Notas iniciais
Seus lindooooos, eu sei que vocês são simplesmente incríveis mas eu realmente não posso aguentar mais... rs Eu necessito postar esse capítulo logo! :) Espero que gostem!

>>o Ponto de vista: Clary

Acordei com o toque do celular, eu tinha plena certeza de que era o Harry, mas quando vi era apenas a Júlia.

– O que foi? — perguntei sem um pingo de bom humor.

– Nossa, que recepção calorosa. — comentou e eu revirei os olhos, depois lembrei que ela não podia ver.

– Você ainda não disse o que quer.

– São dez horas da manhã, Clary. Você não ia encontrar o Harry hoje pela manhã? — essa pergunta me fez pular.

– Ah droga, será que ele me ligou? — perguntei e ela riu.

– Claro que te ligou, porque por algum motivo desconhecido ele conseguiu meu número.

– Ele ligou pra você? — perguntei surpresa.

– Sim, ligou.

– E o que ele disse?

– Perguntou se você dormiu aqui em casa, porque ele não estava conseguindo falar com você.

Imediatamente tirei o telefone do ouvido e olhei para o celular, três chamadas perdidas.

– Ah droga, eu tenho que desligar vou falar com ele.

– Faça isso antes que ele me ligue de novo. — falou Júlia com ar zombeteiro.

– Tudo bem e oh, obrigada.

– Amigas são pra isso! Agora, tchau! — falou e desligou o telefone.

Eu já estava separando uma roupa quando o Harry atendeu a minha ligação.

– Rodrigues! — falou e eu já imaginei o seu sorriso.

– Lewis! Acabei de ver que me ligou, sinto muito por não ter atendido.

– Tudo bem, acho que eu estava ansioso demais. — comentou sem graça.

– Ah não se preocupe com isso. — e rapidamente lembrei o real motivo da ligação — Então por que me ligou?

– Acho que temos que conversar! — comentou sério.

– Sim, eu sei. Quando você volta pra Londres? — perguntei

– Daqui a uma semana. Era pra ser uma viagem rápida. — falou e eu gelei, eu tinha pouco tempo pra resolver tudo.

– Tudo bem. Eu estou indo ao seu encontro. — falei.

– Combinado, te encontro daqui a meia hora em frente á Embaixada.

– Te vejo lá! — desliguei o telefone e corri pro banho. Fiz tudo em minutos, e em pouco tempo eu já estava ligando o carro com um copo de café na mão.

Enquanto eu dirigia até o Harry, pensei na rapidez que as coisas estavam acontecendo depois que eu e ele nos entendemos. Eu tinha pensando em voltar com ele, mas eu tinha tantas coisas pra resolver no Brasil antes de me mudar para Londres que eu não sabia se ia dar tempo

Estacionei o carro e liguei para os meus pais me encontrarem na Embaixada em dez minutos. Depois de muita reclamação, eu os convenci a virem ao meu encontro. Respirei fundo e liguei para o Harry que me encontrou na porta cinco minutos depois.

– Eu chamei os meus pais para virem aqui. — comentei e Harry mordeu o interior do lábio.

– Está certa. Será praticamente um anúncio oficial.

– Achei melhor conversar com todo mundo de uma vez, talvez assim seja mais fácil. — comentei.

– Ou talvez não. — comentou baixinho.

>>o

– Eu chamei todos vocês aqui para anunciar para todo mundo de uma vez só. — comecei. Estavam todos ali: minha mãe, meu pai, Harry, Angelina e Edward.

– Continue... — falou Edward.

– Depois de muito pensar, cheguei a uma conclusão. Eu amo o Harry, e estou disposta a encarar as consequências dessa decisão. — falei e Harry abriu o maior sorriso da vida dele.

– Isso quer dizer que você vai para Londres? — perguntou meu pai surpreso.

– Isso quer dizer que sua filha será a futura rainha da Inglaterra. — falou Angie sorrindo de um jeito quase orgulhoso.

– Tem certeza de que é isso que você quer? — perguntou minha mãe de um jeito preocupado.

– Mãe eu pensei como tinha prometido a senhora e entendo a sua preocupação. Eu vou ser bem sincera, eu sei toda a história de você, Angelina, Edward e meu pai. — ela me encarou surpresa assim como todos os outros presentes. — Ah, por favor, não me olhem assim! Vocês deviam saber que uma hora isso ia vir a tona, a nunca coisa que eu precisei fazer foi ler o seu diário, mãe.

– Você leu o meu diário? Achei que só as mães faziam isso com as filhas adolescentes. — falou ela e eu sorri.

– Mas eu fiz e descobri tudo o que aconteceu com vocês. Sei que você era apaixonada pelo Edward e que estava disposta a largar tudo para segui-lo. Sei também que agora você ama o papai de um jeito lindo, e que vocês viveram uma verdadeira aventura. Mãe, sei que você tá com medo por mim, mas não é necessário. Angelina é a prova de que você não precisa ser criada como a realeza para se dar bem no que faz.

Se fez um silêncio geral, minha mãe mal piscava e meu pai estava sério. Mas Angelina sorria, embora seu marido estivesse constrangido e pela cara do Harry essa história não era novidade pra ele também.

– Sei que você acha que eu não estou feliz por você, mas eu estou. Você é minha filha e eu te amo muito, estarei te apoiando e caminhando junto com você, não importa a sua decisão. — falou minha mãe me deixando aliviada, então eu encarei meu pai.

– Sinceramente eu não sei o que a família Lewis tem que encanta tantos corações, mas eu estou feliz por você. Embora eu adoraria ver você formada em Pediatria, vou me orgulhar de você independente da decisão que tome. — falou meu pai me fazendo sorrir, corri para os braços dos meus pais e os abracei emocionada. Eu não estava pronta para deixá-los, mas tinha que seguir minha vida.

– Clarisse, nós estamos muito felizes que seja você a seguir a minha linhagem. Harry não poderia ter escolhido uma rainha melhor, eu confio em você e no bem que você pode fazer pela Inglaterra. Seja bem vinda a família! — falou Angelina e eu fiz uma reverência com um sorriso imenso.

Mas o rosto que eu estava esperando desde que eu tomei minha decisão estava bem na minha frente. Seus olhos azuis me encaravam brilhando e seu sorriso zombeteiro fazia tudo valer a pena.

– Então você vai ser mesmo a minha rainha? — perguntou e eu dei de ombros.

– E você tinha alguma dúvida? — perguntei e ele segurou minha cintura.

– Algumas. — falou e eu sorri.

– Ah não seja ridículo, Lewis! — ele me beijou de um jeito calmo e sereno, afinal estávamos na frente de nossos pais. Mas mesmo assim só o fato de eu sentir suas mãos em minha cintura era motivo para fazer minhas pernas bambearem.

>>o

– Eu estou feliz e triste ao mesmo tempo! — falou Júlia sentada na minha cama. Passamos o dia todo fazendo as minhas malas e de certa forma estávamos exaustas.

– Eu sei, eu também vou sentir muita a sua falta. — falei e ela sorriu.

– O que vai ser de você sem mim? — perguntou e lhe joguei um travesseiro.

– Isso tudo é amor? — ela deu de ombros demonstrando indiferença, mas eu podia sentir seus olhos marejando.

– Tudo bem, eu confesso que você é como uma irmã pra mim! — eu sentei de frente pra ela e sorri.

– Júlia, você é a única pessoa que sabe exatamente o que eu estou pensando antes mesmo de eu abrir a boca. A pessoa que eu conto todos os meus segredos, a pessoa que me faz chorar de tanto rir quando a minha vontade é só chorar. Você foi a única pessoa que me aturou quando eu falava só do Harry...

– Você ainda fala só do Harry. — interrompeu ela com os olhos cheios de lágrimas.

– Eu sei e mesmo assim você está aqui. Obrigada por ser a melhor amiga que alguém podia ter! — quando terminei ela me abraçou e eu senti seu corpo relaxar.

– O que vai ser de mim sem você? — perguntou e eu não respondi porque eu não tinha forças pra isso mais.

>>o

– Eu não acredito que você não vai acordar cedo nem no dia que você vai para Londres! — gritou Júlia no meu ouvido fazendo com que eu despertasse.

– Oh God! I go to London!– falei sussurando e ela revirou os olhos.

– Clary querida, você ainda está no Brasil e aqui falamos português.

– Como se você não entendesse! — resmunguei levantando da cama.

– Mas não quer dizer que eu goste! — falou penteando os cabelos.

Pelo jeito Júlia já tinha tomado banho enquanto eu dormia, acho que estava mais ansiosa que eu.

Tomei banho devagar, tentando não pensar que talvez eu nunca mais voltaria nesse quarto. Tentando não pensar que toda a minha vida estava prestes a mudar.

– Vamos Clarisse, você ainda tem que se arrumar! — gritou Júlia na porta.

Não respondi. Me encarei no espelho e sorri, era o dia que eu tanto esperava, eu finalmente estaria realizando um sonho. Parte de mim estava nervosa, outra animada e uma pequena parte estava com medo.

Me arrumei devagar para curtir cada momento do meu último dia no meu cantinho particular. Júlia mexia no celular entendiada, ela me levaria no aeroporto, mas no fundo eu queria levá-la comigo na mala.

– Estou pronta! — anunciei e ela levantou a cabeça.

– So, let´s go!

– Quem está falando inglês agora? — perguntei e ela fez uma careta.

Meus pais me esperavam na escada e me ajudaram a carregar as malas, mandei uma mensagem para o Harry que também estava saindo. Antes de sair dei uma olhada na minha (antiga) casa e sorri, eu cresci ali e já estava com saudade.

– Vamos? — perguntou meu pai com o braço no meu ombro, eu respirei fundo e sorri pra ele.

– Vamos!

>>o

– Tem certeza que está tudo aqui? — perguntou minha mãe pela terceira vez antes de chegar ao aeroporto.

– Tenho mãe, tenho certeza! — falei com ar de riso.

– Tudo bem. — ela encarou a janela apreensiva.

Antes de chegar ao aeroporto um alvoroço chamou a nossa atenção atrapalhando a nossa passagem.

– O que está acontecendo? — perguntou meu pai e eu dei de ombros.

– Não sei, algum famoso deve estar chegando. — assim que falei Júlia riu.

– Sério que você falou isso? Clary, quem é o seu namorado?

– Harry. — falei e ela revirou os olhos.

– Ah Clary, o que vai ser de você sem mim? Você não pensou que isso pode ser por causa do rei, da rainha e do príncipe da Inglaterra? — a verdade me atingiu e eu me senti idiota.

– Mas é claro, e como eu vou passar?

– Por favor, você é a futura rainha! — falou ela pegando meu celular. Dois minutos depois ele apitou com a mensagem do Harry.

– Júlia, o que você está fazendo?

– Ora, avisando que estamos aqui. Mas que não conseguimos passar por causa dele e olha o milagre. — apontou pra frente.

Rapidamente um caminho foi criado para passagem do nosso carro e o fotógrafos cercaram. Eu fiquei constrangida, ao contrário da Júlia que se sentia em casa.

– Isso, minha cara Clary é a fama. Relaxe e aproveite! — anunciou ela dando tchau para a câmera. Coloquei a mão na porta e respirou fundo.

– Vamos lá! — falei.

Sai do carro e seguranças me cercaram, atrás de mim vinha os meus pais e a Júlia. De canto de olho percebi alguns empregados carregando as minhas malas e na minha frente sorrindo pra mim estava quem realmente me interessava.

– Como se sente? — perguntou Harry.

– Nervosa. — confessei e ele me deu um selinho fazendo com que os fotográfos chegassem mais perto.

– Não se sinta, vai ter que se acostumar com toda essa atenção e sorrir mesmo que não queira. — falou baixinho e virou para sorrir e acenar para as câmeras (literalmente!).

– Que horas é o nosso vôo? — perguntei e ele riu.

– Clarisse, eu sou um príncipe. Nós temos um avião! — e assim como antes me senti uma idiota.

– É claro que estupidez a minha. — falei e ele riu me abraçando.

– Relaxe, Rodrigues. Tudo vai mudar pra melhor, você vai ver! — falou no meu ouvido.

Caminhamos ao encontro do avião e encontramos minha família e a dele parados esperando a nossa chegada.

– E aí? Pronta para a fama? — perguntou Angelina com o seu sorriso característico.

– Claro que não! — falei e ela deu de ombros.

– Você ainda tem tempo para aprender!

Minhas malas já estavam no avião e tudo estava pronto para partir, menos eu.

– Mãe, eu vou sentir tanto, tanto a sua falta. — falei e ela me abraçou já chorando.

– Eu também, eu também! E não se preocupe, estarei lá na sua coroação e no seu casamento.

– Eu não estava preocupada. — falei e em seguida abracei meu pai.

– Pai, eu também vou sentir muito a sua falta. — falei e ele sorriu.

– Eu sei. — o abracei em meio a lágrimas. — Também sentirei a sua.

– Não se esqueça de mim! — sussurou Júlia com a voz embargada.

– E como eu poderia? Não esquece de me ligar todo dia! — falei e ela sorriu.

– Ligar? Pra isso que serve a internet. — eu a abracei apertado e senti suas lágrimas molharem meu cabelo.

– Pois bem, está na hora de ir. — dei um último adeus para minha família e entrei no avião.

>>o

– Clary? Clary? — chamou alguém. Alguém não, Harry.

– O que aconteceu? — perguntei acordando e ele sorriu.

– Olhe pela janela. — falou e eu me virei para encarar a paisagem. O Big Ben e o Parlamento reluziam a distância, a London Eye cintilava de longe.

– Quer dizer que...

– Welcome to London!

Notas finais
Sim, eu seeei! Perfeito, né? Beijoooos de chocolate! ;)