Pétalas Sombrias

2 Capítulo 1 - Imortalidade


Notas iniciais
Bom, quem está escrevendo esse capítulo sou eu, Nathy.
Nesse capítulo as garotas já estão na adolescência.

Safira Wordsvale

Não consigo mais sentir minhas pernas, nem consigo respirar sem o auxilio de aparelhos respiratórios. A mesma coisa acontece com minha irmã Violeta.
Estamos a beira da morte, tudo isso por culpa da doença que herdamos de nosso falecido pai.

Nossa mãe está sofrendo muito por ver que eu e minha irmã estamos nessa situação horrível, essa doença não tem cura, e ela sabe disso. Eu também sei, minha irmã também.

Já faz dois meses que nós duas estamos internadas nesse hospital onde só tem os melhores médicos da cidade, mas eles não são tão bons assim. Ainda nem conseguiram identificar qual é a nossa doença.

Para os dias passarem mais rápido, eu me auto mutilo, isso me tira do tédio, me faz sentir melhor.
Violeta diz o tempo todo que isso não é certo, eu não devia me mutilar. Mas, eu já estou quase morta mesmo, o que custa fazer o que eu quero?

Ela só dorme e lê o mesmo livro todos os dias, todas as horas. Não sei como ela consegue.

Não sei o que está acontecendo comigo agora, só estou vendo vários médicos ao meu redor. Acabei de acordar e já tem uma multidão com aparelhos e seringas em minha volta? Fala sério.

Minha respiração está fraca demais...

Um dos médicos injeta algum remédio em meu corpo, isso doeu. O outro, arrastava uma menina em uma maca para fora do quarto, ela estava sem aparelhos nenhum. Por um minuto raciocinei, a garota era Violeta. Ela estava morta.
Meu Deus! Por quanto tempo eu dormi?

Fiquei imóvel, pude sentir lágrimas escorrendo em meu rosto.

Outro médico injetou mais seringas com remédios em meu corpo.
Minha respiração ficou mais fraca.

Acho que os médicos desistiram, ou não. Mas um médico louro dos olhos brilhantes pediu para que eles saíssem do quarto me deixando a sós com ele.

Comecei a ficar ofegante quando percebi que estava morrendo.

Depois disso, a única coisa que senti foi seus dentes cravando em meu pescoço. Gritei apavorada, me debati, gemi, berrei e ofeguei.
Fiquei ali gritando, vendo ele saindo do quarto. Depois de alguns minutos ele voltou. Eu ainda gritava, mas avistei que em seus braços estava minha irmã morta, mas seu pescoço sangrava assim como o meu, ela não gritava, ainda estava apagada.

Ai meu Deus que queimação na minha cabeça, acho que isso é bem pior do que morrer. Estou suando e ainda berrando, mas acho que cheguei ao fim. Meus olhos se apagaram, não sei o que aconteceu.

Notas finais
Kissus.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.