P Que Pariu
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Nico estava irritado. Não, melhor: Nico estava puto com Jason. Fala sério, e daí que era um documentário da copa do mundo? O aniversário de namoro deles não era mais importante que aquilo?
— Jason? Jason? Jason! — o moreno gritou batendo no namorado com a almofada que estava sobre seu colo — Você está me ouvindo?
— Ahn? — Jason falou sem desviar os olhos da TV.
Nico soltou o décimo quinto "puta que pariu" da noite.
— Porra, Jason, é o nosso aniversário de namoro, a copa só é amanhã, tira essa bunda gorda do sofá e me dá atenção!
— Ontem você não parecia achar a minha “bunda gorda” ruim. — Jason brincou, puxando Nico pela cintura e o beijando. Havia acabado de dar intervalo e ele queria ver se Nico calava a porra da boca ao menos por um instante. Não que ele jamais fosse deixar seu namorado saber que aquela era a sua motivação para satisfazê-lo naquele momento.
O beijo de Jason era algo erótico, excitante, e apesar de Nico querer ter algo romântico naquela noite, seu corpo clamava por outro tipo de atenção. As mãos do loiro foram para o seu quadro e então desceu, apertando a bunda de Nico e colocando-o sobre o seu colo, em momento nenhum parando de espalhar beijos pelo rosto do mais novo. Com as mãos do filho de Hade tentando tocar o seu abdômen, Jason tirou a própria camisa e em seguida a de seu parceiro, começando a chupar o pescoço dele, o estímulo inesperado fazendo o mais novo elevar seu tronco e criando a oportunidade para o outro de descer sua boca para os mamilos.
Jason adorava brincar com eles, prendê-los entre os dentes, chupar, morder e apertar. Aquela não era uma zona erogena para o menor, mas ainda assim Jason insistia. Nico diria que era tara, mas o loiro o fazia pelo simples fato de saber o quanto doía, e ele aprendera rápido que seu namorado era um masoquista quando se tratava de sexo.
Não demorou para que suas mãos cruzassem a bainha da calça e seus lábios se tocassem novamente. O misto do toque quente de mãos, a fricção áspera de seu jeans, a humidez vinda de sua própria excitação e a nada tímida ereção do seu namorado contra a sua, ainda que coberta, o fazia gemer vários xingamentos enquanto rebolava no colo de Jason, impulsionado por nada além de instinto e desejo
— Você parece uma puta, Nico.
O loiro falou num riso, era raro o mais novo ficar daquele jeito e Jason ainda não conseguia admitir, mas ele adorava aquela raiva no outro, verbal ou física, que aparecia sempre que ele se excitava mais que o normal.
— Hm, calado antes que eu comece a cobrar pelos meus “serviços” — disse Nico, passando sua lingua na bochecha do outro e dando uma mordiscada ali, hábito que nem sabia ter, antes de abrir o zíper da calça alheia e se ajoelhar no chão.
Com suas sobrancelhas franzidas como se estivesse resolvendo um problema, ele tocou o pau de Jason, esfregando sua mão para cima e para baixo algumas vezes antes de abaixar sua cabeça, de boca aberta e língua para fora, intenção clara de provar o membro mesmo que sobre a cueca. O que ele poderia fazer? O loiro estava completamente duro e pulsando, praticamente pedindo para ser envolvido dentro de Nico e ele não era do tipo de negar qualquer chance de ser preenchido. E Jason era talentoso, dotado, enchia cada centímetro aberto de si.
— A-ainda não, porra!
Jason desceu do sofá e ficou frente a Nico, segurando o rosto delicado entre seus dedos longos. Num dia normal aquele era exatamente a hora, nada de aindas ou esperes, era a ordem perfeita de ações. Mas aquele não era um dia normal e ele precisava acalmar seu namorado ou tudo quilo seria em vão.
— Você diz tanto que hoje é nosso aniversário de namoro e tá com essa pressa toda? Achei que preferisse algo romântico, não?
O rosto de Nico ficou rubro e após chamar o filho de Zeus de “loiro idiota” abraçou seu pescoço, beijando-o lentamente. O beijo era quente e carinhoso como Nico sempre se lembrava e sentiu seus lábios sorrirem contra os dele. Ele envolveu a cintura do namorado com as pernas, esse por sua vez o levou de volta para o sofá e quando as mãos do filho de Hades começou a puxar a calça do loiro algo o derrubou no sofá.
Algo não, alguém, mais especificamente Jason Grace. O intervalo havia acabado.
— O documentário da copa. Xiu!
Nico soltou o décimo sexto “Puta que pariu” da noite.
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