Pacto

1 Apenas outra vida destruída


Notas iniciais
Personagens do primeiro cap:- Abigail- Lila- Alissa- Isabell- Chad

Finalmente ela parou de chorar, já não era sem tempo. Eu sei que perder os pais é uma coisa muito difícil, mas todas nós já passamos por isso, é um detalhe que vem junto dos nossos poderes. É, eu também perdi os meus.... Mas comigo aconteceu diferente, já que meus pais morreram quando eu tinha apenas dez anos, sendo que o normal acontece quando completamos quinze. A bruxa líder de nosso clã, Isabell, diz que sou um prodígio, já que na minha idade tenho dois dons, diferente das outras garotas que tem apenas um.


Como eu me sinto? Sei lá... Acho que... Estranha. Imagina você viver em uma casa caindo aos pedaços por cinco anos, junta de sete mulheres velhas e que cheiram a mofo... Quando as garotas chegaram ao clã pude me sentir mais aliviada, finalmente teria garotas da minha idade para conversar, mas como sempre tem aquela choradeira que dura pelo menos uma semana, acabei demorando bastante para simpatizar com elas...

A primeira a chegar ao clã foi a Alissa, quando ela chegou causou um grande alvoroço e susto. Afinal, não é todo dia que se vê uma bruxa negra, não é mesmo? Segundo as anciãs, um grupo de velhas que se acham superior, a bisavó de Alissa era uma poderosa feiticeira, que se casou com um escravo fugitivo, que foi acolhido e salvo pela mesma. Como as bruxas sabem disso? Graças a mais "Bitch please" do trio de anciãs, a Felícia Rousseau, uma poderosíssima vidente e médium, que vive usando seus poderes para estragar minhas fugidinhas... Segundo as bocas e más bocas do clã, ela é descendente direta de um tal de Jean Jacques Rousseau, para mim não é nada muito interessante, ele já esta morto mesmo (E a tataraneta esta caminhando para isso também).

Depois da chegada de Alissa, uma nova integrante entrou no nosso clã: Isabell Eleonor. Ela não era de nossa idade, parecia ter uns vinte cinco anos, tinha o poder de ver o futuro. Aos poucos foi conquistando o respeito do clã, por ser uma jovem promissora e educada, logo ela se tornou a governanta da mansão e protegida da tia Felícia... Ela é bem legal, até, mas quando entra na tpm, ninguém merece. Apesar de ser jovem e bem bonita, ela nunca namorou e por isso vive pelos cantos se lamentando por não ter um amor... Muita frescura, isso sim!

Isabell parecia ser a ultima bruxa viva nos Estados Unidos, já que a titia não conseguia captar nenhum uso de poder nas redondezas, mas um tempo depois tivemos uma surpresa: Eis que chega ao clã uma loira triste e com sorriso apagado do rosto, sempre com a cabeça abaixada. De principio, foi difícil acreditar que a mesma era uma Queen, pois Felícia não sentia nada a respeito da mesma, mas logo Lila surpreendeu a todas ao incinerar a cortina da sala, de fato, ela era uma bruxa, mas por quê será que a Tia não conseguiu ver a energia mistica dela? Será que os poderes dela já estavam acabando? Uma dúvida caiu sobre o clã, mas todos tinham uma certeza, não poderiam jogar a garota na sarjeta só porque ela não tinha o que procurávamos. Então decidiram deixar ela viver conosco e estudar mais sobe seus dons.

Como eu disse anteriormente, todas nós, bruxas, passamos por um grande sacrifício no decorrer da juventude, é uma maldição, que nos faz perder as pessoas mais próximas. Não existem relatos que provem a sobrevivência dos pais de alguma bruxa do nosso clã, todos morrem por acidentes causados por nossos dons enquanto estão começando a florescer... Meus pais, por exemplo, morrem vítima do meu poder de revelar a verdade... Acabei fazendo com que meu pai revelasse a minha mãe sua traição e tudo o que sentia por ela (Que não era nada agradável), a mesma não aguentou a pressão, matando seu marido e em seguida se suicidando.

A Alissa tem o dom de dar sorte ou azar a alguém, na época da morte dos pais, a mesma não conseguia controlar seus poderes e fez com que toda a família fosse morta em um tiroteio entre traficantes e policiais na comunidade onde ela morava, apenas ela sobreviveu e sem nenhum ferimento externo, já que por dentro ela vive se culpando pela perda dos irmãos e dos pais.

Como a Lila não parou de chorar desde que chegou a mansão, não consegui perguntar como os pais morreram, e acredite, estou morta de curiosidade! Sabe, todas passamos por essa situação triste, que testa nossa força e nosso coração. As bruxas podem ser malvadas as vezes, mas elas sempre são unidas. Acho que devo conversar com a novata, ver se ela precisa de algo, um ombro amigo, quem sabe, só espero que ela não pode fogo em mim.

12/09/2009 — Nova Salém

É, pode até ser clichê o nome de nossa cidade, parece que gritaram aos sete ventos o tipo de criaturas que vivem aqui. Até que a vida em Nova Salém é boa, uma cidade calma, sem muitas construções e quase sem barulho, eu acho um tédio total, ainda mais nas férias, quando ficamos o dia inteiro em casa lendo livros empoeirados.
Sim eu sou meio bipolar, acho que é devido ao meu segundo dom, com ele posso mudar a opinião das pessoas para uma que eu aceite, mas fica meio difícil quando eu a mudo toda hora.


Nos estamos no ano de 2009, um mês antes do inicio das aulas. Fazem exatamente três semanas que a Lila chegou a mansão e ela ainda não se abriu para ninguém. Se eu tentei ajudar? Bom, algumas vezes... Mas quase sempre ela não aceita... Tipo quando eu levei um sorvete para ela, que começou a derreter misteriosamente um minuto depois de tirado da geladeira. Resumindo, já tentei de tudo e ela continua emburrada, fazendo todo mundo que chegar perto pegar fogo.


Vou fazer uma ultima tentativa hoje, se ela não se abrir, vou ficar mais na minha e deixar ela na solidão.


————


Faltavam quinze para meio dia, os olhares das bruxas do clã ficavam na direção do relógio, pendurado em cima da chaminé, todas estavam famintas e não viam a hora de poder degustar um delicioso almoço feito pelas mãos habilidosas de Felícia. As garotas não estavam assim tão interessadas, com exceção de Alissa, que olhava para o relógio todo minuto, perguntando se já era hora.


— Já ta na hora? — perguntou a garota pela décima vez, irritando Abigail, que nem se importava com o almoço, apenas planejava como se aproximar de Lila.


— Argh. Disse que não a um minuto atrás, Alissa. — Abigail retirava do bolso um lápis preto número dois e começava a rabiscar um círculo no papel posto em cima da mesa central.


— Mas eu estou morrendo de fome!!! — respondeu Alissa, desviando seu curioso olhar para o papel em que a amiga desenhava. — Não acredito que você vai tentar de novo, Abigail! Você quer ter que cortar seus cabelos de novo? — disse Alissa, lembrando de um episódio em que Lila botou fogo nas pontas do cabelo ruivo da amiga.


— Se eu não tentar quem vai? — retrucou Abigail, dessa vez decidia em fazer diferente. — Além do mais, cabelo curto me favoreceu muito, não acha?


— Só tem duas coisas que eu acho nesse momento. — disse a amiga com um olhar desesperado. — Que você é doida e que minha fome só vai passar quando comer um touro inteiro! — assim que terminou de falar, os olhos de Alissa se encheram de alegria ao perceber que Isabell já estava pondo a mesa para o almoço, sem nem pensar, a garota correu para sua cadeira favorita, ao lado da chaminé. Em seguida todas as bruxas foram atrás.


— Essas bruxas tem apetite maior que o fogo da Lila. — comentou Abigail, se levantando e indo em direção a mesa, se sentando ao lado da amiga, de costas para a escada. Quando a comida já estava sendo servida, todas as bruxas do clã se assustaram com o que viram, era Lila, descendo pelas escadas com a maquiagem toda borrada e em seguida se sentando ao lado de Alissa. — Tudo bem Lila? — perguntou Abigail tentando ser educada.


— Não sei. — respondeu Lila com um tom baixo, em seguida a mesma agarrou um pedaço de frango e começou a tosta lo com seu poder. Todas as outras bruxas abaixaram a cabeça com medo e ficaram em silencio.


— Que bom que você se juntou a nós, Lila! — disse Isabell alegremente. — Já estava preocupada com você!


— É mesmo! — concordou Abigail, com um sorriso amigável no rosto. — Então, Lila, oque esta achando da mansão?


— Tirando o fato de ter ratos correndo por todos os lados e estar toda empoeirada, é um local bem acolhedor... — respondeu Lila, em um tom já mais baixo. Logo a mesma encara Alissa. — Pode perguntar, Alissa. — disse ela segura de si.


— O que? — disse Alissa em um tom de comedia, tentando esconder seu medo. — Como assim perguntar?


— Eu sei quando alguém quer saber algo de mim, e nem preciso de um dom para isso. — disse ela desviando o olhar para Abigail. — Calma, não vou te fazer pegar fogo! — disse a garota soltando algumas risadinhas, todos ao redor da mesa se sentiram aliviados e ofegaram alegres.


— Eu queria saber se você... Se você... Se você... — gaguejou Alissa.


— Ela quer saber como você perdeu seus pais! Pronto — gritou Abigail, levemente estressada.


— Devia ter dito de uma vez... — disse Lila, em um tom mais irônico, logo a mesma abaixou o rosto e limpou uma lagrima que escorreu dos olhos. — Desculpem, mas eu não posso... — disse a jovem, que em seguida subiu as escadas e correu para o quarto, chorando.

— Alissa! — gritou Abigail. — Estou tentando a três semanas me aproximar dela, quando isso esta ocorrendo por iniciativa da Lila você atrapalha! Aff! — disse ela, que em seguida também se retirou, Alissa sacudiu os ombros e estava pronta para atacar seu prato "levemente" cheio, quando foi puxada pela amiga e arrastada para a biblioteca.


— Não!! — choramingou Alissa, sendo obrigada a ir com Abigail.


Já na biblioteca, Abigail sobe em uma escada, apoiada na estante ao lado da escrivaninha, e tira um livro da prateleira mais alta, empoeirado, aparentemente sua capa era vermelha, que se transformou em uma especie de marrom com o tempo. A garota saltou no chão ao lado de Alissa, que se assustou e deu um pulo para trás, logo Abigail abriu o livro em na pagina quarenta e dois, assoprou e retirou o pó e em seguida sorriu maleficamente.


— Achei! — disse ela se aproximando de Alissa.


— Achou o que? — respondeu a amiga curiosa e ao mesmo tempo assustada com a expressão de Abigail.


— Nesse livro existe um ritual que pode ajudar a mim, a você e a Lila! — retrucou a garota confiante. — É chamado de Pacto de bruxas!


— Você não pretende invocar o Satan, não é? Pois saiba que eu sou evangélica! — disse a garota fazendo sinal da cruz.

— Não seja boba, todo mundo sabe que Satan não existe! — argumentou Abigail. — E além do mais, o símbolo da cruz, que você acabou de fazer é repugnado pela igreja evangélica!


— Uma bruxa falando que Satan não existe. Irônico! — respondeu Alissa, se levantando e olhando as gravuras no livro. — Bom e o que esse ritual faz? Vou ter que vender a minha alma?


— O pacto das bruxas é quase como um feitiço de promessa, onde você vai prometer uma coisa e se cumprir terá um prêmio... — disse Abigail.


— Ta, mas e se não cumprirmos? — perguntou Alissa curiosa.


— Então tudo aquilo que foi construído com base no pacto é desfeito. É como uma torre de baralho. — respondeu Abigail, já brava com as perguntas da amiga.


— Ok, mas o que exatamente vamos pedir?


— Pensei na seguinte coisa: Diremos as três coisas que mais odiamos e elas se tornaram regras, nunca poderemos nos separar perante estas e se acontecer... — disse Abigail, diminuindo o tom aos poucos.— E se acontecer... Responde mulher!


— Se acontecer, seremos estranhas uma para outra e seria como se não nos conhecêssemos. — respondeu Abigail, preocupada.


— TÔ FORA! — gritou Alissa. — Essas coisas de Satan, pacto, ritual, não são para mim!


— Espera! Eu ainda não terminei! — disse Abigail confiante. — Ainda tem a parte que nos beneficia!


— ... diga mais... — respondeu Alissa, dando meia volta.


— Enquanto estivermos sobre o encanto, nenhuma dessas três coisas poderão nos machucar... Eu sei que você sofre até hoje com a morte da sua família, mas e se essa dor simplesmente sumisse? — disse a bruxa confiante de si. Alissa, por sua vez, se mostrou interessada e sorriu de orelha a orelha.


— Você pode fazer isso? — perguntou ela em um tom baixo.


— Sozinha não, mas juntas nós podemos! — respondeu Abigail, pegando na mão da amiga e a puxando novamente.

— Vem, vamos fazer isso logo! — e em seguida, as duas subiram as escadas e foram em direção ao quarto de Lila, bateram três vezes na porta, mas ninguém atendeu, se ouvia apenas o choramingar da garota.— Lila abra essa porta! — disse Abigail. — Eu e a Alissa temos a solução para todas as suas dores!


— Vão em bora, me deixem em paz! — disse baixinho a garota. — Vocês nem sabem quais são minhas dores...


— Olha aqui garota! — disse Alissa nervosa. — Pois saiba que eu sei muito bem sobre o que você passa, tanto que até hoje choro de culpa! A única maneira de me livrar desse peso é fazer a droga desse ritual, pacto, macumba sei lá! E sem piadinha de gordo! — Alissa começa a chorar. — Eu também perdi meus pais, meus irmãos, meus tios... Toda a minha família! E finalmente encontraram um jeito de tirar essa dor de mim, por favor, eu preciso! — barulho de passos são ouvidos, em pouco tempo a maçaneta da porta começa a girar, logo a mesma se abre e mostra a expressão triste e ao mesmo tempo esperançosa de Lila.


— Vocês conseguem fazer parar a dor? É verdade mesmo? — disse a garota com brilho nos lindos olhos azuis, Abigail sorri freneticamente e balança a cabeça para cima e para baixo.


— Nossa dor vai parar e finalmente poderemos viver em paz... — responderam Abigail e Alissa para Lila, a partir desse momento uma grande amizade nasceu.


— Bom, melhor a gente ir logo antes que a Titia chegue e descubra! — disse Abigail, entrando no quarto de Lila, se jogando sobre a cama e abrindo o livro. Em seguida a mesma retirou do bolso uma vela e uma agulha. — Estou sem meu esqueiro, Lila, poderia fazer esse favor? — Lila sorriu para Abigail e em seguida passou a olhar firmemente para a vela, que instantaneamente entrou em combustão e a chama se ascendeu. — Ótimo! Agora todas se sentem ao redor! — ordenou Abigail, logo as meninas se sentaram na cama, formando um triangulo ao redor da vela. Em seguida, Abigail pegou a agulhar e mostrou para as meninas. — Funciona da seguinte maneira: Você fura seu dedo e joga o sangue sobre o fogo, em seguida deve dizer aquilo que mais te machucou na vida e que a partir de hoje, não fará você derramar uma lagrima. — Abigail, querendo mostra as garotas como funciona, vai primeiro, logo a mesma fura seu dedo do meio, passa a mão sobre a chama da vela e deixa as gotas caírem sobre o fogo. — Aquilo que mais me fez sofrer foi a ganancia.

— Logo, a chama da vela tomou a forma de uma cobra, mas depois de instantes voltou ao normal. — Sua vez Alissa.
— Bom, vamos lá! — Alissa pegou a agulha com Abigail e repetiu o mesmo processo, perfurando seu dedo indicador e jogando sangue sobre a vela. — A inveja, foi aquilo que mais me machucou... — com as palavras de Alissa ditas, a vela tomou a forma de uma taça de champagne e em seguida voltou ao normal. — Sua vez, Lila. — disse entregando a agulha para a amiga.


Lila por sua vez exitou, chorou e limpou as lagrimas. Quando finalmente criou coragem, enfiou a agulha no dedo médio com toda vontade, o sangue começou a jorrar e em seguida, a garota passou o dedo sobre a vela e deixou o sangue escorrer.


— Aquilo que mais me machucou na vida foi... — gaguejou a garota com ceto ressentimento. — O amor. — as outras duas meninas se espantaram com o relato da amiga e arregalaram os olhos para a vela, que tomou a forma de um coração murcho e se desfez rapidamente. Depois disso, as lagrimas que estavam grudadas no rosto de Lila sumiram e ela começou a sorrir como alguem que acabará de ganhar na loteria, o mesmo aconteceu com Alissa e Abigail. — Parece mesmo que a dor sumiu... — disse a garota em um tom irônico.


— Bom, agora eu vou descer porque tem um assado me esperando! — disse Alissa, esfomeada. — Come on, bitches!


— Certeza que está tudo bem, Lila? — disse Abigail, com um lindo sorriso no rosto, meio tímido, meio alegre.


— Nunca estive melhor na minha vida... — respondeu Lila, que ja estava descendo, quando voltou para o quarto e abraçou Abigail. — Obrigada. — e em seguida correu timidamente para baixo, Abigail por sua vez, ficou no quarto, ainda assustada e ao mesmo tempo contente com a reação da amiga.


— Eu também... — disse a garota consigo mesma.

12/10/2009 — Nova Salém

A vizinhança da rua Mercedes estava animada hoje com a chegada de três novos moradores. Três rapazes bonitos e bem carismáticos estavam se mudando para a casa numero 213, ao lado da mansão das bruxas, que ficaram vendo de camarote os garotões desempacotando a mudança sem camisa. Lila, Abigail e Alissa já estavam bem mais contentes e decidiram fazer uma visitinha aos novos vizinhos, levando para eles a comida favorita de qualquer Queen: Torta de amora.


— Aperta você! — disse Lila para Alissa.


— Eu não! Aperta você! — retrucou Alissa, a discussão para ver quem tocaria a campainha parecia já durar alguns minutos. Abigail, estressada como sempre, empurra das duas amigas e aperta o botão com gosto e em seguida volta alguns passos para trás.


— É tão difícil assim? — perguntou Abigail.
Logo, sons de passos pesados são ouvidos, a casa estava vazia e isso fez com que o som fosse bem maior. Depois de alguns segundos, um belo jovem atende a porta, descamisado e tomando cerveja, tinha aproximadamente dezesseis anos, olhos azuis, cabelo castanho. Lila fica sem palavras, seus olhos começam a brilhar como estrelas e da boca aberta da garota a baba escorria. O garoto se surpreende com a visita das meninas, abre um sorriso amigável, engole a cerveja e estende a mão.


— Oi! Eu sou o Chad!

Notas finais
É, parece que alguém encontrou o verdadeiro amor :C O problema vai ser: E se o pacto for quebrado? E o que será que Abigail sente verdadeiramente por Lila? Como serão os outros dois caras que vieram viver com Chad? Muitas perguntas, poucas respostas.#oPacto
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.