico.

Eu não devia estar fazendo isso com Charles, ele já anda tendo tantos problemas no trabalho, ele ainda não chegou é tão tarde preciso fazer algo para que ele não tenha que se preocupar comigo, um problema a menos para o bom e maravilhoso xerife de Forks, meu pai americano merece e eu farei de tudo para não demonstrar mais minha grande dor a ele e a mais ninguém.

Sempre fui forte, nunca demonstrei meus medos e fraquezas por mais que o punhal esteja cravado aqui no meu peito, eu prometo não mais demonstrar meus reais sentimentos, sentada ali sozinha no escuro no ultimo degrau das escadas que levam ao segundo andar eu pedi a Deus uma ajuda, pedi para Ele em um tipo de oração que me ajudasse apesar de tudo o que eu pensei, sobre tudo que havia acontecido comigo tinha sido culpa Dele.

Por mais absurdo que seja culpei Deus por ter deixado Edward ir embora, levantei limpei minhas lagrimas e voltei para cama, onde o desespero da grande dor que me torturava todas as noites não diminuiu apesar deu ter pedido ajuda a Deus, acho que deve levar algum tempo para Ele voltar às pazes comigo afinal eu o culpei por algo que eu sabia desde o inicio estar totalmente errado e mesmo assim eu quis mais que tudo.

Eu tinha certeza de um rompimento, mas nunca podia imaginar que seria tão prematuro e dolorido.

Eu tinha certeza que sentiria dor, mas nunca podia imaginar que seria tão forte e desesperador.

Eu tinha certeza que sentiria a ausência dele, mas nunca podia imaginar o quanto isso dilacerai cada célula do meu corpo.

Eu tinha certeza do rompimento, da dor, da ausência, mas nunca podia imaginar o quão torturante é viver essa nova realidade de vida um desespero sem fim.

Notas finais
Boa noite.
Estão gostando comentem, por favor.
Recomendem.
convidem os amigos para compartilhar e ajudar a Ane a tirar sua grande dor do seu peito, e trazer sua ALMA novamente a vida.