P a t r i x
2 Capitulo 2 : : O Segundo Escolhido Ainda Vive
Notas iniciais
19 anos antes do acontecimento. Uma grande festa em Zion. Todos pulavam e causavam uma euforia na pequena cidade submersa, afinal a 2º geração de cidadãos havia chegado.
Depois da salvação da doca e da retirada da nuvem de sentinelas, Zion se tornou limpa e ascendente. Todos os casais da cidade agora podiam prosperar e se multiplicar, e com Link e Zee não poderia ter sido diferente. Com a reforma da grande doca, houve uma gigante festa comemorando a chegada de novos seres humanos. Link e Zee estavam sentados em frente ao grande palco segurando sua filha de 3 meses, Omega, uma menina cor de chocolate, franzina ,de olhos grandes brilhantes e castanhos, e com lindos cabelos cacheados e crespos.
Além disso, se descobrira algo extraordinário. Depois de Trinity ter viajado com Neo para a Cidade das Máquinas. Trinity permanecia com um sopro de vida : e com uma notícia incrível.
Depois de deixar ir Neo, Trinity em seu último suspiro conseguiu mandar uma mensagem á Central de Zion.
–É-é.... é de Zion? – Perguntou, com as gargantas tão secas que a cada palavra dita rasgavam a voz daquela que estava prestes a morrer.
–Sim, é Zion. Você é um de nossos tripulantes? Estamos precisando de mais reforços na doca. Você deve pegar sua nave imedia – Não é um tripulante – Cortou Trinity.
–Eu sou Trinity, e parti com umas das naves de Onobi, junto com Neo. Eu preciso que vocês venham me buscar.
–Sinto muito senhora, estamos muito ocupados no momento. Não há como permitir que soldados em combate façam sua busca. Eles estão combatendo sentinelas e protegendo a doca, antes que seja tarde demais. – Disse a atendente principal, que apesar de fria, diria aquilo com pesar. Era uma vida que ela estava impedindo de viver.
–Mas eu preci....preciso que vocês venham – Tentou dizer Trinity – Eu sou a mulher de Neo, e estou grávida. O segundo escolhido ainda vive.
–Não pode ser. Isso não pode ser. Não há como existir um ‘’Segundo Escolhido’’, só há de existir um, o Escolhido é único.
–Olha, pense como quiser, mas eu estou quase deixando esse corpo e peço que salvem o meu filho. É meu último pedido – Disse Trinity que agarrava as ferragens que a prendiam. – Mande 2 ou 3 homens. Por fa...
–Olá? Olá? Senhorita Trinity? – Ela continuou falando, mesmo sabendo o que aconteceu. A mulher do outro lado da linha havia morrido.
A atendente principal deslocou o fone para o gancho de forma retardada. Quando o fone finalmente chegou ao seu gancho, a atendente parecia aflita : Sua mãos ainda continuaram neles e ela parecia olhar para um ponto fixo imaginário sem saber o que fazer. Uma mulher misteriosa ligou e pediu que buscassem o filho do Escolhido. Poderia ser, poderia não ser real.
De qualquer forma a atendente decidiu se levantar e deixar a sala de telefonia. Sem dar satisfações á nenhuma sombra, a mulher continuou pisando fundo nos salões de piso de metal de Zion, escutando os tiros vindos do lado de fora. Pensou que valia a pena por algum motivo que ela não compreendia qual era, tentar salvar a vida do filho daquela mulher. Apesar de parecer impossível, sentia que a criança permanecera viva.
Chegando a doca, gritou para dois soldados para virem perto dela. Os dois largaram seus APU’s e foram em direção á mulher.
–Peguem uma nave, vocês vão á Cidade das Máquinas. – Disse a mulher, sabendo que os soldados não aceitariam com facilidade seu pedido.
–Quê? Cê tá louca mulher? Não está vendo o inferno ? Como quer que abandonemos nosso posto de defesa para ir a uma missão suicida? – Disse o solado ruivo e pálido, que sangrava o nariz. Apesar disso, o outro soldado mulato permaneceu quieto.
–Sou sua superior e peço que façam o que eu disse, aliás MANDO que façam.
–De qualquer forma, o que devemos fazer lá? Além de nos matar, claro. – Disse o ignorante soldado ruivo que estava a meio passo de dar um tapa na face daquela mulher.
–Ao que tudo indica, o Segundo Escolhido existe.
–Como? – Disse ele com uma feição estranha, apertando todos os músculos de sua cara para o centro do nariz que sangrava.
–O que acabou de ouvir. Recebi um telefonema daquela que se denomina mulher de Neo. Trinity era o nome dela. Acho que era uma das que segue Morpheus. Ela pediu para resgatar o filho dela, que ainda vive. Ela está encalhada em um prédio na cidade, com ferragens prendendo seu corpo. Ela partiu junto com a Nabucodonosor.
–Não existe um segun...- Eu sei – Disse a mulher interrompendo o soldado.
–Não concordo com a mulher, e nem pensarei em possibilidades. Mas alguma coisa diz que devo ajudá-la. Algo como a voz do Oráculo na minha cabeça. – Apertou a cabeça aflita.
–Do mesmo jeito, eu também sinto que devo fazer alguma coisa. – Disse o mulato, que pela primeira vez deixara que palavras fugissem de sua boca.
–Só temos uns problemas, casal suicida. –Disse o ruivo – EU não fui treinado para fazer um parto, eu fui treinado pra matar.
–Improvise. –Disse a mulher com um tom de ironia.
Sem pensar duas vezes, a mulher puxou os dois homens para a garagem das naves. Quando lá chegaram, ela os mandou o endereço do corpo de Trinity, pela ligação que teria feito mais cedo.
Fale com o autor