Páginas De Um Diário

20 Antigos e novos amores.


Notas iniciais
OLÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA COMO VÃO VOCÊS TUDO? EU TO BEM (pelo menos até agora, por favor, não tirem minha vida, eu gosto dela...) EU DEMOREI, EU SEI, DE NOVO QUASE UM ANO ;-; To pior que copa que aparece só de 4 em 4 anos. Falando nisso, cês viram o vexame que o Brasil deu? MEU DEUS MEUS IRMÃOS! Bem, novamente, aconteceu uma série de coisas comigo e etc, teve o Anime Friends(EU FUI DE MAID GENTE) E O SHOW DO AN CAFE ENTÃO??? MDSSSSS! Vou começar a fazer curso, to me empenhando nos estudos e um monte de coisas mais. Eu tava com um monte de saudades de escrever essa fic, de vocês e etc ♥ Quero agradecer aos leitores que não desistiram da fic depois desse tempo todo ♥_♥ (P.S 1:Vocês sabiam que a Danyelle é um alter ego meu? ÇALSÇLSAÇSL) (P.S 2: E essa ceninha hot aí gente -v- AMEY) (P.S 3: Não posso prometer que volto essa semana, mas pretendo >>pretendo

Música tema: Chandelier — Sia

Abafei um grito com minhas mãos. Minha mente estava em farrapos, minhas pernas bambearam. Não sei porque, mas sentia medo. A gargantilha agora pesava e parecia apertar cada vez mais. Eu tentei falar algo, mas não conseguia formular nem uma frase.
–Dany...elle. — Ele disse, pausadamente, enquanto arqueava uma das sobrancelhas.
–Como vai? — Me recuperei do pânico, dando um sorriso falso. Ele percebeu, e assim como eu, manteve as aparências.
–Ah, muito bem. Estava ansioso para conhece-la. Sou Patrick, muito prazer. — Ele sorriu, ainda me fitando.
–Prazer, Danyelle Oshira.-Patrick beijou minha mão, como um lorde inglês.
De olhar melancólico, aquele ainda era o mesmo. O tom avermelhado de seus olhos agora desafiadores me assustavam, sua pele agora ligeiramente pálida também me incomodava... Por um momento pude ficar perdida em seu olhar, mas o que eu estaria pensando? Patrick ainda era o mesmo de antes, com sua cara de cachorro pidão que sempre me amolecia. A única diferença é que parecia um vampiro. Eu não poderia ceder, não agora. Não após ter me apaixonado por Castiel. aquilo estava mais estranho que o comum. Ele não poderia simplesmente ter voltado, do nada. Eu nem mesmo sabia que Hataka Mizuki era seu pai. Aquilo era literalmente bizarro. A única duvida na minha cabeça era se a família Liston tinha enlouquecido, ou eu que enlouquecera e agora tinha alucinações.
Senti algo tocar meu ombro, e vi que o sorriso de Patrick deu lugar á uma expressão amarga. Custou-me um pouco pra virar pra trás, mas, eu o fiz.
–Eu posso falar contigo? — Era Castiel, de cara amarrada, que agarrou meu braço.
–E-ei! -Eu tentei me soltar, mas de nada adiantou. Podia xingá-lo, mas de nada adiantaria, e só faria um vexame daqueles.
Deixei um Patrick muito, mas muito furioso pra trás, junto com mais três senhores que de nada entenderam.
Pra minha sorte(ou não) pude pausar aquela conversa antes que algo saísse do controle.
Castiel me pegou por uma das mãos e eu o acompanhei. Suas mãos eram quentes e macias, estavam suadas e ele se demonstrava um pouco nervoso.
–Só me escuta! — O tomate disse, enquanto suas bochechas ganhavam um tom levemente avermelhado.
Então, ele me abraçou. De um modo que talvez eu não pudesse escapar, ou simplesmente não quisesse escapar. Seu coração batia rápido, assim como o meu. Eu pude ouvir seu suspirar, e quando finalmente ele se distanciou, eu me assustei. Castiel soluçava, enquanto lágrimas rolavam pelas bochechas avermelhadas e o queixo delicado que ele tinha.
–E-eu... — Houve uma longa pausa. — Eu sinto sua falta. Mais do que tudo. — Ele me fitou docemente.
–Como você pode explicar o que aconteceu com a Debrah? — Não pude me forçar a esquecer essa pergunta, era o que ultimamente tinha mais rondado minha mente.
Ele se sentou no banco em frente a fonte, e indicou para que eu sentasse ao lado dele.
–Bem, é uma longa história. — Ele fitou o chão, depois a mim.
–Eu tenho todo o tempo do mundo. — Encostei os cotovelos sobre as pernas agora cruzadas, apoiando o queixo sobre minhas mãos.
–Eu... — Ele engoliu a seco, enquanto fazia um certo esforço pra não me encarar.
–Sim...?
–6 meses antes de você entrar no colégio, eu namorava com a Debrah.
–Disso eu sei! — Fiquei inquieta esperando algo, ele continuou.
–Bem, nós nos amávamos. No final, ela acabou me deixando pra seguir carreira solo como cantora. — Ele apertou as mãos, nervoso.
–Deixa eu adivinhar... e a sua rivalidade com o Nathaniel tem algo a ver com ela? — Eu suspirei.
–Sim, tem. Ele deu em cima de Debrah, e eu entrei no grêmio na mesma hora. Acabamos brigando, e desde então eu não suporto aquele filho da mãe! — Ele me fitou, sério.
–Mas só sobra uma coisa... Porque você estava beijando ela no meio do corredor? — Eu perguntei, enquanto ele baixou a cabeça, como se já soubesse que eu perguntaria isso.
–Digamos que...
–DIGAMOS QUE?! Fala sério! — Eu levantei, e sai. Novamente, ele me segurou pelo braço.
–Não, digamos não. Ela me beijou. Eu a joguei do outro lado do armário. Fui suspenso por duas semanas e é capaz que meu pai me mande pra um internato por ''agredir uma mulher''. — Tirou algo de dentro do bolso da calça. Ele ergueu um papel na minha frente, era a carta comunicando os pais dele que ele havia sido suspenso por duas semanas, o motivo e o nome de Debrah como vítima no final. — Agora acredita em mim?
Num impulso, eu o abracei. Abracei com tanta força que acho que devo ter quebrado alguma costela dele.
–Castiel... — Eu encostei minha cabeça sobre seu peito e comecei a chorar. Talvez de felicidade, ou de tristeza, não sei. Só sei que ninguém poderia atrapalhar esse momento.
–Vamos embora daqui. -Castiel falou, e então, de mãos dadas, saímos andando pela rua sem olhar pra trás.

...

–Já disse que você está linda? — Ele me fitou com um sorriso pervertido. Dei um tapa de leve em seu ombro, rindo.
–-/--

–Escola de novo, ah, que chatisse! — Suspirei enquanto Castiel afagava meus cabelos com a ponta dos dedos.
–Vai conseguir se virar sem mim lá? — Ele perguntou.
Eu acariciei seu rosto.
–Sim, eu vou. — Peguei minha mochila e sai.
–Ei! — Castiel veio correndo até mim. — E o meu beijo? — Cruzou os braços, fingindo desapontamento.
–Besta. — Fiquei na ponta dos pés, e o beijei. Castiel me segurou pela cintura.
–Não quero te soltar. — Ele fez bico. — Você podia faltar hoje e ficar comigo.
–Alguém aqui tem que estudar. — Ele me olhou feio, ri e dei tchau para Castiel, tomando meu caminho para o colégio.

–-/--

–Danyelle! — Bia me cutucou na bochecha. — ACORDA, SUA COISA! — Abri os olhos lentamente, vi ela e mais uma pessoa ao lado dela, quando recobrei totalmente a consciência, só pude arregalar os olhos e desejar mentalmente pra que eu não tenha dormido a aula toda.
–Senhorita Oshira, tem tido problemas com insônia? — O professor de história (insira o nome aqui, porque eu mesma nem lembro) me fitava com repúdio.
–N-não senhor. — Eu me levantei na mesma hora, já esperando o inevitável.
–Então, acho melhor a senhorita se retirar da classe. Pois aqui não é lugar para dorminhocos! Talvez uma conversinha com a senhora Shermansky ajude a resolver isso.
Suspirei, e me retirei do local.
Entrei na sala de Shermansky, que pareceu um pouco surpresa ao me ver.
–Diga. — Ela disse, arrumando papéis em cima da bancada.
–O professor me mandou aqui... — Pigarreei — porque eu estava dormindo na sala.
–A senhorita sabe que escola não é lugar de dormir, certo? — Ela me fitou, meiga.
–Sim, eu sei. — Eu confirmei com a cabeça.
–Então ótimo. Pode se retirar. — Ela fez gesto para que eu saísse da sala.
–O-ok. — Virei as costas um tanto envergonhada pronta pra sair.
–Mas eu espero que isso não aconteça de novo. — O tom de voz dela mudou, e ela ficou extremamente séria.
–Sim, pode deixar. — Saí e fechei a porta, ainda me perguntando se Shermansky era afinal um monstro que comia criancinhas ou simplesmente MUITO bipolar. Ri com os meus próprios pensamentos e fui ao pátio. Pra minha surpresa, vi alguém que não queria ver nunca mais.
–Ora ora... se não é a vaquinha. — Debrah me olhou á olhos semicerrados, enquanto ria debochadamente.
–Ora ora... se não é a perdedora. — Rebati, dando um risinho cínico. Debrah pareceu não gostar.
–Escuta aqui, piranha. Fica longe do Castiel. Ele é meu, entendeu? — Ela foi pra cima de mim, eu ri.
–Seu...? Vejamos... pelo que eu sei vocês só usavam um mero chaveirinho de celular iguais...Ele chegou a te dar um anel? — Eu ergui minha mão, em meu dedo anelar agora tinha um anel de ouro branco com alguns rubis. — Dei um sorriso, ela arregalou os olhos e saiu bufando.

Sentei no banco do pátio e fiquei encarando o anel. Tudo agora estava perfeito, eu tinha Castiel, minhas amigas, tinha me acostumado com tudo aqui. Eu sentia falta da minha mãe, mas agora considerava tudo isso como uma segunda casa.

–-/--
5 meses se passaram desde que eu cheguei. Era junho, e eu faria aniversário daqui mais ou menos 2 meses. A ideia de ter uma festa de 15 anos digna de uma princesa me amedrontou. Não gosto deste tipo de coisa.
Castiel e eu estávamos mais juntos que nunca, já tinhamos viajado juntos pela segunda vez, mas dessa vez, só eu e ele. Estava cada dia mais feliz, e nada poderia estragar. Nada disso.

–Eu amo você. — Castiel sussurrou no meu ouvido, sorrindo e me fazendo corar.
–Eu também amo você. — Retribui o sorriso, enquanto trocávamos beijos e carícias.

Estávamos no quarto dele. Posso te dizer que não é um quarto tão comum, mas não saiu do esperado. Posters de bandas de rock conhecidas se amontoavam nas paredes, várias roupas jaziam no chão, sua guitarra estava jogada em cima da cama junto com mais e mais roupas. Não sei como um ser humano consegue dormir em baixo daquilo tudo. Uma escrivaninha também estava lá, seu notebook e alguns livros numa prateleira quase do lado do armário empoeirado. Um espelho do lado da cama cheio de marcas de dedos e até de ketchup. A única conclusão que eu tive: Meu namorado era um preguiçoso!
Quanto a Patrick, não o vi desde o baile, o que eu achei muito estranho. A imagem do jeito que ele estava não tinha sido apagada da minha mente, aquilo me assustava todas as noites, não sei porque.

Castiel brincava com as minhas bochechas, já vermelhas de ele tanto apertar.
–Dá pra parar? — Eu falei com dificuldades, enquanto ele se divertia por ver como esticavam
–Não, smurfette. — Ele mordeu meu lábio inferior.
–Ahh! Você me paga. — Devolvi a mordida, jogando o pra trás, me arrependi em seguida. Ele me prensou contra a parede do quarto e mordeu meu pescoço, eu corei.
–Ninguém mandou me provocar. — Ele sorriu malicioso, enquanto descia uma de suas mãos sobre minha perna, enroscando-a sobre suas costas.
–C-Castiel, pare de ser tão pervertido! — Eu corei mais ainda.
–Seu pervertido. — Ele riu ao ver meu rosto mais vermelho que seu próprio cabelo e mordeu o alto da minha orelha.

Foi quando eu percebi que alguém nos observava de porta aberta.
Lephya, acompanhada de Aniece, nos observava estática com uma bandeja de lanches na mão.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Qualquer crítica/dúvida/coisa parecida é só vocês perguntarem via comentário, ou mandarem sinal de fumaça, eu estarei lá.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.