Olá diário, consolo, refúgio, abrigo

Hoje não irei escrever por rimas, serei apenas eu comigo

Nem por sentimento, ou pra o meu “ele” me notar

Vou caminhando sem ao menos olhar

Essa página vazia me encara a espera de algo

Tenho tanto a por aqui, tampouco vou conseguir

Tento colocar nessas folhas para depois eu me decifrar

Inutilmente, sei o quão sou incompreensível ao amar

Vou me permitir mais liberdade, tentando me colocar pra fora

Levianamente, sem pressa para ir embora

Me diz o que fazer, pra que trilha correr

Abraça-me, estou entre o viver e o morrer

Acolha-me em suas linhas desertas

Que esperam por palavras voluptuosas e melancólicas

Uma sílaba a mais a cada madrugada solitária

Mas já estou nessa a muito tempo para sentir essa cólera

Quero fincar meus dedos em minha alma e retirá-la de mim

Quem sabe assim dou pra esses olhos consternados um fim

Obrigada pela ajuda, vou tentar seguir meu caminho como sempre fiz

Fingindo desistir, criando um personagem que se diz partir porque quis

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!