PRESO Á SE7E CHAVES
3 Visões Perturbadoras
Eu corria pelos corredores do hospital, as paredes manchadas de sangue me davam medo e faziam com que eu acelerasse meus passos – apesar de mancar um pouco, eu estava indo rápido. A pouca iluminação do lugar me fazia bater o corpo contra a parede e macas a todo o momento.
Eu não sabia para onde iriam aqueles corredores, mas eu tinha a sensação de que eu tinha que correr. Então vi um vulto feminino, pequeno, em um dos corredores do hospital. Assim que eu o vi ele começou a correr. O segui então.
– Espere! – assim que gritei minha cabeça começou a doer. Cai no chão de tanta dor, colocando as mãos na cabeça. A minha vista ficou embaraçada e me vi sendo envolvido por uma densa névoa.
Quando abri os olhos estava em um quarto estranho, sujo, cheio de lixos jogados no chão e fedendo a podre. Na cama, uma garota trajando um sutiã e uma saia xadrez muito curta – deveria ter mais ou menos a minha idade, uns vinte anos, era pálida, os cabelos negros e cortados na metade do pescoço –, a garota não podia me ver, era como se eu não existisse.
Espalhados pela cama que ela estava deitada, vários pacotes com uma espécie de pó branco – cocaína – e injetáveis. Ela tinha o braço marcado por buracos feitos por agulhas e os olhos inchados. Pelo corpo quase todo á mostra, hematomas por todos os lados – ela havia apanhado, e muito.
Então alguém bateu na porta do quarto. Ela levantou da cama e vestiu um casaco cheio de plumas rosa, e segurou uma seringa na mão, tentando esconder ao máximo. Então abriu a porta.
Assim que abriu a porta um golpe certeiro a derrubou no chão – uma mulher loira, vestida de enfermeira a socou. A garota no chão se levantou, sorrindo.
– Desta vez não, sua enfermeira vagabunda! – então foi na direção da mulher loira e enfiou a seringa no pescoço daquela que chamara de enfermeira, injetando nela um liquido.
A mulher então desmaiou. A garota drogada voltou para a cama e pegou uma algema e um pacote com cocaína. Espalhou a cocaína na mão e aspirou tudo num rápido movimento. Então foi em direção à mulher desmaiada e a algemou, levantou-a e a carregou para uma picape do lado de fora.
A nevoa que me cercara antes voltou a me envolver. Não podia ver nada, somente cinzas. Então uma rápida imagem passou pelos meus olhos: “Welcome to Silent Hill”, uma placa dizia, e a picape verde ia em direção a cidade.
A névoa me cercou novamente e a imagem ao meu redor mudou. Vi a garota dentro de um quarto de hospital. Seis camas ocupavam o lugar, cinco delas colocadas organizadas, a sexta no meio do quarto, com uma mulher amarrada com arame farpado.
– Você acabou com a minha vida! – ela disse – Depois do acidente, você cuidou de mim, mas eu tinha que pagar. Olha o que fez comigo! Eu sou uma vadia viciada em drogas.
– Você quis isso! – a enfermeira chorava, estava ferida e os sangramentos não paravam.
– Você vai pagar por eu sofrer tanto. – a garota disse, segurando um machado forte.
Então ela começou a golpear a enfermeira loira, fazendo o sangue se espalhar por todos os lados. Mesmo sabendo que a mulher já morrera, a garota continuou golpeando a mulher, e continuou, continuou.
A névoa me cobriu e levantei-me do chão do hospital, eu havia voltado.
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