Notas iniciais
Eu sei, eu sei. Estou a tanto tempo sem escrever que vocês devem achar que é até miragem, mas eu estava (a) sem internet e (b) super envolvida em outra história. Sinto muito mesmo por ter esquecido de PADC, mas estou de volta e espero que vocês curtam muito esse capítulo! :)

>>o Ponto de vista: Clary
Assim como no Rio de Janeiro, fotógrafos nos cercaram na saída do aeroporto em Londres. Harry segurava minha mão e eu a apertava, com um sorriso chegamos á saída e entramos no carro, seguidos por Edward e Angelina.
– E então? Como está se sentindo Clary? — perguntou Angelina encarando a janela.
– Como se tudo estivesse mudando. — confessei e ela riu.
– E está mesmo!
Encarava a cidade pela janela e tentei me imaginar governando todo aquele lugar, falando com pessoas importantes do mundo todo, sendo vista e ouvida, sendo alvo de especulações e mentiras, mas ao mesmo tempo de aplausos e adoração. Mesmo na minha imaginação, não fazia o menor sentido!
Quando eu percebi estávamos de frente para o palácio, minha futura casa e eu abri um enorme sorriso. Harry ainda apertava a minha mão e eu me sentia segura quase forte.
– Vamos? — perguntou e eu assenti.
Na porta um menino nos esperava, com um livro na mão sorriu ao nos ver. Seu cabelo loiro reluzia ao sol, seus olhos azuis serenos brilhavam de ansiedade e seu sorriso branco não tinha mais o ar infantil, com um susto percebi que era Tiago.
– Clarisse. — falou ele na entrada e eu corri para abraçá-lo. Ele foi pego de surpresa, mas me abraçou com ternura.
– Você cresceu tanto, quase não te reconheci. — falei e ele sorriu me analisando.
– Você também está... diferente! — falou me fazendo rir.
– Sem essa, Tiago. Ela é a minha princesa! — falou Harry atrás de mim.
– Ei, não me olhe assim. Eu não fiz nada. — piscou Tiago pra mim, e de alguma forma lembrei do Harry que eu conheci.
– Sim, eu sei. — falou Harry pegando minha mão e me levando para dentro.
– Seu irmão está tão diferente. — comentei e ele riu.
– Eu sei, eu também me assusto ás vezes. Tiago não é mais uma criança, Clary. — falou e eu sorri.
– Acho que ainda imaginava o menino que conheci.
– Eu sei, mas não deixe ele ouvir isso. — falou rindo.
Estava quase tudo do jeito que eu me lembrava, e pela direção que estávamos indo, eu ia ficar no mesmo quarto que eu fiquei da última vez.
– Lembra aonde estamos indo? — perguntou e eu sorri.
– Primeiro corredor depois do salão principal, primeira porta á esquerda. — Harry riu, pelo incrível que pareça eu poderia andar por aquele lugar de olhos fechados.
Eu olhava para todos os lados sem nem piscar e só pensava no futuro, no que estar ali representava e claro no quanto aquele garoto lindo de olhos azuis era deslumbrante.
– Clary enquanto não formos casados você terá que dormir aqui. O que é uma pena, mas são as normas da casa. Nada de dormimos juntos. — falou e eu ri.
– Como se eu fosse deixar você dormir comigo. — falei e ele deu de ombros.
– Nós já dormimos juntos, Clary.
– Sim, mas a situação era outra e sabe disso. — ele colocou as duas mãos na minha cintura e me encarou.
– Você sendo politicamente correta é tão irritante. — eu revirei os olhos tentando não me abater pela minha respiração que tentava descontrolar.
– Mas não foi por isso que você se apaixonou por mim? Por que eu era diferente? Se eu tivesse me jogado em cima de você desde o primeiro dia em que nos vimos, eu não estaria aqui hoje. — Harry sorriu e chegou mais perto.
– Você está certa, mas agora eu já sou seu e você já é minha. Já pode ser um pouco mais impulsiva, não acha?
Harry beijou o meu pescoço e eu acabei encostando na parede, suas mãos ainda estavam na minha cintura mas não estavam mais paradas, elas faziam desenhos fazendo minha pele se arrepiar e eu não conseguia lembrar como era respirar. Depois ele me beijou, como se mais nada no mundo importasse, como se tivesse só eu e ele, minha mãos foram no seu cabelo e eu empurrava levemente sua cabeça pra frente, pra mim.
– Ah gente, vão para um quarto. — essa frase me fez pular. Empurrei o Harry pra longe e encarei Tiago que nos encarava de volta com uma cara de enjôo.
– Tiago, é... Desculpe, vai para o seu quarto. — falou Harry visivelmente sem graça com a blusa amassada, o cabelo despenteado e a boca inchada.
– Sério? Harry, você e a Clary estavam atrapalhando o meu caminho se pegando no meio do corredor em vez de fazerem isso em um quarto. — falou deixando nós dois (muito) chocados.
– Eu já estava indo dormir, estou muito cansada da viagem. — falei sem graça e Harry me encarou.
– Ah não, espera. Quando a gente estava se entendendo... — começou, mas eu o interrompi.
– Harry, a gente pode conversar depois. Desculpe por isso, Tiago. — falei e fechei a porta.
Eu fechei a porta e respirei fundo umas três vezes antes da minha respiração controlar. Ainda podia sentir os lábios de Harry nos meus e suas mãos na minha cintura, isso era loucura. Mas pelo menos, eu tinha plena certeza do que eu tinha sentia não era errado. Só acho que a gente tinha que ir devagar, eu não esperei tanto tempo pra morrer na praia.
Tomei um banho e fui deitar, e antes de relaxar pensei em mil coisas. O quarto estava do jeito que eu me lembrava, até com as mesmas almofadas. Adormeci com as primeiras lembranças que tive naquele lugar, adormeci com um sorriso no rosto.

>>o Ponto de vista: Harry
– Por que está olhando assim pra mim? — perguntou Tiago pela terceira vez. Eu já estava com vontade de estrangulá-lo.
– Adivinha. — falei. Estávamos andando pelo corredor em direção a biblioteca.
– Eu estraguei alguma coisa? — perguntou e eu revirei os olhos.
– Sério? Se você tivesse voltado por onde veio quieto, nesse momento eu estaria ocupado...
– Eu entendi, eu entendi. Desculpe! — falou levemente sem graça.
– Esquece, só fale o que eu perdi enquanto estive fora. — falei abrindo a porta.
– Pois bem, infelizmente a libra caiu muito ontem e isso pode vir a ser um problema, mas meu pai já está vendo isso para você resolver outras coisas.
– O que eu tenho que resolver? — perguntei curioso. Tiago me encarou esperando que eu entendesse mas, continuei confuso.
– Você vai casar, Harry e virar rei. Não acha que é responsabilidade o suficiente? — eu parei por um tempo e assimilei as coisas.
– Isso mesmo, eu tenho que preparar o noivado. — falei.
– Exato, o pronunciamento oficial tem que ser feito o quanto antes já que você foi resgatar a sua noiva no Rio de Janeiro. E não tem coisa mais pública que isso. — falou e eu sorri.
– Tem razão, maninho. Eu tenho que esperar a Clary acordar para conversar com ela sobre isso, eu quero que ela decida tudo junto comigo.
– Por que isso agora?
– Não quero que ela tenha motivos para brigar comigo. — falei e Tiago riu.
– Você apaixonado é muito patético, mesmo. Eu estou com vergonha por você.
– Deixa de ser ridículo, agora me ajude em algo sério.
– O que quer que eu faça, Vossa Alteza? — perguntou e eu ri.
– As alianças, me ajude a achar as alianças. — falei.

>>o Ponto de vista: Clary
Quando eu acordei já era de noite, mas me sentia outra pessoa. Não sabia ao certo o que fazer, então achei melhor ir arrumando as minhas coisas no closet. Cada peça de roupa que eu colocava no lugar, era uma lembrança da primeira vez que eu estive lá e isso me deixou ligeiramente animada.
– Não sabia que já tinha acordado. — falou Harry parado na porta.
– Já faz algum tempo, eu estava arrumando as minhas coisas.
– Nós temos que conversar. — falou e eu assenti.
– Temos mesmo, gostaria de falar com você sobre algumas coisas que acho importante deixar claro. — falei e ele me encarou confuso.
– O que quer dizer?
– Sobre o que aconteceu mais cedo... — comecei, mas ele me interrompeu.
– Agora não, depois a gente fala sobre isso. Eu me precipitei, sei disso. Mas não foi sobre isso que vim falar, foi sobre o noivado.
– Ah, o que aconteceu? — perguntei apreensiva.
– Temos que fazer um pronunciamento oficial. Gostaria de saber se você quer uma festa? — perguntou e eu sorri.
– Não, não faço a menor questão. Eu gosto de coisas pequenas e fofas. Românticas, sabe? — falei e ele riu.
– Só para deixar tudo mais deixar mais difícil para mim, não é?
– Você que perguntou. — falei.
– Está certo. Eu pensarei em algo incrível, mas de qualquer maneira tem o pronunciamento para o mundo.
– Vou ter que me acostumar com os holofotes, né?
– Infelizmente sim, vem com o pacote. — falou e eu sorri. — Agora vem, vamos jantar.

Notas finais
Eu sei que não estou merecendo, mas eu gostaria muito que vocês dessem a vossa opinião. Obrigada! ;)