Notas iniciais
Eu sei, por favor, não me matem. Eu simplesmente foquei em outras histórias e esqueci completamente dessa. Eu sinto muito mesmo, foi uma grande falta de consideração e sinto que devo recompensar... Esse capítulo foi escrito com muito carinho e Oh, aviso logo: Se vocês forem puritanos demais, NÃO LEIAM O FINAL! Amo vocês!

– Clarisse... — começou Harry, mas não sabia muito bem o que falar. Estávamos no elevador, a caminho do nosso quarto de hotel.

– O que?

– Eu...é... Não sei como falar. — eu fiquei meio apreensiva, mas sorri.

– Não precisa falar nada. — falei e ele apertou a minha mão.

– Eu sei que não falamos muito sobre isso, mas estou ansioso pra noite de hoje. — eu fiquei tensa, mas não tinha por que ficar. Eu sabia disso.

– Eu também, e até um pouco apreensiva.

– Não se preocupe com nada. — antes que eu pudesse responder, as portas do elevador se abriram. Nosso quarto era o único no corredor, e com certeza era magnífico.

Assim que Harry abriu a porta, meus olhos focaram na grande sacada que tinha no final do quarto. Andei apressada até lá, com os olhos focados na água, e não me decepcionei nada ao chegar lá. A vista dava para o Grande Canal e eu podia a Torre do Campanário ao longe.

– Harry, isso é simplesmente incrível.

– O melhor para a melhor esposa do mundo. — eu sorri e o beijei com o som da água ao fundo.

– Então, o que quer fazer primeiro? — perguntei e ele deu de ombros.

– O que quiser fazer.

– Podemos ir para Praça São Marcos tomar um café na Café Florian, que tal?

– Você viajou algumas horas para conhecer um Café que tem em Londres? — eu suspirei e olhei dentro dos seus olhos.

– O Café Florian é a cafeteria mais antiga do mundo, encanta o visitante só de olhar, não me insulte dizendo que todo lugar é igual. — Harry sorriu e abraçou a minha cintura me colocando na sua frente para que eu pudesse olhar para a água.

– Desculpe, eu esqueci que você é maníaca com essas coisas. Mas my queen, você é quem manda aqui. — eu ri.

– Ainda não sou rainha, mas agradeço.

– Sempre será a minha. — como eu não poderia me apaixonar por ele? Depois de longos beijos, trocamos de roupa e fomos andar pela cidade.

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– O que achou? — perguntou Harry. Depois de três horas de caminhada entre museus e uma visita ao Palácio Ducal sentamos no Café Florian para tomar o melhor café do mundo.

– Eu estou simplesmente encantada com tudo que vejo. Eu só tenho uma pergunta, estamos sendo seguidos? — Harry se mexeu desconfortável no banco.

– Sou um futuro rei e obviamente as autoridades foram avisadas da nossa presença aqui, ou seja, obviamente a segurança foi mais que reforçada. Por isso que ninguém parou a gente e não enfrentamos fila para nada. — eu suspirei.

– Não consigo aceitar esse negócio de correr risco de vida. — ele riu.

– Não somos da máfia, Clary. Não estamos correndo risco de vida, são só medidas de precaução. Não tem que se preocupar com nada. — suspirei mais fundo dessa vez.

– Você tem razão, estamos casados e tudo vai ser maravilhoso.

– Exatamente. Agora, o que quer fazer?

– Será que poderíamos passar de novo pela Ponte dos Suspiros? — perguntei e foi a vez dele de suspirar.

– Mas Clary nós já fomos lá. E eu achei a história meio mórbida.

– E é mesmo, mas mesmo assim. Quero me lembrar daquele lugar.

– Tudo bem, vou só curtir um pouco mais o meu café. — eu sorri.

– Você não disse que era igual ao de Londres?

– Está jogando as minhas palavras contra mim? Poderia te mandar prender por tal desacato. — eu ri ironicamente.

– Você pode ser muitas coisas, Harry. Mas tenho certeza que não é um tolo. — rimos um pouco antes de voltar ao lugar mais lindo de Veneza.

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Caminhamos sem rumo por horas, andamos de gôndola por uma hora. O gondoleiro simpático nos contou várias histórias encantadoras sobre a cidade e ainda cantou uma música tradicional veneziana o que só fez com que eu me apaixonasse ainda mais pela cidade.

Fomos ao Arsenal e sentamos na beirada, mesmo molhando os pés e provavelmente fazendo algo que não era permitido (acho que o fato de sermos o príncipe e a princesa de Londres, ajudou. Mas é só um palpite), curtimos muito a conversa. O cheiro de oceano, o barulho da água batendo na pedra e a conversa das pessoas na língua mais romântica do mundo me transmitiu uma paz que eu jamais tinha sentido antes. E eu não podia amar mais o Harry.

– Está pronta para ir? — perguntou ele e eu murmurei.

– Temos que ir?

– Clary, temos mais uma semana para curtir a cidade. Já está anoitecendo e eu estou com vontade de ir para o hotel. — eu assenti, afinal ele tinha sido incrível comigo o dia todo.

– Tudo bem, tem razão. Vamos andando!

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– Eu vou tomar um banho. — falei e Harry assentiu em silêncio, enquanto eu caminhava para o banheiro tentava imaginar no que Harry estaria pensando.

Enquanto o arrepio da água quente tomava conta do meu corpo, eu só conseguia pensar em uma coisa: no que aconteceria em seguida. Eu estava tão nervosa, como uma garota de 14 anos com o primeiro amor.

Ao sair do banheiro, Harry me esperava na porta com um sorriso que preencheu cada cantinho meu.

– Eu vou tomar banho agora, tudo bem? — perguntou e eu assenti em silêncio. Antes de entrar, ele me beijou sem encostar seu corpo no meu e eu percebi que estava fazendo uma força enorme para que isso não acontecesse, afinal eu estava de toalha (somos casados, agora. — me lembrei).

Quando Harry fechou a porta do banheiro, eu fui em direção ao closet com um sorriso. Mesmo agora que estávamos casados, Harry ainda estava tentando ser gentil e eu tinha que recompensá-lo. Ele esperou muito tempo por isso e eu confesso, que também esperei. Então, procurei na mala a lingerie que Júlia tinha me dado de presente de casamento. Cada detalhe de renda e seda só faziam com que eu ficasse mais ansiosa.

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Assim que eu ouvi a porta do banheiro abrir, respirei fundo e soltei meu cabelo, abri a porta do closet e ele me encarou. Seus olhos foram dos meus olhos até as minhas coxas, e ele sorriu. Eu também o encarava, analisei seu cabelo molhado e bagunçado, seus olhos azuis que transbordavam desejo ao olhar pra mim, seu abdômem definido, suas pernas firmes e não pude deixar de sorrir.

Harry vestia uma cueca branca como se soubesse que eu estaria vestida do jeito que estava. Quando ele começou a caminhar na minha direção com firmeza seus olhos focaram nos meus e minha insegurança foi se esvaindo aos poucos.

Ele segurou na minha cintura devagar sem tirar os olhos dos meus e ficamos exatamente assim por um tempo sem fazer nada, sem falar nada, apenas olhando um para o outro com um sorriso meio bobo no rosto. Depois de uns minutos, Harry me beijou devagar como se estivesse tendo cuidado comigo e eu correspondi seu carinho no ato. Pouco tempo depois nosso beijo ficou mais intenso e eu encostei na parede buscando apoio. Eu tinha esquecido como era respirar e isso pareceu inútil naquele momento.

Harry puxou as minhas coxas e eu entrelacei as minhas pernas em sua cintura sem parar de beijá-lo. Mal percebia que me carregava para a cama, não me importava mais. Ele me colocou devagar, com cautela em cima dos lençóis de linho. Harry tirou a minha blusa de seda em questões de segundo, enquanto eu olhava pra ele com curiosidade e claro, desejo. A quantidade de peças entre nós foi ficando cada vez menor e acabei ficando com medo novamente enquanto ele me olhava de todos os ângulos.

– Você é linda! — sua voz estava um pouco rouca e isso só deixava ele mais charmoso. Eu sorri, mas meus olhos ainda transbordavam receio. — Qual é o problema?

– Ainda estou com medo. — falei em um sussurro e ele sorriu.

– Confia em mim?

– Confio, claro, mas...

– Você não tem com que se preocupar. Agora eu sou seu e você é minha, para sempre.

Harry me beijou devagar e com paixão, me fazendo relaxar novamente. Depois de algum tempo, ele me olhou como se tivesse pedindo permissão e eu sorri fechando os olhos.

Notas finais
Eu tenho certeza que mereço comentários... u.u