Overdose
2 Exórdio
Du ia se levantando quando Fernando agarrou seu braço e disse:
Fernando: Não, você vai ficar comigo! -disse com tom agressivo-
Neste momento, João Lucas que estava em uma mesinha negociando algumas de suas substâncias preferidas, percebeu a agitação de Fernando...
Du se negou novamente, deixando Fernando muito bravo e dando uma bofetada em seu rosto. Logo João Lucas se levantou e foi ver o que tinha acontecido. Quando viu que Fernando tinha agredido uma mulher de chamativos fios vermelhos, tentou o segurar, mas Fernando fugiu. Pois então prestou assistência a jovem.
JL: Oi... esta tudo bem?
Du: Tudo ótimo, adoro levar tapas na cara! –disse sendo irônica-
JL: Desculpa... Tem alguma coisa em que eu possa ajudar?
Du: Deixando-me ir embora...
JL deixou Du ir embora.
Por JL: Deixei-la ir, mas acho que deveria ter ajudado ela. Achei uma linda moça, e por sinal muito cheirosa. Tempo depois lembro de que me esqueci de perguntar ao menos seu nome...
Por Du: Fiquei muito puta da vida com Fernando, poxa tem que aprender que eu não queria nada com ele. Mas pensando bem, aquele rapaz que veio me ajudar era muito lindo, me encantei pelos seus olhos, mas quis disfarçar. Acho que nunca senti nada por ninguém como por ele. Talvez seja bobagem da minha cabeça. Saí de lá a mil, até me esqueci de chamar Karina. Fui direto para a La Luna que ficava do outro lado da esquina.
João Lucas também iria para La Luna, mas já saiu do barzinho quase bêbado e drogado.
Du passou a madrugada inteira dançando. Nem ingeriu nenhum líquido alcoólico. Já João Lucas embebedou de vez. Du foi uma das ultimas a sair da boate e totalmente sóbria. João Lucas foi praticamente escorraçado de lá pelos seguranças, por que não queria ir embora.
Ao vê-lo daquele estado, sendo escorraçado e ainda por cima embriagadíssimo se lembrou de que ele a quis ajudar. Mesmo que ela não aceitou seu auxilio, ela devia isso a ele. Então Du foi até ele, e falou:
Du: Cara... Você esta malsão, quer que eu te leve até sua casa? –disse meio sem jeito-.
JL completamente fora de si a abraçou e disse:
JL: A novinha quer me levar para casa? Cuidado meu pai é ciumento!
Du: Ah, por favor, para de brincadeira, né?! –disse em tom sério, mas por dentro ela estava eufórica-.
Du e João Lucas seguiram para o carro dele.
João Lucas insistiu que iria dirigir, mas Du não o deixou. Eduarda perguntou seu endereço, mas ele não soube responde-la, devido seu complexo de bobices e embriagues. Então Du decidiu leva-lo para sua casa.
Por Du: Alguns diriam que isso é loucura, levar um bêbado e ainda por cima drogado para minha casa. Nem quero ver a reação dele quando acordar e não se lembrar de nada. Espero que ele seja gente boa.
Não havia ninguém na casa de Du, devido o final de semana sua família foi para Angra Dos Reis visitar a sua tia rica. Então não iria ter ninguém para ficar lhe argumentando sobre ela ter levado uma visita.
Ao chegar à residência de Du, ela colocou o carro de João Lucas na garagem. João Lucas já estava no 3° sono, iria ser uma luta para tira-lo de lá... E FOI! Ele não era gordo, mas dormindo parecia que tinha uns 130 quilos. Depois de ter soado muito para conseguir leva-lo para dentro de sua casa, deitou ele na cama do irmão de Du. E logo depois Eduarda foi para o seu quarto e se deitou, mas o sono não chegava. Ela estava muito pensativa sobre ter um cara desconhecido no quarto ao lado, sobre o que ele poderia fazer quando acordar... Du não era muito religiosa, mas pedia a Deus que ele não achasse ruim da iniciativa que ela teve, pois era para o bem dele.
Du conseguiu dormir por volta das 7h AM.
Por João Lucas:
minha cabeça dói, sinto muita dor no corpo e uma enorme vontade de vomitar... Parece ser tarde, mas sinto cheiro de café. Logo me dou conta de que não sei onde estou. Aparentemente estou em uma casa, e no quarto de alguém. Mesmo assustado pelo fato de não saber o que aconteceu, decido sair de lá para descobrir onde estou. Assim que saio do quarto me deparo com uma linda moça, apenas de baby-doll e com um chamativo cabelo preso, encostada em uma pia preparando café. Aproximo-me dela e falo:
JL: Oi... –digo meio sem jeito–.
Du se assusta com a aproximação.
Du: Oi... É... Eu posso explicar! –disse nervosa–.
JL: Calma ruivinha –disse rindo –.
Du: Você estava... –disse ainda nervosa quando JL a cortou–.
JL: Não precisa, já até imagino. Mas eu tenho duas perguntas, primeira, a gente ficou?
Du: Não, eu te trouxe... – JL a cortou novamente, pois percebeu seu nervosismo–.
JL: E segunda, onde está o meu carro?
Du mais calma respondeu: ele está intacto na minha garagem.
JL: valeu, obrigado de verdade! –disse a abraçando–
Du: quer café?
JL: aceito, mas com uma condição...
Du: Qual?
Fale com o autor