Pain Ties
1 Prólogo — Vida longa ao Diabo
Notas iniciais
— Prólogo —
Vida longa ao Diabo
Jane sorriu para o garoto a sua frente. Ele era alto, bem mais alto que Jane, tinha olhos azuis; ela tinha fascino por homens com olhos azuis. Vestia uma jaqueta de couro por cima de uma blusa que tinha escrito algumas palavras. Vida longa ao Diabo. Ela quis rir. Humanos eram tão... Imbecis.
O garoto riu contra os lábios de Jane, apreciando o sabor de mel da garota. De longe, o outro vampiro revirou os olhos, visivelmente enciumado. Por pouco ele não tinha pulado do prédio e matado aquele humano ele mesmo, mas ele sabia que Jane o torturaria até implorar pela morte, então ficou quieto, mesmo que bufasse algumas – muitas – vezes.
— Você é cheirosa — o garoto pegou nas nádegas de Jane, fazendo-a morder seu lábio, fracamente. Ainda não era à hora de matá-lo — Deus, você é deliciosa.
Jane passou as mãos pelo corpo do garoto, sentindo o coração dele batendo mais forte por cima dos músculos. Ela deixou sua mão repousada no peito dele, gostando do movimento que o coração dele fazia em sua pele. Aquilo só a deixou mais sedenta.
Ela o afastou, deixando o confuso. Ela sorriu para ele novamente, empurrando o garroto em direção ao beco que tinha a suas costas. O vampiro os seguiu sob os tetos da boate em que estavam. Ele não se importou, estava louco para ter um momento mais intimo com a pequena garota loira que tinha conhecido na boate, e que lhe tinha sido tão fácil conseguir um beijo. Mal sabia ele o que lhe esperava.
Ela continuou com a mão no peito dele, dessa vez dando leves puxões em sua camisa, como se quisesse tira-la. O que só aumentou o desejo do rapaz sobre Jane. Ela teve o lábio mordido por ele, quando ela passou a mão por cima do seu volume. Ela riu novamente.
— Ela podia terminar logo com isso — resmungou Demetri, agora sentado na beira do prédio.
Alec, irmão gêmeo de Jane, aproximou-se de Demetri, e este estava acompanhado. Renesmee Cullen, assim como Alec Volturi trajava roupas pretas e uma capa cobrindo seu corpo; quem visse, juraria que a menina Hibrida era uma Volturi do mais alto escalão. O cheiro de sangue vinha forte dela. Eles tinham se alimentado, Demetri sentiu mais indignação ainda.
— Contente-se, meu caro Demetri. — debochou Alec, tirando a capa que cobria sua cabeleira morena. — até parece que você não conhece Jane Volturi.
Um gemido foi ouvido pelos vampiros, que não se contentaram em revirar os olhos. Eles sabiam que Jane Volturi gostava de brincar com suas vitimas, mas aquela noite ela tinha levado a brincadeira para valer.
— Vou descer lá — disse Renesmee, antes de saltar do prédio, ficando na entrada do beco. Ela puxou um pouco a blusa sem mangas que usava, deixado o decote mais aparente e entrou, de forma sexy, no beco. — se divertindo sem mim, Jane. — disse, chegando perto de Jane e do rapaz. Jane revirou os olhos.
O garoto parecia atordoado com tamanha beleza da recém-chegada. Seus cabelos ruivos iam até sua cintura, seu corpo era tão cheio de curvas, seu sorriso era o mais belo que ele já vira. Ele não soltou Jane, apenas estendeu um braço para a ruiva.
— Ele não é lindo? — perguntou Jane a ruiva, maliciosamente.
— E delicioso também — retrucou mordendo o lábio — podemos acabar com isso agora, Jan?
— Claro.
Com um sorriso no rosto, Jane cravou seus dentes no pescoço do rapaz, que só não gritou porque a ruiva tinha sua mão tapando sua boca. Jane logo deixou o rapaz, que se contorcia; o veneno corria em suas veias, consumindo seu sangue. A ruiva terminou o serviço, bebendo o que sobrou de seu sangue.
Demetri passou as mãos pela cintura de Jane quando a mesma tinha terminado, o vampiro moreno resmungou alguma coisa, a ruiva riu.
— Deixe de infantilidade, Alec — pronunciou-se Demetri — não vou tirar sua irmã de você.
Alec revirou os olhos, bufando. A ruiva o beijou, deixando o visivelmente mais calmo.
— Renesmee — chamou Jane, a ruiva, Renesmee, olhou-a com os olhos castanhos brilhando. — acho que meu irmão precisa daquela dose agora. — Jane piscou para Renesmee, que riu.
— Dose?
Renesmee murmurou algo para Alec, tirando-o dali. Jane sabia que Renesmee cuidaria do irmão, muito bem, por sinal, então se virou para Demetri, sorrindo maliciosamente.
— Que tal nós aproveitamos a noite, temos tempo ate voltar para Volterra?
Eles caminharam juntos pela escuridão da noite. Eles não eram um casal, mas, mesmo que não admitissem, e por causa da relação de Jane que seu mestre, eles não assumiam o sentimento que nutriam um pelo outro.
Eles tinham um laço, ali.
Esses laços, laços de dor e de sangue, são para sempre. Não podem ser destruído, nem mesmo por aquela que da dor se alimenta.
Notas finais
Lorde.
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