Notas iniciais
Hello guys. Como é bom estar postando novamente, faz tempo que não posto acho que cerca de 2 meses não? Bom aqui está um novo capítulo fresquinho. Espero que gostem. ^^

21 de março de 2307

“A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada.” – Albert Einstein

A resistência possui uma infraestrutura surpreendente, desde que Jason chegou no local ficou ainda mais curioso a respeito dessa estrutura. O homem observou que ela se dividia da seguinte forma: o subterrâneo é usado como moradia para os resistentes, ele é dividido em câmaras, algumas dessas câmaras são utilizadas para moradia, outras para o preparo de alimentos e armazenamento de roupas. A base da pirâmide de Queops é usada como centro de segurança e algumas câmaras dela são usadas para a estocagem de armamentos.

A comida é fabricada de uma forma meio peculiar. Em um nível mais baixo do subterrâneo existe um lugar fechado onde são plantados alguns tipos de sementes, modificadas geneticamente para crescer sem a presença da luz solar utilizando apenas a ajuda de lâmpadas especiais.

As roupas foram tiradas de uma antiga fábrica que, segundo o que a Suzanne falou para o homem, existia nos arredores. Mas o que o chamou mais a atenção foi o centro de segurança. O sistema é brilhante. Jason ainda não conseguia acreditar que a pessoa que criou aquele sistema complexo foi uma frágil garotinha de apenas 17 anos.

Após sua chegada, Jason percebeu que as pessoas ficaram mais assustadas, elas não tinham coragem de chegar perto do homem. Com o passar dos dias as coisas mudaram um pouco, os resistentes começaram a aceita-lo melhor. Mas ainda assim continuavam desconfiados de dele.

– Jason? — Alguém o chamou, provavelmente Suzanne. A garota é uma das únicas pessoas que tem coragem de dirigir a palavra a ele sem medo.

– Sim? — Jason perguntou curiosamente.

– Preciso de sua ajuda em alguns projetos. Pode me ajudar? — A garota perguntou calmamente.

– Claro do que precisa? — O homem disse curiosamente.

– Por enquanto que você me siga. — Ela falou rapidamente e começou a andar em direção a uma das câmaras inutilizadas.

Jason a seguiu sem pestanejar, afinal em sua cabeça ele não tinha nada a perder. Segundo o homem depois que houve a ascensão das máquinas passou a não existe mais nada a se perder. Jason e Suzanne entraram na câmara e lá encontraram vários livros, armas e mapas arcaicos. O homem ficou admirado com a quantidade de coisas interessantes que não haviam o mostrado durante sua primeira excursão por essa resistência.

– Por que me trouxe aqui? — Jason perguntou ainda curioso.

– Preciso que você me descreva com detalhes as cidades brancas. — Suzanne falou sem rodeios.

– Para que você precisaria disso, garota? — O homem disse exasperado.

– Para poder ter uma ideia do tipo de tecnologia que a PRISM implantou nesses lugares e ver se tem alguma chance de invadir algum deles em busca de mais seres humanos. Quanto mais ajuda tivermos mais rápido poderemos acabar com o domínio das máquinas. — A garota disse calmamente.

– Para que tentar acabar com o domínio? Se os seres humanos voltarem ao poder eles cometerão o mesmo erro, deixarão o mundo ser tirado deles novamente. Se não for por máquinas será por seres de outro planeta. Não existe mais esperança para o ser humano, Suzanne. — Jason falou em tom pessimista.

– A esperança não acabou, não podemos desistir. Não são todos que irão cometer o mesmo erro. O ser humano pode ser tolo, mas uma coisa é certa ele sempre aprende com seus erros. — Suzanne disse com confiança.

– Está bem eu ajudo você, mas se não der certo não diga que não lhe avisei. — O homem diz mal humorado. — Vou lhe falar com detalhes como era aquele lugar, só espero que não fique traumatizada depois do que tenho a dizer. — Acabando a sentença sorrindo sarcástico.

– Pode ter certeza que não ficarei traumatizada, querido. Não sou uma frágil garotinha para ficar traumatizada, já vi muita coisa horrível nada pode ser pior do que eu vi. — A garota respondeu cínica.

– As instalações ao contrario do que se espera não são brancas, lá é intitulado cidade branca por não haver nenhum tipo de insinuação a violência e coisas do tipo, pelo menos foi isso que o sistema de meu aposento me contou. Eles possuem um sistema de abastecimento através de tuneis de no máximo 7 metros abaixo do chão. As pessoas lá normalmente morrem por causa de algum vírus vindo junto com sua alimentação, essa foi a maneira mais eficaz que as máquinas encontraram de controlar os rebeldes que se encontravam lá. Os novos moradores eram torturados constantemente por não estarem dispostos a contribuir com as máquinas, você deve estar se perguntando como eu sei da parte relacionada a tortura, não é Suzanne? Deixe-me lhe mostrar. — Jason diz sem emoção e começa a tirar sua camisa passando a exibir as cicatrizes que se espalhavam pelo meu corpo.

Suzanne ficou imóvel depois de ver as cicatrizes, a garota parecia não estar conseguindo acreditar no tamanho da crueldade das máquinas. Ela levou uma de suas mãos para a cicatriz de uma queimadura e tocou-a.

– Como isso aconteceu? — Perguntou com um pouco de curiosidade, mas também com muita pena.

– Eu havia acabado de chegar ao local. Pouco tempo antes tinha visto meu pais serem mortos tentando me proteger, não pude fazer nada para ajuda-los, os robôs da PRISM já haviam me capturado como refém, sempre escolhem alguém para levar para as cidades brancas, é como se fosse um tipo de oferenda para a máquina principal. Meu pai me disse um dia que elas se fortalecem a cada pessoa que é capturada. — O homem parou por um instante lembrando-se de seus pais padecendo em sua frente, uma lágrima escorreu de meu olho. Suzanne se aproximou ainda mais de Jason e secou a lágrima. — Quando eu cheguei na cidade resolvi não colaborar com o sistema, as máquinas não ficaram muito felizes com minha rebeldia, levaram-me para uma sala realmente branca, lá eles puseram em pratica varias formas de tortura, para que eu apreendesse a não questioná-los. Queimaram pontos estratégicos de meu corpo com a ajuda de um mine lança-chamas. Chicotearam minhas costas, fizeram ainda outras coisas que não gosto de me lembrar. — Jason diz por fim.

– Você sofreu bastante nas mãos das máquinas, Jason. Não entendo então porque não me ajuda a acabar com elas. — Suzanne sussurrou.

– Não posso me dar ao luxo de enfrenta-las. Você não entenderia meus motivos. — O homem falo calmamente olhando diretamente nos olhos verdes da garota.

– O que está acontecendo aqui? — Leon fala surpreso.

Leon havia chegado e encontrado Jason sem camisa bem próximo a Suzanne, enquanto a mesma estava imóvel e olhando fixamente para Jason.

– Nada de mais, Leon. Só estávamos conversando. — Suzanne falou rapidamente. Parecendo então notar a presença do rapaz.

– Não estava parecendo uma conversa, estava parecendo que a qualquer minuto vocês iriam se atracar. — Leon disse cinicamente.

– E desde quando você tem algo a ver com o que eu faço ou deixo de fazer? — A garota perguntou irritada. Jason até então estava apenas assistindo a discussão dos outros dois.

– Desde o momento em que o Andrew me mandou cuidar de você enquanto ele estivesse fora. — Leon disse calmamente.

– Pois então você vá achar outra pessoa pra estar sobre seus cuidados, não preciso de ninguém, eu sei me cuidar sozinha. E se eu precisar de ajuda não será a você que irei pedir, querido. — Suzanne falou sarcástica.

Leon saiu emburrado da câmara deixando Suzanne e Jason a sós. Jason já havia colocado sua camisa e encontrava-se bastante surpreso com o modo que a garota havia trado o Leon. Ele nunca havia a visto agindo dessa forma com ninguém, provavelmente porque ela evitava o contato com a maioria das pessoas da resistência.

– Por que você o tratou daquela maneira? — Jason perguntou realmente curioso.

– Não gosto do modo como Leon me trata, às vezes parece que ele acha que sou sua propriedade ou algo do tipo. Ele está sempre tentando se aproximar e eu estou sempre o afastando. O Andrew já me mandou parar de trata-lo assim, mas não consigo é como se fosse um sistema de defesa meu. — A garota falou tristemente.

Jason e Suzanne saíram da câmara e foram para seus devidos dormitórios. Ao chegar em seu dormitório Suzanne deitou em sua cama junto com Luck e acabou adormecendo.

Notas finais
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