Overnaturlige
1 Prólogo I
Notas iniciais
P.O.V. Gabriella
Não,eu não estou acordando agora e muito menos atrasada para o meu primeiro dia de aula. Estou apenas esparramada no canto da minha cama com os pés na mesa estudando história nas férias de julho. Ou pelo menos tentando,t odo esse “blá blá blá” sobre humanos idiotas me deixa entediada, e não eu não sou humana.
Prazer, Gabriella Morflits tenho 15 anos e sou uma metamorfa completa, por sorte. Nós somos basicamente, seres humanos que podem se transformar em qualquer alguém, por exemplo qualquer animal ou pessoa. Não somos azuis, não temos escamas e nem caldas, como é retratado em X-men. Tudo aquilo é uma grande besteira-pelo menos em referencia à metamorfos.
Não temos inimigos naturais, é só Lobisomens x Vampiros mesmo. Voltando aos metamorfos, nossos olhos digamos que diferentes. É difícil de explicar.
Para a minha alegria, a raça de metamorfos da minha família é misturada, ou seja, não somos do grupo “do bem” nem “do mal”. Do lado digamos que branco, são metamorfos que foram contra a cultura de fazer o mal e viver em lugares obscuros ou em antigas vilas de metamorfos. O que os do lado negro fazem. Eu sou como Yin Yang da vida,eu sou tanto do bem, como do mal. Desde os tempos antigos, previam de certa forma que algum dia um metamorfo desses ia ser diferente. Tenho grandes chances. O Shapeshifter pode ler mentes e quando essa pessoa estiver pronta para receber esse poder, ou a qualquer momento.
Ainda não descobri o meu lado negro, e isso leva aos sábios de minha especie desconfiarem ainda mais que eu sou a Shapeshifter. O ruim dessa parte dessa coisa de lado negro e lado claro, é que os olhos mudam muito de cor. Quando você está dominado por um lado o olho vai ficar completamente branco ou completamente pretos. Quando acontece é o pior de tudo. Pelo lado claro, os olhos adquirem coloração totalmente branca e agem de forma altruísta, mas tendem a fazer tudo pelo bem de alguém, mesmo ser for algo ruim, e nesse momento os olhos se tornariam como a parte clara do simbolo do Yin Yang. E dominado pelo lado escuro, é a pior. O dominado torna-se totalmente escuro e sem sentimentos, apenas ligado a si mesmo sem se importar em tomar vidas ou destruir lugares. É difícil controlar quando se é dominado, nunca se sabe quando irá voltar e se vai voltar.
Mas, a íris do olho muda de cor é em relação aos sentimentos. É mais o menos assim com ciúmes, inveja ou sentimentos do tipo: os olhos se incorporavam cores quentes e estáveis; próximo de alguma pessoa com afinidade amorosa em potencial: olhos avermelhados ou roseados; sentimentos como da tristeza os olhos adquirem um roxo, azul por verde bem profundos, dependendo de cada situação. Quando se está com medo, a íris fica com um castanho escuro mas com listras roxas e azuis que brilham, se certa forma. E a íris só fica com a cor natural do olho quando estamos felizes, calmos, empolgados ou tranquilos. É ridículo, mas é assim. Qualquer um pode saber o que sentimos.
P.O.V. Matheus
Decidi me transformar, pulei janela e eu já estava na floresta, correndo. Eu poderia deixar para me transformar só na lua cheia, mas qual é o problema? Nenhum. Nem sempre foi por vontade própria me transformar antes. É estranho, mas eu comecei a me transformar antes da maioria dos lobisomens, o que sempre atrapalhou “minha infância”, e por não saber de muita coisa, eu já matei muitas pessoas inocentes, se me sinto culpado? Sim.
A transformação doí, mas é suportável. São apenas todos os seus ossos se quebrando. Antes era horrível, mas com o tempo já me acostumei. Eu já estava sentindo meu corpo mudando, tudo isso é questão de segundos, mas pra mim, fica tudo em “câmera lenta”.
–Matheus,acorda.-eu sentia alguém me tocando.-Vamos!-eu me virei e abri lentamente os olhos.
–Ah,é você juliana..-eu me levantei.-JULIANA? O que você faz aqui? O que nós estamos fazendo no meio dessa floresta?
–Eu que te pergunto querido. Eu vim aqui matar minha sede,e você me aparece aqui no meio do caminho, estava transformado até pouco minutos. Está tudo bem?-ela me deu um selinho.
–Eu devia estar com sono. E.. desde quando a gente tá ficando?-pergunto-a confuso.
–Desde ontem, não se lembra?
–Não.-sai em direção a minha casa,resmungando palavrões.
–Você deve ter bebido, estava extremamente quente.-ela gritou.
–Quente? Eu estava quente?-corri de volta e puxei-a pelo braço.-A gente transou?
–Ah, você não imagina como. Infelizmente ainda não transamos, porque você saiu do nada.-ela olhou para o céu e suspirou.-Pode me soltar? Tenho que matar minha sede, ou quer que eu mate-a com o seu sangue?
–Merda.-estava acontecendo. Não era pra acontecer. É raro lobisomens terem apagões. Isso não é bom, mas talvez eu tenha bebido de mais mesmo. Eu já fiquei algumas vezes com a Juliana, mas eu juro, dessa vez eu não lembro.
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