PS: Eu Te Amo
18 XVIII - "Merda. Merda. Merda." - Lily
Notas iniciais
“Merda. Merda. Merda. Diário, você simplesmente não vai acreditar no que acabou de acontecer. Eu queria apenas ser uma mandrágora neste momento e enfiar minha cara em um buraco.
Bem, depois da “conversa” com James, as coisas ficaram um pouco estranhas. O que é melhor do que o antigo cenário, onde as coisas estavam bem ruins.
Você sabe, decidi tratar James como um colega normal. Apenas isso. E bem, não deu certo.
No começo, eu achei que as coisas estavam indo bem. Nós nos falavamos entre as aulas, às vezes alguma coisa engraçada acontecia e eu olhava para ele, porque eu sabia que ele estaria achando graça também. Mas então, hoje de manhã nos sentamos juntos para o café da manhã. Okay, normal, coisas assim acontecem entre colegas. Só que durante transfiguração, James sentou-se do meu lado. Foi uma aula bem divertida, confesso. Mas eu sinceramente não sabia o que fazer com aquilo. James é uma boa companhia, mas será que isso poderia significar outra coisa para ele? Em resumo, passamos o dia todo juntos, de certa forma. Nas aulas, no jantar, na biblioteca, e por fim, no salão comunal.
E eu sou uma idiota, porque cada hora ficava mais estranho, e eu pensava: que seja, não tem problema nenhum.
Até que James foi ao banheiro e Sirius sentou-se do meu lado.
— Lily… Sinto muito que eu tenha que dizer isso, mas eu acho que você deve se afastar um pouco do James — ele realmente parecia sentido e bem desconfortável, embora houvesse uma ferocidade na forma como ele apertava o encosto do sofá. Ele estava defendendo o amigo. Na poltrona da frente, Remus escondeu seu rosto em um livro e Peter fingiu que havia alguma coisa muito interessante do outro lado do salão. — Eu sei que ele provavelmente disse que está tudo bem… Mas isso está acabando com ele. Ele gosta… muito… de você. Não estou dizendo para você voltar a ignorá-lo ou coisa assim, mas essa amizade… Vocês passaram o dia todo juntos.
— Eu sei… Eu estava preocupada que isso pudesse significar… outra coisa para ele.
— Ele está tentando ser seu amigo, Lily… Mas eu odeio ver ele com tanta esperança para depois quebrar a cara.
— Você está certo, eu não quero ferir os sentimentos dele — já tinha feito isso vezes o suficiente. — Isso foi legal da sua parte, Sirius… Você é um bom amigo.
Sirius me olhou com cara de “o que diabos você está fazendo”.
— Não me faça gostar de você agora, Evans — resmungou, voltando para sua poltrona, mas havia um vestígio de sorriso.
Quando James voltou para o salão eu disse que tinha que ir embora e basicamente corri até as escadas. Obviamente James achou estranho e veio atrás de mim.
— O que aconteceu, Lily? — ele me perguntou, afastando o cabelo do meu rosto. Eu provavelmente corei neste momento, e subi mais um degrau.
— Escuta, James… Oh, droga. James, eu não acho que… — naquele momento, eu não conseguia achar as palavras, obviamente. — Eu respeito seus sentimentos e não gostaria de magoá-lo ainda mais.
James deu um grande suspiro e desarrumou todo o cabelo, com as duas mãos desta vez.
— Apenas… Pode me responder uma pergunta, então? — balancei a cabeça sem jeito. — Eu posso pelo menos continuar tentando? Você gostaria disso?
Eu abri e fechei minha boca um par de vezes, procurando uma resposta. Queria isso? Não queria? E se ele continuasse tentando? E se desse certo? Nós dois… Juntos? E se não desse? Ele pararia, eventualmente? Por quanto tempo ele esperaria?
— Isso pode levar algum tempo… Ou nunca acontecer.
Ele riu, olhando alguma coisa em seus sapatos.
— Eu sei, Lily. E eu aguento esperar — ainda com um sorriso no rosto, ele subiu alguns degraus, pegou minha mão e depositou um beijo. — Tenha uma boa noite.
E foi assim, diário, que acabei no meu dormitório, embaixo das minhas cobertas, querendo estar em qualquer outro lugar.
O que diabos eu vou fazer com isso agora?
Eu, sinceramente, não sei.
Lily.”
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