PRESO Á SE7E CHAVES
16 Assassinato
u estava em meu quarto, concentrado. Hoje a noite estava prestes a revelar algo importante. Iria fazer uma palestra sobre coisas sobrenaturais, e revelaria o segredo que eu carregava durante longos seis meses. Eu já estava vestido com meu paletó cinza e estranho, o cabelo penteado e a barba a fazer.
Enquanto lia me lembrava do que minha mãe fez consigo mesma. Ela tentou encontrar Rosalie no orfanato, mas minha irmã fugiu para longe. Minha mãe então se entregou para a policia. Lia a reportagem no jornal sobre isso, sentado na cama do um apartamento sujo e sem vida.
Eu continuava concentrado na minha leitura. Mas alguém bateu a porta do quarto do hotel. Levantei-me e guardei rapidamente todos os cadernos dentro de uma caixa. Abri a porta, não havia ninguém.
Olhei para o chão e um pedaço de papel rosa, cm algumas palavras escritas. Peguei o papel e o li. Somente algumas palavras sem sentido, mesmo assim as entendi.
“Igreja... lá estou... Aguardo... Acerto de contas...”.
Sai do apartamento rapidamente e peguei o Ford Thunderbird 1980 – velho, numa cor verde desbotado – de um vizinho emprestado – não era bem emprestado, eu peguei sem avisar, mas pretendia devolver. Trajava uma blusa de frio preta, uma calça jeans e um converse clássico.
Dirigia como um louco pela estrada vazia que levava a Silent Hill. Eu não sabia o porquê, mas eu sentia que tinha que ir até lá, acertar as coisas.
Cheguei até a entrada da cidade, entrei rapidamente, passando pelas ruas desertas, vendo as casas e lojas vazias, acelerando cada vez mais. Enfim cheguei o lugar indicado no bilhete e sai do carro apressadamente.
Entrei na igreja e tudo foi como na ultima visão que eu tive. O interior da igreja queimado. A imagem de Jesus caída. Lembrei-me também de como eu estava diferente agora – com cara de mais velho.
Então, como eu esperava um vulto pequeno surgiu do nada. Era Rosalie, brincando com uma faca e olhando-me sorrindo.
- Você já sabe o que acontece! – ela disse.
— Sim! – falei.
Então ela veio na minha direção, para me apunhalar com a faca. Mas uma surpresa, ela deu um berro de dor e me olhou com uma cara de quem não entendia nada.
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