Pássaro
1 Chama Apagada- morte
Notas iniciais
Lauren Kate; TORMENTA
Robbin já não aguentava mais ter de caminhar pelo vasto terreno da Floresta em busca da garota.
Afinal, qual era o propósito disso?
De fato, Robbin não sabia ao certo quem era garota, pois os seus pais só haviam dito que ela estaria perto duma lagoa. O problema era: ele não sabia qual era a lagoa em que menina estaria o aguardando.
As solas dos seus pés já estavam formando bolhas e calos, quando Robbin avistou um emaranhado de cabelos pretos e sujos, que se escondia atrás da margem de uma lagoa não tão qualquer.
“Deve ser ela... Obrigado bom Deus por ter ouvido minhas preces.” Pensou Robbin.
- Ei, você aí. Apareça já!- Ordenou ele.
E em resposta, a grande juba de cabelos pretos e crespos movimentou-se. Fazendo com que Robbin visualizasse um rostinho de menina escondido entre os emaranhados de fios capilares.
- Você é Helena?
- So..Sou, sim.- Respondeu a garota, um pouco gaga, por sinal. Posteriormente, ela perguntou: –E você, quem é?
-Robbin...
- Robbin? Robbin de quê?- Sim, Helena costumava ser curiosa.
- Robbin Hood, filho de Relda Hood e Pablo Hood. — Em resposta, Helena assentiu.
Helena era bonita em vários aspectos. Ela tinha os olhos cor de âmbar e a pele tão branca quanto marfim. Era apenas um ou dois anos mais nova que Robbin.
Robbin também era bonito, ou até mais que isso. Tinha apenas 14 anos e 1 metro e 78,8 centímetros (sim, ele tinha muito orgulho da sua altura, assim como tinha orgulho da sua beleza). Os seus cabelos, que, a propósito, tinham a mesma cor dos olhos, eram de um castanho chocolate bem profundo... Sempre fora o galã da sua aldeia. Quando as meninas passavam por ele, soltavam leves suspiros ou murmuravam pequenos gritinhos bem fininhos.
- Ei garota, levante-se já daí!- Ah, a algo que me esqueci de te avisar. Robbin era o oposto de fino. Nunca era educado com ninguém, e muito menos cavalheiro. – Temos ainda muita estrada pela frente. Anda!
-Ah vá pra merda. -Desculpe pessoal, mas Helena também não era tão doce, gentil e meiga quanto vocês estavam imaginando. Apesar de ser calma e calada uma boa parte do tempo, ela tinha pavio curto.
************
Acho que me esqueci de narrar a vocês, o motivo pelo qual Robbin estava à procura de Helena.
Bem, isso é um mistério que apenas será revelado no decorrer da história (acho que deixei você curioso, hahaha).
Mas o fato é que quero tratar de um assunto mais deprimente.
A Morte.
A morte, meu caro colega, é uma questão de contrariedade. Ela pode te salvar, ou assassinar. Pode acabar com sua alma, ou levá-lo ao paraíso.
Às vezes, ela quer ser sua amiga. Quer apenas estender a mão e levá-lo com si, te palpando de um momento lúgubre.
Mas, ouvi dizer, que a morte quando não vai com a sua cara, pode se transformar em uma inimiga, e te perseguir até conseguir tirar a sua glória e encantamento. Transformando-te em não mais que uma lembrança, que com o tempo será apagada, assim como a chama de uma vela, que por sinal, com o vento se apaga.
Talvez, vocês possam estar se questionando, o “por quê?” de ter apresentado esse discurso tão fúnebre. Mas a verdade, meus amigos, é que a morte levou para bem longe o pai de Helena.
E acredite, ela, neste caso, não era uma amiga bem vinda.
Fale com o autor