Overturn
9 Capítulo 9
Notas iniciais
- Acho que é aquela ali – Apontei para uma escola marrom gigantesca
- Não, não, é aquela azul – Apontou o Eric para outra
- Ain garoto – Dei um tapa na sua cabeça – Não ta vendo, é o mesmo nome! – Apontei para o papel e para o colégio novamente
- A azul também sua analfabeta – Apontou para a azul
Sim, estávamos sem saber em que escola estudaríamos. Tinha duas escolas, me amarrei mais na marrom, ela parecia aquelas escolas que nem Hogwarts, bem antiga, parecia mal assombrada, já a que o Eric mostrava era azul, mais moderna. Ficamos ali na rua discutindo em que escola era
- Com licença – Um homem alto de olhos azuis nos parou – Vocês não são daqui né? – Ele nos olhou dos pés a cabeça enquanto eu e Eric fazíamos o mesmo com ele
- Brasileiros – Falei me fixando em seus olhos azuis
- Sejam bem vindos – Falou sorridente estendendo a mão e o Eric apertou – Bom, pelo que vi estão com dúvida – Falou nos olhando sorrindo
- É que esse idiota ta dizendo que essa escola aqui – mostrei o papel – É aquela – Apontei para a azul – Mas não percebe que é essa – Apontei para a marrom mal assombrada
- Idiota é você, iludida, a gente vai ficar numa moderna né – Falou o Eric me fuzilando
- Hey, nenhuns dos dois estão certos – Falou o homem e eu e o Eric o encaramos – Essa escola é aquela Dalí – Apontou para uma branca maior que as outras – Se perceberem no final do papel está escrito “College” É que aquela é faculdade também – Falou sorrindo – Os pombinhos estavam brigando por nada – Falou sorrindo
- Não somos pombinhos – Falou o Eric e eu pensei “Bem que poderíamos ser” – Ela é filha do meu padrasto – Sorri torto
- Nossa, parecem um casal – Falou o Homem – Desculpa – Sorriu torto
- Nada, muitas pessoas confundem nossa amizade com algo a mais – Falei sorrindo
- Hum, o senhor quem é? – Perguntou o Eric arqueando a sobrancelha
- Bom, podem me chamar de Freddie, estudo no mesmo colégio onde estudaram
- Prazer – Falou o Eric sorrindo
- Joana – Sorri sínica e em transe em seus olhos
- Eric !
- Bom, foi um prazer te conhecer, mas temos que ir né Eric? – Falei o puxando
- Tchau – Falou o Eric sendo puxado por minha pessoa
- Ei, eu nem sei o nome de vocês – Gritou o Freddie
- Amanhã saberá – Gritei e desci pois o metrô já estava lá
- Hey, você não pode ficar me puxando assim o tempo todo não! – Falou o Eric
- Ah, não? – Arqueei a sobrancelha
- Não! Eu tenho vontade própria, não sou um fantoche seu! Como você mesmo diz, somos apenas amigos, então não manda em mim – Falou virando para outro lugar
- Então tá! – Falei me levantado para descer na próxima estação
- Pra onde você vai?
- Para algum lugar, somos amigos, então não te devo satisfações – Falei saindo quando a porta se abriu
- Ok então, só não se perca – O ignorei e comecei a andar
Legal em que merda de Lugar eu estou? Fiquei andando sem rumo, nem sabia para onde eu estava indo, fiqei lendo placas e mais placas e andando.
- Se perdeu? – Ouvi a voz do Eric e soava no meu ouvido
- Seu viado – Bati nele – Nunca me assuste assim!
- Eu disse que se perderia, você não conhece Londres
- Dane-se eu me acho! – Falei dando as costas para ele
- Ok – Ele me seguia
- Pode me deixar só?
— Você está em Londres, nunca estará sozinha, e outra teu pai pode me matar se eu te perder – Bufei
- Que legal um babá
- Babá não, guia turístico – Me deu um beijo na bochecha
(...)
- Foram conhecer o colégio? – Perguntou meu pai no único momento que ficamos juntos. Na hora do jantar
- Sim – Falei por descaso, eu estava interessada na comida que por sinal está ótima
- Depois de uma briguinha a gente achou – Falou o Eric rindo
- Briguinha? – Clarisse arqueeou a sobrancelha
- Boba, a gente tava brigando para saber qual era o colégio – Falei mastigando
- Deixa eu adivinhar, Joana achou que era o medieval e o Eric o moderno? – Meu pai perguntou e a gente afirmou – Ganhei, já pode ir me pagando
- Oi? – Eu e Eric perguntamos em coro
- Nós apostamos que vocês iriam ficar em dúvida, mas na verdade é o College – Falou Clarisse rindo e eu e o Eric com cara de bravos
- Bom, eu vou subir – Falei limpando a boca e me levantando
- Já? – Perguntou o meu pai
- Tem mais alguma comida na mesa? – Perguntei apontando
- Se quiser faço mais – Falou Clarisse
- Então eu fico – Me sentei novamente
- Draga – Murmurou o Eric e eu ignorei completamente
(...)
O que tinha naquele quarto? Sim, no meu quarto. Ele era lindo, eu o escolhi daquela maneira, mas eu não conseguia pegar no sono. Olhei para a janela e a cortina estava aberta, levantei-me e fechei. Joguei-me na cama novamente e fiquei virando de um lado para o outro sem consegui dormir. Quando finalmene pego no sono tenho um pesadelo
Um carro preto, minha mãe, caminhão, uma luz forte e um grito
Acordo assustada e olho para o lado, vejo tudo escuro, pego meu Iphone no criado mudo e vejo que inda são 4h30min da madrugada. Deitei na cama novamente. Mas aquele pesadelo não saia da minha mente. Definitivamente eu não conseguiria dormir. Resolvi tomar um copo com água. Sai do quarto e andando pelo corredor ouço vozes. Alguém estava cantarolando algo, mas eu não conseguia identificar quem. Passei pelo quarto do meu pai e não era lá, a porta estava fechada, imaginei que também estava trancada, quando passei pela do Eric vi que estava entreaberta, empurrei um pouco e ele estava mexendo em seu Iphone e estava cantarolando. Sim, ele era o fantasma cantor do corredor.
- Posso entrar? – Falei quase dentro do quarto
- Já está dentro – Sorriu
- Tecnicamente estou meia-lua – Falei entrando de vez
- Não mais – Sorri e ele fez o mesmo – Isso é hora de está acordada?
- Você também estava
- Mas estou sem sono
- Eu também tava – Sorri – Mas quando peguei no sono tive um pesadelo horrível e não consigo mais dormir
- Nossa – Me puxou para perto – Deita – Me deitei do seu lado – Quer me contar como foi?
- Não me lembro – Falei balançando a cabeça tentando afastar aquela coisa ruim – só lembro da minha mãe entrando num carro e logo depois um caminhão, e um grito – Falei e uma lágrima escorreu
- Calma, não precisa mais lembrar – Enxugou minha lágrima – Vamos dormir, temos que acordar cedo e ir para a escola – Falou sorrindo e eu automaticamente ri
Deitei a minha cabeça em seu pai to e com uma mão ele afagava meus cabelos, outra ele mexia no Iphone
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