XXII-Paixão.

Ah, se eu soubesse,

Quem inventou a partida,

Quem reabriu a ferida,

Quem amou apaixonadamente.

Longe dos nossos campos,

Há uma verdadeira harmonia,

Entre beijos, entre carinhos,

Posso ouvir som de corais vindos de longe,

Reinos de paixão;

Não há medo, só emoção.

Ainda sim, perplexos,

Há a inveja que consome os olhos

Daqueles que de longe observam.

Mas por que?Há amor para todos.

Os olhos dela continuam virados,

Observando.

Ele se agacha, pega a mão de sua amante,

E nela deposita um beijo.

Seu coração palpita e sonha,

Sonha alto e sonha baixo,

Grita, não há problemas

A não ser que sonhos não se realizam.

Um anel ele põe ali.

A outra observa e chora.

Sai correndo, não se importa

Que os olhares deles caiam sobre ela.

Ela vai para o rio,

E lá se joga.

A água desce,

A água consome,

Ela está bem,

Acabou.

Finalmente acabou.

Não vale a pena a paixão

Se quebrar o seu coração.

Não vale a pena amar,

Se souberes que vai te matar.

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