Páginas De Um Diário
1 O começo do fim.
Apesar de eu achar isso de escrever em um diário muito, digamos assim, estranho, a pedido de minha mãe, começo a relatar aqui meu dia-a-dia (Por simples falta do que fazer) Então, vamos lá!
Meu nome é Danyelle Oshira Meyooka, eu tenho 14 anos e vivo na França com minha mãe. Sou brasileira, mas com 6 anos, vim para a França. Tenho cabelos curtos azuis, e olhos também azuis. Tenho 1,59 de altura, sou baixa sim, e já fui muito zoada por isso. Não sou um exemplo de uma garota exemplar, mas, na situação que atualmente estou, eu estou preferindo não aprontar. Eu nasci sem saber quem foi meu pai, nem mesmo uma foto eu tenho. A única coisa que eu descobri, era que ele era militar, e abandonou minha mãe para viver com uma indiana que ele conheceu.
Não tenho muitos amigos, na verdade, só 4. Maiara, Marjorie, Kentin e Gabrielly. Eu, nessas tardes ensolaradas de domingo, costumo ler e ficar na internet o dia inteiro, mas, de vez em quando, aceito o convite de ir pro shopping com Marjorie e Maia. Hoje eu tive que recusar, tenho que ajudar na faxina, hehe. (Um click na maçaneta me interrompe, e eu sou obrigada a parar de escrever.)
–Dani, venha tomar seu lanche, depois quero falar com você. -Era a minha mãe, me fazendo parar de escrever. Bom, depois eu continuo.
Minha mãe era uma mulher bonita, com cabelos loiros e olhos castanhos, realmente, puxei muito a ela. Tanto nos traços faciais, tanto no corpo (Eu pintei meus cabelos em tom azul faz dois meses, desde que... ah, nada! Que insano, estou a dialogar com um diário... Mas eles em original, são cor castanho escuro.)
Desci até a sala, onde minha mãe me esperava na mesa com meu lanche.
–Obrigada, ''mamãe.'' Oque quer falar comigo? — Tentei demonstrar o máximo de interesse possível.
–Coma seu lanche, depois conversaremos. — Realmente, fiquei preocupada, parecia algo muito importante.
Terminei meu lanche, e aliás, que lanche! Um pão na chapa maravilhoso, um café com leite divino e um bolo de chocolate com chantilly p-e-r-f-e-i-t-o! Minha mãe faz bolos ótimos. (Mas, eu ainda não entendi porquê eu estou detalhando comida. Deve ser porque eu gosto de comer.)
Fui em direção a cozinha, onde ela estava. Pude notar sua cara de preocupação, e perguntei:
–Então, o que quer falar comigo?
–Olha, Dan, e-e-u sinto muito...- Aquilo me atordoou profundamente
–Porque mamãe? — Eu perguntei á ela, e a mesma, fitando-me séria, apenas murmurou.
–Você vai para o Brasil junto com seu primo.- Foi assim, na lata! Não ,não pode ser ,ter de deixar meus amigos aqui da frança, e ter de ir morar com aquele primo otário. Só de pensar em ir morar com o Dake, já me dá enjoo.
–Mas mã... — Fui interrompida antes de poder completar a frase.
–Sem mais, Danyelle. Pra mim também está sendo difícil, mas creio que você, no Brasil, irá aprender a ser mais gentil e educada com os outros. Afinal, como eu e você sabemos, você anda meio fora dos trilhos esses anos todos. Seu primo será a pessoa certa para te ensinar bons modos. — Uhum, tá, sei...
–Aff, que droga. -Murmurei sem ao menos me importar se ela ouviria ou não.
–Isso realmente não é um motivo válido... — Pensei comigo mesma. -E ainda mais no Brasil... AINDA MAIS COM O DAKE!
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