Pact Of Souls

2 Capitulo nº02: Acidente.


Notas iniciais
*Voz de garoto jovem* -Você já viu alguém morrer, sem nenhum motivo aparente? E os acidentes? Será que realmente são acidentes? A seres que brincam com as almas de humanos como se fossem meros bonecos. E um deles compartilha o corpo comigo! .....



-O que..o que você quer?!

-Só estou lhe oferecendo um acordo! Digamos que é mais um pacto!

-Pacto?!

-Um “PACTO DE ALMAS”!!

-“Pacto de almas”!! — Soiji com a voz tremula.

-Exato!! Um pacto de almas!!Eu poço lhe oferecer 5 pedidos...

-O que se quer em troca?!

-..em troca quero que você divida o corpo comigo, e quando você morrer...

-.....

-Sua alma será minha!!-O reflexo faz um sorriso maníaco.

O silencio é quebrado pela som de uma chuva repentina, grossos pingos de água batem com força na janela de metal fazendo um estardalhaço ensurdecedor, um trovão faz Soiji olhar para a janela, quando volta a olhar o espelho o seu reflexo já estava novamente com os olhos verdes habituais.

-Será...será que foi real?!- Ele estava perturbado, não é possível ele ter conversado com o próprio reflexo, só poderia ter sido um sonho,uma alucinação ou um delírio. E se for real? E se ele converso realmente com um demônio que lhe ofereceu um acordo, ou melhor, um “pacto de almas”?

A chuva continuava forte e violenta, o vento uivava como um lobo para o luar. Soiji continua imóvel olhando para o espelho já quase meia hora, um barulho no primeiro andar faz com que ele finalmente se mova em um pulo de susto.

-Soiji onii-chan!! Eu e o Sota chegamos!!- Hinako acaba voltar do mercado, seu coração começou a bater mais aliviado, ele desceu as escadas e vê sua irmã mais velha com um guarda chuva e roupas um pouco molhadas e seu irmãozinho com uma capa de chuva amarela e um chapéu amarela de chuva. –O que foi Soiji-san?! Você ta assustado com o que?!

-Eerr..nada! Nada não!- Pra disfarça ele ajuda sua irmã com uma sacola de compras, ele não poderia contar sobre o que aconteceu em seu quarto, sua irmã acharia que ele estava ficando louco. Ate ele já achava isso!

Ele e Hinako foram pra cozinha guarda as compras enquanto Sota subia para trocar de roupa, Hinako como sempre comprou um monte de guloseimas para que seus irmãos comecem toda vez que ela queimasse o jantar, o que acontece frequentemente.

-Por que você esta sem camisa á essa hora da noite?! Vai acabar pegando um resfriado! — Soiji esqueceu que ainda não vestira uma camisa depois do banho, ele esta apenas com uma calça jeans e um par de meias brancas com as pontas dos pés cinzas, a noite em Tóquio nessa véspera do ano fazia muito frio, ele com certeza ficaria doente vestido daquele jeito.

-É... você tem razão! Já volto. — Ele sobe apressado e entra no seu quarto acendendo a luz, ele olha bem os quantos para ver se não via nada alem das roupas jogadas e a toalha cheirando a mofo, ele corre ate o armário pega uma camiseta de manga comprida roxa e um suéter de lã de vermelho, se veste as presas e quando ele já estava saindo do quarto algo lhe ocorre à mente.

-Pêra ai...o frio!! Talvez o que eu vi realmente tenha sido uma alucinação causada pelo frio!!- Soiji sorri aliviado com a sua dedução, parecia ser a única resposta coerente aquela situação. Abre um sorriso bobo no rosto, apaga a luz e sai do quarto.

Soiji desce e termina de ajuda sua irmã a guarda as compras, comeram um daqueles lámem’s instantâneos e foi dormir.

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Três semanas se passaram desde aquele dia. Ele nem pensava mais no que aconteceu no seu quarto! Parecia que a conclusão do frio realmente fazia todo sentido! Um demônio oferecendo um pacto para ele vingar-se de Komba, claro que ele pensara nisso porque estava realmente com ódio do brutamonte por causa da humilhação. Após aquele dia, Komba não veio a se aproximar de Soiji, por algum motivo que o garoto não fazia idéia, Komba só encarava o garoto com um sorrisinho sarcástico no rosto. Depois daquele dia ele tinha que sair mais cedo de casa, porque a sua tão adorada bicicleta estava com a roda torta, isso realmente lhe deixo furioso, o único lado bom que ele via nisso e que ele não tinha mais que levar o Sota na escola. No caminho da escola para casa, que agora tem que fazer a pé já que a roda da sua bicicleta esta torta, passava pelo parque, as folhas secas já cobriam a grama o invés de estarem penduradas nas arvores, uma leve brisa bagunçava seus cabelos preto escuro para traz o fazendo deves em quando dar uma pancadinha nos olhos, mas o cansaço do dia o impedia de tomar qualquer atitude, o sol não tardaria a se por então ele estava apressado para chegar na residência dos Seizako’s ele ouve um berro estranho que o assusta e faz com que se vire em um movimento brusco para traz, contudo, eram apenas corvos que estavam nos fios de eletricidade de um poste ali perto, ele os xinga e os ignora e continua seu caminho, ele sai do parque por uma pequena ponte que atravessava um riozinho tímido e estreito e pega a rua que contem uma padaria, uma rua calma com só alguns carros e arvores espalhados por sua extensão, alguns postes que ali avia já estava com as luzes piscando levemente ameaçando acender, a padaria estava com as luzes acesas e abarrotada de gente que estavam sentados nos banquinhos do balcão assistindo algo que se passava na televisão,por todo o caminho que ele fez, ele via corvos, na ponte, na rua da padaria, em vários postes e arvores pela qual ele passava. Ao chegar à sua casa, ele abre o portão de metal azul, atravessa o jardim malcuidado de grama seca e bagunçada, ele para no finzinho do quintal e olha a afiação da rua tinha mais ou menos 7corvos no fio.

-Eles parecem...estar olhando para mim...

Ele entra em sua casa, tira os sapatos na entrada e calça uma espécie de pantufas, vai ate a cozinha aonde esta a sua irmã.

-Kon banwa Soiji onii-chan.

-Kon banwa.- Soiji senta em um baquinho do balcão e pega um pãozinho doce que estava nele.

-Soiji, você pode ir lá no escritório pegar uns papéis para mim? Eu tenho que fazer o jantar ainda! – Ele estava cansado e com fome para ir até o escritório sem falar com um mínimo de vontade, ele pensava coisas como “Porque eu? Porque não vai ela?”, ele olha o relógio de gatinho branco sorridente que balançava a calda pra direita e em seguida pra esquerda em um ritmo contrário dos seus olhos finos de traçinhos em pé que sua irmã havia pendurado e que tanto lhe irritava, já era quase seis e meia e a Hinako ainda ia começar a fazer o jantar. Ele pensou algo como “Porque ela não fez essa porcaria de jantar antes?”, mas decidiu ficar calado.

-Tudo bem! Já vou!

Soiji se levanta da mesa e se arruma para sair, o escritório da sua irmã fica no centro de Tóquio, ele teria que pegar o metro. Ao sair de casa, os corvos nos fios, que agora tinham dobrado de números, levantaram vôo fazendo uma barulheira e saem em direção ao sul.

-O que esta acontecendo aqui?- Ele atravessa o quintal reclamando-Pássaros idiotas! Irmã idiota! Papeis no escritório em Tóquio idiota!

Soiji sai de casa e vai para a estação de metro no caminho encontra Rodan saindo da padaria da rua do lado da ponte.

-Ola Rodan.- Soiji levanta a mão para seu amigo lhe ver.

-Hã..A, ola Seizako-kun. O que esta fazendo aqui?- Rodan vem andando em direção a ele com uma saca de compras na mão.

-Estou indo lá no centro de Tóquio, vou ter que ir no trabalho da Hinako.- Os dois começam a caminhar no mesmo sentido da estação. -E você?

-Estou indo para um encontro!- diz Rodan meio envergonhado – Estava comprando algumas coisinhas para eu e ela comer.

-Encontro?!- Soiji fica meio perturbado, ele nunca teve um encontra ou qualquer tipo de relacionamento com alguma garota, ele sempre foi o garoto baixinho e magrelo da classe que sempre caçoavam. Ele não sabia o que falar em uma situação daquelas, então pronunciou um.... –Legal!

-É lá pro centro também! Podemos pegar o metrô juntos?-

-Claro!

Ao chegar na estação, Soiji olha ao redor e vê muitos corvos nos fios, parecia que todas as pessoas do lugar estavam prestando atenção naquele estranho fenômeno. Algumas pessoas apontavam e cochichavam entre si. Rodan estava notavelmente perplexo com o acontecimento, seus olhos vidrados nos estranhos pássaros pretos agarrados a rede elétrica, Soiji olhou dele para os corvos e os encarou, Rodan pronuncia uma frase tão baixo que quase que Soiji não escuta:

-Será um mau sinal?- Rodan pergunta olhando os corvos atentamente.

-São só corvos! Um bando de pássaros idiotas!- Soiji fala com ignorância apesar de também achar aquilo estranho-Vamos logo!

Os dois entram na estação abarrotada de gente, a estação com paredes cinzas sujas e com cartazes colados por toda parte, Soiji conseguiu prestar atenção em um que tinha letras grandes e verdes que pronunciavam a palavra “promoção” e vários pontos de exclamações pratas em seguida, em baixo das letras avia imagens de moveis e eletrodomésticos. Eles descem uns degraus no caminho e param na frente de umas catracas, uma mulher gorda de vestido rosa paca por eles trombando quase carregando rodam, um senhor de casaco verde musgo estava com dificuldades em passar seu cartão por um leitor digital que a catraca tinha, Soiji o ajuda e logo em seguida ele o Rodam passam, um metro já estava lá então eles nem tiveram que parar, entram no ultimo vagão do metrô. Alem deles estavam mais cinco pessoas no vagão. Uma velha senhora com roupas meio surradas e nariz longo junto com uma garotinha loira e sorridente que conversava com ela felizmente, um homem de terno que parecia estar indo ou vindo do trabalho, o senhor do casaco verde e mais duas adolescentes que ficavam conversando baixinho e dando risadinhas o tempo todo. O metro tinha bancos com estofados marrom com um encosto pra cabeça, tinha algumas pilastras e era lotado por janelas de vidro. Era sujo e tinha uma pequena mancha no final dele que dava a impressão que alguém vomitou ali antes e limparam mal. Os dois sentaram juntos e ficaram conversando sobre a escola. Depois de mais ou menos 15 minutos Rodan aponta para as adolescentes:

-Gatas , não?- Rodan cochicha baixo para que as duas não escutem, Soiji fico surpreso com Rodan, o garoto que sempre foi calado estava indo para um encontro e agora estava falando das duas garotas que estavam à frente. Soiji repara melhor nas adolescentes que estavam com roupa de colégio, uma tinha cabelos compridos e pretos com uma franginha tipo tigelinha na frente enquanto a outra ligeiramente mais alta tinha cabelos curtos castanho claros, as duas conversavam alegremente sobre algo as risadinhas e cochichos, Soiji deduziu que estavam fofocando.

-É...são...

-Do que será que elas estão falando? Será que é sobre agente?

-...Acho que não, provavelmente sobre qualquer outra coisa...-Soiji responde com sua baixa alto estima.

-Seria maneiro se elas dessem bola pra gente, eu ficaria com a de cabelo comprido, claro! Adoro garotas assim!

-E a garota do tal encontro? Ela tem cabelos assim?- Soiji fala com intenção de fazer Rodan parar de falar das garotas a frente.

-Mais ou menos, ela não tem uma franja dessas e seus cabelos são um pouco mais curto, sem falar que ela é mais baixa.

Soiji fica reparando nas grotas a frente, elas eram bonitas mais não era nada pra se admirar muito! A de cabelos curtos percebe que ele estava olhando para elas e o encara, nisso ele desvia o olhar e Rodan da uma risadinha abafada.

-Cala a boca!!- Soiji perturbado com a situação se vira e fica olhando para a janela.

As duas garotas voltam a conversa, o senhor do casaco verde agora assoava o nariz em um lenço branco com linhas azuis, o homem de terno não parava de olhar o relógio de pulso e a garotinha loira quase adormecia encostada na velha de roupas surradas. De vez em quando Soiji dava uma espiadinha nas adolescentes que agora conversavam mais calmamente, mas ainda sorrindo. O vagão balança e suas luzes começam a piscar.

-O..o que será que ta acontecendo?- Rodan já se levanta do lugar assustado olhando para os outros passageiros.

-Provavelmente nada! Daqui a pouco para de piscar! Senta ai e relaxa, Rodan.- Ao falar isso as luzes param de piscar. -Viu só? Nada com que se preocupar!

-É... você tem razão. Eu estou agindo como um bobo!- Rodan senta novamente encosta a cabeça na encosto da poltrona e fecha os olhos. – É que estou meio assustado...

-Assustado? Por que?- Pergunta Soiji se inclinando um pouco para frente no acento.

-Sei lá. Dês de que eu vi aqueles corvos, estou com um mau pressentimento! – Rodan desencosta do encosto do acento e fica olhando sério para o chão. – É que minha avó acreditava que corvos significavam um mau presságio.

-Bobeira! Corvos são apenas isso mesmo, corvos!- O vagão balança fortemente e as luzes começam a piscar, mais logo em seguida volta ao normal.

*A tenção passageiros. Parece que estamos tendo alguns problemas de funcionamento. Nada com o que se preocupar! Já estamos resolvendo o problema!

-Viu? É nada para se preocupar!- As luzes novamente piscam e o vagão começa a balançar novamente, mais desta vez mais violentamente. A garotinha que estava com a velha começou a chorar agarrada com ela, as adolescentes começaram a olhar assustadas para os lados e o homem de casaco verde começa a rezar e o cara de terno fica olhando pra todos como se esperasse que alguém fizesse algo.

-Fique tranqüilo Rodan! Tudo vai ficar bem!- Ele não conseguia mais encontrar firmeza nas suas palavra. O vagão balança ferozmente agora.

O vagão treme tão violentamente que joga Rodam para o lado. Que bate a cabeça contra um pilastra de metal e desmaia, Soiji tenta correr até ele mais ele é tirado do chão. Parece que o trem saiu dos trilhos! Soiji é lançado em uma janela que quebra com o impacto, ele é jogado pra fora do trem, ele tenta se segurar na janela, mas ele vê um clarão e um barulho ensurdecedor, tudo se escurece.

Após algum tempo Soiji acorda com o rosto encostado no chão. Ele senta alguma coisa quente escorrendo pelo seu peito e rosto, sua cabeça estava com um corte grande e o sangue escorria pelo seu rosto. O grande clarão era que o trem tinha explodido! Ele não consegue se mexer, a única coisa que ele vê é túnel escuro, estilhaços por todos os lados e o vagão em chamas.

-Então? Como esta se sentindo?- Soiji não acredita no que vê, ele mesmo em pé do seu lado, mas esse estava com os olhos vermelhos e um sorrisinho maligno no rosto.

-Vo...vo...você é....- Ele não consegue falar direito, ele sente muita dor no peito.

-Real?- Completa a frase o outro ele – Sim! Eu sou real! Então? Me diga como é?

-Co...como...é..o...que?

-Oras essa. Como é morrer?- O Soiji de olhos vermelhos fala debochadamente se agachando ao lado dele.

-Mo...mo...morrer?

-É...isso é o que normalmente acontece com os humanos quando um pedaço de metal de 35centimetros perfura o seu coração!- O Soiji de olhos vermelhos fala debochadamente pondo ênfase em cada palavra. O verdadeiro Soiji começa a chorar de desespero.

-Sabe, se você aceitar o meu “acordo”, eu posso lhe salvar. Ou você prefere ficar como seu amiguinho?- O Soiji de olhos vermelhos se levanta e aponto para Rodan deitado em uma poça de sangue a alguns metros sem a metade da cintura pra baixo e com um braço em chamas, totalmente imóvel!

-Ro...Ro....- Soiji com lagrimas de desespero escorrendo pelos olhos.

-O coitado nem teve chance. Ao contrario de você, que pode escolher entre viver ou morrer! Você só precisa fazer o pacto!

-..Não...não. posso..

-Hum...tudo bem!!- O Soiji vira e começa a ir embora sozinho –Então fique ai e....SHINE!!– Ele olha para traz e encara sério o verdadeiro Soiji.

-..na...não....me deixe....me..ajuda...me..ajude! NÃO ME DEIXE MORRER!!!

-Então...você não quer morrer? – O Soiji de olhos vermelhos se vira de volta para o Soiji e o encara com um sorriso no rosto.

-Me...Me ajuda!! Me ajuda!!

-Eu não posso fazer nada se você não aceitar o pacto!- O Soiji dos olhos vermelhos volta e fica na frente do seu igual caído. -Ande. Ou será tarde de mais!

-Me...ajuda...me ajuda...NÃO ME DEIXA MORRER!! Eu...faço qualquer coisa!!

O Soiji puxa uma faca do bolso e faz um corte profundo na própria mão.

-Agora nos tornaremos um só!

Ele crava a faca banhada com seu próprio sangue nas costas do Soiji. Ele da um urro de dor e sua visão começa a escurecer ate ficar tudo escuro, ate ele entrar em um reino a onde as trevas reinam.