Pais por acaso
38 Jacob- Manhã a dois
A noite passada tinha sido longa. Minha mente não parava de repetir os últimos acontecimentos, o olhar de Nessie ao dizer que precisava de tempo, a forma como me senti exposto e vulnerável pela primeira vez em anos. Decidi ignorar suas ligações e mensagens, algo que nunca fazia, mas precisava de espaço para reorganizar minha cabeça.
Quando a manhã finalmente chegou, fui despertado novamente pelo som insistente da campainha. Sentei-me na cama, bocejando e esfregando os olhos.
— Parece que virei o ponto de encontro preferido de todo mundo ultimamente. — Murmurei, ainda sonolento, enquanto caminhava até a porta.
Ao abri-la, meu coração deu um salto. Lá estava Nessie, seus cabelos soltos caindo sobre os ombros, e uma expressão que misturava ansiedade e determinação.
— Nessie?
— Posso entrar? — Ela perguntou, sua voz baixa, mas cheia de urgência.
— Você não precisa pedir. — Respondi, dando espaço para ela passar.
Ela entrou e virou-se para mim, seus olhos brilhando de uma forma que me fez esquecer qualquer frustração que eu sentia.
— Está tudo bem com você? E com o bebê? — Perguntei, imediatamente preocupado.
Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ela deu um passo à frente e me envolveu em um abraço apertado, seu rosto contra o meu peito.
— Jake, eu te amo. — Disse ela, sua voz embargada, mas firme.
Por um momento, fiquei sem palavras. Passei os braços ao redor dela, segurando-a com cuidado, como se pudesse protegê-la de tudo. Finalmente, um sorriso escapou de meus lábios.
— Sabe, eu estava começando a achar que você só queria me testar. — Brinquei, tentando aliviar a tensão. — Mas não precisava invadir minha casa de manhã cedo para declarar isso.
Ela riu, um som leve que sempre conseguia me desarmar.
— Você é impossível.
— E você ainda me ama. — Retruquei, inclinando-me para beijá-la.
O beijo foi lento, cheio de significado. Quando nos separamos, fiquei olhando para ela, memorizando cada detalhe de seu rosto.
— Eu nunca vou deixar você duvidar disso. — Falei suavemente.
Ela sorriu, e naquele momento, todas as dúvidas e frustrações desapareceram, substituídas por uma certeza absoluta: eu faria qualquer coisa para proteger nossa pequena família.
Nessie afastou-se um pouco de mim, os olhos ainda fixos nos meus, com uma mistura de culpa e hesitação.
— Jake, eu preciso te explicar... Sobre ontem. — Ela começou, sua voz baixa. — Eu não disse "sim" porque... não é que eu não queira. É só que tudo está acontecendo tão rápido. A gravidez, os olhares das pessoas, minha família tentando se ajustar... e, agora, o casamento.
Eu a observei em silêncio, deixando que falasse. Nessie sempre precisou de espaço para organizar os pensamentos, e eu respeitava isso.
— Eu só... eu não quero que pareça que estou fazendo isso por obrigação ou porque é o esperado. — Ela continuou, os olhos cheios de sinceridade. — Quero que seja porque estou pronta, porque tenho certeza de que é o momento certo.
Inclinei-me para tocar seu rosto, acariciando sua bochecha com o polegar.
— Ei, não precisa se desculpar. — Disse, minha voz suave, mas firme. — Eu entendo, de verdade. Isso não é uma corrida, Ness. Eu pedi você em casamento porque te amo, mas nunca vou forçar nada.
Ela relaxou um pouco com minhas palavras, embora ainda houvesse uma sombra de preocupação em seu olhar.
— Eu só não quero que você pense que estou fugindo de nós dois.
— Nem passou pela minha cabeça. — Respondi com um sorriso. — Se tem algo que aprendi com você, é que tudo vale a pena quando a gente faz no nosso tempo.
Ela suspirou, parecendo aliviada, e abriu um pequeno sorriso.
— Obrigada, Jake. Você é... incrível.
Eu ri, fingindo modéstia.
— Eu sei. — Brinquei, e antes que ela pudesse me bater no ombro, abaixei-me um pouco e a peguei no colo.
— Jake! — Exclamou, rindo e tentando protestar. — O que você está fazendo?
— Aproveitando que você disse que me ama. — Respondi, carregando-a em direção ao quarto. — E garantindo que você descanse, porque, honestamente, entre ontem e hoje, você está precisando de um pouco de paz.
Ela riu novamente, enlaçando meus ombros enquanto eu a levava.
— Você é impossível, sabia?
— Já me disse isso. — Sorri, inclinando-me para beijá-la suavemente. — E você ainda me ama.
Ao chegarmos ao quarto, deitei-a na cama com cuidado, ajeitando os travesseiros atrás dela. Sentei-me ao seu lado, observando-a com carinho.
— Agora, sua única obrigação é relaxar. O resto, a gente resolve depois.
Ela sorriu para mim, seus olhos brilhando com gratidão e algo mais profundo.
— Obrigada, Jake. Por tudo.
— Sempre. — Respondi, abaixando-me para beijá-la novamente, sentindo meu coração aquecer, minha mão deslizou por sua cintura e em um gesto rápido Nessie passou o corpo ficando sobre o meu e se sentou em seguida.
— Hoje sou eu quem mando— Ela disse dando um sorriso.
Coloquei minhas mãos debaixo da mina nuca enquanto a observava tirar o vestido que usava — Eu sou todo seu.
Nessie curvou o corpo e me beijou, minhas mãos escorregadas por sua cintura escorregando até a bunda dela e enfiei as mãos por dentro da minúscula calcinha de renda que ela usava, eu já estava totalmente "duro" quando escorreguei a calcinha dela para o lado e penetrando de uma só vez. Nessie gemeu apoiando as mãos em meu peito, a segurei pela cintura e movi o quadril debaixo dela.
— Rebola pra mim ruivinha.
— O céus, Jake—Ela gemeu .
Me sentei na cama e a abracei forte a fazendo cavalgar sobre mim, a sentia engolir meu pau de uma forma prazerosa
— Tem ideia do quanto é gostosa minha bonequinha— Sussurrei prendendo o rosto dela entre minhas mãos enquanto ela subia e descia de forma rápida.
— Jake eu, eu vou...
— Goza Ness, eu adoro ouvir quando você goza.
Ela sorriu jogando a cabeça para trás e eu curvei meu corpo abocanhando um dos seios dela, o corpo dela se contorceu sobre o meu quando ela gostou, a apertei contra meu corpo gozando segundos depois.
Eu me espreguicei na cama, sentindo o calor de Nessie ao meu lado. O sol já passava pelas cortinas, mas, sinceramente, não me importava. Aquela manhã era só nossa, e o resto do mundo podia esperar.
— Eu acho que nunca mais vou querer sair dessa cama. — Ela murmurou, sua voz suave enquanto traçava pequenos círculos no meu peito com os dedos.
Eu ri baixo, cobrindo sua mão com a minha.
— Não sei se isso seria um problema. Posso muito bem trabalhar daqui.
Ela riu, um som leve que me fez sorrir ainda mais. Depois de tudo o que passamos, ver Nessie relaxada assim era como um presente.
— Já pensou em como ele vai ser? — Perguntou, de repente, levantando o olhar para me encarar.
— Quem? — Fingi não entender, apenas para provocar.
— O bebê, Jake! — Ela disse, rindo e me dando um leve tapa no ombro.
Fingi que o golpe tinha sido doloroso, e ela riu de novo, agora com os olhos brilhando.
— Claro que já pensei. — Respondi, mais sério. — Mas, para ser sincero, ainda parece surreal.
Ela concordou, suspirando enquanto voltava a deitar a cabeça no meu peito.
— Às vezes, me pergunto se estou pronta para isso... Para ser mãe.
— Ei. — Toquei seu rosto, fazendo-a me encarar novamente. — Você vai ser incrível, Ness. Eu vejo isso em você todos os dias.
Ela me olhou por alguns segundos, seu olhar carregado de emoção antes de sorrir suavemente.
— Você fala isso porque é suspeito.
— Claro que sou. — Concordei, sorrindo de volta. — Mas também sou sincero.
Houve um momento de silêncio entre nós, confortável, como se o tempo tivesse parado. Mas havia algo que eu precisava dizer.
— Sabe, eu estava pensando... — Comecei, escolhendo as palavras com cuidado. — Sobre a gente.
— Hmm, isso soa sério. — Ela disse, apoiando o queixo na mão para me olhar melhor.
— Talvez seja. — Admiti, sorrindo de lado. — Você não aceitou o pedido de casamento, e eu respeito isso. Mas... e se você viesse morar comigo?
Ela piscou, claramente surpresa.
— Jake, eu...
— Pense bem, Ness. — Interrompi, segurando sua mão. — A gente já está lidando com tanta coisa juntos. Seria mais fácil se você estivesse aqui, comigo. Não estou dizendo que vai ser perfeito, mas... quero estar do seu lado, sempre.
Ela ficou em silêncio por alguns segundos, e meu coração disparou, esperando sua resposta.
— Tudo bem. — Ela disse, finalmente.
— Tudo bem? — Perguntei, surpreso e incrédulo.
— Sim, Jake. — Ela riu, apertando minha mão. — Eu aceito morar com você.
Um alívio tomou conta de mim, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, eu a puxei para um beijo longo e cheio de promessas.
— Você acabou de me fazer o cara mais feliz do mundo. — Murmurei contra seus lábios.
— Melhor aproveitar isso, porque a partir de agora, você vai dividir o apartamento comigo e com um bebê chorando.
Eu ri, abraçando-a ainda mais forte.
— Não poderia pedir nada melhor.
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