Oyasumi, Heichou - おやすみなさい, 兵長
1 One shot - Nakanaide
Notas iniciais
Então eu fiz essa fic pra satisfazer as minhas emoções por esses dois lindos. Espero que gostem e boa leitura.
Como eu fui me meter aqui?
Algo muito estranho aconteceu hoje, os titãs não se manifestaram essa manhã, mas isso não pareceu incomodar nem um pouco a Levi e Hanji. Ao contrário, no inicio da noite os dois ficaram felizes demais e agora estão bêbados.
– Eu vou. Eu vou. Para casa agora eu vou. Parara-tim-bum. Parara-tim-bum. – cantavam Hanji e Levi alegres enquanto circulavam a mesa em que estava sentado.
– Ei, Eren! Por que não se junta a nós e bebe um pouco? – falou o Cabo enquanto ia se sentar ao meu lado, estendendo uma garrafa em minha direção.
– Eu... sou menor de idade, senhor.
– Ah, ah. Que pirralho sem graça!
– Ei, Rivaille – gritou Hanji animadamente. – Eu conheço uma melhor!
– Qual? Qual?
– Sie Sind das Essen und Wir sind die Jäger!
E então ambos começaram a cantar em conjunto ignorando toda a tropa que já havia ido dormir. Imagino como único consciente seja eu que esteja encarregado dos dois, mas não vejo uma maneira de impedi-los, pensei. E não precisei refletir muito até Hanji cair dura no chão e cochilar ali mesmo.
– Hanji! – gritei em vão, enquanto ia em sua direção para ajuda-la a se levantar.
– Ah, mas que fraca! Deixe ela, Eren. Vamos abrir out–
– Cabo Rivaille, acho melhor você ir dormir. – interrompi-o imediatamente.
– Huh? E você acha que tem autoridade sobre mim?
– Vamos! Eu vou te ajudar.
Passei seu braço por trás do meu ombro, assim o ajudando a se levantar e ir ao quarto. Sem reclamações ele ficou de pé e começou a cambalear, apoiando todo seu peso em mim.
Ele é pesado. Ri com meu próprio pensamento.
– Ei, do que você está rindo? Não fique todo convencido só porque é mais alto, pirralho! – protestou Levi com uma voz grogue. – Eu sou a arma mais poderosa... – deu uma pausa quando foi brevemente interrompido por um soluço. – da humanidade!
– Sim, sim. A arma mais poderosa.
Cabo Rivaille estava fazendo pouco esforço para caminhar, dificultando meu trabalho. Os corredores estavam escuros, então fui tateando as paredes com minha mão esquerda para não haver perigo de bater em algo. Até finalmente achar uma porta entreaberta. Empurrei-a delicadamente, o que a fez ranger.
O dormitório estava precisamente iluminado por apenas uma lamparina de vidro ao qual ficava acesa e ao lado da cama do senhor Rivaille. Levei-o até lá, colocando-o na cama delicadamente. Dei-me a liberdade de observá-lo por alguns segundos para assim virar e me retirar dali. Mas fui impedido por uma mão que segurou a parte de trás do meu casaco. Era a mão de Rivaille.
– Fique aqui. Cante uma canção.
– C-c-cantar? Mas o que exatamente? – fiquei surpreso com sua ordem, pensando inicialmente de que era uma brincadeira. Quem pediria para alguém cantar? Mas olhei em seus olhos e percebi que estava sério.
– Ora, cante algo! Cachorro inútil.
Sentei na beira da cama, enquanto vasculhava minha cabeça desesperadamente, mas nada me vinha à mente. A única música que lembrava era a música a qual minha mãe costumava cantar para mim quando era pequeno. Sempre tive muito medo de trovões, essa musica era a única que me acalmava. Mesmo quando não trovejava, fingia estar com medo para poder ouvi-la.
Limpei a garganta e respirei fundo.
O céu estrelado que eu vejo da minha janela
Está disperso por diamantes
Se eu posso ficar ao seu lado agora
Eu quero tirar estes sentimentos de dentro de mim
E passa-los para você
Se eu tivesse o poder
De mudar a cor dessa tristeza
Eu não deixaria mais você ficar sozinho de novo.
Por favor, não chore.
Se eu posso
Eu quero proteger você
E não deixar mais você sofrer nenhuma dor.
Eu quero saber
Mais do que ninguém
Sobre você.
A sua gentileza...
Preserve-a para sempre.
Virei meus olhos para o Cabo, mas este estava adormecido. E então, percebi algo gelado tocando a minha mão que estava por cima dos cobertores. Era a mão de Rivaille novamente. Brinquei com ela por alguns segundos, percebendo o quão pequena era em relação à minha. Não pude conter o sorriso se formando nos meus lábios.
Subi meu olhar para seu rosto, que agora dormia pacificamente afundado em uma quantidade exagerada de travesseiros. Sua pele era pálida e aparentemente macia. Suas bochechas estavam um pouco rosadas devido ao álcool. A sua expressão estava tão diferente do habitual Rivaille que está sempre trabalhando arduamente. Estava serena, e ele parecia estar completamente indefeso.
Retirando minha mão debaixo da de Rivaille com delicadeza, fui até seu rosto e acariciei-lhe com os dedos, contornando cada linha que possuía. Algo que eu nunca havia notado chamou minha atenção. Seus cílios eram extremamente longos.
Por último, afaguei seus cabelos negros, mas suavemente, para certificar-me de que não iria acordar. Esse meu ato o fez ficar com os cabelos bagunçados, o que me fez gargalhar em baixo tom.
Me levantei da cama, dando uma ultima olhada em Levi e fui em direção à porta.
– Durma bem.
Notas finais
A ideia partiu porque eu estava viciada nessa música de Stereopony.
A propósito, fui eu quem traduzi (ou tentei) a música através de uma outra tradução em inglês porque... O minimo que eu sei japonês não ajuda. Então a tradução das bagulheta aí não estão certinhas, mas é mais ou menos isso a música. Se algúem sabe japonês, e quiser me ajudar com a tradução corretíssima, eu aceito ^^
Ah, sim... Já ia esquecendo. Aqui está o link da música: http://www.youtube.com/watch?v=p-X64HL4vGY
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