Pêssego
1 One Shot
Notas iniciais
Capítulo Único
Kougyoku tinha o terrível hábito de se esconder de Ka Koubun no palácio, graças a sua timidez ela havia encontrado inúmeros esconderijos que usava para evitar as irmãs, os criados, Koubun, e as outras pessoas, e sua mania de estar sempre à espreita atrás de algum pilar, a levava a ver e ouvir coisas que uma princesa geralmente não precisava saber.
Foi em uma de suas brincadeiras de esconde-esconde pelo castelo que ela topou-se com Judal, o magi estava deliberadamente estirado no chão de uma varanda, ela podia jurar que aquele lugar não era de conhecimento alheio, além dela.
Como sempre fazia, Kougyoku ocultou sua presença e permaneceu escondida, agora concentrada em observar o magi. Passou horas no mesmo lugar, esquecendo-se completamente de Ka Koubun que àquela altura devia estar desesperado a sua procura.
Desperdiçou boa parte da tarde sentada, venerando-o a alguns metros de distância, estava encantada com sua expressão serena adormecida. Kougyoku nunca o havia visto assim, Judal não costumava confiar em ninguém, até mesmo ela tinha certa dificuldade em conversar com ele, isso quando o magi não estava a fim de irritá-la como sempre.
Um murmúrio a fez voltar a olhá-lo, surpreendendo-se ao ouvir as palavras que saíam de sua boca.
— Bruxa velha, me da... — Ele rolou pelo chão. — Me da esse pêssego.
Kougyoku riu baixinho, e se aproximou devagar, sentando-se ao lado dele, não queria acordá-lo, ainda mais agora que estava ficando interessante.
Judal continuou a pedir por pêssegos, mas dessa vez suas mãos tateavam o ar, e ele acabou apalpando – para a surpresa de Kougyoku – seus seios.
— Hm... – Apertou o local, fazendo uma carranca retorcida. — Pequenos demais, precisam amadurecer.
O rosto de Kougyoku tornou-se vermelho da cor de um tomate, e de tão nervosa ela se levantou bruscamente, chutando com raiva o corpo do magi no chão.
— Judal-baka!!! – Gritou, envergonhada, e saiu correndo para longe dali, cobrindo o rosto com as mãos.
Judal despertou do sonho graças à ação brusca da princesa, ele se espreguiçou e preguiçosamente bocejou enquanto a via se afastar, não sabia exatamente o que havia feito para deixá-la tão irritada, mas não demorou muito para relembrar-se do sonho e ligar os fatos.
Quando finalmente percebeu o que havia acontecido, sorriu de canto, voltando a encostar o corpo na madeira fria.
— Serão suculentos quando for madura old hag.
Fale com o autor