Péssima Escolha
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Eu e minhas amigas andávamos pelos corredores do colégio, estávamos no segundo semestre do ano letivo e no horário da saída, as meninas já iam embora, mas eu tenho que esperar um século, pois eu ia com meu irmão, Theodore, que gostava de ir embora tarde… Eu mereço… Ah, bem… Mas que falta de educação… Eu sou a Jasmine Black e as minhas amigas são: Natasha Rowling, ela é do tipo patricinha-nerd, meio rebelde e sabe ser marota, já a Samanta Hale é aquela meiginha, tímida, mas que sabe ser durona, mandona e chata, quando preciso.
Bom… Como eu estava dizendo, nós três estávamos andando pelos corredores, a Thaty (vulgo Natasha) no meio, eu na esquerda e a Sam na direita, por ser sexta-feira estava a maior agitação. Conversávamos sobre alguma coisa não muito importante, até que a Thaty parou num solavanco, nos fazendo parar também, olhamos e a nossa direita um pouco a frente, meu irmão estava encostado numa pilastra se agarrando com a Stefanny Moore, uma das lideres de torcida piriguetes do colégio, ele a segurava pela cintura e ela passava as mãos nos seus cabelos loiros, que ele herdou da minha mãe, já os meus são iguaizinhos ao do meu pai. A Thaty revirou os olhos e continuou andando, a seguimos
– Eu sei que seu irmão sempre foi uma galinha, mas sério que ele tá pegando até a Moore…? — perguntou, depois de alguns passos
– Você ainda não se acostumou com esse jeito dele?! — perguntei parecendo surpresa
– Já… Mas ele não podia escolher uma melhor?
– Eles já estão ficando há algum tempo… — ela girou os olhos — Mas, acredite, até que poderia ser pior… — encaramos Helen Swift, capitã das lideres de torcida, Ashley Grey e Mandy Lance, as três são amiginhas da Moore, o grupinho delas estava dando em cima do time de futebol. Reviramos os olhos. Helen Swift era a garota que eu mais odiava no colégio inteiro, talvez até do mundo todo. Ela é uma vadia de carteirinha, mas uma puta mesmo. Nunca entendi o porquê dela não gostar de mim, mas eu sabia muito bem a razão do meu ódio. Essa vagabunda já aprontou de tudo comigo, me irrita o tempo todo, vive tentando me queimar para todo mundo, me xinga de todos os modos existentes, claro que eu revido a mesma altura, posso até ser assim, mas não sou de levar desaforo, além do mais ela pede, e acima de tudo quando eu tava namorando um garoto aí ela o agarrou, claro que bati muito nela e terminei, desde então nossa rivalidade só aumentou. E ela também era muito burra, ela está quase perdida, ouvi dizer que ela precisa de mais ou menos nove em cada uma das duas unidades restantes em quase todas as matérias e ninguém acredita que ela vá conseguir. Acabou que o grupinho dela virou rival de mim e das minhas amigas, porém era meio óbvio que meu irmão não estava nem ai para o que eu achava delas, ele e seu amigo Luke eram do time de basquete, sendo o Teddy o capitão, então eles estavam entre os mais populares e pegadores do colégio. Ninguém merece…
– Ok, meninas, então vou indo encontrar o Fred… ele deve estar me esperando, nos vemos depois… — falei acenando e me afastando, assim que chegamos ao jardim
– Tá bom… Beijo… — Sam mandou um beijo para mim
– Tchauzinho — acenou a Thaty sorrindo, as duas foram em direção ao centro do jardim, enquanto eu ia para o fundo do colégio. Abri o portãozinho e subi as escadas que davam ao terraço.
Eu e o Fred começamos a nos falar, pois ele é o melhor amigo do meu irmão, como ele estava sempre na minha casa, com o passar do tempo nos conhecemos melhor e fomos com a cara um do outro, encontramos algumas coisas em comum e, é isso, daí surgiu uma amizade, claro que meu irmão não gostou muito. Vivia dizendo que eu queria roubar o amigo dele, que eu era só uma pirralha e perguntava se eu não tinha meus próprios amigos e quando eu falava "Tenho! E daí?" e ele respondia "Se sim, então por que você inventava de se meter com os meus?". Com o tempo, ele continuou não aprovando, mas acho que acabou se acostumando com a ideia. Geralmente, no colégio, eu fico com a Thaty e a Sam, ele com seus amigos, mas, às vezes, nós seis (além de nós três, Fred, meu irmão e o Luke) nos juntamos e batemos papo, rimos, contamos historias e até que nos divertimos, só que o normal é eu e o Fred sozinhos, conversamos na hora da saída, quando nossos amigos já foram embora e esperávamos os trinta minutos passarem para o inicio de alguma aula extra, afinal, meu irmão depois das aulas ia se agarrar com alguma garota, me fazendo esperar e o Fred ficava sozinho aguardando o inicio das suas, ele não fazia o tipo pegador. Depois com a evolução da nossa amizade, íamos ao cinema, ao parque passear e comer alguma coisa… E NÃO! Não temos uma amizade colorida, somos apenas amigos mesmo.
Por sorte, os participantes dos clubes são legais e não se importam de ficarmos no terraço conversando (onde é reservado para nossos grupos, por causa das "estufas" ou salas do clube de jardinagem, de biologia e de fotografia).
– Você está atrasada… — comentou o Fred brincalhão quando eu estava quase no topo da escada, ele me esperava apoiado no murinho acima dela
– Foi mal… Me distrai conversando com as meninas
– Tudo bem… Mas eu vou te pedir uma coisa…
– O que? — o encarei desconfiada
– Me ajuda num trabalho de artes…? — deu um sorriso amarelo
– Não… Você não vai me usar de escrava de novo, né?
– Por favor… — revirei os olhos — Vai… — cruzei os braços — Jass…
– Já falei que não!
– Vai, meu anjinho, por favor… Você sabe que eu não suporto ficar pintando… — ele só me chamava assim zoando, quando estávamos sozinhos, para evitar comentários, isso começou por que uma vez fomos para uma festa e minhas amigas e os amigos dele estavam se agarrando por aí e um garoto me convidou para dançar me chamando de anjo e ele ficou me zoando com isso, depois acabou pegando e sempre que ele quer alguma coisa me chama assim.
– Tá bom… Qual é o trabalho?
Ficamos uns 15 minutos pintado e conversando
– Você tem certeza que não pode mesmo ir pra festa amanhã comigo? — perguntou no meio da conversa
– Eu já falei que eu e o Teddy vamos com a nossa família pra ver meus avós
– E você não pode pular fora?
– É aniversário de casamento deles…
– É… Eu sei, mas não queria ficar numa festa de família super chata sozinho…
– Mas e o Luke… Por que não chama ele?
– Já chamei… Ele vai sair com uma garota aí e falou que não pode ir, além do mais não ia fazer muita diferença, ele iria arranjar alguém lá e eu acabaria sozinho do mesmo jeito…
– Com quem ele vai sair? — perguntei ainda concentrada na pintura
– Ashley Grey… Conhece?
– Claro! Uma das maiores vadias do colégio só não supera a Swift…
– Eu ainda não entendo essa rixa de vocês duas…
– Ela que começa, eu só revido a altura… — pisquei para ele e ele riu Uns 10 minutos depois meu celular apita, mensagem do Teddy
"Tô te esperando! Vamos?"
– Acho que, finalmente, ele terminou, então… — falou o Fred sarcástico
– É o que parece… Desce comigo?
– Desço… — guardou o desenho — Quem foi a de hoje? — perguntou enquanto descíamos
– A Moore…
– Nossa… Ele já tá há algum tempo com essa… Será que vai ficar fixo?
– Espero que não, essa daí é outra vadia… — riu
– Oi, gente… — ouvimos a voz da Thaty assim que entramos no jardim
– Oi… — falamos juntos
– Por que vocês ainda estão aqui…? — perguntei confusa
– Nos distraímos conversando… Já estão indo? — perguntou a Sam
– Já, meu irmão tá me esperando no estacionamento…
– E eu vim acompanhar ela… — Fred girou os olhos sorrindo
– Então vamos que nós também estávamos indo pra lá…
– Aff, que demora, hein?! — falou o Teddy encostado no carro quando nos aproximamos
– Fala o cara, que me fez esperar por que estava se agarrando com umazinha — retruquei
– Ah, fica quieta… Vamos logo que nossos pais já estão chamando para terminarmos de arrumar as coisas…
– Ok… Tchau, Fred… — dei um abraço nele.
Teddy virou a cara e tentou puxar papo com as meninas, eu sempre achei muito fofo como ele é ciumento comigo, quase todos os meninos do colégio morrem de medo dele. Me afastei
– Boa sorte na festa amanhã — falei meio baixinho
– Valeu, boa viajem e ótimo final de semana, anjinho — sussurrou piscando
– ANJINHO?! QUEM?! — o meu irmão gritou se virando para nós bruscamente, o Fred endureceu
– Anjinho? Que anjinho? Quem falou anjinho? Anjinho? Anjinho quem? — começou a olhar para os lados a procura de sei lá o que, eu e as meninas caímos na gargalhada com o nervosismo dele, o Teddy fechou a cara e o Fred ficou super constrangido
– Ok… Não tínhamos que ir? — quebrei o gelo — Então, tchau meninas… — dei um abraço nas duas
– Eu quero saber direitinho esse negocio de "anjinho" — sussurrou a Thaty, me afastei e sacudi a cabeça
– Tchau, Fred… — acenei
– Tchau, Jass… — respondeu dando um pequeno sorriso
O Teddy fechou ainda mais a cara e entrou no carro, ele odiava quando o Fred e o Luke me chamavam de "Jass", segundo ele era "muita intimidade" Fomos o caminho todo para casa com uma musica alta.
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O final de semana foi incrível, meio chato como toda reunião de família, mas até que legal. Na segunda, pela manhã antes das aulas não vi o Fred, não encontrei com ele nos corredores e nem o vi no almoço. Estávamos sentadas a sombra de uma árvore esperando o inicio da nossa aula de vôlei
– Procurando quem? — perguntou a Thaty ao me ver olhar para os lados e em direção ao estacionamento
– O Fred… Não vi ele hoje…
– Ele sabe que você tem aula de vôlei hoje, não sabe? — perguntou a Sam, assenti
– E ele? Tem alguma aula por agora?
– Não…
– Pois, então… Ele já deve ter ido embora…
– Mas o carro dele ainda tá aí…
– Relaxa e para com essa obsessão… Ele deve tá por aí com os meninos…
– Vocês têm razão…
Tivemos nossa aula de vôlei e quando eu estava no vestiário me arrumando meu irmão me mandou uma mensagem perguntando se eu estava pronta, já que dia de segunda ele tem treino de basquete.
Estávamos eu e o Teddy no carro dele, indo para casa, o som estava alto, uma música eletrônica tocava, ambos cantarolávamos acompanhando.
– Eu não vi o Fred hoje… — comentei, abaixando um pouco o som
– Ah… Você não soube?
– O que…?
– O Fred tá namorando!
– Não! Serio?! — falei animada, um sorriso se formou no meu rosto
– É…
– Eu já estava começando a achar que ele era gay — brinquei
– Eu também! Imagina como isso me surpreendeu — continuou também animado e brincalhão
– Como isso aconteceu?
– Eu não sei direito, só sei que no intervalo de uma aula aí, eu estava andando por um corredor e ouvi todos gritando "Eeeeeeh!", fui ver o que era e me deparei com ele e a menina se beijando, na aula perguntei a ele e o Fred me contou que eles se encontraram por coincidência na festa que ele foi, conversaram e acabaram começando a namorar…
– E ela é da sua turma? — ele começou a ficar nervoso, hesitou um pouco
– É… Não… Ela é do terceiro também, mas… É de outra sala
– Quem é? Eu conheço?
– Bem… Amanhã você vê quem é ela… — suspeitei do mistério dele, mas decidi ignorar
– Ah… Ok… Amanhã descubro quem ela é...
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