Pais por acaso
81 Jacob- Porque ela era meu lar. E eu o dela.
Os dois policiais se despediram com um aceno sério, depois de pegarem o depoimento da Nessie. Eu acompanhei os dois até a porta e agradeci pela rapidez no atendimento. Ainda com a porta entreaberta, fiquei alguns segundos parado, respirando fundo. Não era fácil ver minha família envolvida com polícia — mesmo que como vítimas. O peso disso ainda queimava no meu peito.
Quando voltei para a sala, Bella estava abraçando a Nessie, acariciando seus cabelos com delicadeza. Edward permanecia ao lado delas, em silêncio, mas sua expressão denunciava o que ele estava sentindo: preocupação, raiva contida… e culpa. Talvez por não ter protegido a filha como achava que devia.
Me aproximei e toquei de leve o ombro da Nessie.
— Eu vou contratar segurança. Pelo menos por um tempo, enquanto isso tudo se resolve.
Ela se afastou do abraço da mãe e me olhou, os olhos já mais calmos, mas firmes.
— Jake… não. Eu não quero viver cercada. Não quero dar esse poder para ela. Quero viver em paz, com minha filha, com você… como uma família normal.
Bella suspirou, trocando um olhar com Edward.
— Filha, às vezes proteger o que amamos exige sacrifícios. Não é se esconder… é se preservar.
Edward assentiu com a cabeça.
— E você não vai estar sozinha. Nós vamos estar aqui, sempre. Com você, com o Jake, com a Serena.
Renesmee respirou fundo. Sabia que odiava sentir-se vigiada, mas o que tinha acontecido naquele dia foi demais até para ela suportar.
— Tá bom. — Murmurou. — Por enquanto.
Beijei sua testa em agradecimento, aliviado por não ter que discutir isso com ela agora.
Bella sorriu com ternura.
— Nós vamos ver a nossa netinha antes de ir, pode ser?
— Claro — ela respondeu, forçando um sorrisinho.
Vi os dois irem em direção ao quarto da Serena, e por um instante, ficamos só nós dois na sala. A luz suave da tarde entrava pelas cortinas, dourando os cabelos da Nessie. Ela ainda estava com o mesmo moletom do passeio no parque, as mangas cobriam parte das mãos, e o olhar, mesmo cansado, ainda tinha aquela luz que me desarmava.
Me aproximei devagar, me sentando ao seu lado no sofá. Toquei seu rosto com carinho.
— Você é a mulher mais forte que eu conheço, sabia?
— Não me senti nada forte hoje, Jake.
— Mas foi. Você protegeu nossa filha com tudo que tinha. Não importa se foi com medo… você enfrentou. — Sorri de leve. — E me deu um baita susto também.
Ela riu baixinho, se inclinando pra encostar a cabeça no meu ombro.
— Só de ver você ali, vindo correndo… era como se o mundo tivesse parado. Eu sabia que ia ficar tudo bem.
— Sempre vai. Enquanto eu estiver aqui… sempre vai.
Ficamos em silêncio por um momento, até ouvirmos a porta do quarto se abrir. Achei que fosse Bella ou Edward, mas era Joseph. O garoto parou na entrada da sala com um olhar distante, triste.
Renesmee se endireitou no sofá, preocupada.
— Joseph… você tá bem?
Ele hesitou antes de responder.
— Não vou mentir. Tô… triste. Confuso. Machucado. Mas… ela ainda é minha mãe. E ver o que ela tentou fazer hoje… só me mostra que ela precisa de ajuda. Séria.
Me levantei e fui até ele, pousando uma das mãos em seu ombro. Nessie fez o mesmo, vindo em silêncio, abraçando o garoto de lado.
— Você é um bom garoto, Joseph — falei, sentindo orgulho. — Ninguém pode tirar isso de você.
— E você não tá sozinho, ouviu? — Renesmee completou, olhando nos olhos dele. — A gente tá aqui. Com você. Pra tudo.
Ele assentiu, visivelmente emocionado. E ali ficamos, os três juntos, unidos pela dor… mas mais ainda pelo amor. Pela força que essa família carregava, mesmo nos dias mais sombrios.
E no fundo do meu peito, eu sabia: nada, nem ninguém, ia nos separar.
Serena tinha acabado de mamar e agora estava aninhada nos meus braços, com os olhinhos pesando de sono. Caminhei com ela pelo quarto, embalando de leve, sussurrando palavras doces que ela ainda não entendia, mas eu dizia mesmo assim.
— Você é meu maior presente, minha pequenina. A princesa do papai… Tá segura agora, tá bem? Eu vou sempre cuidar de você. Sempre.
Ela soltou um bocejo preguiçoso, quase me fazendo rir, e esfregou o rostinho contra meu peito antes de se render ao sono. Com cuidado, como se o mundo tivesse virado silêncio, a coloquei no bercinho, ajeitei a cobertinha com bichinhos e beijei sua testinha macia.
Verifiquei tudo. As janelas estavam trancadas, a tranca da porta acionada. Desliguei as luzes do teto, deixando só o abajur de ursinho ligado, com aquela luz âmbar suave que deixava o quarto todo com um ar de sonho bom. Me certifiquei de que o monitor estava ligado e, só então, me afastei.
Ao sair, passei pelo quarto do Josh. A porta estava entreaberta e vi ele na escrivaninha, inclinado sobre os livros, rabiscando alguma equação no caderno.
— Vai dormir, garoto, já tá tarde — falei, com um sorrisinho.
Ele olhou pra mim por cima dos óculos.
— Tenho prova semana que vem. Química. Preciso garantir a média.
Me aproximei e encarei a equação no caderno.
— Você esqueceu de inverter a base aqui — apontei, e ele me olhou surpreso.
— Sério? Caramba, faz sentido. Valeu, pai.
— Sempre. — Inclinei-me e beijei o topo da cabeça dele. — Boa noite, Josh. Tenta descansar também, tá?
— Pode deixar. Boa noite, pai.
Fechei a porta suavemente e segui até o nosso quarto.
Quando entrei, fui direto atingido pela cena mais bonita do meu dia inteiro: Renesmee saía do banho, só com a toalha amarrada no corpo, os cabelos úmidos caindo soltos pelos ombros, as bochechas coradas pelo vapor do chuveiro. Ela me viu e sorriu, aquele sorriso que sempre me desmonta.
— Uau… — falei, encostando na moldura da porta. — Se você soubesse o efeito que causa…
Ela riu, com aquele brilho travesso nos olhos.
— Sei sim. E gosto bastante.
Me aproximei devagar, puxando-a suavemente pela cintura. A toalha deslizou um pouco, revelando mais do que escondia, mas eu mantive os olhos nos dela, envolvido por sua presença.
— Você é linda, Ness. Minha linda. Minha bonequinha.
— Você só me chama dessa forma quando tem terceiras intenções— provocou, mordendo o lábio.
— É? Então deixa eu te mostrar minhas intenções.
Inclinei o rosto e a beijei com calma, como quem agradece por tê-la ali. Suas mãos vieram parar na minha nuca, os dedos entre meus cabelos, e por um momento, só existíamos nós dois — o mundo lá fora, as preocupações, tudo desaparecia. Só havia o toque dela. O cheiro doce da pele recém-banhada. O amor que era só nosso.
— Que saudade desse cheio, dessa pele.
Renesmee olhou em meus olhos e soltou o nó que prendia a toalha ao seu corpo — Não sabe como estou com saudade.
Dei um sorriso com o canto dos lábios e tirei a camiseta — Eu também ruivinha, louco de desejo, de saudade de foder você...mas...não acha melhor...
— Não — Disse ela tocando meus lábios com uma cara dengosa — Não faz isso comigo.
A beijei com volúpia, deslizando minhas mãos por suas costas até sua bunda e apertei, senti o sorriso dela entre o beijo, a ergui e a deitei na cama lentamente e com cuidado, parei o beijo e desci com os lábios por seu pescoço inalando aquele cheiro de sabonete líquido — Saudade dessa pele bonequinha — sussurrei dando leve mordidas em sua pele.
— Jake...
Ela gemeu quando beijei seus seios, que estavam bem maiores aumentando meu tesão, minha boca deslizou por sua barriga e ela afastou as pernas e eu me deliciei em sua intimidade úmida enquanto sentia suas mãos puxando meus cabelos.
— há Jake...
— O que você quer bonequinha?
— Que me fo..da.
Tirei a calça de moletom com pressa junto com a boxe e deitei meu corpo sobre o dela a invadindo de uma só vez, Nessie gemeu e abafei seu gemido com um beijo sentindo sua buceta me apertando e suas pernas envolverem minha cintura, me movi lentamente sentindo as paredes dela se contraírem, tentei ser carinhoso mais meu tesão falou mais alto, a fodi forte liberando todo desejo acumulado por meses. Colei nossas testas e olhei em seus olhos sentindo suas unhas cravarem em minhas costas e sorri ao vê-la gozar me derramando dentro dela logo em seguida.
E ali, naquele quarto onde tantos sonhos se concretizaram, eu soube que, mesmo depois de um dia como aquele… tudo ia dar certo. Porque ela era meu lar. E eu o dela.
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