Paixão Além Da Coroa 2 - O Amor Supera Barreiras
16 Capítulo 16
Notas iniciais
>>o Ponto de vista: Edward
– Você é um grande idiota! — falou Charlie.
A festa já tinha acabado, todos já estavam em seus quartos e eu estava levando a maior bronca do meu melhor amigo.
– E você acha que eu não sei? — falei sentando no sofá em frente a minha cama, encarando um closet enorme praticamente vazio, já que as coisas da Angie não estavam mais lá.
– Você já tentou falar com ela? — perguntou.
– Claro que sim, mas ela não me escuta.
– E o que vai fazer?
– Ainda não sei! Eu estou pensando em um jeito de fazer ela me escutar, mas ela não vai querer até a Ana e o Lucas irem embora.
– Então você vai ter que esperar. Não tem outra opção!
– Eu sei, eu só desacostumei a dormir sozinho!
– É só por uma noite! Agora eu vou lá, porque estou com sono! Acabei de chegar de viagem lembra?
– Tudo bem, vai lá!
Assim que o Charlie saiu do quarto, eu tomei banho e fui deitar. Tirar todas aquelas almofadas e o cobertor de cima da cama, não era a mesma coisa sem ela. E eu estava sentindo muito a sua falta!
>>o Ponto de vista: Angie
A minha cama parecia muito maior e eu não estava conseguindo dormir, não queria pensar no que tinha acontecido, não queria pensar no que eu estava sentindo. Mas não podia evitar, a cena do beijo era repetida várias vezes na minha mente. Eu estava muito chateada pelo fato de ter acreditado que Ed podia se apaixonar por mim do jeito que eu me apaixonei por mim.
E o que a Simoné disse continuava martelando na minha mente: "Foi você que roubou o namorado dela!" . Ouvir isso assim me fez pensar no que estava fazendo, será que eu acceitei ser a rainha pela atenção que isso ia me dar, pelo fato de ter Edward pra mim, ou pela Ana? As coisas não estavam nada fáceis!
>>o
– Bom dia, Vossa Majestade! — falou alguém mexendo no meu ombro.
– Bom dia! — falei me virando para encarar quem falava comigo: era Simoné. — Ah, é você!
– Também te amo! Agora levanta!
– Por quê?
– Porque a sua amiga está voltando pra casa daqui a uma hora.
– Já estou levantando! — falei indo ao banheiro.
Tentei não pensar no Ed, nem na Ana, nem no Lucas em nada. Mas nem a água quente me fazia relaxar.
– Angie, o que vai vestir? — perguntou Simoné assim que saí do banheiro. Eu olhei para as minhas roupas naquele closet que não parecia ser o meu.
– Não sei, acho que hoje eu vou ser eu mesma.
– Como assim?
– Nada de vestidos fofos, vou usar calça de couro preta, blusa justa vermelha e jaqueta branca, salto alto branco no estilo gladiadora, cabelo solto cacheado e óculos escuros.
Simoné sorriu e assentiu, sentou no sofá de frente pra minha cama e ficou mexendo no celular até eu ficar pronta.
– Simoné, você dormiu aqui? — ela ficou sem graça e levantou a cabeça.
– Você quer mesmo saber?
– Não precisa responder, já entendi.
– Muito obrigada! Vamos tomar café da manhã? — perguntou
– Vamos! — falei saindo do quarto seguida por ela.
>>o
Assim que chegamos na sala onde tomamos café da manhã percebi os olhares em mim, os pais de Ed não estavam lá o que era um alívio, mas mesmo assim todos que estavam presente ficaram surpresos. Fazia tempo que eu não vestia uma roupa assim e eu estava me sentindo ótima!
– Angie, você está... — começou Ana.
– Muito gata! — continou Lucas me fazendo rir.
– Obrigada! — falei sentando ao lado de Ed, mas relutante.
– Você está linda, Angelina! — falou Edward e eu apenas balancei a cabeça confirmando. Todos perceberam que as coisas estavam tensas.
– Ah gente eu vou sentir tanta falta de tomar café da manhã com vocês! — falou Ana.
– Aninha, vamos sentir a sua falta! — falei e ela assentiu balançando a cabeça.
Tomamos café da manhã em silêncio e eu sentia os olhares de Edward em mim, eu não sei porque ele estava assim. Eu o poupei de ter que explicar o que estava acontecendo, e a gente tinha combinado de conversar depois que Ana e Lucas fossem embora, mas agora não tem porque.
– Lindos, vamos para o aeroporto? — falou Ana.
– Vamos! — falei e todos nós levantamos.
– Cada um vai no seu carro? — perguntou Lucas.
– Claro que não! Vamos de limusine! — falei e olhos da Ana se iluminaram.
– Vocês são demais! — falou ela andando na frente.
Eu fui andando devagar e Charlie ficou pra trás para falar comigo.
– O que aconteceu? — perguntou.
– Como se não soubesse.
– Eu quero ouvir de você.
– A gente pode conversar mais tarde? — perguntei, mas não esperei pela resposta. Andei mais rápido e entrei no carro logo depois da Ana e Lucas.
Depois que os empregados colocaram as malas no carro, nós fomos. No banco que dava de frente para o motorista estava eu, Ana e Simoné, e no lateral estava Ed, Lucas e Charlie. Nós cantamos, conversamos, rimos e brincamos até o aeroporto, mas quando chegamos o clima de despedida ficou tenso e ninguém falava nada.
– Promete que vai ligar assim que chegar no Rio? — falei pra Ana e ela já estava quase chorando.
– Claro que sim! E você promete que vai me ligar todo dia pra contar o que está acontecendo?
– Claro! — falei e a abraçei. E nós ficamos assim por um bom tempo, depois fui falar com Lucas.
– Também vai sentir a minha falta? — perguntou.
– Óbvio! Você é especial! — falei e ele sorriu.
– Tudo bem, eu também vou sentir a sua falta! — falou e me abraçou. Eu comecei a chorar com o rosto na curva do seu pescoço, enquanto ele fazia carinho no meu cabelo.
– Desculpa! — falei e ele sorriu.
– Não tem que pedir desculpa! — Lucas me deu um beijo na bochecha e eu sorri. Eu ia sentir tanta falta deles!
Assim que me virei, Ana estava falando algo no ouvido do Ed e eles estavam abraçados, eu não queria ver essa cena e não queria ver se eles iam se beijar então virei de costas e encarei o nada.
A primeira chamada para o voô foi feita e eles começaram a se arrastar para entrar no avião, mas antes Aninha voltou e me abraçou de novo chorando.
– Desculpa por tudo! — falei e ela balançou a cabeça.
– Não, eu é que peço desculpas! — falou e saiu correndo de novo.
>>o
– O que você vai fazer agora? — perguntei para Simoné.
– Agora eu vou sair com Charlie e você vai falar com Ed.
– Não, eu não vou. — falei saindo da limunise seguida por ela.
– Sim, você vai. — falou pegando a minha mão e saindo atrás do Ed.
– O que você está fazendo?
– O que você não tem coragem! — falou e pegou a mão dele também, fazendo ele ficar surpreso.
– Simoné, para onde você está me levando? — perguntou ele e olhou pra mim, mas eu desviei o olhar.
– Edward, eu resolvi fazer as coisas do meu jeito! — falou e parou em frente a um chafariz no jardim do palácio. Charlie chegou minutos depois correndo.
– O que está acontecendo? — perguntou ele surpreso.
– Charlie, querido, eu estou fazendo as coisas do meu jeito! Agora eles vão conversar! — falou ela soltando a minha mão e a de Ed.
– Eu não tenho nada para conversar com ele! — falei e ela me deu beliscão. — Ai! Ficou maluca?
– Cala a boca! Agora quem manda sou eu! — falou firme me deixando surpresa. Charlie começou a rir e ficou do lado de Ed, e Simoné ficou do meu lado. — Agora, Ed quero que você comece!
– Tudo bem! — falou ele meio desconfiado. — Angie, eu quero que você me escute e me deixe explicar.
– Vai, continua! Estou ouvindo! — falei e ele continou.
– Eu sei que você seguiu a gente, e sinto muito pelo o que aconteceu.
– Não quero que sinta. Eu ouvi muito bem você falando que estava apaixonado pela Ana e vi você a beijando.
– E depois? — perguntou e eu olhei pro lado.
– Eu fui embora! — falei e ele suspirou.
– Se você tivesse ficado até o final saberia o que aconteceu!
– E o que aconteceu? Vocês se beijaram um pouco mais? Ela também falou que estava apaixonada por você?
– Claro que não! A Ana me fez perceber o quanto eu sou apaixonado por você!
Eu o encarei sem entender, nada aquilo fazia sentindo. Como assim gostava de mim?
– Pode explicar? — perguntei e ele sorriu.
– Ela perguntou em quem que eu penso antes de dormir e adivinha o que eu disse? Angie é você que está nos meus pensamentos, nos meus sonhos, é você que faz com que eu seja diferente, melhor. — por um momento eu não sabia o que dizer, mas rapidamente eu me recompôs.
– E aquele olhar que você dava para Ana? Foi a minha imaginação?
– Não, não foi. Eu realmente estava com ciúme, mas não porque eu sou apaixonado por ela, mas sim por sentir que ela estava me esquecendo.
– Então você quer dizer que...
– Angelina, eu sou perdidamente, patéticamente, ridiculamente apaixonado por você!
Eu nem pensei e corri para beijá-lo, e nossa eu estava quase explodindo de felicidade. O Edward estava apaixonado por mim, apaixonado por mim.
– Eu confesso que estou achando isso tudo muito lindo, mas nós temos que entrar não acha? — perguntou Simoné.
– Tudo bem, e obrigada! — falei e ela sorriu.
– De nada, agora eu estou afim de ir ao cinema. Vamos? — perguntou para Charlie.
– Por mim tudo bem, vamos todos? — perguntou pra gente e fomos todos a "sala de TV".
Nós sentamos bem distantes de Simoné e Charlie, mas não fazia a menor diferença já que só tinha a gente lá. Foi muito bom ficar perto de Ed de novo e poder beijá-lo, ficar de mão dada, encostar minha cabeça no seu ombro...
>>o
Eu estava pronta pra dormir e o Ed também quando meu celular começou a tocar.
– Quem será? — perguntei, mas logo em seguida lembrei. — Aninha!
– Então atende logo! — falou Ed e eu sentei na cama ao lado dele.
– Aninha! — falei e lá estava ela acenando.
– Angie, eu não ia te ligar porque aí é meia noite. Mas como eu prometi, estou ligando!
– Você está no aeroporto? — perguntei.
– Estou! O Lucas está buscando nossas malas! — Ana mostrou Lucas chegando com várias malas.
– Oi, gente! — falou largando as malas no chão.
– Oi, Lucas! Estou aliviada por terem chegado bem! — falei
– Obrigada, agora tenho que ir! Antes de ir pra casa, Lucas e eu vamos á praia. — falou e eu ri.
– Pra praia? Mas aí não é de madrugada?
– Aqui daqui a pouco está amanhecendo, e nós vamos esperar o por do sol!
– Tudo bem, divirtam-se! — falei e ela riu.
– Ah, pode deixar! Vocês também!
– Tudo bem! Beijos!
– Beijos! — e ela desligou.
Coloquei meu celular em cima da mesa de cabeceira e ajudei o Ed a arrumar a nossa cama. Ali com ele percebi que mesmo que minha vida tenha dado uma reviravolta surpreendentemente maluca, eu estava amando tudo isso!
– Ed! — chamei e ele me encarou.
– O que foi?
– Eu acho que eu não disse.
– Não disse o que?
– Que eu estou perdidamente, ridiculamente e pateticamente apaixonada por você!
Ed sorriu, me puxou pra cama e me beijou, logo depois veio as risadas. Tudo estava tão lindo, que eu não conseguia imaginar como um dia eu nunca tinha pensando na possibilidade de ser diferente!
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