Notas iniciais
Oi, gente! Esse é o penúltimo capítulo da história T.T
Espero que gostem!

>>o Ponto de vista: Ana

Assim que Edward saiu daqui, eu arranquei aquele vestido e fui tomar um banho naquela banheira maravilhosa que tinha no meu quarto. Mas estar parada ali olhando pro nada só fez a minha mente lembrar o que tinha acontecido. Ah, meu Deus Edward ia se casar com a Angie, e tinha aquele beijo. Bom, o que está feito, está feito, mas o casamento ainda era algo que eu não entendia. As lágrimas rolaram com vontade e sozinha eu pude chorar rios de lágrimas porque ninguém ia perceber e foi isso que eu fiz. Meu coração estava quebrado, meu peito dilacerado. Por quê? Por quê? Por que eu simplesmente não podia me apaixonar por um garoto qualquer, que não tinha obrigações com um país inteiro? Ah, droga! Por quê? Nada estava bem!

>>o Ponto de vista: Edward

Vê-la dilacerada e magoada, cortava o meu coração. Eu nunca desejei tanto não ser o príncipe de um país, eu nunca quis tanto ser outra pessoa. Ser um garoto normal que possa ir ao cinema, levar ela pra conhecer seus pais sem ter que passar por seguranças e acordos, poder casar com ela quando a gente quisesse. Mas eu não sou essa pessoa, eu sou exatamente aquilo que não é o melhor pra ela. Eu queria poder fugir com ela pra outro lugar pra ficarmos juntos para sempre, mas mesmo que eu não ligasse para nada, ainda assim iam achar a gente, porque eu sou uma pessoa do mundo. Por que tudo tinha que ser tão complicado?

>>o Ponto de vista: Lucas

Assim que sai do quarto da Angie eu fiquei pensando no que eu tinha me metido. Claro que eu gostava da Ana, mas a Angie era uma garota incrível e eu me via nela, o que era um pouco assustador, mas de certo modo divertido.

Mas por outro lado, ver a Ana assim tinha cortado o meu coração. Ninguém merecia passar pelo o que ela tava passando e se bem que eu também era namorado da futura rainha. Quem diria que isso ia acontecer comigo? Só que o foco não é esse, eu vim pra esse lugar por um motivo e é isso que eu vou fazer.

- Aninha? – chamei na porta e ela atendeu. Ana parecia ter acabado de sair do banho, mas eu pude ver que ela estava chorando.

- Oi, Lucas! – falou fungando.

- Achei que você fosse precisar de mim! – falei e ela me abraçou. Ana encostou a sua cabeça no meu ombro e chorou.

- Obrigada por vir! – falou e me deixou entrar.

- Eu tinha que vir! Eu sou seu melhor amigo, lembra? E você precisa de mim! – falei e ela sorriu.

- Preciso mesmo! Por que eu tinha que me apaixonar pelo príncipe? – falou me encarando. Nós dois sentamos na cama dela e como sempre fazia, Ana abraçou uma almofada.

- Vai entender esse coração! – falei sinceramente.

- Lucas me responde uma coisa, e você e a Angie? – perguntou e eu sorri.

- Nós estamos namorando!

- E quando isso começou?

- Tudo começou quando ela percebeu que eu tenho um talento na hora de fazer cafuné, depois ela se apaixonou pelo meu tanquinho e as coisas aconteceram... – falei e ela riu.

- Só você mesmo pra me fazer rir agora!

- Eu tenho esse dom!

- Você é um amigo incrível e eu tenho um convite pra te fazer.

- Pois diga! – falei

- Ed pediu para que eu fique até o casamento, e eu queria saber se você quer ficar aqui também... – falou meio receosa, mas eu nem pensei.

- Claro que sim!

- E a faculdade?

- Dane-se a faculdade, eu já não gostava muito daquilo mesmo! – falei e ela sorriu.

- Obrigada! – falou e deitou colocando a cabeça no meu colo.

- O que você tá fazendo? – perguntei e ela sorriu.

- Eu quero que você faça cafuné em mim. – falou fechando os olhos.

- Seu pedido, nesse caso, é uma ordem!

E pouco tempo depois ela dormiu com o rosto sereno, a Ana era uma garota incrível e surpreendentemente forte e corajosa. Não é qualquer garota que aguentaria ver o seu namorado com outra garota, principalmente se ela for a sua melhor amiga! Se bem que eu ia ter que encarar a Angie com outro cara também. Eu to começando a ter raiva desse Edward, pela segunda vez ele fica com a minha garota! Cara idiota!

>>o Ponto de vista: Angie

Acordei com uma baita dor de cabeça, minha mente latejava e tudo rodava. Mas eu tinha que encarar o dia porque ele seria com certeza, bem cheio.

- Angelina? – chamou alguém na porta

- Pode entrar! – falei deitada com a cara no travesseiro.

- Acorda Angie! – falou Edward cutucando o meu ombro.

- O que você tá fazendo aqui de madrugada? – perguntei

- São onze horas da manhã. Acorda! – falou e eu me virei para encará-lo.

- O que foi? – perguntei

- Está na hora de você se arrumar, vamos almoçar com os ministros. – falou tirando o cobertor de cima de mim.

- Ah, por que eu tenho que ir? – perguntei

- Você é minha noiva esqueceu? Agora vamos Angie! – falou me pegando pela cintura e me colocando de pé.

- Ah, entendi! Que roupa eu devo usar? – perguntei

- Melhor eu escolher, vai tomar um banho e quando sair estará bem aqui. – falou entrando no meu closet.

Entrei no banho revoltada, quando eu aceitei casar com Ed ninguém falou nada de me acordar cedo para almoçar com ministro nenhum. O pior é que eu não vou saber de nada do que eles estão falando.

- Edward? – gritei de dentro do banheiro.

- O que? – respondeu.

- Será que vai ter alguma esposa de ministro lá? – perguntei

- Provavelmente sim!

- Ah, tomara! Eu não quero ser a única mulher!

- Não se preocupe com isso!

- Cadê as minhas roupas? – perguntei saindo de roupão e ele se virou surpreso.

- Eu ia levá-las para você! – falou sem graça.

- Ih, relaxa! Cadê as roupas? – perguntei e ele me entregou um vestido de alças finas amarelo. Apertado no busto com saia rodada com uma barra de filó por baixo que ia até o joelho.

- Fiquei surpreso de ver que você tem roupas que não sejam apertadas ou curtas. – falou quando eu entrei no closet fechando a porta.

- Na verdade assim que eu decidi que ia me casar com você, fui até a costureira real e comprei algumas roupas. – falei a verdade.

- Fez você muito bem!

- Sim, eu sei. Mas em casa eu pretendo usar moletom e não casaco de lã fina com estampa de poá. – falei e ele riu.

- Em casa você pode usar o que quiser. – falou com ar de riso.

- Acho bom mesmo! – falei abrindo a porta para escovar o cabelo.

- Você ficou linda nesse vestido, querida noiva. – falou sorrindo.

- Obrigada, querido noivo. – falei escovando o cabelo pra fazer uma trança de lado.

- Angie, a partir de hoje você terá uma assistente pessoal, porque você terá muitos compromissos. Então já que Charlie é o meu, eu pensei que a Ana poderia ser a sua. – falou olhando pra mim, eu estava me olhando no espelho, mas me virei.

- Ana, trabalhando pra mim? – perguntei surpresa e ele assentiu.

- Sim, se você quiser é claro.

- Ana trabalhando pra mim é a realização de um sonho! – falei animado e ele riu.

- Por favor, não faça a Ana fazer coisas sem sentido.

- Eu não prometo nada! – falei sorrindo. Depois de vinte minutos eu terminei de me arrumar.

- Vamos querido? – perguntei e ele sorriu.

- Agora querida! – falou me dando o braço que eu aceitei sorrindo. Pelo menos por enquanto a gente tava se divertindo com a situação.

>>o

O almoço foi bem chato, as mulheres falavam o tempo todo de roupas, sapatos, dinheiro, dinheiro e dinheiro. Depois de uma hora e meia bem longa, nós voltamos pra casa.

- Eu estava muito entediada. – falei no carro com Edward, claro que a gente tinha motorista.

- Depois de um tempo você se acostuma.

- Eu espero que não! – falei e ele riu.

- Não sei se você tem escolha.

- Edward, o engraçadinho.

- Relaxa Angelina! – falou zombando de mim, idiota! Eu olhei pra ele e depois pra janela sem dizer nada. Só encostei a cabeça e fiquei pensando no que me esperava.

- No que eu fui me meter? – falei mais pra mim mesma do que pra ele, mas Ed ouviu.

- Quer andar pra trás? – perguntou sério.

- Não, é só que eu não esperava nada disso.

- Nem eu, Angie, nem eu.

O silêncio reinou no caminho de volta e eu estava louca pra ir pra casa, botar uma calça e um moletom. Mas antes tive que passar por um bando de fotógrafos e tive que sorrir para todos eles, assim que eu consegui chegar em casa, arranquei aquela roupa e fiquei feliz novamente.

>>o

O tempo foi passando, cada dia que passava eu parecia mais uma rainha, aprendi a falar espanhol e francês, por enquanto. Meu guarda roupa foi modificado, fui a vários eventos importantes, tudo o que eu vestia virava moda, eu era fotografada a qualquer lugar. Eu continuava namorando o Lucas e Ed continuava namorando a Ana, mas para o resto do mundo eu e Ed éramos um casal jovem e apaixonado.

Ana era a minha assistente e ela era muito boa. Graças a ela, eu não perdi compromisso nenhum e não me atrasei pra nada. Ana e Lucas pediram transferência para a faculdade de Medicina aqui em Londres e agora eles estudam aqui. As coisas começaram a se normalizar na medida do possível, mas quando chegou a véspera do meu casamento, eu estava uma pilha.

- Ana pelo amor de Deus, me diz que você conseguiu marcar meu horário no SPA. – falei surtando dentro do carro de motorista com a Ana, a caminho da última prova do meu vestido.

- Angelina Bittencourt, é claro que eu consegui. Eles cancelaram com todo mundo no dia para toda a equipe estar disponível para você. – falou ela digitando algo no computador.

- Ah, que bom! E o florista você conseguiu falar que eu quero copos de leite, rosas brancas e flores de cerejeira?

- Sim, ele falou que foi pessoalmente no Japão buscar as flores de cerejeira pra você!

- Ótimo! Mas alguma coisa?

- Não, relaxa Angie! Vai dar tudo certo! – falou pegando a minha mão.

- Obrigada, eu não sei o que faria sem você amiga! E eu sinto muito por tudo o que eu te fiz.

- Eu to feliz por te ajudar com tudo, eu não ia conseguir ficar no Brasil em paz sabendo que você estaria aqui precisando de mim. – falou sorrindo.

O carro estacionou em frente à costureira e eu saltei animada, parecia que meu coração ia explodir de emoção.

- Senhorita Bittencourt? – chamou alguém no fundo e eu me virei. – O vestido espera pela senhora.

- Obrigada! – falei caminhando até o fundo da loja.

E lá estava ele me esperando, o meu vestido de noiva. Ele era obviamente branco com o corpete bordado flores de cerejeira rosa claro à mão, a saia era armada e viam barras de seda de cada lado que se encontravam ao lado e “lacrados” com um galho de flores de cerejeira. Era muito perfeito.

- Ana! Ana! – falei apertando o braço dela animada.

E quando eu me encarei no espelho vestindo aquela perfeição, meus olhos lacrimejaram de emoção. Era algo inexplicável, eu olhei pra Ana e ela sorriu me dando a mão. Eu estava muito emocionada e feliz por passar por esse momento com ela.

- Você está linda!

- Obrigada, amiga! Você não sabe o quanto eu estou feliz por estar aqui contigo!

- Eu também, embora o contexto não seja o dos melhores, mas eu estou feliz de estar aqui.

Saímos de lá direto pra casa porque ia ter festa de despedida de solteira pra mim. Ana e Simoné que prepararam tudo o que me deixou meio curiosa e nervosa também, porque Ana podia até ser fofinha, mas Simoné era louca, então nunca se sabe.

- Ana eu pretendo ir ao casamento amanhã, então nada de drogas como em Se Beber Não Case. – falei e ela riu.

- Eu deixei essa parte com a Simoné! – falou e eu a encarei.

- Ih, já era! – falei sorrindo. Eu tenho certeza que ia ser divertido.

>>o

Minha despedida de solteiro foi no salão mais afastado dos quartos do palácio. As meninas não queriam fazer lá, mas se fizesse em qualquer outro lugar iam ter fotógrafos e a confusão era certa, então não.

Foi tão divertido, nós dançamos, rimos, bebemos, curtimos até a última gota. Mas tivemos que parar às três da manhã por que eu tinha que dormir. Eu estava ansiosa, animada, nervosa e enlouquecendo. Era o dia do meu casamento.

Notas finais
Reviews?? *-*