Pagando Pela Liberdade
2 Doce tentação
A festa continuava, na 'área vip' já não tinha mais os 'reis do camarote' e sim, o tal cara bonito e assustador e mais alguns outros homens, ele estava olhando fixamente para mim, com um olhar de possessão, como quando o predador finalmente consegue achar a sua 'presa perfeita'. Já que iria ter que ficar ali, sendo vigiada, teria que me informar sobre quem era ele. Fui até o barman, deveria ser uns dos poucos sóbrios ali.
– Mel, não se cansa de beber? — Perguntou-me com cara de inconformado. Eu apenas ri
– No momento, só quero saber, quem é aquele? — Apontei para cima discretamente.
– Aquele é o Anthony, o cara mais rico da cidade, e o mais criminoso também.
Me assustei, primeiro por se interessar rapidamente por mim e depois, por ser um 'bad boy'. Eu estava começando a gostar daquilo. O barman continuou:
– Mel pelo amor que você tem a sua vida, nem pense em fazer o que está pensando! (?)
– Calma, quem disse que eu estou pensando em alguma coisa?!
Dei um sorriso de canto e fui para o centro da pista, a música era perfeita para o momento, comecei a dançar, olhei para o tal Anthony, ele estava me observando. Ótimo! Me empenhei em dançar para ele, só para despertar mais desejo, ele sorriu, chamou um dos caras que estava com ele, falou alguma coisa, ainda sem tirar os olhos de mim e logo em seguida o tal homem veio em direção a onde eu estava.
– Hoje é seu dia de sorte, Anthony está te esperando, venha comigo.
Eu o segui, pelo visto, a tática da dança deu certo! Subimos até onde ele estava, chegando lá fui praticamente devorada pelos olhos dos caras que ali estavam, haviam algumas mulheres, mas nenhuma perto do Anthony. Ele se levantou e veio até mim.
– Obrigado Bryan, pode ir se divertir agora.
O tal "Bryan" apenas saiu, e Anthony pegou um champanhe e me ofereceu, eu aceitei.
– Acho que ainda não sei seu nome.
– É Melanie e o seu pelo que fiquei sabendo é Anthony, certo?
– Então já ouviu falar de mim?
– Não necessariamente. — Dei um gole no champanhe
Ele me olhou, arqueou uma sobrancelha, chegou mais perto e disse:
– Por que não saímos daqui? Assim, podemos nos conhecer melhor. Se é que você me entende.
– Por mim tudo bem, mas é bom ficar sabendo que eu não estou aqui para "negócios"!
– Quem disse que vamos falar de negócios? — Ele sorriu maliciosamente de novo. Aquele sorriso. Era impossível resistir à ele! — Vamos.
Saímos da boate, lá fora estava frio, eu já nem sabia mais que horas eram e nem o que eu estava fazendo entrando no jogo desse tal de Anthony, mas eu apenas estava fazendo o que sabia fazer de melhor: Me meter em problemas!
– Para onde vamos? — Perguntei, mas ele apenas andou até uma Ferrari vermelha, ele abriu a porta do passageiro
– Entre
– Mas ...
– Apenas entre querida, não há porque ter medo.
Ele chegou mais perto, colocou sua mão em meu rosto, olhou profundamente em meus olhos e encostou seus lábios aos meus. Algo queimava dentro de mim, já não estava conseguindo resistir, queria apenas me entregar à aquela doce tentação.
... continua
Fale com o autor