PRESO Á SE7E CHAVES

4 A Deserta Silent Hill


O hospital estava diferente, não havia mais manchas de sangue e os azulejos não estavam mais quebrados. Parecia que tudo voltara ao normal. Mas o vulto ainda estava lá, e parecia me esperar, ouvi uma gargalhada inocente – mas isso me deu calafrios. Levantei-me e assim que dei um passo em direção ao vulto ele voltou a correr. Mesmo exausto eu o segui – seja lá quem fosse poderia me explicar que merda está acontecendo.
Corri atrás do vulto e ele me levou para fora do hospital – agora eu estava nas ruas da cidade, a cidade que fazia parte dos contos de terror que nossos pais nos contavam para nos assustar.
Corri pelas ruas desertas da cidade. Não reparava em nada ao meu redor, minha atenção estava voltada ao vulto que corria cada vez mais rápido. Eu mancava, mas meus passos não me atrasavam – eu não perdia o vulto de vista.
A cidade era cinza, morta, parecia não haver nada que pudesse viver ali – mas existiam coisas ali, coisas anormais.

Enquanto eu tentava alcançar o vulto, uma pedra foi arremessada ao ar e me acertou no ombro. Desequilibrei-me e perdi a concentração, parei para ver quem me arremessara a pedra e esqueci do vulto. Então o perdi de vista.

Uma sirene então tocou por toda a cidade e depois silencio total. Então a cidade escureceu e o chão pareceu se desfazer, ficando num tom meio avermelhado, meio cinza. Depois de minutos parado esperando ouvir algo, ouvi um barulho – parecia o barulho de uma barriga, roncando, mas era sombrio e assustador. Olhei para trás, onde a névoa cobria a rua, mas vi uns vultos andando, vindo em minha direção.
Peguei um isqueiro no bolso do casaco de couro que eu usava. O acendi para iluminar melhor o lugar. Então ouvi uma voz sussurrar antes de ver o que vinha em minha direção.
— Corra! – a voz feminina disse – Fuja! Aprenda! Veja!
— O quê? – eu disse, surpreso, olhando para as criaturas que se aproximavam cada vez mais perto de mim.
Eram vários monstros horrendos. Tinham o corpo de um homem, mas os braços estavam dentro do tronco, e no centro do peito, um buraco, onde saia um liquido preto. Esses monstros tinham a pele estranha, parecia queimada, e o rosto era estranho, somente olhos, sem nariz, ou boca. Gritei, antes de decidir correr.
Eu corria pela cidade, sem ver nada ao meu redor. Os monstros me seguiam, gritavam coisas indecifráveis. Eu gritava, também, por ajuda – mas eu sabia que ninguém me ajudaria.
Atravessei uma ponte e continuei correndo, tinha que tentar fugir de Silent Hill. Corria pelas ruas, os monstros ainda me seguindo. Então tropecei e cai no chão, respirando forte.

Ouvi uma voz me chamar – “Alex”. Olhei para o lado e então eu vi uma escola. Lembrei-me do que a voz me dissera – “aprenda”. Assim que parei de correr e encarei a frente da escola vi um vulto passar pela porta fechada.
Corri para a escola, tinha que tentar me salvar. Fui em direção a porta principal da escola. Tentei abri-la, mas a porta estava trancava. Olhei para o lado esquerdo e vi uma janela aberta.
Corri em direção àquela janela. Um dos monstros então me surpreendeu, aproximou-se de mim e de dentro do buraco em seu peito jorrou um liquido negro.
O liquido acertou meu casaco de couro, senti-o quente e vi uma fumaça negra sair do casaco. O tirei rapidamente, ainda desviando do liquido que os monstros ainda cuspiam. Enfim tirei o casaco e o joguei no chão, vendo-o se desfazer com uma facilidade incrível.
Corri para a janela e pulei-a, deixando os monstros para trás. Então fechei a janela e olhei onde eu estava. Em uma sala – provavelmente a sala do diretor.