Notas iniciais
Oiie meus amores. Voltei rápidinho, e trazendo um novo personagem. Quem será? kkk Boa leitura!

‘’ Sei que tudo vai dar certo. Só não sei quando! ‘’

O despertador tocou uma, duas, três, várias vezes e a minha preguiça de levantar da cama estava enorme até maior que eu. Mas eu tinha que levantar precisava acabar de arrumar os últimos detalhes da festa junina. Me levantei e fui direto para o banheiro, necessitava de um banho para ver se eu ao menos conseguia acordar um pouco que fosse. Liguei o chuveiro, e deixei a água cair sobre o meu corpo, eu queria ficar ali uma hora direto, mais o máximo que eu pude ficar foram míseros dez minutos. Desliguei o chuveiro, me enrolei na toalha e voltei ao meu quarto, abri meu armário e me vesti com uma calça jeans, uma regata preta, coloquei minhas botas, fiz uma traça em meus cabelos que estavam horríveis e sai do meu quarto. Chego á cozinha e encontro a Creusa que me recebe com um sorriso que eu retribuo. Me servo com uma xicara de café para repor as energias pois eu não tinha nenhuma e depois saio em direção ao local onde seria a festa junina.

Quando chego lá só encontro o Lucas que montava algumas meses de madeira, fico o observando, ele estava usando uma calça jeans surrada, uma botina ridícula, estava sem camisa e como sempre com aquele chapéu de caipira. Me aproximo de vagar de onde ele estava e o abraço por traz. Ele vira um pouco a cabeça e faz um beicinho. E aquele beicinho me fez ter uma vontade enorme de agarrar o pescoço dele e o encher de beijos.

– Você está atrasada. – Ele diz se soltando de meus braços.

– Eu sei. Desculpa. – Na verdade eu não sabia mas tive que assumir a culpa. – Onde estão os outros?

– Seu tio acabou de sair para buscar a sua amiga e sua professora.

– Ah sim!

– A gente podia aproveitar que eles vão demorar um pouco. E... – Ele diz com um sorriso de malicioso.

– Pra que? – Digo me fazendo de boba.

– Pra isso! – Ele diz se aproximando de mim e puxando minha cintura de leve.

Ele começa a me beijar e eu retribuo. Depois ele sobe uma mão até minha nuca e começa a me apertar mais. Em seguida ele começa a beijar meu pescoço, me deixar louquinha. Eu o empurro de leve ele já estava indo longe demais.

– Chega. – Digo um pouco assustada.

– Tá bem. Desculpa.

– Não precisa se desculpar. Acho melhor agente acabar de fazer o que resta para fazer se não vai ficar tudo pra última hora.

Ele balança a cabeça afirmando. Enquanto ele acabava de montar as mesas eu ia ás forrando com toalhas xadrez. Um tempo depois meu tio chega com as meninas. Eu e elas forramos as mesas, enquanto meu tio e Lucas e meu tio foram trazendo as bebidas para colocar no freezer. Com as mesas arrumadas e as bebidas em seus devidos lugares, fomos ajudar a Creusa com as comidas. Tinha barraquinhas de vários tipos de comidas, caldos, pipoca, milho todas essas paradas de festa junina. Iria até ter barraquinha do beijo. Uma menina e um menino do meu colégio os que eram considerados mais bonitos, um tal de Michael e um tal de Lara que haviam inventado isso, então eles que ficariam nessa tal barraca do beijo. Com tudo finalmente arrumado uns quinze minutos antes da festa começar eu fui para meu quarto precisava me arrumar.

***

Chegou á festa junina com quase uma hora e meia de atraso fazer o que né eu tinha que me arrumar ficar linda para o caipira ter olhos só pra mim. E claro que ele teria olhos só pra mim eu com certeza era a mais bonita daquela festa. Tinha colocado um saia jeans, uma blusa de botões xadrez, minha botas, feito duas tranças em meus cabelos uma de cada lado, bem tipo de festa junina. Olho em volta a procura do Lucas ou de alguém que conhecia, e de muito longe meus olhos param no caipira, ele estava lindo pela primeira vez na minha vida eu o estava vendo arrumado, acho que me apaixonei mais ainda, ele usava uma calça jeans justa, um botina desta que vez não tinha nada de horrível, uma camisa xadrez de botões igual a minha que por incrível que pareça também era vermelha igual a minha, nem se tivéssemos combinado estaríamos tão aparecidos. Sem contar que pela primeira vez ele estava sem chapéu e com os cabelos peteados. Em um certo momento ele me nota e me lança um sorriso de lado. Um sorriso que parecia me chamar, eu não resisti e me aproximei um pouco dele não ficando perto. E ele começa a andar de vagar e eu começo a segui – ló disfarçadamente para que ninguém notasse.

Ele para atrás da casa grande da fazenda perto da piscina e sorri para mim, e eu finalmente me aproximo por completo, deito minha cabeça em seu peito e ele beija minha testa.

– Esse é realmente o caipira que eu conheci? – Pergunto ainda encostada em seu peito.

– Sim. Quando eu quero eu sei me arrumar. – Ele diz todo convencido.

– Ah sim. Então está explicado, quando você quer ser convencido você se veste assim?

– Também. Mais hoje me vesti mais assim pra agradar meu amorzinho.

– Ah, você tem um amorzinho?

– Tenho. Você sua boba.

Ficamos um tempo ali agarradinhos, sem ninguém lembrar de nos na festa estava ótimo ficar com ele daquele jeito sem ninguém para encher o saco, eram só nos dois e ninguém mais. Mais infelizmente nossa alegria durou pouco tivemos que voltar para festa para ajudarmos nas barracas e outra paradas. Ele volta primeiro e eu um tempinho depois para que ninguém percebesse. Ele foi para barraquinha de pipoca e eu para de cachorro quente que ficava do lado. Porque ele não ficou na de cachorro quente que engorda mais do que a de pipoca. Sim, só de olhar eu já engorda, e só de preparar e ver alguém comendo eu engodava meio quilo.

A festa estava sendo ótima todos estavam se divertindo até meu pai, já minha mãe estava com um cara feia que só Jesus na causa dela. Meu tio finalmente havia conseguido ao menos danças um música daquela horrorosa que estava tocando com a Maristela. E estava com um sorriso enorme no rosto. Ele era muito bobo. De vez enquanto eu e Lucas trocávamos olhares ou sorrisos disfarçados. Isso era o máximo, eu pela primeira vez na minha vida estava ficando com um caipira sem eira nem beira, e ainda por cima escondido de tudo e de todos, isso mesmo ninguém a não ser eu e ele sabiam que nos estávamos juntos. Mais no fim da festa quando o movimento estava um pouco mais fraco, eu debrucei meus cotovelos na barraquinha e apoiei meu queixo nas minhas mãos olhando para o Lucas e para pessoas em volta até que de repente eu vejo uma pessoa que eu conhecia muito bem passar pela porta principal da fazenda puxando uma mala e com uma mochila nas costas, meu coração quase saiu pela boca, fiquei branca igual um cera. Era a ridícula da Paulinha minha prima bonitona que morava no rio se equilibrando em um salto agulha, balançando seus cabelos louros. Ela me vê e abre um sorriso falso. Sim ela era muito falsa. E ela também havia acabado com a minha festa junina e com o resto das minhas férias.

Notas finais
Espero que tenho gostado do capítulo, e também da priminha da Helen que vai trazer muitos problemas para ela. Comentem. Beijos e até o próximo capítulo *-*