Pé na Estrada
11 Capítulo 11 - Ensinando a beijar
Notas iniciais
contagem regressiva pro fim da fic!!!
Tati e Mikey andavam pela praia conversando. Tati segurava suas sandálias em uma das mãos. Os dois eram muito envergonhados então o papo ia se cessando de vez em quando e os dois ficavam calados.
M: e então, falta pouco pra vocês voltarem?
T: é, mais uns três dias.
M: não pode ficar mais?
T: não, prometemos pras nossas mães que voltaríamos rápido e que ficaríamos só uma semana.
M: também iremos partir na terça-feira. Temos show no sábado no Canadá.
T: ah...fim das férias.
M: nem fala...estava gostando tanto de ficar aqui.
T: eu também. Esse lugar é um sonho realmente.
M: você vai voltar pra cá algum dia?
T: acho que não, vai depender dos meus pais. Eles são muito antiquados e quase não me deixam sair. Há essa altura já descobriram que fomos só nós quatro sozinhas viajar. Inventamos que a mãe da Mia vinha junto.
M: vocês não são mole ein?
T: não me meta nisso, quem tiveram a idéia foram elas.
M: vamos nos sentar aqui um pouco. – disse ele se sentando na areia. Tati se sentou ao lado dele e colocou suas sandálias ao lado.
T: mas foi bom enquanto durou. Esse ar de liberdade foi a melhor coisa que eu já vivi.
M: sei como é isso.
T: não me sentia assim desde quando minha mãe deixou que eu fosse pra escola sozinha pela primeira vez, me senti a grandona depois disso.
M: nossa, me senti grande quando conseguimos uma gravadora e começamos a ganhar com a banda, eu fiquei me sentindo independente sabe...pela primeira vez tinha meu próprio dinheiro.
T: ter seu próprio dinheiro é legal. Depender de sair por causa dos pais é tão chato.
M: é sim. Mas vamos falar de outros assuntos, você namora alguém?
T: é a segunda vez que você me pergunta isso. – disse corando.
M: eu me esqueci desculpa.
T: ok. Mas respondendo sua pergunta, eu não namoro ninguém. Na verdade acho que é por que quase não saio de casa. Meus pais não deixam. Há não ser nos finais de semana.
M: mas nunca foi pra uma festa de escola?
T: nunca. – disse ficando sem graça.
M: você é um et? – perguntou ele rindo.
T: não, sou uma menina quase jovem cuidada como um bebê pelos pais. – disse rindo também.
M: eu posso te dizer uma coisa?
T: claro. – disse ela olhando pra ele.
M: você tem um sorriso encantador. – disse olhando nos olhos dela deixando-a sem graça.
T: você acha? – e ela sorriu.
Ele foi se aproximando deixando Tati séria, pois sabia que agora aquilo ia acontecer. O que ela tanto temia. Sentiu os lábios dele tocarem os dela e então ela se afastou dele. Ele olhou assustado pra ela sem entender.
M: o que houve? Fiz algo que não devia?
T: não é você. Sou eu.
M: o que tem você?
T: preciso dizer uma coisa antes.
M: fala.
T: é constrangedor dizer isso. Promete que não vai desistir de fazer isso que está tentando fazer comigo?
M: o que? Te beijar?
T: é.
M: ta bom, mas o que quer me dizer?
T: ok, lá vai. Eu nunca fui beijada. – disse ela tapando o rosto.
M: peraí. – disse ele tirando as mãos dela que tapavam seu rosto. – não precisa ficar assim. Pra tudo se tem sua primeira vez.
T: mas é péssimo isso. Uma vez eu falei pra um menino que pediu pra sair comigo e ele riu de mim e contou pra todo mundo do colégio. Eu nunca mais tive coragem de sair com ninguém.
M: eu não sou assim Tati. Eu também já passei por isso. Mas isso não é um bicho de sete cabeças, beijar é algo que todo mundo já nasce sabendo, só precisa praticar, é uma coisa tão simples e tão gostosa de se fazer.
T: não vai sair correndo agora? Não tem medo que eu morda sua língua ou algo do tipo?
M: não. Tenho certeza que vai ser perfeito. – ele tirou os óculos do rosto e chegou próximo a ela com a mão no rosto dela e a beijou. – faça como eu faço e deixa rolar. – disse ele e depois voltou a beija-la. E as línguas dos dois se encontraram. No começo ela ficou confusa, mas foi pegando a malícia e o beijo dos dois foi perfeito.
T: uau! – disse ela com um sorriso de fascinação — não sabia que beijar fosse tão bom.
M: viu? Foi perfeito.
T: obrigado.
M: eu é que agradeço. Você é uma menina tão perfeita.
T: não fale assim, vai me deixar sem graça.
M: é sério. Fico feliz em ter tirado seu BV. – disse ele rindo.
T: ai que vergonha. – disse ela corando mais ainda.
M: vem cá vem. – disse ele se aproximando novamente e os dois voltaram a se beijar.
Os dois ficaram horas se beijando e depois voltaram pro hotel e de mãos dadas. Frank e Michelle os viram e comemoraram, depois Gerard e Jessy que estavam na praia em frente ao hotel viram os dois e começaram a assobiar zoando. Os dois ficaram sem graças, mas não esquentaram e Mikey até a beijou na frente deles deixando Tati ainda mais envergonhada.
[visão da Jessy]
Depois do restaurante Gerard e eu nos sentamos na areia e eu fiquei entre as pernas dele sentada com a cabeça encostada no abdômen dele. Ficamos olhando alguns meninos que surfavam ali e comentando como era incrível surfar, mas os perigos que também havia nesse meio. Depois nosso assunto mudou para a banda deles.
G: sábado que vem iremos fazer um show.
J: aqui na Califórnia?
G: não, viajaremos na sexta-feira pro Canadá.
J: nossa. Dizem que é lindo por lá. Eu nunca fui.
G: também não, é a primeira vez que viajo pra lá.
J: e como são os shows? Você sente medo?
G: medo?
J: é, aquele friozinho na barriga ao ver tanta gente esperando por vocês.
G: ah! Isso eu tenho sempre. Fico com medo de que algo dê errado e de desapontar meus fãs...nossa, fico tão nervoso quando ouço aquela gritaria do público, quando subo no palco uma energia fora do comum toma conta do meu corpo. Mais no fim do show você acaba se divertindo com todo aquele nervosismo e fica querendo mais daquilo.
J: deve ser legal mesmo. Quando eu era pequena tinha o sonho de me tornar famosa, uma cantora pra ser mais específica...mas nada a mais do que um sonho.
G: por que?
J: não tenho coragem. Eu tenho tudo pra me tornar uma cantora profissional. Meu pai conhece bons empresários, donos de gravadora, vários contatos...mas eu tenho vergonha.
G: não desperdice essa chance se é o que você deseja.
J: mas você não está entendendo, só em imaginar ter que cantar pra um monte de pessoas eu já fico morrendo de vergonha. Nem cantar pras minhas amigas eu canto. Elas nunca me ouviram cantar antes.
G: canta pra mim.
J: no way. – eu disse tapando minha boca com as mãos.
G: deixa de bobeira vai?
J: não Gerard, não insista, eu não vou cantar.
G: mas eu quero ouvir.
J: não.
G: vai me deixar morrer de curiosidade?
J: vou.
G: safada! – disse ele me fazendo cócegas no qual me contorci toda como uma minhoca no colo dele. Então nos beijamos. – você é muito linda sabia?
J: sabia.
G: e nem um pouco modéstia. – disse ele me fazendo rir.
J: eu to brincando. Não sou isso tudo.
G: é sim. – e me beijou de novo.
Dessa vez ficamos no beijando por bastante tempo até que ouvimos Michelle e Frank comemorando e quando nos viramos vimos Tati e Mikey vindo de mãos dadas na calçada. Gerard não perdoou e começou a zoar. Mikey parou e agarrou Tati a beijando. Não acreditei naquela cena. Fiquei muito contente por ela e comecei a gritar também. Os dois se largaram e pude ver a cara de tati toda sem graça. Depois os dois atravessaram e entraram no hotel.
G: você sabia disso?
J: que os dois estavam juntos?
G: é.
J: não.
G: poxa, eu já estava pensando que meu irmão fosse gay.
J: por que?
G: o cara não queria saber de mulher desde que chegamos aqui.
J: tadinho Gerard.
G: vamos continuar o que fazíamos. Temos que aproveitar cada minuto esqueceu?
J: não. Não podemos desperdiçar nenhum segundinho se quer. – e voltamos a nos beijar.
[Visão da Tati]
Eu estava tão sem graça com aquela comemoração toda. Não que eu estivesse odiando ficar com o Mikey, mas eu era tão envergonhada e ouvir toda aquela comemoração me deixou mais que vermelha, fiquei roxa de vergonha, como um açaí. Nossa que exagero o meu. Estava nas nuvens depois do meu primeiro beijo. Foi tudo tão perfeito. Como eu sempre imaginei. Mikey e eu nos beijávamos no elevador quando ele parou no andar que queríamos. Nos despedimos ele foi pro quarto dele. Esperei ele entrar e depois abri a porta do meu quarto. foi quando vi aquela cena super constrangedora e fechei a porta. Só consegui ver aqueles cabelos saindo por debaixo da coberta. Me encostei na parede do corredor e comecei a rir. Depois fui bater no quarto do Mikey e pedi pra ficar com ele enquanto os outros dois lá no meu quarto estavam por lá.
[Visão da Mia]
Logo após o restaurante, Ray e eu fomos pro meu quarto. eu ia me trocar pra depois irmos dar um mergulho no mar. Ele estava sentado na minha cama quando sai do banheiro de biquíni, pronta pra ir. Ele ficou me olhando com um olhar bem tarado e não parava de olhar pras minhas pernas.
Mia: o que foi? Perdeu o olho nelas? – disse apontando pra baixo.
R: são perfeitas.
Mia: ai que horror. Você é tão tarado.
R: nem sempre. Não são todas que me deixam assim. – disse ele com um sorriso de meia boca.
Mia: e aí, vamos? – disse indo até minha cama e pegando a canga que estava em cima dela, foi quando ouvi um assobio dele e comecei a rir. – o que foi? – e me virei pra ele.
R: nada. – disse ele cínico.
Mia: está afim de mim?
R: por que quer saber?
Mia: nada. Só por saber.
R: desde o momento que você chegou nesse corredor se quer saber.
Mia: bom, eu, não, nós...nós podemos fazer algo juntos se você quiser.
R: como assim?
Mia: você também me interessou um pouco. Tem um papo legal, é gentil e tem uns lábios carnudos que me excitam.
R: uow! Essa foi bem direta.
Mia: eu sou assim. Não gosto muito de enrolar. E então?
R: então...?
Mia: o que pretende?
Quando vi já estávamos um ao lado do outro, cansados de tanto transar. Não que eu fosse uma puta que desse pra todo mundo. Ta, eu sei que sou bem avançadinha, mas já não era mais virgem mesmo e quando saia com alguém que eu gostasse e valesse a pena eu partia pra outra parte, avançava uma etapa. Acho que eu não era a única a pensar assim. Muitas da minha idade faziam o mesmo. Mas não pensem que eram todos, eram só os escolhidos. Também não sou tão vagabunda assim né? Não vou me rebaixar a tanto.
R: foi bom pra você? – perguntou ele todo suado com as mãos nos cabelos.
Mia: foi super gostoso. – respondi abobalhada. Ele podia não ser tão bonito, mas na hora da cama ele conseguia ficar tão atraente.
R: realmente, você era tudo e mais um pouco do que eu imaginava.
Mia: poxa, obrigado. – agradecida pelo elogio. Era bom ouvir isso.
R: que tal uma outra partida?
Mia: que insaciável.
R: é você que me deixa louca. – e voltamos a batalha, só que ouvimos a porta bater e paramos assustados. Vestimos nossas roupas às pressas e quando saímos pro corredor não havia mais ninguém lá. – estranho...jurava que tinha alguém na porta.
Mia: eu também ouvi.
R: acho que foi o vizinho.
Mia: pode ter sido.
R: vamos continuar o que fazíamos?
Mia: acho melhor pararmos por aqui. Pode ser que a Tati esteja voltando pra descansar...eu não quero que ela nos veja juntos.
R: por que não podem nos ver juntos?
Mia: ora por que...você quer ser pego nessa situação por alguém? Por que eu não quero. Ficaria constrangida.
R: ok. Então vou pro meu quarto tomar um banho bem frio. Ta muito quente aqui.
Mia: também preciso de um banho.
R: ok, nos vemos mais tarde então.
Mia: até mais. – e ele entrou no quarto dele. – ufa! – disse aliviada, pois ele acreditou na minha desculpa.
Não queria que nem ele e nem o Bob soubessem que eu estava saindo com os dois. Apesar de preferir o Bob por ser mais bonitinho, o Ray era bem melhor na cama. Estava em duvida com qual ficar. Acho que ficarei com os dois, mas sem que um saiba do outro.
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