Pé na Estrada

5 Capítulo 5 - Briga de Meninas, Homem nenhum se mete!


Notas iniciais
Putz, tentando postar de novo...

Tati chegou na praia e Mikey estava sentado num banquinho no calçadão lendo um livro. Ela se sentou ao lado dele e ficou olhando o mar.



T: é tão lindo quando a onda se encontra com a areia.



M: hum... – fez ele como um gemido sem se importar com o que ela disse.



T: o meu nome é Tati. – disse olhando pra ele.



M: mikey.



T: é, eu já sabia. O que está lendo?



M: Harry potter.



T: é mesmo? Também adoro, qual dos números?



M: o quinto.



T: legal. Eu já li.



M: ta, mas não precisa me contar.



T: já está no final?



M: quase.



T: ta. – os dois ficaram calados até que Tati resolveu deixa-lo sozinho, pois percebeu que não era bem vinda. Mikey abaixou o livro e ficou fitando-a enquanto ela ia em direção ao mar. Ficou admirando o corpo dela que era bem magrinho do jeito que ele gostava. Ele voltou sua atenção ao livro por mais que quisesse ficar admirando-a.



Enquanto isso no hotel...


TOC TOC TOC
* Barulho de batidas na porta hihihihi*


Michelle tinha adormecido e eu estava lendo um livro quando ouvi a porta bater. Quando abri a porta Frank estava do lado de fora. Empurrei ele pra fora e fechei a porta.


J: o que está fazendo aqui?



F: a michelle está?



J: ela está dormindo. Ficou muito abalada com o que
aconteceu.



F: eu queria pedir desculpas a ela.



J: deve mesmo desculpas, mas não tem que dizer isso pra mim, e sim pra ela.



F: você não pode acorda-la?



J: vamos fazer o seguinte então, eu saio do quarto e você entra e finge que não me viu aí dentro. Vocês que se entendam sozinhos.



F: ótimo. – disse ele contente.



J: ok, toma a chave.


Entreguei a chave a ele e ele entrou no quarto. esperei pelo elevador e quando abriu, uma surpresa, Gerard estava dentro dele com uma sacola na mão.


G: sobe?



J: desce.



G: não quer entrar agora e depois você desce.



J: ok. – entrei no elevador que fechou as portas pra subir. – o que é isso tudo? – disse olhando pra sacola.



G: to indo guardar as coisas no quarto. são lençóis, travesseiro, cobertor...



J: ah ta. Não vai ter festa hoje?



G: por que? Quer festa hoje? – perguntou ele me olhando desconfiado.



J: perguntei só por curiosidade. – a porta do elevador se abriu e ele a segurou antes que ela se fechasse.



G: a gente se vê por aí. Tchau.



J: tchau. – apertei pra que o elevador fosse pro hall de entrada do hotel e quando cheguei fui pra praia.


Avistei um menino que estava ao lado da Tati na noite da festa. Ele estava lendo um livro sentado no banco. Eu fui até lá e me sentei ao lado dele.



J: oi, me chamo Jessy. – cumprimentei.



M: Mikey prazer, to lendo Harry Potter e tô quinto livro e sim, estou quase no final do livro.



J: legal. — Olhei pra ele espantada com tanta informação. Abri o meu livro e não dando importância pra ele voltei a minha leitura.



Enquanto isso no quarto...


Michelle sentiu alguém lhe fazer carinho no cabelo e pensou que fosse Jessy querendo sacanear ela.


M: para Jessy. Deixa eu dormir.



F: não é a Jessy. – Michelle se virou pra olhar e confirmar com os próprios olhos que era o Frank que estava ali mesmo. Sentou na cama e ficou procurando o que falar. – eu vim aqui te pedir desculpas.



M: como conseguiu entrar aqui?



F: sua amiga deixou que eu entrasse.



M: filha da mãe.



F: eu precisava me explicar pra você. Mas antes tem que prometer não me bater.



M: ta. Apesar de que isso será difícil...



F: ok. – disse ele deixando uma risadinha sem graça escapar. – ã...como começar?



M: está inventando é?



F: não, eu só não sei por onde começar.



M: pelo começo.



F: ok, eu estava na pedra pensando...



M: ih não faz isso não viu, faz mal pra cabeça...



F: engraçadinha...acho que é por isso que gostei tanto de você. – michelle ficou sem graça corando na hora.
– estava pensando em você, se você pensava em mim, se tinha gostado de ontem, foi quando aquela sua amiga apareceu.



M: me poupe, ex amiga!



F: ta, sua ex amiga, Mia, apareceu. Ela veio com um papo de solitária, precisando de alguém e eu ainda disse que tinha o Bob e o Ray sozinhos, mas ela me disse que estava interessada em mim. Eu falei que estava com você, mas quando vi ela já estava me agarrando.



M: e você deixou.



F: mas queria que eu fizesse o que?



M: que absurdo Frank, ainda admite.



F: sim, admito que deixei que ela me beijasse sim, mas não é ela que eu quero. Eu quero você. Eu gostei de você pra caramba. Te achei mó gata. – disse mexendo nos cabelos de michelle. – essas suas mexas azuis me encantaram. Você faz meu estilo. Ela não, ela é bonita, mas você, é mais do que tudo isso. Vamos esquecer o que aconteceu. Fica comigo.



M: eu não sei se acredito em você, seu amigo Gerard me alertou sobre você.



F: eu sei que sempre fui garanhão, mas isso era antes, mas agora encontrei você. Você é diferente, tem algo que eu não sei explicar, você foi uma das poucas que mexeram realmente comigo.



M: é sério?



F: seriíssimo.



M: é, a gente estava só ficando mesmo, eu posso te perdoar. Te dou mais uma chance.



F: que bom.



M: mas com a Mia, ela passou dos limites...



F: esquece ela vai? – disse ele chegando perto de michelle e a beijando.


[...]


Abri a porta do meu quarto e Michelle e Frank se beijavam na cama dela. Voltei e fechei a porta com cuidado pra que não os desconcentrassem do que faziam. Quando esperava o elevador novamente Gerard estava nele quando as portas se abriram.



G: oi de novo. Desce? – disse segurando a porta do elevador.



J: talvez.



G: como assim?



J: depende pra onde você queira ir.



G: isso é alguma insinuação?



J: estou sem pra onde ir. Já fiquei lá embaixo lendo e cansei agora vim pro quarto e Frank e michelle estão lá então só me resta esperar um convite pra me tirar dessa monotonia.



G: ótimo. Entra. Vamos pro meu quarto.



J: depende do que vamos fazer.



G: você vai ver quando chegarmos lá.



Enquanto isso na praia...


Mia: estou mal Ray...



R: o que você fez também foi foda.



Mia: eu sei, mas fiz sem pensar. Eu queria provar que também era capaz...



R: prova pra quem? Pra sua amiga?



Mia: você não ia entender...



R: se não me contar, não vou entender mesmo.



Mia: é que eu e ela temos uma rivalidade.



R: vocês não são amigas?



Mia: sim, mas costumamos competir uma com a outra.



R: que coisa estranha.



Mia: isso é desde pequenas, nós sempre competimos
e não sei por que...isso ainda continua até hoje. Eu fiquei afim do Frank e tenho certeza que ela fez isso pra me provocar.



R: já parou pra pensar que isso pode ser apenas coisa da sua cabeça? E se ela não fez pra provocar? E se ela gostou mesmo dele? Pelo que o Frank me disse nem foi ela que tomou iniciativa, foi ele. E pelo que você está dizendo, era pra ela ter começado com tudo.



Mia: não...ela fez com que isso acontecesse...



R: Mia, vocês não são mais crianças. isso de competir é uma coisa muito idiota.



Mia: eu sei. Estou magoada...me arrependi de ter feito isso, agora ela não quer mais falar comigo.



R: e com razão não é?



Mia: é, eu também ficaria se fosse o inverso.



R: por que não conversa com ela e param com essa
bobeira?



Mia: ela não vai querer falar comigo.



R: você já tentou?



Mia: não. Ela quase me matou aqui na praia. Tenho até medo de chegar perto.



R: você quem sabe...



Mia: vou pro meu quarto. não estou me sentindo
bem...



R: quer companhia?



Mia: acho melhor não...quero descansar ta? – Mia beijou a testa dele e chamou Tati que estava no mar.



T: o que foi? – perguntou ela vindo até Mia.



M: vamos comigo até o quarto pra conversarmos?



T: ta. Vamos.



R: sua canga.



T: valeu Ray. – agradeceu ela em seguida enrolando a canga na cintura.



R: tchau pras duas.



T: tchau.



Mia: tchau.



Ray ficou observando Mia enquanto ela voltava com
Tati pro hotel. Ela realmente estava mal depois de todo aquele desentendimento com a amiga. Ele preferiu não se intrometer, coisa de mulher, ele nunca ia entender essas coisas...