Páginas De Um Diário

19 Completamente dilacerada


Notas iniciais
AYEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE, OLÁ PESSOAS, EU VOLTEI! SIM, EU ESTOU VIVA. DEPOIS DE QUASE CENTENAS DE TRILHÕES DE ANOS, EU VOLTEI! GENTE, CÊS N SABEM OQUE ACONTECEU, CARAS, CÊS N TEM IDEIA. Eu sempre escrevia esse capítulo, e no final, acabava perdendo-o pelos arquivos e desistindo de re-escrever, terrível, eu sei. Enfim, foram tantas coisas que aconteceram nesse meio tempo, que velho, se eu parar pra contar, vai dar uma história de 3.000 capítulos(ÊEEEETA EXAGERO, MARCELLA!) Bem, eu queria dizer que... eu tava com muita saudade de todas e todos vocês. E espero não ter perdido muitas leitoras(o) com o tempo que demorei pra postar isso. (Eu sou uma va... deixa.) Enfim, vou tentar postar um capítulo por semana agora, e eu espero que vocês deixem comentários! SEM MAIS, BEIJO NA BUNDA DE TODOS E TODAS E ETC E BJ E TCHAU. (Vírgula pra quê, né?²) Espero que gostem.

Eu preciso... de ar... preciso.
Repetia mentalmente enquanto andava naquele imenso vazio, sem direção, sozinho, sem saber onde estava. Eu não sei oque aconteceu pra eu acabar aqui, mas só sei que quero voltar pra casa.
Essa sensação... eu me sinto vazio, eu me sinto... morto?
Isso é uma ilusão que ele criou, ele pode até fazer isso... mas eu vou protege-la, eu irei... eu ire.....i....

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[Narradora: ON]
–H-Hitsuita?! — Danyelle parou á frente do rapaz, que havia desmaiado. — HITSUITA! ORA, VAMOS, ACORDE.
–Hmm...hm? — O rapaz aos poucos recobrou a consciencia, ainda, de olhos semi-cerrados, fitou Danyelle, que parecia aflita. — Oque aconteceu?
–Você caiu feito uma banana podre quando ia me contar o motivo de ter vindo me procurar novamente. — Ela fitou-o com seus grandes olhos azuis, parecendo muito preocupada.
Hitsuita lembrou-se de tudo, até o momento de seu desmaio.
–Merda.... MERDA, MERDA MERDA MERDA MERDA! — Ele esbravejou, chutando a escrivaninha á frente de sua cômoda. — Escuta, não vai dar pra falar agora. Você precisa me ouvir. Por favor, me prometa que vai fugir daqui o mais rápido possível.
–O-oquê?! Como assim? PORQUÊ?! — Ela aumentou o tom de voz, e ele puxou-a mais pra perto, envolvendo a mesma num abraço apertado.
–Por favor, Dany. Me escuta. Eu... não quero perder você.
–H-Hitsui...ta. — A voz de Danyelle saiu abafada, por ter sua cabeça no peito do garoto. — Por favor, me explique.
–Eu te explicarei, mas não agora. Por favor, de um jeito de sumir junto ao Dake e o tio dele, você corre perigo. Por tudo que há de mais sagrado, não volte á esse local.

Então Hitsuita apenas separou-se do abraço de Danyelle, e saiu porta a fora. Ela, sem entender nada, sentia um vazio no peito, e a sensação de que algo de muito ruim iria ocorrer. Ao mesmo tempo que achava que Hitsui tinha perdido uns parafusos nesse meio tempo que eles não se falaram, ainda cogitava a ideia de seguir oque ele falou.

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Já amanhecia em São Paulo, e Danyelle fora acordada por seu despertador. Ainda com os olhos sensíveis pela claridade emitida da janela, levou as costas da mão á seus olhos, cobrindo-os até se recuperar.
–Que porra... queria que aquilo tudo fosse um sonho... — Resmungava.
Se lembrou da noite passada, se lembrou também que tudo aquilo com Debrah, Castiel e Hitsui lhe tiraram o sono. Decidiu que hoje, após as aulas, procuraria seu amigo. Ele teria que lhe explicar, era tudo, ou nada.
Levantou-se como alguém que caminhava para seu enforcamento, se segurando no batente da porta. Lembrou-se que estava fraca por chorar a noite toda por causa de Castiel. Estava incrivelmente sonolenta e tonta, e por um momento pensou que iria desmaiar lá mesmo. Recompos-se, e resolveu prosseguir oque ia fazer.
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Já pronta, desceu as escadas, notou olhares diferentes em cima de si mesma, mas um ela já conhecia. Dake fitava-a de olhos arregalados, seus olhos brilhavam, e ele esboçava um sorriso pervertido que ia de orelha á orelha.
Danyelle inovou um pouco, resolveu sair do normal. Resolveu ser pelo menos um dia um pouco mais... ousada? Escolheu uma blusa vermelha de decote em v, saia pragueada preta, meias 3/4 brancas, e uma bota marrom de salto. Na face, passou sombra preta , porém bem fraca. Havia também delineador. Seus lábios estavam rosados, e suas bochechas continham um tom alaranjado. Prendeu o cabelo em dois coques, e colocou seu óculos de grau.(Sim, Danyelle tinha problemas de visão, e precisava usar o óculos com urgência desde que morava na frança. Era oque sua mãe queria, mas ela não aceitava de modo algum.)
Pegou sua mochila sem ao menos comer nada, e foi a pé para a escola, sorriu para Dake e acenou, deixando um tal Dake ainda boquiaberto pela estranha mudança da garota.

#~Na escola
Assim que chegou no portão, Danyelle foi recebida por três caras chatérrimos do primeiro ano.
–NOSSA, VOCÊ É NOVA AQUI? — O menor falou.
–VOCÊ É MUITO LINDA! — O loiro interrompeu o outro.
–É mesmo. — Os outros concordaram
Danyelle apenas apoiou seu braço sobre o outro, com uma das mãos no queixo, assim como Lysandre fazia.
–Vocês, rapazes, por favor, poderiam me dar licença? — Ela falou, calma, dando um sorriso meigo ao terminar.
–CLARO! — Falaram em uníssono.

Fora alvo de comentários por conta do alvoroço que os rapazes fizeram, mas, nem ligou pra isso. Seguiu para entrar em Sweet Amoris, apenas acenou de longe para suas amigas, as mesmas á olharam incrédulas.
–Gente, aquela é mesmo a Dany? — Perguntou Marjorie.
–Ela está... diferente! — Disse bia. — Desde quando ela usa óculos?
–Desde... ah, já faz um tempo, ela sempre precisou usar, pra ser sincera. Mas sempre odiou. — Marjorie respondeu, pensativa.

Mal pode pensar, e já encontrou o garoto que menos queria encontrar, acompanhado(ou quase isso) da Diabrah... ooops, Debrah*
–Mas Castielzinho eu...-A garota parou de falar ao ver que a atenção de Castiel já não era toda sua.
–D-Danyelle? — Castiel, talvez, incrédulo como Dake, fitava a garota que acabara de passar por Debrah e ele.
–Ah... olá, Castiel. — Parou, e virou-se para trás, olhando-o com desdém e com uma sobrancelha arqueada. -E olá, Debrah. — Um sorriso falso foi o bastante para fazer Debrah querer voar em Danyelle.

Ah, se ela pudesse congelar somente por olha-lo... E podia, mas não externamente, e sim internamente. Havia feito-o sentir como se um monte de estacas de puro gelo afiadas atravessassem seu corpo, apenas com um olhar. Acenou para os dois, dando um risinho irônico, e foi pra sala.
–Castiel, porque você não aproveita que eu estou aqui e me leva pra sair, como nós fazíamos, amorzinho? — Debrah tentava ganhar a atenção de Castiel novamente, mas em vão. Castiel ainda estava parado, olhando para o corredor, agora vazio, que Danyelle encontrava-se há segundos atrás. A voz fina e irritante de Debrah acabou tirando o mesmo de suas lembranças, e ao ouvir ela referir-se á ele como ''amor'', seu estômago embrulhou, e ele teve que se controlar pra não vomitar ali mesmo. Ao ver a face de Debrah á sua frente, olhou como quem olha o pior assassino, ignorou-a e simplesmente começou a esmurrar um dos armários.
–Castiii! PARA AMOOR! Você tá me assustando!! — Ela tentava segurar o mesmo pelo braço, ele jogou-a longe.
–Será que você prefere sua cara no lugar desse armário? — Ele berrou, o que fez todos os alunos que estavam no pátio encararem aquele corredor. Debrah estava com os olhos arregalados, Castiel, a ponto de chorar feito uma marica, e o povo adorando.
–Você... — Ele falou pausadamente -....você estragou tudo na minha vida.
–Casti---
–Me deixe terminar, sua piranha desgraçada. — Ele continuou, e Debrah fazia sua famosa cara de choro falsa, pra tentar penalizar o rapaz. — Primeiro, você me deixou pra seguir carreira solo, sumiu, esqueceu de tudo, e ainda quase me traiu. Agora, que finalmente eu encontrei alguém que me entendesse, você apareceu de novo, e fez com que a unica pessoa que já se importou comigo me odiar...
–Mas ela não e---
–EU JÁ DISSE PRA ME DEIXAR TERMINAR, PORRA. — Castiel berrou, arfando, estava nervoso demais. — Eu quero que você suma, SUMA! ENTENDEU? SUMA DA MINHA VIDA, NÃO VOLTE NUNCA MAIS AQUI, EU ODEIO VOCÊ, ODEIO TUDO OQUE TEM A VER COM VOCÊ. EU TE DESPREZO, TENHO NOJO DE VOCÊ, NOJO DESSA SUA CARA. SUA PUTA! — Ele ia rapidamente pra cima de Debrah, mas alguém lhe segurou.
–Já chega. — Era Lysandre, que tratou de acalmar o amigo. — Castiel, já deu. Logo a diretora aparecerá aqui, e você vai estar encrencado se continuar. Vamos. — Empurrou o amigo, que apenas olhava Debrah com ódio.

##

–Ela estragou tudo ontem, Lysandre. Aquela... vaca! Eu poderia muito bem ter batido nela! Porque... ah, esquece. — Castiel deu-se por vencido e escorou-se pela parede do porão.
–Se você batesse nela, perderia qualquer tipo de razão. Apesar de tudo, ela ainda é uma mulher. — Lysandre trouxe um copo d'água pro amigo que apenas tombou a cabeça pra um lado, totalmente jogado no chão. — Deixe as coisas esfriarem, e vá falar com Danyelle.
–Você não tem ideia de como eu estou... ela até me.. --
–Sim, eu sei, ela mudou totalmente. E te tratou feito a Ambre no corredor.
–Sim... mas, como você sabe?
–Eu vi, a Hat viu, todos nós vimos. — Lysandre sentou-se ao lado do amigo, que abraçou os joelhos, e descansou a cabeça sobre os mesmos.
–Que inferno.
–Você parece uma mariquinha. — Lysandre ria.
–Que se foda.

Em qualquer outro canto...
Danyelle bateu na porta.
–Hey, Hitsui?! — Gritou a menina, até a porta ser aberta pelo rapaz.
–Hm... como eu imaginei. — Ele abriu mais a porta, como um convite para ela entrar. — Você não seguiu oque eu disse...
–Eu não saio daqui enquanto você não me contar oque tem que contar.
–Tudo bem, quer se sentar? — Ele disse, puxando uma cadeira para a menina. — A história é longa.
–Pode ser... — Então Danyelle sentou-se, e Hitsuita começou a longa história.
#

Saiu de lá aos risos, pensando ser uma grande pegadinha do amigo. Relembrando oque disse no final de tudo.
–Nos vemos amanhã? — Ainda segurava pra não rir.
–Não. — Ele respondeu, sabendo que não fora acreditado.
–Então ok, até.

Percebeu que esquecera sua mochila na sala do colégio, e resolveu ir lá buscar. Com muita dificuldade, pulou o murou, já ia pegando um grampo pra abrir a porta, mas logo viu que ela já estava aberta. Estranhou, mas resolveu entrar. Avistou sua mala, e prosseguiu até ela, só que foi obrigada rapidamente á se esconder, porque ouviu vozes.
Não conseguia ver nada, mas logo percebeu que era uma voz conhecida, e outra ia se distanciando. Não entendia oque falavam, então foi saindo de trás da mesa calmamente. Passos á fizeram voltar, e percebeu que a pessoa estava sozinha agora. Depois de minutos em silêncio, ela ouviu novamente passos, só que agora pareciam de salto, vozes, silencio de novo. Então Danyelle resolveu finalmente sair da sala, mas se arrependeu.
No meio do corredor estava Debrah, jogada nos braços de Castiel, o beijando. A mesma parou quando viu Danyelle, e um sorriso vitorioso brotou em seus lábios. Castiel virou então para trás, e novamente encarou a garota. Ela simplesmente não sabia oque fazia, se ignorava, se ficava ''puta da vida'', mas saiu de lá com o que sobrava de forças, sem nem fitar o ruivo.

Sentiu a mesma tontura de novo, só que dessa vez, bem mais forte. Tão forte que fez a menina cair de joelhos no chão.

Porque essas coisas acontecem comigo?

##
[Hitsui:ON]

Porque ela não entende? Eu amo ela mais do que qualquer coisa na terra, mas ela não me escuta. Ela corre perigo aqui, eu avisei-a. Mas ela parece não me escutar. Ele vai tentar de tudo para tê-la de volta, mas eu não permitirei. Eu darei tudo, só pra isso não acontecer.
Doeu ela ter saído rindo do que eu disse.
Mas também...
Se eu fosse ela...
Eu não acreditaria.

##
[Danyelle:ON]

Eu quero me levantar, mas não tenho forças o suficiente, eu quero esquecer ele, mas agora ele é tudo o que ocupa minha mente... Eu estou morta por dentro e por fora, e talvez morrer nem seja tão mal assim.

Marjorie veio correndo me socorrer, assim que viu o jeito que eu estava.
–Dany??! OQUE FOI??! — Ela quase berrou, eu já nem conseguia formular nenhuma palavra, só conseguia chorar.- Não me diga que... Ah não, para de chorar. — Percebi que seus olhos marejaram, e isso só me fez chorar mais.
Ela limpou minhas lágrimas com a ponta do dedo, e me fitou, gentil.
–Guria... agora você vai me contar tudo, antes que eu vá lá e esmague as bolas daquele piranhudo do tomate com a ponta do meu salto! — Ela falou, oque me fez rir um pouco.

Me ajudou a levantar, e fez eu me recompor.
–Andale, desembuxa! — Ela fez gestos com a mão, como que queria que eu falasse oque aconteceu.
~

Fomos direto pra minha casa, e ao terminar a história, já estávamos no meu quarto. Eu? Chorava feito uma coisa. Ela estava com mais ódio impossível.
–Eu vou acabar... com a raça...
desse
LAZARENTO! — Ela berrou.
–Calma... -Eu disse entre soluços.-Se é a ela que ele quer, então que seja. -Eu disse, totalmente (in)conformada com a situação, mas tentando melhorar.

Já eram nove horas da noite, e então bateram na porta, era a empregada com nossos lanches:

–Senhorita Oshira. — Ela disse. — O senhor Rumbler pediu para que você se arrumasse e descesse, um dos chefes da empresa deles, o senhor Mazuki, está aqui, e ele quer lhe apresentar seu filho. Está tendo uma reunião com os grandes e seus parentes, estão todos aqui.
–OQUÊEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE? — Eu exclamei, Mari e a empregada seguravam-se para não rir.
–Sim, ele disse que falou pra Dake lhe avisar, mas achou melhor eu vir e reforçar o aviso. — Ela deu um sorriso de canto.
–Ah, tá bom né. — Eu me dei por vencida, e cai sentada na cama.
–Ele pediu para que vestisse isso. Um presente do próprio filho de Mazuki. Ele disse que imagina que ficaria ótimo em você — Ela se retirou, deixando o vestido na maçaneta da porta.
–Hm... Mazuki? Eu lembro desse nome. E... como ele...? Hm... — Falei, pensativa.
Eu estranhei, mas apenas concordei.
Comemos os lanches, e Mari se despediu.
–Bem, é hora de eu ir. A plebéia já vai virar princesa — Mari disse, rindo e se dirigindo á janela.
–Até mais, Mari. Obrigada por tudo. — Dei um sorriso de canto.
–E lá vou eu, meio que Jacob Black, meio que Edward Cullen. Até mais, minha Bella!- E então saltou para a árvore, descendo. — UHUUUU!! To viva! — Gritou lá de baixo.
Eu apenas ri. Mas tinha que me preocupar com outras coisas agora.

#
Tomei outro banho, e parei em frente ao guarda-roupa. Fitei o vestido que ela havia deixado na maçaneta da porta, e peguei-o. Confesso, o vestido era lindo! Branco com detalhes em preto, tomara-que-caia, não muito curto, e tinha um laço na cintura. Eu fiquei maravilhada.(Érrrr... não que eu ligue pra essas coisas, mas eu também sou mulher, ué!) Deixei-o em cima da minha cama, e resolvi começar primeiro pela parte da maquiagem.
Passei uma sombra branca, e lápis preto, deu bastante destaque á cor dos meus olhos, então eu gostei.(Sabe aquelas maquiagens de revista de moda, que aquelas mulheres das entrevistas te chamam de ''amiga'' e te dão dicas, revista da Avon, revista do caralho á quatro? Então.) Mas e pra fazer no outro olho? Mil e uma tentativas e NADA! (Eu não sou maquiadora profissional, tá?!) De um lado eu parecia a branca de neve, do outro, o Bozo na televisão preta-e-branca. Depois de mil e uma tentativas, finalmente consegui. (Ô trocinho chato, viu? Se eu for fazer alguma coisa além da faculdade, com certeza, maquiadora tá fora de cogitação!). Pra não pesar muito, passei apenas um gloss cereja. De blush, um laranja meio avermelhado, e pronto. Deixei meu cabelo solto, apenas fazendo escova nele, e finalmente vesti as sandálias. AH, MALDITO TROÇO ALTO QUE NÃO FICA DIREITO NO MEU PÉ! Sinceramente, meu amor por sandálias de salto é o mesmo pelas sapatilhas, sabe? Isso mesmo, nenhum.
Finalmente, coloquei o vestido, a pulseira de rubis que tinha ganhado dias antes de vir pra cá, e a gargantilha também de rubis. De brinco, apenas um pequeno.

Então, respirei fundo, e sai do quarto, em direção ao grande salão. Desci as escadas, e lá estavam eles, todos montados em suas poses de ''Yeah, bitch. I'm the boss here.'' conversando sobre coisas que eu nem iria querer ouvir, mas que teria que aguentar, de agora em diante. De repente, todos os olhares voltaram-se para mim. E Rumbler avisou em alto e bom som: -Senhores... A senhorita Oshira.- Curvou-se em sinal de respeito á quela divindade suprema linda gostosa maravilhosa diva perfeita do cabelo bom (E vírgula pra quê, né?)
E, como vocês sabem, eu e a humildade somos melhores amigas, hehe.

Mas, de repente, eu vi quem menos eu queria ver. Castiel, com um paletó preto e calças da mesma cor, me encarava, segurando uma taça de champanhe. Pelo jeito, eu não fui a única surpresa ali, ele estava corado, surpreso, e não dava atenção ao pai, que cutucava-o, chamando por ele, e ele lá, sem dar resposta.
Ignorei isso, e finalmente fui falar com o tal Mazuki.
–Ah, eu fico feliz que gostou do vestido, Srta.Oshira. Rumbler me contou que você era linda, mas pessoalmente, vejo que é muito mais.
–Obrigada. — Eu disse.
–Meu filho já vem, foi buscar alguns champanhes para nós. — Ele disse, com todo o orgulho do mundo, e Rumbler o acompanhou.
Dei um sorriso amarelo, e apenas assenti. Eu prefiria não beber, e tinha problemas com bebidas, mas ninguém precisava saber...

Foi então que ele apareceu. Assim como os outros, com sua pose de superior. Vestia um terno de risca de giz com paletó preto e gravata borboleta. Segurava as quatro taças sem nenhuma dificuldade. Seus olhos, agora em tom vermelho, fitavam-me como se quisessem me hipnotizar. Seu cabelo castanho até o ombro, e seu sorriso malicioso que teimava em brincar em seus lábios...

Eu não podia... acreditar... nisso.

Notas finais
Sim, o mistério continua, meus abôres. Até mais n-n